quarta-feira, 28 de abril de 2010

Kiwi, kiwi e kiwi



Primeiro conheci o kiwi fruta. O kiwi verde, saboroso, rico em vitamina C e pouco calórico.
Aqui na Nova Zelândia vim conhecer o “golden kiwi”, o kiwi dourado, amarelo, mais doce que o verde. Uma delícia.
Mas originalmente kiwi era, e é, o nome de uma ave da Nova Zelândia, de bico compridíssimo, e hábitos noturnos. E que tem um ovo enorme e pesado.


Esse nome é da língua maori, a língua dos habitantes originais da Nova Zelândia, que nela viviam quando chegaram os ingleses.
Ao vivo, não consegui ver nenhum kiwi (ave), que inclusive é a ave símbolo da Nova Zelândia.
Mas vi muitos outros kiwis, os habitantes desse país tão distante e tão lindo.



E esses habitantes, conhecidos por kiwis, são os maoris, os descendentes dos ingleses, os polinésios, e muitos de outras nacionalidades. Todos vivendo num país com alta qualidade de vida, e com grande respeito às regras da civilização.
Kiwi, uma palavra maori tão simples, e com significados tão diferentes.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vovó aventureira



São os balões, os “paragliding”, os “bungy”, as escaladas, e um sem número de atividades radicais. É o país da aventura.
E a vovó acabou participando de uma. Mais leve, é verdade, mas com um sabor de aventura.
Completamente equipada, até com bastões para facilitar o trabalho dos joelhos (devidamente providenciados por seu filho), a vovó se pôs a caminho para chegar até o início do glaciar Franz Joseph.
Essa é uma das formas para fazer o passeio, que exige uma caminhada de pequena dificuldade, incialmente pelo meio do verde. Depois, por uma trilha de pedras, já com a visão do glaciar.



Mas, para se sentir melhor a grandeza do glaciar, só caminhando por ele, colocando mesmo os pés no gelo e com acompanhamento de um guia. Ou, então, por meio de um vôo de helicóptero. A caminhada pelo gelo não me motivou, mas cheguei a ter vontade de fazer o vôo. Acabou ficando só na vontade, e na caminhada pelas trilhas até a boca do glaciar.
Depois do glaciar a emoção do “bungy jump”, de uma altura de 43 metros, com o salto dado de uma ponte antiga. Lugar lindo e com muita estrutura.


Mas a emoção do salto, que senti, foi só do fato de estar tão longe, num lugar tão lindo e vendo duas jovens corajosas saltando para o “azul”.



O curioso é que o salto, que custa em torno de 40 dólares neo-zelandeses, é gratuito para os “seniors”. Pode uma coisa dessas? Será que algum “senior” se apresenta?
E foi assim que nós, o Berto e eu, legítimos “seniors” brasileiros, perdemos o único programa que, até agora, poderíamos ter feito de graça.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mar da Tasmânia


E não é que eu vim parar na costa banhada pelo Mar da Tasmânia?
Nem nos meu sonhos mais fantásticos eu imaginava essa situação.
Mas aconteceu.
Em Christchurch, cidade da Ilha Sul da Nova Zelândia, embarcamos no famoso trem Transalpine, e depois de quatro horas e trinta minutos atravessando os maravilhosos Alpes do Sul chegamos a Greymouth, cidade da costa oeste.
E justamente a costa oeste da Ilha Sul é banhada pelo Mar da Tasmânia, de cor tão linda quanto o Pacífico, que vínhamos vendo até então.
Depois de rodarmos um pouco pela costa oeste vimos, bem na beira da estrada, duas lagoas (diques) formadas por águas do Mar da Tasmânia (que se vê lá atrás das lagoas), e deslisando por elas inúmeros cisnes negros, imponentes, elegantes. Entre eles, um casal acompanhado de seus filhotes: os pequeninos cisnes brancos.

(Acho que clicando nas fotos elas aumentam).


Abaixo, os "filhotinhos" brancos.





Que visão incrível! Mar da Tasmânia e cisnes negros.

Nessa primeira vez em que vimos o Mar da Tasmânia o dia estava muito nublado, encobrindo um pouco sua beleza. Mas nas nossas outras andanças pela costa oeste tivemos visões maravilhosas, de uma beleza quase que indescritível, onde quase sempre o mar da Tasmânia estava presente. E para provar, fotos tiradas mais à frente. Lindas!



quarta-feira, 21 de abril de 2010

As duas ilhas


A Nova Zelândia é formada por várias ilhas, mas as maiores e mais importantes são a Ilha Norte e a Ilha Sul.
Estávamos na Ilha Norte, mais especificamente no sul da Ilha Norte, que é onde se localiza Wellington.
A Ilha Norte tem o clima mais temperado, população maior e nela ficam o centro político e os maiores centros comerciais.
A Ilha Sul tem as temperaturas mais baixas e nela estão os glaciais, os Alpes Sulinos, e talvez a grande maioria dos rebanhos ovinos. Tem uma densidade demográfica pequena e é também nela que se realizam inúmeros esportes radicais.
Deixamos Wellington na direção da Ilha Sul, parando primeiro em Christchurch, considerada a cidade mais inglesa da Nova Zelândia. Passeando pelas margens do rio Avon me senti dentro de um filme inglês da época vitoriana.

Do avião, consegui fotos lindíssimas de Wellington.


As de Christchurch só consegui fazer em terra firme, pois no procedimento da aterrissagem não se pode usar qualquer tipo de equipamento.





E a partir de Christchurch iniciamos nossas aventuras. Para o primeiro passeio, o Gustavo manteve-se fiel à sua vocação. Sugeriu uma ida a Kaikoura, cidade a pouco mais de 200 km de Christchurch, para pegarmos o barco que busca baleias, no passeio “Whales Watch”.



É um barco relativamente pequeno, que vai mar adentro até encontrar sinais de baleia. Quando encontra, diminui a velocidade e até pára. Nessa hora, todos saem do interior do barco e vão para a parte externa (num friooooo), para a observação da baleia.
E lá está ela, majestosa, descansando na superfície do mar e, de vez em quando, dando seus esguichos. Consta que ela desce até uma profundidade de 5 km e, quando vem à tona, precisa descansar. E durante seu repouso, todos ficam em silêncio, observando, tirando fotos, filmando. Até que, já descansada, ela dá um mergulho, mostrando com imponência sua cauda. Espetáculo absolutamente diferente e raro, ou raríssimo.








Durante nosso passeio vimos duas baleias, vários albatrozes e focas. Vimos até um "berçário” de focas, uma pedra alta e muito recortada, onde estavam inúmeras focas bebês.


(berçário das foquinhas)
(Fotos da baleia e das focas, bem como as do casal - Gustavo)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Capital especial


No centro, prédios altos, muitos carros, trafegando no máximo em 50 km por hora, movimento de pessoas.


Nos bairros, casas de madeira, vida pacata, pouco trânsito.


Muitas colinas e montanhas, muitas casas nas encostas, baías maravilhosas e um mar com tom de azul indescritível. Muita beleza. Assim é Wellington, capital da Nova Zelândia.


Na avenida da praia, ou por ruas do centrinho, acho interessante observar os hábitos simples, e a vida tranquila dos locais. Não há pressa, tudo é muito calmo.
Cada bairro tem seu “centrinho”, com biblioteca, cinema, posto de saúde, clube, comércio e escola. Percebe-se que é uma sociedade muito organizada, e tudo parece andar muito bem.

Nas fotos de cima, biblioteca de bairro, e nas duas últimas, o simpático cinema.

Interessante é a forma de recolhimento do lixo. No bairro do meu filho, a coleta ocorre às quintas-feiras. O lixo reciclável é colocado num pequeno “container” verde, e o lixo orgânico deve ser posto num saco de lixo próprio, de cor amarela. Todos os “kiwis” (habitantes do local) devem acondicionar seu lixo da mesma forma. Se o lixo for colocado em outro tipo de sacola, não será recolhido. Isso tem sua razão. Como não existe taxa para recolhimento do lixo, a importância arrecadada com a venda dos sacos plásticos é usada para pagamento do serviço.
Muito civilizado!

E se alguém deixar de colocar o lixo na porta da sua casa, e quiser se desfazer dele antes da outra coleta, deverá levá-lo pessoalmente ao lixão. Seu carro será pesado na entrada e na saída. A diferença, que corresponde ao peso do lixo, servirá para o cálculo da cobrança do serviço.

Os “kiwis” são muito simpáticos. No comércio sempre têm um sorriso e uma palavra gentil para os fregueses.
Uma diferença bem marcante, entre o Brasil e a Nova Zelândia, está nas refeições.

A principal refeição, por aqui, é o jantar (tea), que acontece entre 17 e 19 horas.

O café da manhã é bem completo, com ovos, bacon ou linguiça, cogumelos, torradas e outros itens. O almoço (lunch) é uma refeição mais leve, que até pode ser comparada ao nosso lanche da noite. Pode incluir uma sopa, um sanduíche acompanhado por salada, uma omelete, um prato leve, uma torta (a famosa "pie") e quase sempre é acompanhado por um café com leite, ou capuccino, em xícara grande.


Graças às ligações com os ingleses, o “fish and chips” ocupa um lugar de destaque, ao lado dos restaurantes indianos, malaios, e tailandeses.
Já comemos pratos tailandeses e, para novas experimentações (eu não conhecia), estivemos em um restaurante malaio. Gostamos bastante do que pedimos.
Abaixo, fotos dos nossos pratos e do "roti", o pão malaio, semelhante à panqueca brasileira.


De um modo geral a comida é bem picante, e eu preciso escolher com cuidado, pois não sou amiga de pimentas.
Ainda bem que temos um “mestre cuca” em casa, que sempre nos garante um jantar gostoso.


E para aproveitar da hospitalidade “neo-zelandesa”, jantamos outra noite na casa de amigos “kiwis”, onde saboreamos como entrada o exótico “paua” (abalone), como prato principal um cordeiro delicioso, com legumes à moda maori, e para finalizar uma sobremesa que recebeu seu nome grafado em português (em chocolate).


Adorei o horário do jantar. Fomos convidados para as 18 horas. Depois de um aperitivo, com os deliciosos vinhos da região, iniciou-se o jantar. Antes das 22 horas, estávamos em casa.

Muita civilização!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Caminhada azul


Cada caminhada que dou pela avenida da praia me deixa mais admirada com a beleza da baía. Hoje queria muito ter uma máquina que fotografasse pelo menos em 180 º, para tentar captar, da melhor forma possível, a maravilha da paisagem.
Saímos com roupas “corta vento” e “corta frio”, e enfrentamos bem a ventania de todo o caminho. O Berto, dizendo não ter frio nas pernas, usou corajosamente uma bermuda.



No trajeto cruzamos com algumas pessoas que nos saudaram com um simpático “good morning”. Geralmente são as pessoas mais velhas que têm esse hábito tão simples e amistoso.
“Cortando o vento” seguimos com nosso lindo passeio.

De um lado o azul indescritível do mar, do outro as interessantes casas de madeira.






A visão completa é esplendorosa, mas como não dá para registrá-la o jeito é usar as fotos que a máquina permite.

Em Wellington, a maioria das casas é de madeira. Estatisticamente, é a cidade do hemisfério sul que mais tem casas de madeira. Há casas de todos os tipos: térreas, assobradadas, de linhas simples, com recortes. Mas quase sempre de madeira. Muitas sobem pelas colinas e montes, e todas dão, à cidade, um ar de simplicidade e elegância.









Na volta da "caminhada azul", estávamos sendo esperados com um gostoso suco de romã com maçã. E para mexê-lo, "uma arara" vinda do Brasil.