quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ajudante de cozinha

Nesse último fim de semana recebi a visita de minha grande companheirinha, que nem bem chegou foi pegando seus utensílios de cozinha, e me convocando:

-Vovó, vamos fazer uns bolinhos?

- Qual bolinho, o de caneca?

- Não, vovó, quero usar essas forminhas.

- Ah, com essas forminhas temos que fazer biscoitos.

E eu, que há muito tempo não fazia biscoitinhos, fui atrás de uma receita fácil e rápida, usando a internet, claro.

Na correria, não estava conseguindo nada do jeito que pretendia. E minha ajudante estava com pressa.

Então, lendo aqui e ali, resolvi criar uma receita.

Daí, começou a preparação, sempre com a ajuda da “minha” menininha.

Chegou a hora de colocar a mão na massa e ela assumiu o trabalho direitinho. Foi um trabalho a quatro mãos. Ora ela, ora eu. Pena que não deu para fotografar essa fase. Estávamos sós, em casa, e com as mãos totalmente lambuzadas era impossível pegar na máquina.

Foi uma festa na hora de abri a massa e cortar os biscoitinhos. A ajudante vibrou e escolheu duas forminhas: coração e estrela.

O resultado foi muito bom : um pote grande cheio de biscoitinhos com delicioso sabor de limão.

Fizemos assim:

Biscoitinhos de limão

1 xícara e ¾ de farinha de trigo

100 (ou 120) gramas de manteiga

120 gramas de açúcar

1 ovo

1 pitada de sal

½ colherinha (de café) de fermento em pó

1 colherinha ( de café) de baunilha

1 colher de sopa (cheia) de raspa de casca de limão (coloquei do siciliano)

Misturamos bem todos os ingredientes e depois amassamos com as mãos. Embrulhamos a massa com plástico e deixamos na geladeira por 30 minutos.

Abrimos a massa, cortamos os biscoitinhos e colocamos em assadeira (sem untar). Massa fina dá biscoitos mais crocantes.

Levamos para assar em forno pré-aquecido (200º).

Minha ajudante adorou a brincadeira. Eu, depois de muito tempo em pé, confesso que fiquei as pernas "avariadas". Mas isso é outra história, que ficará para depois.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cabelos brancos


Outro dia tive a atenção chamada para uma foto tirada em um evento social. Mostrava uma determinada personalidade, ladeada por um casal. E a legenda dizia mais ou menos isso: “fulana de tal”, ladeada por “fulano de tal” e sua mãe “sicrana de tal”.

O “fulano de tal” tinha a cabeça praticamente branca. Sua mãe, que estava do outro lado, não mostrava sequer um fio de cabelo branco. E, reconheça-se, tinha um ar jovial.

Pensei: logo esse filho estará parecendo mais velho que sua mãe. 

Já há algum tempo venho refletindo nessa questão dos cabelos tintos. Para as mulheres, de um modo geral, cabelos brancos devem ser tingidos. Há quase que uma unanimidade em relação a isso. Basta prestar atenção: é difícil vermos mulheres com cabelos brancos, ou grisalhos. 

Até lembrei de um fato acontecido comigo. Eu estava querendo conversar com uma professora de piano da minha cidade, mas tinha dificuldades para encontrá-la. Um dia, falando com seu marido, pelo telefone, ele me perguntou se eu iria ao concerto que se realizaria naquela noite, pois ela estaria lá.

O problema é que eu não a conhecia, nem mesmo por fotografia. Daí ele me deu uma descrição sobre ela, e terminou dizendo que ela possuía cabelos curtos e brancos, e que estaria sentada na parte da frente do teatro.

Pois bem. Cheguei com certa antecedência e fiquei passando os olhos pelo teatro para ver se a localizava.

Incrível! Não encontrei mulher alguma com cabelos brancos. Todas as cabecinhas brancas eram de homens.

O curioso é que, dias após, ao conseguir falar com ela pelo telefone, contei o ocorrido e ela me disse: Cabelos brancos? Eu? Meu marido estava sonhando.

Será que só em sonhos as mulheres têm cabelos brancos?

E essa questão, que se confunde com velhice, tem me feito pensar.  

Qual será a melhor hora para deixar de pintar os cabelos?

Eu, particularmente, gostaria de saber quanto tenho de cabelos brancos, mas é algo difícil de saber. Para isso, só deixando de pintá-los.

Acho, mesmo, que não devo ter muitos, pois “puxei” meu pai, que partiu aos 75 anos quase sem cabelos brancos. Tanto que comecei a tingir os meus, e a fazer reflexos, relativamente há pouco tempo. 

Mas, o problema é : quando parar?

Confesso que acho estranho ver senhoras muito idosas (talvez como as da ilustração) usando cabelos escuros. Parece que cabelo escuro não combina com a "idade". Pelo menos é o que penso agora.

Então, estou atrás de um critério, e disse para meu marido: 

Já sei. Quando meu filho estiver com cabelos brancos, é hora de parar com as tinturas.

E ele: 

Então, fique atenta. Você já viu os fiozinhos brancos da barba dele?

Uau! E agora?

 

(Imagem daqui).


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sonho e amizade


A cidade de Santos, que hoje completa 464 anos, já tem seu piano de cauda de qualidade: um Steinway Concert Grand.

Acho que esse deve ter sido um dos principais sonhos de D. Aura Botto de Barros, uma senhora batalhadora e ligada à cultura. Depois de muita luta, por mais do que uma década, conseguiu sensibilizar o poder público municipal para a necessidade de Santos ter seu próprio piano. Depois disso, e por intermédio de um programa de incentivo fiscal, foi mais fácil conseguir o apoio de três empresas patrocinadoras.

A cidade, até então, sempre que recebia algum pianista para concertos, tinha que alugar o instrumento.

Pois bem, em 17 de novembro de 2009 nosso piano chegou ao Teatro Coliseu, e D. Aura lá estava para recebê-lo. Disse que aquele era um "dia incrível".


                                       (Dia da chegada do piano. Foto, daqui).

Para sua estreia, nada melhor do que um concerto durante os festejos pelo aniversário da cidade. Foi então que ela recebeu um pedido: será que conseguiria trazer para Santos, já no início do ano (que estava bem próximo), seu amigo, o renomado pianista Nelson Freire?

Para nossa sorte, Nelson Freire disse sim ao pedido de sua amiga. E o concerto aconteceu no último dia 24 de janeiro, como esplêndida abertura para os festejos. 

Eu tive a maravilhosa oportunidade de, mais uma vez, ver e ouvir nosso fabuloso pianista Nelson Freire, considerado mundialmente como um dos melhores pianistas da atualidade. Nessa noite ele tocou acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Santos.

Na plateia, enfraquecida pela idade (95 anos), e por algum problema recente (pois se encontrava numa cadeira de rodas), estava D. Aura, a grande responsável por aqueles momentos maravilhosos, e por muitos outros que certamente irão acontecer.

Sonho realizado. E sua realização, um prêmio para a cidade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Cores no céu

                                                (Foto de Eduardo Andreassi - aqui)


Passeando com a ajuda da internet, encontrei uma página  com fotos lindas de Santos, incluindo fotos da queima de fogos na passagem do ano de 2009 para 2010.

E fiquei com vontade de fazer esse registro, antes que o primeiro mês do ano termine.

Fizemos nossa festinha, e pouco antes da meia noite descemos do nosso 18º andar para ver a queima de fogos na praia. Nessa hora, uma verdadeira multidão se encaminhava para a praia, muitos com roupas brancas, muitos levando taças e garrafa de champagne para o brinde da virada.


A praia estava toda arrumada para as comemorações, e nós estávamos olhando da janela, na indecisão de descer ou não. Mas a "menininha", muito empolgada, achava que a festa só iria acontecer na areia. Então descemos. Só que não tivemos uma visão muito boa, e eu quase não consegui fotos que mereçam registro. Aqui estão elas:



Tudo, porém, valeu muito pela expressão admirada da Isadora ao ver, lá no céu, a profusão de cores e formas diversas dos fogos. Feliz 2010!

  

 

E aqui, um carinho de despedida do feliz ano de 2009.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Dia de luz


Há crepúsculos lindos. Crepúsculos com cores e luminosidade radiantes.

E isso foi o que senti no último dia 19, quando festejamos a vida plena, a vida pura (como disse minha filha Priscila no seu comentário ao "post" Crepúsculo).

Minha mãe. 96 anos. 9 filhos, 26 netos e 32 bisnetos (quase 33).

Ela estava muito feliz. Na hora do “Parabéns”, tinha uma bisnetinha ao seu lado. Foi o suficiente para que batesse palmas, e assoprasse alegremente as velinhas dos seus 96 anos.

 


 Também festejando a data, seu irmão caçula, meu tio Paulo, que aparece à esquerda, nessa foto. Os dois irmãos aparecem trocando olhares em uma das fotos da colagem (1ª da fileira do meio, à esquerda).

E por último, um prato de losangos com glacê de limão, que era presença certa nos nossos aniversários de criança, sempre feitos por nossa mãe. Agora, foi minha vez de fazê-los para ela.

 

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Crepúsculo


Caminhando pela praia, pensei o tempo todo em minha mãe. 

Sempre aproveito a caminhada matinal para admirar a beleza da praia, dos jardins, do mar, dos recortes de relevo, das brincadeiras de crianças. Para pensar como é bom poder andar, e como é bom andar na praia.

Mas nesse dia minha mãe ocupou totalmente meu pensamento, e minha caminhada foi acompanhada por lágrimas. Lembrei do quanto ela gostava de caminhar pela beirada do mar, molhando os pés, e de como gostava de entrar no mar quando ele estava bem calmo, só com marolas.

Até seus 87 anos de idade ela foi bem independente. Saía sozinha, às vezes até pegava ônibus para algum compromisso (embora nós a aconselhássemos a pegar um taxi).

Quando perdeu uma amiga (bem mais nova), com quem costumava sair, comentou comigo que gostaria de andar na praia, mas não tinha companhia. E eu a incentivei a ir sozinha. Disse que ela estava muito bem, e que deveria ir andar um pouco. A distância da sua casa até a praia é de uma quadra.

E ela passou a ir alguns dias por semana, até que levou um tombo grande no jardim da praia. Não teve qualquer fratura. Só uma contusão forte no ombro e no joelho.

Já recuperada, levou outro tombo num pequeno degrau da entrada do prédio onde eu morava. Pediu para o porteiro que não me contasse, mas acabei descobrindo quando fui visitá-la e a encontrei com uma compressa no joelho.

Com esses tombos, passou a se sentir insegura.

Nessa época eu morava num prédio na frente do seu. Antes, eu residia num outro bairro distante, mas quando tive a oportunidade de procurar um novo apartamento coloquei como condições primordiais que tivesse uma sala grande (para comportar a família) e que fosse bem próximo ao apartamento da minha mãe. Ela estava com 82/83 anos, e eu queria aproveitar melhor nossa convivência. E consegui o apartamento, com vista total para o dela.

Foi muito bom.

Eu trabalhava o dia inteiro, mas ela ficava “ de olho” na minha casa. Assim que, no início da noite, via a luz acesa, atravessava a rua e ia tocar minha campainha. Dizia que estava indo para me fazer companhia. Muitas vezes, dormiu na minha casa, “para me fazer companhia”, pois o Berto, meu marido, trabalhava em outra cidade e não estava todas as noites comigo.

Quando ia embora (tudo isso antes do 2º tombo), achava-se totalmente segura para atravessar a movimentada avenida que separava nossas casas. Não queria que eu a acompanhasse. Muitas vezes eu insistia, e em outras, sem que ela percebesse, eu pedia ao porteiro do meu prédio que a ajudasse. Daí, ela não tinha como recusar.

Gostava de esperar pelos fins de semana, pois há alguns anos passávamos praticamente todos os sábados e domingos em Itanhaém, cidade a 54 km de Santos. Eu a pegava no final do meu expediente de 6ª feira, e a deixava em casa na 2ª, antes de voltar para meu trabalho.

Em Itanhaém, na casa gostosa na frente do mar, ela molhava os pés na beiradinha da água, agradava nossos cachorros e sentia-se útil na cozinha. Pedia que nossa funcionária a chamasse, na hora de fazer o pirão que acompanharia o peixe, porque ela queria fazê-lo. Ia para a cozinha ensinar pratos antigos como dobradinha, língua, cozido. 

Lia muito. Às vezes iniciava e terminava um livro no fim de semana.

No domingo, logo cedo, ia sozinha para a Igreja para assistir a missa das 9 horas.

De repente, eu ou o Berto passamos a levá-la para a Igreja.

De repente, ela deixou de atravessar a avenida para ir até minha casa em Santos.

De repente, ela passou a falhar nas idas a Itanhaém, até não ir mais (assim como eu).

De repente ela iniciava a leitura de um livro, mas não saía das primeiras páginas. Tinha que ler, e reler e reler.

E, de repente, ela estava completando 90 anos, mas ainda com muita alegria, numa festa com a presença da família e das amigas. 

Daí, aos poucos, seu olhar foi perdendo o brilho, seu interesse pelas coisas foi sumindo, tudo foi ficando mais difícil, e ela passou a ficar dependente para os fatos mais corriqueiros.

E hoje, minha querida mãe está completando 96 anos.

E eu não sei dizer, com exatidão, qual a data em que ela começou a dar seus passinhos efetivos e visíveis para a retirada do palco da vida.

 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Coração de mãe


Numa noite dessa semana, sonhei com meu filho. Ele era um menininho com aproximadamente 5 anos e veio meio tristinho me pedir chupeta. Eu estranhei, pois há muito ele deixara a chupeta (na vida real, aos 2 anos). Mas, sem nada perguntar, entreguei-lhe uma.

Ele deu umas chupadinhas e me devolveu.

Deu alguns passos, e voltou. Pediu novamente.

Nessa hora acordei e, de imediato, fiz minha interpretação sobre o sonho.

E pensei: Nossa, o Gus deve estar precisando de carinho, de companhia, de atenção.

Como já contei aqui, ele está num trabalho na Antártica, no meio do gelo total e com dificuldades para comunicação. Nesses quase dois meses, só falamos duas vezes: na ante-véspera do Natal, e no início do ano.

Quem vive em lugares com inverno rigoroso, pode avaliar melhor o que deve ser enfrentar um trabalho nas profundezas da Antártica. 

Levantei pensando no sonho. Tomei meu café da manhã, e estava iniciando a leitura do jornal, quando o telefone tocou.

Não acreditei! Era ele.

Contei o sonho, e minha interpretação.

E ele me disse:

É, coração de mãe é incrível. Sua interpretação é bem verdadeira. Passei por momentos muito difíceis e estava mesmo precisando desse nosso contato. Por isso dei um jeito de telefonar, para captar uma energia boa de mãe. E agora, me conte só coisas boas.

Daí, para não ter erro, comecei a contar coisas boas a partir da Isadora, pois criança é só alegria. Nessa hora, a ligação caiu. Que pena!
Mas o contato foi muito bom. 
E eu espero que nossa breve conversa tenha sido suficiente para passar-lhe boa energia, e também para suprir as carências que meu sonho me contou.
É verdade. Coração de mãe é demais.

Ilustração: Essa latinha com formato de coração foi um presente que ganhei do meu filho há pouco mais de 15 anos. Veio acompanhada por lindas palavras, e dentro tinha deliciosos chocolates Godiva. Eu estava procurando uma ilustração para o post, quando lembrei de fotografar esse mimo tão delicado.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Artífice do bem

Se é difícil aceitar a morte de alguém que está em pleno vigor, de alguém que é símbolo da caridade, de alguém que não se esquiva da ajuda ao próximo, mais difícil, ainda, é aceitar sua morte de uma forma violenta.

E foi assim que partiu Zilda Arns, derrubada por um desastre da natureza, num local onde acabara de chegar para levar seu trabalho humanitário.

Foi ela a responsável pelo desenvolvimento da Pastoral da Criança, trabalho iniciado para combater a mortalidade infantil, principalmente pela desnutrição e que, com o tempo, passou a envolver projetos de geração de renda e de educação de jovens e adultos. 

Esse trabalho vitorioso começou numa pequena cidade do Estado do Paraná, só com ela. Sim, só com ela. E em pouco tempo o resultado foi surpreendente: a mortalidade infantil que, num ano, era de 127 por mil crianças, baixou para 28 por mil. Foi um trabalho de formiguinha, um trabalho de educação, de nutrição, que envolveu muito amor e dedicação. Formando, aos poucos, muitos líderes das próprias comunidades carentes, e conseguindo adesão de muitos voluntários, foi atingindo todas as regiões do país e alcançando muitos outros, com a transferência da sua metodologia. E, se preciso fosse, com a presença da sua criadora, para motivar os possíveis líderes.

Tive a oportunidade de visitar, há alguns anos, a sede da Pastoral da Criança em Santos, e fiquei impressionada com a simplicidade do projeto, e com os resultados excepcionais do trabalho. Observei a confecção do suplemento alimentar distribuído para as crianças desnutridas, tive informações sobre a formação dada às pessoas das comunidades carentes, e que assim se tornavam agentes de transformação, vi a simples balança que acompanhava o desenvolvimento das crianças. Esses três fatores foram a alavanca inicial do projeto implantado por essa grande figura, que na sua simplicidade levou vida e saúde a milhões de crianças brasileiras.

Zilda Arns, uma vida que engrandeceu a humanidade. 


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Fim de férias


(Alerta: post com assunto de vovó).
 Essa foto foi tirada na hora da nossa despedida, ontem, em SP.

Hoje acordei com saudades, muitas saudades da netinha.

Ela já voltou para São Paulo, e para sua rotina da escolinha.

Eu, embora tenha passado o fim de semana em São Paulo, já estou em Santos, na minha rotina de aposentada. Rotina essa que, muitas vezes, é entediante, embora eu reconheça que ela tem um lado muito bom. Se não fosse a falta de compromisso profissional, com certeza eu não teria tido a oportunidade de acompanhar, tão de perto, o crescimento da Isadora.

Foram dias muito gostosos e bem cheios. O interessante é que, mesmo nos dias em que minha filha estava em Santos, a Isadora quis dormir no meu quarto, num colchãozinho ao lado da minha cama. E olha que ela é grudadíssima na mamãe. 

Bem que ela queria o lugar do vovô, na cama, mas logo entendeu que não era possível.


Essa era cena no café da manhã. Hoje, faltou. Mas a imagem, ficou.

Foram 15 dias de muita alegria. Como a Isadora está com 3 anos e meio, já passou a fase do trabalho pesado. Sim, o trabalho com as crianças pequenas é pesado, principalmente para as vovós que já não têm aquela força da juventude. Agora, além de não dar trabalho, ela já ajuda, e adora ajudar. 

Fomos juntas ao supermercado e ela ia pegando os produtos que estavam nas prateleiras baixas (e nas altas também), e fez questão de empurrar o carrinho. 

Em casa, gosta de ajudar a arrumar a mesa, de buscar objetos que estão em outro ambiente,  e de fazer tudo que estiver ao seu alcance. Para sair, também está bem mais fácil e, assim, fizemos vários programas. 

Fomos à praia, e andamos de bonde pelo centro histórico de Santos. 


Muitas foram as horas de pinturas e desenhos, e teve até bolo de caneca para a festa de aniversário de uma das bonecas.

Teve até programa de supermercado. E quando a mamãe chegou, muita praia com a mamãe.



Agora, para repetir tudo isso, é só esperar por um feriado, ou um fim de semana em Santos.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Boa para o verão


Calor forte todos os dias.

Netinha passando alguns dias na casa da vovó.

Praia na parte da manhã, moleza na parte da tarde.

Programas de férias.

Com tudo isso, pouco tempo para o computador e para outras atividades.

Assim não dá. A vovó precisa ficar mais esperta.



E é por isso que, aproveitando uma sugestão da Gina, fiz uma salada muito gostosa: uma Salada Caprese, simples e “elegante”. 

As folhinhas de manjericão não estavam muito crescidas (são da minha hortinha da área de serviço), mas cumpriram perfeitamente seu papel, perfumando e dando sabor especial à salada.

Coloquei tomate, fatias de mussarela de búfala, manjericão e gotinhas de molho de romã.

No lugar do molho de romã, a Gina colocou vinagre balsâmico reduzido.

Salada simples e deliciosa, boa para esses dias de verão.


sábado, 2 de janeiro de 2010

Presente Maior

Nesse Natal, minha filha nos presenteou com algo muito especial: um livrinho “escrito” pela Isadora, com redação da sua mamãe. Foi um presente maravilhoso. Original e extremamente delicado.

Os textos todos muito sensíveis, as ilustrações lindas e criativas, e o projeto gráfico muito interessante.

Enfim, um livro lindo, para ser guardado como uma joia.

Sua capa, é a que está reproduzida acima. E ele começa assim:

(Para poder ler, clique nos textos)


Tem o formato retangular e trinta e três páginas. Na página do lado esquerdo sempre uma ilustração, que diz respeito ao texto que fica do lado direito.

Os textos têm letras brancas e fundo colorido. Cada texto tem sua cor, e versa sobre alguma passagem importante da vida dessa menininha tão querida. 

O livrinho "Presente Maior" foi o grande presente desse Natal. Uma surpresa que emocionou muitos.

Aqui a primeira ilustração, acompanhada por sua historinha:



Entre as várias historinhas está a que explica o nome do livrinho: Presente Maior. É muito linda:



E para terminar seu livrinho, a Isadora diz que ama a vida. Sim, ela é uma criança muito feliz. 

Quando conta histórias para suas bonequinhas, para a mamãe, ou vovó, sempre termina falando "fim", ou então "e viveram felizes para sempre". 

Por isso, seu livrinho também termina com a palavrinha "fim". E é real o que gosta de repetir, pois pelo menos na nossa história  " vivemos felizes para sempre", com ela.



A vovó acha uma pena não poder mostrar o livro inteiro, mas quis deixar registrado pelo menos essas páginas tão importantes.

Coisas de vovó!



Créditos:

Priscila Sérvulo

Ilustrações: Olga Maria

Projeto Gráfico : Carla Sarmento