sexta-feira, 30 de julho de 2010

São Paulo de todas as artes





São Paulo é um mundo.
Museus, teatros, cinemas, concertos, shows, feiras, restaurantes. Tudo em muita, mas muita quantidade.
Um programa de fim de semana em São Paulo tem tudo para ser muito bom e, na última semana, aproveitei muito bem alguns dias na cidade, principalmente visitando museus e exposições.
Estive no Instituto Tomie Ohtake e no MASP, prédios que por sua arquitetura já valem uma visita.





No Tomie Ohtake gostei muito da exposição Guignard e o Oriente. Pude ver um pouco da arte de Alberto da Veiga Guignard, que viveu muitos anos em Minas Gerais retratando lindamente suas montanhas, igrejas, festas juninas. Nessa exposição foram mostradas relações entre a arte oriental e a de Guignard, e gostei particularmente da tela Marília de Dirceu com o detalhe da transparência de um véu usado por Marília.



Também estive na maravilhosa exposição "Rubens e seu ateliê de gravuras", que estava na Caixa Cultural do Conjunto Nacional. Fiquei realmente impressionada com o trabalho perfeito dos artistas responsáveis pela transposição das telas de Rubens para gravuras.
São Paulo é uma cidade cara, mas que permite uma vida cultural com pouco, ou nenhum gasto. Todas essas lindas exposições tinham entrada gratuita.
No MASP paga-se, mas há algumas hipóteses de meia entrada, e é inteiramente gratuito para maiores de 60. Oba!

domingo, 25 de julho de 2010

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu ,

Existe alguém mais bela do que eu ?

Sim , a Branca de Neve .


E foi assim, vestida de Branca de Neve, que minha netinha apagou sua velinha do 4 º Aniversário no último dia 13 de julho.



Muita brincadeira , muita alegria, muita comidinha gostosa.





Na primeira parte da festinha , brincadeiras e desafios.




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Para enfrentar uma "tirolesa", primeiro a Isadora ficou observando. Viu uma criança, outra e outra. Até que , munida de coragem, atirou -se na brincadeira .

E gostou tanto, que quis repetir.



Na ponte movediça foi sem medo, mas dava os passinhos com muito cuidado.



Já com roupa de Branca de Neve, ouviu os "parabéns", apagou velinhas e pediu para cortar o bolo . Deu a primeira fatia para sua mamãe Pri .



Foi uma festinha deliciosa, no meio de muitos amigos.



Espelho, espelho meu ,

Existe alguém mais bela do que eu ?

E o espelho, prontamente :

Existe sim . Uma menininha chamada Isadora .

E foi dessa forma, com muita alegria, que festejamos mais um ano de vida dessa "menininha tão bela", e que nos faz tão felizes .




(Clique no x para fechar o Super Poke).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Posso dormir?


Estou abismada. Descobri que não sei dormir.

Quer dizer, descobri que não durmo em posição adequada.

Diante disso, bem entrada na 3ª idade, realmente fiquei abismada quando ouvi de uma fisioterapeuta que preciso, nessa altura da vida, mudar minha forma de dormir.

É evidente que durante todo esse tempo dormi todas as noites, algumas bem, outras nem tanto. Mas ter que mudar minha posição de dormir me deixou preocupada. Até passei a observar, no âmbito familiar, como os outros dormem.

De costas? De bruços? De lado?

Durmo de lado, tanto do esquerdo como do direito. Quando estou virada para a esquerda, minha perna direita fica bem à frente da outra, provocando uma rotação grande da bacia. Quando viro para a direita, fico meio de lado, meio de bruços.

Tudo errado.

Devo dormir de lado, com as pernas flexionadas, uma sobre a outra, e com um travesseiro fino colocado na altura dos joelhos. Só assim minha coluna ficará em posição correta.

E eu, que não tinha qualquer preocupação relativa à forma de dormir, mas somente para conseguir dormir, passei a ficar ligeiramente tensa para pegar no sono.

Estou deitada corretamente? O travesseiro está de bom tamanho?

É como se, de repente, eu tivesse que passar a prestar atenção na minha forma de respirar. Aquilo que fazia naturalmente, passou a demandar atenção.

E surgiram muitas dúvidas. Será que conseguirei aprender a dormir de outra forma? Será que não é melhor continuar dormindo do jeito de sempre? Mas e se minha coluna começar a complicar? Será que devo tentar mudar?

Depois de algumas tentativas fracassadas, percebi que para mudar hábito tão arraigado não poderia ter pressa.

E não é que na última noite consegui dormir um bom tempinho de lado, pernas dobradas, uma sobre a outra, e um travesseiro entre os joelhos?

Será que finalmente estou conseguindo aprender a dormir?

(Procurando uma foto para ilustração, encontrei essa da Isadora com 3 meses e meio. Toda arrumadinha para o aniversário da mamãe Pri, ela adormeceu.)

domingo, 18 de julho de 2010

Tarde fria




Chuva, frio, vento assobiando nas janelas do meu apartamento.

Eu, sozinha, e quase ficando “jururu”.

De repente, lembrei do meu tricô. Estou quase terminando um “poncho” para minha netinha, e nada melhor para afastar o tédio do que um trabalho manual.

Mas ainda faltava alguma coisa.

Sim, música!

E passei uma tarde prazerosa, vendo e ouvindo o Chico Buarque. Músicas maravilhosas, poesias mágicas. Lindo! Lindo!

E às 5, um bom chá Earl Grey, que adoro.

Depois de tudo isso, uma boa espera: a da netinha, que chegaria à noite.  

A chuva? Ora a chuva.


(O "Samba do grande amor" faz parte do DVD "Chico e as Cidades, um dos que tive o maior prazer em assistir. Pena que esse vídeo do" you tube" acabe antes da hora).

 

 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Pausa doce


Criança em casa, boa oportunidade para experimentar novos “bolinhos”.

Gostamos bastante de bolo de fubá, e adoramos goiabada.

Quando vi essa receita de “cupcakes” de fubá, com cobertura de goiabada, fiquei aguardando a chegada da netinha para mais uma aventura culinária.

Escolher as forminhas, ajudar a mexer a massa, olhar pelo vidro do forno o crescimento do bolinho, tudo é brincadeira.

E, quando já assados, ela mal espera o fim do processo. Quer logo passar para a etapa final: a da comilança.



Que delícia!


E aqui está minha receita, inspirada aqui.

Cupcakes de fubá

2/3 de xícara de óleo

2 ovos grandes

1 xícara de açúcar

120 ml. de suco de laranja

1 e 1/3 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de fubá

2 colheres (chá) de fermento em pó

raspa da casaca de uma laranja

 

Misturar o óleo com os ovos, açúcar e suco de laranja. Adicionar aos poucos a farinha misturada ao fermento, o fubá e as raspas de laranja. Bater levemente até que tudo fique bem misturado.

Colocar a massa nas forminhas de papel, postas em forminhas de alumínio. Preencher ¾ da forminha.

Levar para assar em forno quente, numa temperatura aproximada de 180º, por cerca de 20 minutos, ou até que a massa esteja seca ao espetar um palito.

 

Cobertura: Cortar de 150g a 200g de goiabada e levar ao fogo com um pouco de água, mexendo até que a goiabada fique mole.

Deixar amornar e colocar nos bolinhos (ou bolo). Quando fria, a cobertura fica firme.

(Nota: no dia os bolinhos estavam muito gostosos, embora um pouco secos. No dia seguinte a massa estava muito seca. Pretendo repetir fazendo algumas alterações, começando pela quantidade do óleo. Talvez uma xícara já resolva.)

 


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Posso comer?


Estava batendo gemas com açúcar para fazer um “crème brûlée”, quando lembrei das muitas gemadas que tomei durante minha infância.

Diziam, os mais velhos, que as gemadas fortaleciam. Por conta disso, quando ficávamos “doentinhos”, tomávamos gemadas. Às vezes, mesmo em plena saúde, a gemada fazia sucesso. Era gostosa, e ajudava no crescimento.

Minha mãe colocava uma gema em uma xícara, punha uma razoável quantidade de açúcar, e mexia com força durante algum tempinho. Quando a mistura ficava clara e começava a formar bolhinhas, estava pronta. Daí, podia receber um pouco de canela em pó e era devorada rapidamente.

No tempo mais frio, podia ser tomada com leite quente. E os adultos podiam tomá-la com um pouco de vinho do Porto.

Uma delícia de qualquer jeito.

Mas agora, tudo mudou.

Gemas cruas?

Olha o risco da salmonella.

Açúcar?

Olha o perigo da obesidade.

Aquele tempo tranquilo das gemadas, quando se comia sem preocupação com risco de salmonella, de calorias, de oxidantes, e tudo mais, terminou até para as crianças.

Nunca pensei em oferecer uma gemada para minha netinha, pois posso estar infringindo regras sérias.

O mesmo com as claras cruas, usadas em tantas receitas, e que serviam, quando batidas com açúcar, em suspiro, para cobrir os bolos de outros tempos. E que também serviam de liga para os “cajuzinhos de amendoim”, usados nas festinhas infantis. Na minha casa foram muito usadas, e parece que nunca deram problema.

Mas agora, também estão proibidas.

Comer ficou meio complicado. Será que posso comer isso? Qual é o número de suas calorias? Tem agrotóxicos? Tem oxidantes? Traz riscos?

Lendo a Folha de São Paulo no último dia 8 de julho me deliciei com uma crônica da Nina Horta que, com muito humor, fala sobre o comportamento “neurótico” em relação aos alimentos, que impera nos dias atuais.

Diz ela que ”se os cozinheiros não reagirem vão ter de fazer estágio em pronto-socorro e pós graduação no Hospital das Clínicas”.

E termina dizendo que vai chegar o dia em que vai acabar “ o restaurante a quilo, a mãe no fogão” e que, indo para a escola, “o moleque vai levar lanche da Bayer! Com direito a se pesar três vezes ao dia!”

Dá para imaginar?

 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Amizade


Quando lemos sobre a amizade, nunca encontramos qualquer voz discordante. Todos reconhecem o alto valor da amizade e atribuem papel importantíssimo a um amigo.

Amigo é quem nos entende, nos socorre, nos faz companhia, nos traz alegrias. Amigo é alguém com quem conseguimos conversar sobre nossos sentimentos, sobre nossa vida. Que está conosco nas horas alegres e nas horas tristes. Amigo é alguém com quem podemos contar.

Mas, ao mesmo tempo em que as altas qualidades da amizade são reconhecidas, percebemos que não é fácil ter amigos.

Sempre que indagadas sobre seu número de amigos, as pessoas costumam dizer que contam nos dedos de uma mão. Muitas vezes, acham que na verdade só têm um amigo.

E, às vezes, “amigo, amigo”, nenhum.

Conhecidos, muitos. 

Mas será que esse amigo para todas as horas existe mesmo? Ou se trata de uma idealização?

Mais real é a existência de amigos em algumas categorias. Amigos para ir ao cinema, amigos para viajar, amigos para ir a restaurantes, amigos para trocar ideias, amigos com quem podemos repartir tristezas, e outros para dividir alegrias.

Às vezes parece que as amizades antigas, do tempo da escola, são mais consistentes e verdadeiras. Talvez porque tenha havido maior proximidade durante a fase do crescimento, que levou a um conhecimento melhor. E os amigos precisam se conhecer bem. E na infância e na juventude há mais oportunidades para estabelecer amizades, que muitas vezes duram uma vida inteira.

Passada essa fase, fica mais difícil fazer amizades.

Muitas vezes porque o adulto se torna fechado, desconfiado, difícil. Entra o complicador do temperamento e da personalidade.

Mas sempre é possível encontrar pessoas de temperamento semelhante, ou complementar.

Contudo, ainda que os interesses sejam iguais, o que facilita as aproximações, parece que as amizades não se desenvolvem.

E nesses tempos de correria, atitudes simples para a manutenção das amizades acabam sendo esquecidas. É preciso demonstrar interesse pelos amigos, é preciso manter proximidade, ainda que por meio de telefonemas ou e-mails. É preciso ser gentil e solidário.

E, sobretudo, é preciso ter a preocupação de cultivar as amizades.

Mas, para cultivar a amizade, primeiro é preciso fazê-la.

E, daí, continua a questão.

Como encontrar amigos?

Se todos reconhecem a importância da amizade, por que a dificuldade para estabelecê-la?

O "blogger" ataca novamente


Mais uma vez encontro dificuldades com o "Blogger". Maravilhoso "blogger", que me permite a manutenção do meu blog, mas que, às vezes, comporta-se de maneira estranha.
Hoje ele não está me permitindo a publicação de comentários.
Recebo o comentário mas na hora de moderá-lo, e publicá-lo, recebo esse aviso de erro:
bX-o3qgph

Que será isso?
Para poder publicar os dois últimos comentários ao meu post do "Bem-me-quer, malmequer", precisei copiá-los e colá-los, transcrevendo o nome das comentaristas.
Socorro!
Entrei no forum de ajuda, mas não encontrei qualquer solução.
Será que essa situação vai demorar muito?
Será que encontrarei alguma ajuda?
 

sábado, 3 de julho de 2010

Bem-me-quer, malmequer


Ao olhar o vaso de margaridas que ganhei outro dia, lembrei de uma brincadeira da infância. Bastava um pouco de romantismo, uma margarida, e a curiosidade de saber-se querida ou não, por determinada pessoa.

Bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer ...

À medida que se desfolhava a flor, ia-se repetindo o refrão. A última pétala é que definiria a existência, ou não, do amor.

No final dava bem-me-quer? Que alegria.

Não dava? O jeito era tentar com outra margarida.

Acho que nos tempos atuais de “consciência ecológica”, e de muitos jogos tecnológicos, essa brincadeira já não deve existir. Mas naqueles tempos de brincadeiras inocentes, e jogos simples, ela era uma boa distração, principalmente para as meninas sonhadoras.