domingo, 27 de dezembro de 2009

Família e Natal


Éramos 77 pessoas, reunidas em torno de um pequeno presépio e da pessoa que, ao dizer um "sim" aos 18 anos, deu origem a uma descendência  expressiva: nove filhos, vinte e seis netos e, por enquanto, trinta e três bisnetos. Éramos muitos, e de todas as idades.
E entre a mais velha, minha mãe, e a mais novinha, quase 95 anos de diferença.

Norma, 95 anos e 11 meses.


Maria, 1 ano e 2 meses

Estávamos todos juntos para nosso tradicional almoço de Natal, que até poucos anos tinha sempre uma palavra firme daquela que nos deu origem. Era a ocasião em que ela aproveitava para se dirigir aos seus filhos, netos e bisnetos, e falar da importância da família, e sobre o sentido do Natal. Já contei sobre nossas lindas reuniões de Natal, aqui.
Agora, no seu silêncio quase que total, ela assiste a tudo com tranquilidade, encantando-se com os pequenos bisnetos, e com o brilho dos enfeites.
Muita alegria, muita correria das crianças, encontros dos primos que, por residirem longe, pouco se vêem.

Nas fotos, pais, filhos, netos, irmãos, sobrinhos e tios, primos, bisa e bisnetos. Família!

(clique nas fotos)

De repente, antes do amigo secreto das crianças, e antes da brincadeira do presente roubado dos adultos, todos em silêncio. Incrível, até os pequeninhos prestaram atenção nas palavras felizes de um dos irmãos, lembrando a todos as palavras chaves do Natal: nascimento de Cristo, família, vida, renovação. Renovação representada a cada ano pelos pequeninos, numa ciranda interminável. Em seguida, a leitura do trecho inicial do Evangelho de São João, e o canto da nossa tradicional música: Noite Feliz. Todos cantaram, inclusive nossa mãe, avó e bisavó de todos que estavam lá.
Depois, a brincadeira do amigo secreto da criançadinha, os bisnetinhos, que muito bonitinhos se beijavam e abraçavam após a entrega do presente. Papéis pelo chão, muitas brincadeiras e, por fim, as despedidas.

Nas fotos, crianças brincando, trocando presentes, se abraçando e beijando.
(clique para aumentar)

Foi um Natal Feliz!

Nessa foto, 4 gerações e, abaixo, a carinhosa bisnetinha beijando o braço de sua bisa.


terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Piano "al mare"


Adoro música, e adoro tocar piano.

O incrível é que, embora adore tocar, e tenha piano em casa, passo meses sem sequer levantar a tampa do meu piano.

Mas há ocasiões em que a vontade de tocar é insuperável, e isso aconteceu nessa sala maravilhosa do navio em que estivemos no último fim de semana.

O piano: meia cauda. O lugar: lindo, com mar em toda a volta.

Estávamos conhecendo os vários ambientes do navio, e chegamos a esse. Os outros passageiros deveriam estar na piscina, ou em outros lugares agitados. Lá, o silêncio, eu e meu marido.

O piano me chamou, e eu sentei.

Enquanto eu tocava, chegou um passageiro, que ficou me ouvindo e até filmou e tirou fotos (que já me enviou por e-mail).

Foi tudo de improviso. No meio, meu marido cantarolou. Se eu soubesse, teria dado um tom mais adequado para ele. Se eu soubesse, também teria me arrumado melhor para a audição (até escuto minha mãe dizendo: precisa arrumar o cabelo).

Foi um momento lindo da viagem.

Meu marido fez três vídeos, e eu não havia publicado porque não estava conseguindo editar. Eram longos e ultrapassavam o tempo permitido. Como despertei a curiosidade dos meus queridos leitores, resolvi tentar uma adaptação e, depois de muita insistência, consegui cortar um trecho desse que estou deixando aqui. Fui tocando as músicas que surgiam no meu pensamento, e gostaria de ter conseguido baixar um outro onde toquei a música-símbolo da minha mãe.

Se eu soubesse que estaria trazendo o vídeo para o blog, teria encerrado a audição tocando “Noite Feliz”, para desejar a todos um Feliz Natal, com muita paz e amor.

Mesmo sem o som, Noite Feliz para todos! São os votos dos autores do vídeo:

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Fim de semana "al mare", com brinde!




Brincadeiras na piscina, passeios pelos "decks", música ao vivo em ambientes diversos, repouso gostoso e até festa de aniversário.
Sim, reunimos nosso núcleo familiar para festejar "al mare" o aniversário da Adriana, minha querida enteada-filha. Até nossa pequenininha Isadora participou do brinde (na última foto ela está atrás dos copos): muita felicidade, e muitas alegrias para a Adriana.


Foram três dias deliciosos, com a família e rodeados de mar por todos os lados. Lindo demais.

Abaixo, estamos aguardando o embarque e a partida de Santos.
Só tivemos uma parada, em Búzios, e o resto do tempo foi aproveitando bem o navio.

Protetor solar, caprichando bem no rostinho.



Aqui, a menininha na piscina externa.
Nessas fotos, na piscina interna (do solarium).


E eu, que não apareço na piscina porque estava batendo as fotos, aproveitei a delícia do passeio até para tocar bastante piano, numa sala maravilhosa, no 12º andar do navio. O piano, de meia cauda, numa posição fantástica: parecia que eu estava tocando sobre o mar.
Nessa primeira foto, atrás um outro navio de passageiros. Na 2ª, meu reflexo no piano, e a linha do oceano.



No fim da viagem, o comentário da netinha: mamãe, nós vamos embora? Eu queria ficar mais um pouco!
Epa! Eu também! Aliás, nós todos também.


E aqui, duas paisagens de Búzios.


sábado, 19 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Meu panetone de linhas retas.

Meu blog não é um blog de culinária, mas de vez em quando entra na cozinha. E, embora também não seja especializado somente em falas e casos da vovó, nessa época de Natal ele está meio centrado em comportamentos de vovó.

Ora, nesses dias, dez em cada dez vovós estão pensando em coisas gostosas para o Natal, e eu estou entre elas. Então, excepcionalmente, estou "entrando na cozinha" duas vezes em seguida.

Desde que comprei minha máquina de fazer pão, eu vinha pensando em fazer um panetone. Já fiz o pão tradicional, o pão de centeio, o pão de nozes, todos muito bons, mas estava faltando o panetone.

Agora, chegou a hora. Juntei todos os ingredientes, fui colocando na máquina na ordem certa e, maravilha das maravilhas, consegui um panetone também muito bom. É preciso deixar anotado que o panetone caseiro é bem diferente dos panetones aos quais estamos acostumados, principalmente das marcas mais conhecidas. É um panetone mais massudo, comparável, talvez, a um pão italiano.

Mas é muito gostoso. E esse, especialmente, é bem natural. Não levou sequer a conhecida essência de panetone. É a receita tradicional, com frutas cristalizadas e passas. Quem não gostar das frutas, coloca somente as passas. Quem me deu a receita foi a Yara, minha cunhada/irmã.

Panetone:

1 copo e 1/2 de água, incluindo nessa medida um cálice de licor transparente (fiz com licor de aniz)

1 ovo

1 colher (de sopa) de manteiga

 1 colher de sopa de óleo

1 colher (de chá) de sal

3/4 de copo de açúcar

2 colheres (de sopa) de leite em pó

4 copos de farinha de trigo

casca ralada de 1 laranja e de 1 limão

3 colheres (de chá) de fermento seco

1 copo e 1/2 de passas e frutas cristalizadas.

O copo utilizado foi o de medida, que acompanha a máquina, e corresponde a 200 ml. Os ingredientes são colocados na ordem acima, e o fermento é posto numa pequena reentrância feita na farinha.

As frutas e as passas são colocadas depois da massa misturada, somente quando a máquina der o sinal. 

Como eu fiz o procedimento total na máquina, o panetone ficou com o formato diverso do tradicional. Na próxima vez, talvez eu providencie as formas próprias de papel, faça a massa na máquina, e asse no forno. Não sei, não. Estou achando até que ele ficou bonitinho.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Ricota, para quem gosta


Adoro partilhar coisas boas, e no último domingo fiz uma sobremesa que ficou tão gostosa que vale a pena mostrá-la.

Além de gostosa, é simples de fazer, e fica bem bonita. Mas tem uma coisa: só quem gosta de doce de ricota é que vai apreciá-la.

Como eu gosto bastante, e sou adepta da Cozinha Fácil, acho que vou repeti-la no Natal.

Quem me inspirou para essa receita foi a Carmencita, que sempre traz boas idéias para a cozinha. Fiz umas pequenas alterações, e aqui está meu resultado:



Pudim de Ricota

500 gramas de ricota (usei uma que pesava 480 gramas)

1 lata de leite condensado

1 lata de leite (coloquei o desnatado)

3 ovos extras

raspas de casca de dois limões

frutas cristalizadas picadas

Amassar a ricota com um garfo. Colocá-la no liquidificador com o leite condensado, o leite e os ovos. Bater bem.

Juntar as raspas de limão e as frutas cristalizadas (mais ou menos 100 gramas) e misturar.

Colocar em forma de anel, que possa ir ao microondas, untada com manteiga. Cozinhar em potência alta, por 10 minutos.

Aguardar 5 minutos e desenformar. Levar para a geladeira.

As frutas ficaram concentradas na parte superior do pudim. Acho que quem quiser que elas fiquem espalhadas, deve passá-las por farinha de trigo.

Servir o pudim com calda feita com Geleia de Frutas. Usei uma geléia de damasco muito gostosa, uma dinamarquesa (Danish - Apricot), que tem pequenos pedaços da fruta. Mas dá para fazer com qualquer geleia, desde que não seja muito doce, ou com calda de frutas.

Para a calda:

200 gramas de geleia

1 / 3 de xícara de água

1 cálice pequeno de vinho do Porto.

Levar ao fogo a geléia com a água, mexendo para dissolver o doce. Acrescentar o vinho e deixar ferver um pouco, para uma ligeira apurada. Deixar esfriar e colocar sobre o pudim.

O resultado é um bom doce. Bom, mesmo. E o melhor, é que é pouco doce.


domingo, 13 de dezembro de 2009

Festa de Natal


Tenho lido várias manifestações, em diversos blogs, sobre os sentimentos que o Natal desperta nos autores/autoras dos blogs.

Para alguns, a festa de Natal é algo mágico, que traz bons sentimentos e boas lembranças.

Para outros, é algo que incomoda, que desperta críticas e até mau-humor.

E para outros, ainda, é uma festa que provoca desconforto, e até tristeza, porque os faz lembrar de pessoas que não podem festejar, porque já partiram.

E entre aqueles que não se sentem bem no Natal, há muitos que têm crianças em casa. Alguns, conseguem superar seu desconforto e, em nome das crianças, acabam entrando no clima natalino.

Outros, argumentando que a festa de Natal, de um modo geral, não é uma festa autêntica, não se empenham em realizá-la, ou procuram fugir de eventual confraternização familiar.

Dizem que os abraços trocados nem sempre são sinceros, que os votos expressados são vazios, que aqueles que estão ali confraternizando costumam se estranhar durante o ano, que troca de presentes é algo sem sentido.

É verdade que muitos dos abraços trocados não são sinceros. Mas também é verdade que há muitos sinceros, dados por pessoas que realmente sentem prazer em estar se encontrando e confraternizando.

Se os votos forem vazios, pelo menos valerão para aquele momento em que foram expressados. Conheço uma senhora que diz que no céu existe um coro de anjos que fica repetindo sem parar “amém, amém, amém” (assim seja, assim seja, assim seja). Dessa forma, conforme essa sua historinha, na hora em que um voto é expressado, o coro está dizendo "assim seja" .

E o fato de que, entre as pessoas que estão confraternizando, existem algumas que se estranham, não é motivo para deixar de manifestar amor aos demais, e nem para negar às nossas crianças a oportunidade de vivenciar o Natal.

Para as crianças tudo é lindo, tudo é festa, tudo é alegria.

Com o tempo elas irão crescendo, até chegar o dia em que perceberão que nem tudo é festa, que nem todos são amigos, que nem todos os abraços são sinceros e ... que o Papai Noel não existe.

Mas até lá, elas terão vivido momentos de muita magia e de fantasia, que com certeza devem ter um valor especial para seu desenvolvimento.

Sim, porque a festa de Natal é uma festa da família, é uma festa de amor. Natal é nascimento. Nascimento traz alegria. E, importante é termos uma reunião para festejar o nascimento de quem veio para nos dizer que é preciso amar.

 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Caprichos da Internet


Hoje cedo ao ligar o computador, fiquei feliz ao encontrar 11 comentários para moderar.
É certo que, quem escreve gosta de ser lido, e os comentários são o alimento para o blog, como já escrevi aqui.
Pois bem, comecei a expandir os comentários, um a um, para em seguida publicar todos.
De repente, puft ....
Como num passe de mágica, todos os comentários sumiram, sem que eu tivesse dado qualquer clique. Fiquei atônita. Ainda pensei na possibilidade de terem sido publicados automaticamente, ou então de terem sido remetidos para a caixa de entrada do meu endereço eletrônico. Isso porque, há algum tempo o blogger funcionava assim: os comentários eram enviados inicialmente para o e-mail cadastrado.
Nada. Sumiram mesmo.
E agora? Meus comentaristas iriam pensar que eu havia rejeitado suas colocações a respeito dos meus textos?
Antes do apagão, tive tempo de ler, e gravar na memória pessoal, os comentários da Sílvia e da Lúcia e, assim, pude me dirigir diretamente a elas, para contar o ocorrido.
Mas e os outros? Quem seriam? Não deu tempo nem mesmo para ler os nomes.
É, a internet tem seus caprichos. Ou seriam caprichos do blogger, ferramenta tão importante, que nos permite a manutenção dos blogs, mas que também nos deixa apreensivos com receio de um "puft" fatal ?
Será que mais alguém já passou por isso?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Fila inevitável


Por esses dias, uma amiga perdeu seu irmão e teve que enfrentar a morte de surpresa, pois embora ele não fosse jovem era relativamente saudável.

Ao comentar sua partida, ela me disse que procurava ficar conformada, por ser esse nosso destino. E que todos nós estamos numa fila que não para. Ele tornou-se o primeiro da fila, e partiu.

Fiquei pensando nessas palavras e achei a colocação interessante. Morte, normalmente, é algo em que não costumamos pensar. Ou, pelo menos, algo em que não gostamos de pensar.

Sabemos que se há vida, também há morte. Mas isso, num plano bem abstrato. Normalmente não nos imaginamos caminhando para ela. Contudo, ao pensar em fila, consegui visualizar essa caminhada de uma forma mais concreta. Ainda que não possamos saber qual a nossa posição na fila, sabemos que estamos nela, e que ela está sempre andando.

Difícil?

Sem dúvida.

Difícil e inevitável.

Então, é preciso que se tenha consciência disso.

E é essa consciência que nos ajuda a viver melhor. Ela nos mostra que precisamos aprender a dar valor ao que realmente importa, aprender a ser solidários, tolerantes, amáveis, a viver sem arrogância, a procurar aquilo que nos faz bem, e que faz bem aos que nos rodeiam.

Por esse lado, acho que a real consciência da morte, só pode fazer bem para a vida.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cinema saboroso


Já falei, em outras ocasiões, que adoro um bom programa de cinema. 

DVD, só se não tiver outra alternativa, pois gosto do ritual de ir ao cinema, e de assistir o filme sem qualquer interrupção, tipo campainha de telefone, ou alguma outra espécie de chamada.

Nesse último fim de semana vi um filme muito agradável: bons atores (especialmente a atriz principal), bom roteiro, filme leve e “gostoso”. Tão gostoso que muitos que o assistem saem do cinema direto para um “bistrô”, para passarem da degustação visual para a real.

O filme foi Júlia e Julie, que gira em torno da biografia de duas mulheres, que embora separadas por grande diferença de tempo e de espaço, acabaram unidas pelas aventuras na cozinha.

Júlia era uma americana que, por motivos profissionais do marido, foi viver na França no final da década de 1940. Havia deixado seu trabalho e estava em busca de algo diferente. Cedo, acabou por descobrir toda a riqueza da culinária francesa e, querendo transmitir isso às mulheres americanas, passou a se dedicar à elaboração de um livro de receitas. 

Julie, jovem de aproximadamente 30 anos, que vivia em New York, havia se mudado para um bairro que não a agradava, e exercia um trabalho burocrático que não lhe dava qualquer prazer. Certa noite ao provar um dos pratos da Júlia Child, fica motivada a aprender a cozinhar e resolve aceitar o desafio do marido: fazer todas as receitas do livro (mais de 500), no prazo de um ano, e ir relatando suas aventuras culinárias num blog.


As histórias da Júlia e da Julie correm em paralelo, muito recheadas de bons pratos.

No final, só não entendi como, depois de 500 quitutes ingeridos quase que diariamente, Julie conserva seu corpinho perfeito.

Ah! Acho que dá para ter uma pista: que saudades dos meus 30 anos, idade em que se come de tudo, sem que esse tudo se agregue ao corpo. Assim é fácil!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Natal


Natal chegando, é hora de preparar a casa para a festa do amor. Sim, esse é o sentido da festa, embora muitas vezes esquecido. O dia da festa é só um, mas deve servir para nos lembrar que o espírito do Natal deve sempre fazer parte da nossa vida. Os festejos e enfeites são grandes, coloridos, iluminados, talvez para que não esqueçamos da importância do amor, da tolerância, da preocupação com o próximo, da solidariedade.

Desci minhas caixas de enfeites (muitos dos quais me acompanham há bastante tempo) e esperei a chegada da minha ajudante mais importante. Daquela que não me deixa esquecer a importância do amor para a vida. Amor desinteressado, amor incondicional.

Primeiro, a arrumação do pequeno presépio, símbolo central da festa.
Depois, a montagem da árvore. Minha ajudante estava bem compenetrada e ficou sozinha, por um tempo, montando a árvore do seu jeito, até onde alcançava. Muitas bolas num só lugar, todos os laços juntos.




Depois, fomos dando uma pequena arrumação, mas o certo é que a árvore, nesse ano, tem o toque especial ... da especial netinha. 


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Passeando pela cozinha




Sempre gosto de dar umas voltinhas pela cozinha, experimentar novas receitas, dar uma enfeitada nos pratos.

Num desses últimos passeios, o resultado foi um almoço bem gostoso. Teve como prato principal um Bacalhau a Gomes de Sá, e de sobremesa o famoso e delicioso Suflê de Goiabada da Carla Pernambuco (Restaurante Carlota).

Para o bacalhau, fiz uma pequena pesquisa e acabei optando pela receita da Elvira. Seu "bistrot" sempre tem receitas saborosas. Usei sua receita, dando o meu jeitinho.


Na véspera já iniciei a operação para dessalgar o bacalhau, mas antes tirei sua pele (é mais fácil tirar com ele seco). Deixei as postas de molho em água gelada e conservei a vasilha dentro da geladeira. Troquei a água umas 4 ou 5 vezes.

Daí, de posse da receita, comecei o preparo.

Usei:

4 postas médias de bacalhau (já dessalgado)

800 gramas de batata

2 cebolas grandes

3 dentes de alho

1 xícara de azeite extra-virgem

3 ovos

1 folha de louro

1 punhado de azeitonas pretas

salsinha picada

sal e pimenta (a gosto)

 Para fazer:

Cozinhar o bacalhau em água fervente de 8 a 10 minutos. Escorrer e deixar amornar. Tirar as espinhas e deixá-lo em lascas grossas. Reservar.

As batatas devem ser bem lavadas, cortadas ao meio e cozidas com cascas em água fervente com sal (podem ser cozidas já sem casca). Não devem ficar muito moles. O cozimento deve levar mais ou menos 25 minutos. Depois de mornas, tirar as cascas e cortar em rodelas (tamanho médio). Reservar.

Cozinhar os ovos durante 15 minutos, após a fervura. Escorrer a água quente e deixá-los em água fria até esfriarem por completo. Só, então, descascá-los para cortar em rodelas.

Descascar e cortar as cebolas em fatias finas, e picar os dentes de alho. Esquentar o azeite e refogar as cebolas, mexendo até que fiquem transparentes. Adicionar o alho picado e a folha de louro. Temperar com um pouco de pimenta e sal. Refogar mais um pouco, sempre mexendo. Tirar a folha de louro e reservar.

 Nessa altura, é só montar o prato.

Coloquei um pouco de azeite no fundo de um refratário e ali arrumei as batatas.

Sobre as batatas coloquei as lascas de bacalhau e cobri tudo com o refogado de azeite, cebola e alho.

Levei ao forno aquecido. Mais ou menos depois de 5 minutos, tirei o prato do forno e coloquei os ovos. Voltei ao forno para acabar de esquentar e pegar uma cor dourada. Essa fase de forno deve levar aproximadamente 15 minutos (esqueci de reparar o tempo certo).

Pronto o prato, é só enfeitá-lo com as azeitonas pretas ( que alem de enfeitarem dão um gosto muito bom) e salsinha picada. Hummmm. É muito gostoso. E simples de fazer.

Mas passeios bons, também, tenho feito na companhia da minha panificadora doméstica. Pão quentinho, que às vezes nem manteiga pede. O último que fiz foi esse maravilhoso pão de cenoura que está lá no início do texto.

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Horizonte amplo


Quando eu crescer, vou trabalhar na NASA.

Essa foi a resposta que o menininho de dois anos deu para o seu supermédico pediatra, quando ele lhe perguntou o que seria quando crescesse.

O médico ficou muito surpreso. Disse que era a primeira vez que ouvia aquela resposta  e que seus pequenos clientes, quando indagados, diziam que seriam médicos, professores, motoristas, ou que teriam a mesma profissão dos pais. Mas naquele caso, seu pequeno cliente estava optando por algo que não era comum. 

O mais inusitado é que isso ocorreu numa época em que a NASA estava dando seus primeiros passos. Era bem desconhecida, principalmente das crianças, que ainda viviam num mundo mais de brincadeira de quintal. A televisão não tinha a força e penetração dos dias atuais.

Assim, a resposta foi surpreendente, e não dá para adivinhar o que a criança imaginava ao manifestar sua vontade, muitos anos atrás.

Trabalhar na NASA (agência espacial americana) talvez para ir até a lua, para ver o desconhecido, para mostrar coragem? Descobrir coisas? Conviver com o inóspito?

Não sei. O certo é que o menino cresceu, e nunca se interessou pelo comum.

Não foi para a NASA, nem se envolveu com conquistas espaciais. Porém, está a caminho da Antártica, continente gelado, inóspito e com muito para ser estudado. Ficará algum tempo por lá, em trabalho científico, quando certamente deverá mostrar toda sua coragem para enfrentar o desconhecido.

Parece incrível, mas às vezes nossos filhos, ainda quando pequenos, têm comportamentos, ou falam determinadas coisas, que nos mostram mais tarde que aqueles acontecimentos, ou dizeres, tinham sentido. Eu não percebi de pronto, mas com o tempo entendi que jamais veria meu filho trabalhando num consultório, escritório, ou entre quatro paredes. Com a amplitude do seu horizonte, se não estivesse desbravando o espaço, estaria em outras descobertas importantes. 

A lua, ficou para trás. A Antártica, está ali.

Boa viagem, Gustavo.