quarta-feira, 31 de março de 2010

Apelidos


Quando falei sobre o casamento dos meus pais, disse que meu pai também era conhecido por Miúdo. Algumas das minhas comentaristas estranharam esse apelido, visto que, pelas fotos, elas percebiam que ele era alto.

É verdade, meu pai era um homem alto e, para sua época, muito alto, pois tinha 1,84m. Já havia falado sobre esse apelido anteriormente, atribuindo-o à sua ascendência portuguesa, pois em Portugal miúdo significa criança. E ele o recebeu em sua casa, provavelmente de seus pais, quando era uma criança. Cresceu, mas continuou a ser chamado de Miúdo, por seus irmãos e primos.

Essa questão de “apelidos” é interessante. Há famílias em que os apelidos são a regra. A família do meu pai era assim. Todos tinham apelido. Seus pais, meus avós, eram Chiquinho e Nicota (Maria das Neves). Seus irmãos eram Mana (Maria Amélia), Miloca (Amélia), Nenê (Francisca), Sinhá (Maria Luiza) e Chico. 

Além de Miúdo, meu pai (primeiro filho homem) também teve o apelido de “sinhozinho” (que durou pouco tempo).

Apelido é algo muito forte. Quando pega, atravessa a vida da pessoa, originando situações curiosas. Um exemplo é o da minha tia Nenê. Com certeza, recebeu esse apelido logo que nasceu. Acontece, que não perceberam que ela deixou de ser um nenê risonho e corado, e assim continuaram a chamá-la. Transformou-se numa senhora (que viveu quase 80 anos) e que, até o fim da sua vida foi chamada de Nenê (pelos parentes), e de Dona Nenê socialmente.

Há apelidos óbvios (Zé, Beto, Beth, Carol), outros por motivo de algum traço físico, e ainda outros derivados de algum tipo de comportamento do seu portador (Risadinha, Beijoqueiro). Há apelidos que servem para ridicularizar, e outros para acarinhar.

E também existem os apelidos transitórios, geralmente dados no tempo do colégio. Eu mesma, tive um apelido transitório, dado pela turma de amigos de um primo. Eu era a "magrinha". Já imaginaram que maravilha? Na época eu não gostava nem um pouco, mas hoje seria música para meus ouvidos.

Mas esses apelidos caricaturais, tanto quanto os apelidos diferentes, como Miloca e Nicota, Picuxa (conheci uma), Tico-tico (famoso repórter de tempos atrás),  parece que já não existem.

Talvez seja influência da correria da atualidade, pois quase todos os apelidos, de hoje em dia, correspondem à primeira sílaba dos nomes próprios. Ou será isso uma tentativa de democratização?

Assim, temos o apelido “Ma”, que serve para chamar Marcelo, Mauricio, Maria, Marta, Marina e qualquer outro nome que se inicie pela sílaba “Ma”.

“Ro” pode ser Roberto, Roberta, Romeu, Rosilda, Rosângela, Rodrigo ...

“Re” serve para Regina, Renato, Rebeca. O nome inicia por “Lu”, "Fe" ou "Ju"? Provavelmente seu portador será chamado pela primeira sílaba, principalmente pelos amigos.

Há alguém por aí que seja conhecido por apelido?

Ilustração daqui.

terça-feira, 30 de março de 2010

Vovó “sortuda”

Além da sorte de ter a netinha que tenho, agora também estou com “sorte em sorteios”.

Passeando pelo blog “Elaine, suas idéias e mais tantas outras”, da meiga Elaine, e vendo seus trabalhos tão caprichados, fiquei sabendo que  ela estava promovendo um sorteio para comemorar o 1º aniversário do seu blog.

A Elaine é uma jovem com mãos de fada, criativa de um artesanato direcionado para crianças. Faz estojos para giz de cera, tiaras, presilhas, lembrancinhas, e criou um espaço próprio, o “Meu Jardim” para que os interessados possam conhecer, “colher” e “levar para casa” aquilo que os tiver encantado.

E para festejar o aniversário do seu blog, ela “cultivou e ofereceu” um “conjunto de chef infantil”.

Ao ver mimo tão delicado, logo imaginei a Isadora vestindo um conjuntinho como aquele, e me ajudando nas nossas aventuras culinárias. Fiz minha inscrição.

Passado um tempinho, veio o resultado: eu havia ganho o conjuntinho. Muita sorte!

E a Elaine, com toda sua delicadeza, perguntou qual a cor que eu escolheria para o conjunto, pois ela faria um especial. Quando pronto, ela o remeteu diretamente para a casa da minha netinha.

Ficou muito lindinho, e logo, logo, será usado pela minha pequena ajudante de cozinha.

Obrigada, Elaine, e parabéns por sua arte.  

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vou ficar com a vovó!

"Minha" menininha veio passar o fim de semana em Santos e, na hora de ir embora, falou para sua mamãe: vou ficar com a vovó.
Delícia!
E não é por falta de agarramento com sua mamãe, não. É que ela sente saudades, da mesma forma que sua vovó sente, e gosta de ficar bem pertinho.
Quando surge a oportunidade, deixa São Paulo para depois.
Então, vamos aproveitar.
Linda!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Com que roupa eu vou?

 

Há alguns anos (ou serão muitos ?) quando queríamos um vestido novo usualmente seguíamos um roteiro: escolhíamos o modelo, normalmente num figurino, comprávamos o tecido e levávamos para uma costureira.

Depois de duas, ou três, provas, o vestido estava pronto para ser usado. Feito sob medida, e bem acabado.

Havia muitas lojas, e muita variedade de tecidos. Para roupas informais, e para grandes ocasiões. Do algodão e do organdi, até o tafetá de pura seda, e as rendas “guipir” e chantilly”.

Entre nós havia várias indústrias de tecidos, como a Tecelagem Bangu e a Nova América. De repente, as Tecelagens foram fechando (ou falindo?), as lojas de tecido diminuindo, a qualidade do tecido mudando (tudo muito sintético), e as costureiras quase que sumindo.

As confecções tomaram conta do mercado, e hoje muito raramente um vestido é feito sob medida.

Se precisamos de um vestido, temos que seguir um roteiro bem diferente: ver nas lojas, ou butiques, aquilo que eles têm em estoque.

Isso que poderia representar um conforto, eliminando a escolha do tecido e as provas na costureira, nem sempre funciona assim. Quase sempre representa um "bate perna" sem fim. Vai-se num "shopping", entra-se de loja em loja e ... nada.

Talvez as mais jovens não tenham qualquer problema, mas para quem já “dobrou o cabo da boa esperança” encontrar roupas bonitas e adequadas é quase como procurar agulha em um palheiro.

Numa loja de moda a mesma roupa que é mostrada para uma jovem de 30/40 anos, também é mostrada para uma senhora de 50, 60, ou mais. Talhe justo (ou justíssimo), saia curta, blusa cavada. Essa é a regra. Às vezes aparece um modelo simpático, e com mangas. Mas a saia ... acima, muito acima do joelho.

Enfim, até nas lojas de moda feminina em geral, e que não são especializadas somente em roupas jovens, aquilo que encontramos é apertadíssimo (mesmo que nosso manequim seja normal), curtíssimo e abertíssimo. E os tamanhos, variam de confecção para confecção. Se numa usamos o manequim 42, na outra poderá ser 44, ou 46. Não há regras para a modelagem. Cada confecção coloca as medidas que quiser, o que complica ainda mais a compra de uma roupa.

E se estivermos atrás de um vestido para uma festa, poderemos encontrar vários, com cores diferentes, mas inevitavelmente de alcinhas (ou sem alças). E se falarmos para a vendedora que não queremos vestido de alcinhas, a resposta será sempre a mesma: a sra. pode colocar uma “écharpe”, ou um xale.

Até existem algumas lojas que trabalham com modelos “modernos” para as vovós. Mas como é difícil encontrá-las.

Acho que só rezando para a "Nossa Senhora das roupas bem moldadas e adequadas".


terça-feira, 23 de março de 2010

Casa sobre a rocha

                                                  

Há pessoas que fazem sua casa sobre a areia, e outras que a fazem sobre as pedras. Com o tempo vêm os ventos, as tempestades, as enxurradas. A casa construída sobre a areia não resiste. Mas a casa construída sobre a rocha, tem uma base firme. Sofre os efeitos do tempo. É atacada por ventos fortes, por tempestades, mas fica firme.

Foram essas palavras, que se encontram no Evangelho de São Mateus (cap. 7, vers. 21/29), que deram a tônica da cerimônia religiosa das bodas de ouro do Beto e da Isa.

José Gilberto e Heloisa Maria. Beto e Isa, meu irmão e minha cunhada, que se uniram no dia 19 de março de 1960, sob a proteção de São José, patrono da nossa família, e padrinho de batismo do noivo.

                                     Em 1960 e em 2010.


E no último sábado (20/03/2010) os dois, com os três filhos, genro, nora e os quatro netos, se reuniram com os parentes próximos e amigos para festejar seus 50 anos de casamento.

Foi uma festa linda, iniciada por uma missa na capela do sítio onde eles vivem. 



Na capela, uma cerimônia singela, bem íntima, mas muito emocionante. Os filhos foram chamados ao altar, para falar sobre os pais. No final, foi a vez do casal, e as palavras sobre a jornada dos 50 anos foram ditas por meu irmão. Ele, que em várias comemorações, sempre fala com a voz bem firme, ficou com a voz embargada pela emoção em mais de um momento. Fez remissão à educação e aos valores que ele e a Isa receberam dos pais, e que foram fundamentais para a formação da sua família, e falou sobre a proteção especial que sempre receberam de São José. Disse que vários foram os ventos fortes e as tempestades que enfrentaram, mas a base que tiveram, e a proteção que sempre receberam, mantiveram a casa em pé. Terminou pedindo desculpas por eventuais erros (que seriam decorrentes de suas limitações), e reafirmando lindamente o grande amor que ele e a Isa tinham por todos.


      Beto e Isa com filhos, genro, nora e netos (tão altos que se abaixam).

Após a missa, um almoço delicioso nos jardins do sitio. Dia maravilhoso, vegetação exuberante, música muito boa (um conjunto de jovens tocando chorinhos e música de qualidade), confraternização gostosa de parentes e amigos. Muita alegria.

Parabéns Beto e Heloísa!



O calor também quis participar, e nos castigou um pouco. E quem estava preparado(principalmente as crianças e os jovens), terminou a tarde com um banho de piscina.


                                        

segunda-feira, 22 de março de 2010

Quero mais!


Há algum tempo (12/07/2008) escrevi sobre “doces da família”, que são os doces que conheci e provei na minha mais tenra infância, e que até hoje fazem parte da minha vida. São doces que aprendi a fazer observando minha mãe. Quando os faço para sobremesa, tenho dois prazeres: o do paladar, e o da memória.

Entre esse doces há um que ocupa um lugar muito importante, e que provoca exclamações de alegria, e pedidos de "quero mais", sempre que é colocado na mesa.

É um doce de textura muito delicada, que derrete na boca, e deve ser servido bem geladinho.

Estou falando dos Ovos Nevados, que fiz como sobremesa num dia da semana passada, para compartilhar com minha mãe e um dos meus irmãos e cunhada, meus convidados para o almoço.

Não tenho a receita anotada e, por isso, é interessante registrá-la. As quantidades dos ingredientes podem ser alteradas, proporcionalmente, mas dessa vez fiz assim:

 

Ovos Nevados

 

6 ovos

De 4 a 5 copos de leite

4 ½  colheres (de sopa) de açúcar

3 colheres (de chá) de maisena

baunilha

 

Separei as gemas das claras.

Bati as claras em neve, até ficarem bem firmes.

Enquanto isso, coloquei 3 copos de leite, com uma colher de açúcar, para ferver numa panela de boca larga. Abaixei a chama do fogo e coloquei, no leite quente, 3 colheradas das claras em neve, uma de cada vez (para ficarem separadas). Aumentei o fogo. O leite subiu, com as claras, cozinhando-as. Abaixei a chama novamente e virei as claras, para cozinharem do outro lado. Aumentei o fogo. Quando o leite subiu, os montinhos de clara já estavam cozidos. Tirei-os com uma escumadeira, colocando numa panela com furos (utilizada para cozinhar a vapor, ou para escorrer macarrão), a fim de escorrer o leite.

Continuei da mesma forma, até que toda a clara ficou cozida, em colheradas.

Passei as claras para pequenas taças, ou para uma vasilha grande. Deixei aguardando.

Juntei o leite escorrido ao que ficou na panela, e medi em copos, para preparar o creme de baunilha.

Completei o leite faltante, para ficar com 4 copos, e ali misturei 3 ½ colheres de açúcar.

Desmanchei as gemas e a maisena em meio copo de leite (como achei as gemas muito claras, coloquei mais uma nessa hora).

Esquentei o leite e coloquei a mistura de gemas e maisena, sempre mexendo, até ferver. Apaguei o fogo e coloquei uma colherinha de baunilha no creme (quem puder fazer com fava de baunilha, com certeza conseguirá mais sabor).

Virei o creme de baunilha cuidadosamente sobre os tufos de claras. Polvilhei com um pouco de canela e, depois de frio, levei para gelar bem.



É uma sobremesa deliciosa e, embora pareça difícil, é de confecção muito simples. Pena que não tirei fotos dos passos a passos.

Minha mãe gostava de fazer batendo as claras manualmente, pois achava que elas ficavam mais delicadas. Mas haja mão para bater tantas claras.

Já encontrei esse doce em outros lugares (em Portugal parece ser chamado de Ilhas Flutuantes), e já o provei em casas de amigos. Mas nesses casos as claras levavam açúcar, formando um merengue. 

Para o meu gosto, o merengue cozido fica meio açucarado, e prefiro os Ovos Nevados originais da família (feitos por minha mãe, minha avó e, quem sabe, bisavó), que ficam bem leves. Por isso, quero preservá-los, para que continuem como "doces da família".

 

terça-feira, 16 de março de 2010

Dia do "sim"


16 de março de 1932.

Ela com 18 anos, ele com 27.

Os dois eram fiéis e assíduos frequentadores da Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Ela, “filha de Maria”, e ele, “congregado mariano”. Mas a cerimônia religiosa do seu casamento não foi realizada na Igreja, e sim numa casa ampla e bonita, de frente para o mar, onde moravam os padrinhos da noiva. 

Não sei se naquela época era comum a realização de casamentos nas casas das famílias dos noivos. O que sei, por ouvir contar, é que, no caso, a casa dos padrinhos foi escolhida, porque uma ex-namorada do noivo havia ameaçado atrapalhar a cerimônia na Igreja. 

Aliás, parece que essa mesma moça, ao saber do noivado do seu ex-namorado, jogara-se na frente do carro dele. A sorte é que naquela época, no longínquo ano de 1931, o trânsito era muito tranquilo, e os poucos carros existentes em Santos andavam em baixa velocidade. Foi só um susto.

A cerimônia do casamento foi linda, e selou o futuro dos dois jovens : a paternidade e a maternidade.

Em 28 de fevereiro de 1933 nasceu o primeiro filho.

Em seguida o segundo, o terceiro e assim, sucessivamente, até o nono.

Seguiram à risca o “crescei e multiplicai-vos”, com dedicação integral.

Quando poderiam aqueles jovens, no dia do “sim”, imaginar que, passados 78 anos, eles teriam sido o ponto de partida, a origem da vida de 68 pessoas? 

9 filhos, 26 netos e 33 bisnetos. Mas esse é um número que não fecha. Logo, logo, nascerão mais dois bisnetos, e provavelmente outros mais. Daqui a pouco os trinetos, tataranetos...

Como filha, faço parte dessa descendência de Norma e Joaquim (que também era chamado de Miúdo, ou Cunha), e que disseram o "sim" tão importante no dia 16 de março de 1932. 



sábado, 13 de março de 2010

Caprichos do Blogger

                                   

                                               (Cenas da Provence)

Há algum tempo escrevi sobre os “caprichos da internet”, contando como alguns comentários que eu havia recebido haviam desaparecido da “face do meu computador”. Conclui, na ocasião, que era algum capricho do blogger.

Hoje passei, novamente, por um capricho do Blogger.

Quem sabe ele até possa ser inocente, e tudo decorra de alguma inabilidade minha. Mas acho estranho, porque tudo vem funcionando normalmente até que, num determinado instante, o blog deixa de me obedecer.

Não consigo alterar a posição das fotos, não consigo manter o formato e tamanho das letras, não consigo que a inicial maiúscula mantenha o tipo das demais.

Eu estava atualizando meu blog de viagens, o blog Fotos: lazer e memórias, quando os caprichos começaram. Esse blog das memórias das minhas viagens é trabalhoso, e não tem a dedicação que eu gostaria de lhe dar.

Mas hoje resolvi pegar firme, para tirar um atraso de meses. E que trabalho tive. Levei horas tentando dar um formato ao post mas acabei cedendo aos caprichos do blogger. Fiquei com a impressão de que ele queria trabalhar só em HTML, e o jeito foi publicar da forma que ele quis, pois meus comandos não eram atendidos.

Assim, parte da minha viagem pela Provence, foi publicada fugindo aos meus comandos.

Reconheço que o Blogger é uma ferramenta maravilhosa. Permitiu a criação, e permite a manutenção dos meus blogs.

Mas que ele é caprichoso, é.

Ou será que está me faltando conhecimento da linguagem HTML?

 

quinta-feira, 11 de março de 2010

Berço precioso


Ele chegou na minha casa há pouco mais de 41 anos, junto com a minha transformação em mãe.

Foi muito usado por meu filho, e um pouco por minha filha.

                                            (Gustavo aos 3 meses)

Quando ela nasceu, seu irmãozinho ainda dormia em berço, e ela usou outro, também de grande valor afetivo pois era um berço da família. Mas, quando ele foi desocupado, ela também o aproveitou.

Crianças crescidas, berço guardado.

De repente, por esse milagre da vida, chegou a esperada netinha. Nasceu em São Paulo, e logo foi para seu lindo bercinho, todo branco, e com todo o visual que não existia quando sua mamãe e seu titio eram nenês.


Antes da sua chegada, a vovó já havia se lembrado do antigo bercinho, e o vovô tinha se encarregado de levá-lo ao marceneiro para um trato. Ficou como novo, e foi montado em Santos para aguardar a visita da netinha.


Completando um mês, a Isadora fez sua primeira viagem para Santos, e logo foi colocada no antigo bercinho. Ela, que até então ainda não conseguia ter bons sonos noturnos, dormiu como um anjinho. Lembro que no dia seguinte fiz exatamente esse comentário com minha filha, dizendo que aquela tinha sido sua melhor noite de sono.

E o bercinho ficou montado na casa da vovó, sempre esperando pela visita da netinha. Nas suas muitas visitas, ela o aproveitou bastante.


Mas, rapidamente a netinha cresceu (já está com 3 anos e 7 meses), e deixou de usá-lo. E ele continuou montado no quarto, mesmo sem utilização.

Ontem, contudo, foi desmontado.


Senti um pequeno aperto no coração: já não temos mais nenês em casa. 

Agora, o bercinho vai receber um reparo, e continuar guardado. Afinal, ele  tem um valor enorme, e merece ser preservado.

Quem sabe não servirá para adormecer outros netinhos, ou até um bisnetinho? Ou para permitir que novos nenês nele treinem e aprendam a ficar em pé?

Daí, é só acrescentar a foto a essa galeria: 

Gustavo, com 5 meses;

Priscila, com 6 meses e 

Isadora, com 7 meses.


terça-feira, 9 de março de 2010

Eu e meus desafios

 

Pouco tempo antes de viajar, no ano passado,  assisti a diversos filmes franceses, com áudio e legenda em francês. Queria ir acostumando meu ouvido com a língua que escutaria por certo tempo e, por conta disso, vi ótimos filmes.

Também tive três ou quatro aulas, para recordar alguns pontos importantes. E elas foram de grande valia para facilitar a comunicação durante a viagem.

Meu “francês” é o francês do colégio, daquele tempo longínquo em que aprendíamos latim, francês e inglês. E durante todo esse tempo, ele foi usado poucas vezes. Mas está bem acomodado na minha memória. Tanto que, no final dos 20 dias na França, eu estava conseguindo me comunicar razoavelmente bem.

Voltei da viagem, e ele voltou para seu cantinho, pronto para ser usado quando necessário.

Agora resolvi entrar na maratona do inglês. Viagem à vista, é hora de "cavocar" a memória e trazer à tona meu inglês, que também é do "tempo do onça". Nunca fiz qualquer curso intensivo, nem passei temporadas grandes em países de língua inglesa, para conseguir desembaraço na conversação.

Por isso, resolvi que é hora de tentar melhorar. Tive que vencer algumas resistências, minhas mesmo, mas resolvi ficar firme e voltei a ser aluna. 

E não é que estou gostando? Embora às vezes dê um certo desânimo, porque o progresso não é tão rápido quanto eu gostaria, estou achando o método fantástico: utiliza textos, músicas, romances, filmes, e os exercícios são feitos com base nesses itens.

A primeira música que trabalhamos foi a linda “Imagine”, do John Lennon. "Imagine all the people sharing all the word ..."

Eu sempre achei que seria ótimo se pudéssemos entender e nos comunicar com pessoas de todo o mundo. Chegar em qualquer lugar entendendo e fazendo-nos entender.

Como isso não acontece, o jeito é tentar, ainda que com limites, a comunicação em inglês. 

Thanks teacher Sandra. 


(Ilustração daqui)

 

quinta-feira, 4 de março de 2010

Prazer da leitura

Um livro bom pode nos dar um prazer enorme.

E foi isso que senti ao ler o “Homem Comum” de Philip Roth.

Há algum tempo havia lido uma matéria sobre livros, onde Philip Roth era citado como um dos melhores autores norte-americanos contemporâneos, se não o melhor.

Para conhecê-lo escolhi “Homem Comum”. Nele, o autor narra de uma forma simples, e absolutamente primorosa, a vida de um homem comum : sua família de origem, seus amores, seus filhos, seus erros, seu sucesso profissional, o auge do seu vigor físico, sua decadência, suas doenças e, sendo um homem comum, sua morte.

Aliás, o livro começa com a narração do seu sepultamento.

Não, não é uma leitura mórbida. É somente uma leitura sobre a vida de “um homem comum”, contada admiravelmente por esse autor consagrado.

Li o livro de um fôlego só. É um livro pequeno, mas de “conteúdo e valor” imensos.

Agora vou atrás de suas outras obras pois, depois dessa descoberta, não dá para deixar de aproveitar de algo tão prazeroso.

Philip Roth


quarta-feira, 3 de março de 2010

Meu irmão Carlos

Ele dizia que não iria querer festa de aniversário, nem qualquer tipo de comemoração. E me pediu que dissesse isso para sua filha, Fernanda, ou para a Regina, sua mulher, caso percebesse algum planejamento.

Sem dúvida isso decorria de uma tristeza que o pegou de supetão, tirando seu ânimo e afastando seu comportamento brincalhão.

Há aproximadamente três anos ele sofreu duas perdas enormes, daquelas que, se colocadas numa escala, ocupam um lugar bem no topo. Por conta disso, não queria comemorar.

Seu apelo, contudo, não foi atendido.

Como suas netas trigêmeas, filhas da Fernanda e do Peter, completariam 6 anos no dia 29 de janeiro, e seu aniversário de 70 anos ocorreria no dia 30, foi muito fácil preparar a festa “de surpresa”.

Os filhos, noras e genro, e sua mulher, programaram uma comemoração completa. Convidaram os irmãos, sobrinhos, primos e amigos que o acompanharam na sua trajetória de vida, para comemorarem juntos seus 70 anos.

E ele foi convidado para um almoço de aniversário de 6 anos das netinhas trigêmeas.

Na verdade, a festa era sua, como logo ele pode comprovar. As menininhas até tiveram seu bolo, apagaram suas velinhas e brincaram com seus priminhos e priminhas.

Mas para festejar a data estavam todos aqueles que sempre estiveram com ele, rindo, nos momentos de alegria, apoiando, e chorando, nos momentos difíceis.

Foi uma festa linda. Ele estava feliz, e acho que pronto para fazer dos 70 anos um marco para uma caminhada mais leve, com saudades boas e muita força para superação dos limites.

É o que todos queremos e esperamos.




(Só estou publicando hoje porque estava sem as fotos).

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dia de brindar


Depois de cinco dias em São Paulo, ocupados principalmente com oftalmologista e colírios em horas certas, chegamos em Santos há pouco.

E chegamos a tempo de brindar a data : aniversário do Berto, marido e verdadeiro companheiro, com quem dá para ir até o "fim do mundo".

Parabéns, meu querido, muitas alegrias, saúde e paz nesse novo ano.

(A foto do brinde não é de hoje mas é fresquinha, pois foi tirada no último dia 16.02.2010).