terça-feira, 31 de agosto de 2010

Passeios mais ao sul



Conseguimos um fim de semana bem esticado, e fomos passar uns dias em Buenos Aires. O que a viagem teve de diferente é que foi a estreia da Isadora em viagens de avião.
Estava toda faceira e alegre no aeroporto em São Paulo, e muito concentrada cuidando da sua malinha. Na hora de apresentar a documentação e de cuidar da bagagem, ela sempre queria participar.
Após a decolagem, gostou de ver, lá de cima, tudo pequenininho: as casinhas, os carrinhos, as ruas. 


Em terra, às vezes se interessava pelos passeios, outras preferia voltar para casa (hotel). Na verdade, embora bem desenvolvida, ela tem somente 4 anos, idade em que é bem melhor brincar com suas bonequinhas e outros brinquedos do que passear por cidades grandes.
Mas sempre houve alguma coisa que despertou seu interesse.
Na Florida gostou da fonte das Galerias Pacífico, adorou assistir  um casal de dançarinos de tango, assim como adorou ficar observando uma estátua viva, bem na frente das Galerias.


No zoológico, gostou mais do passeio de charrete.


Em uma das noites, num restaurante em Puerto Madero, depois de terminar seu jantar (que foi servido primeiro) distraiu-se tirando fotografias nossas (com a máquina da vovó). 


É incrível como a danadinha enquadra bem, e segura a máquina com firmeza. Essas fotos abaixo, foram tiradas por ela.


Com sua mamãe foi assistir o musical “A Bela e a Fera”, enquanto o vovô e a vovó faziam um roteiro pelas feiras de Palermo e da Recoleta.


                                                   Acima, Palermo. Abaixo, Recoleta.


No domingo, fomos para San Telmo e a Isadora divertiu-se bem, circulando pela feira e observando os vários artistas de rua.





 Vibrava muito para colocar dinheiro na caixinha (ou chapéu) dos artistas.



E depois de tantas coisas diferentes, hora de arrumar a malinha, recolher os brinquedinhos e guardá-los na mochila. Aeroporto e, novamente, avião. Já sentadinha na poltrona, ela examina seu passaporte. Será que está pensando em nova viagem? 


E na volta, depois de um tempo de viagem, a Priscila disse para ela: estamos quase chegando em São Paulo. Você já fez uma viagem para fora do Brasil, e agora já sabe como é viajar de avião.
E ela: é mesmo, mamãe. Agora, só falta ir para Paris.
Uh, lá, lá!


quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vermelho delícia


Estava com framboesas no freezer, para fazer uma “cheesecake”. Só que esse dia não chegou, e hoje percebi que as framboesas estavam quase no final do prazo de validade.

Tinha que fazer algo rápido, porque estou arrumando malas e tomando outras providências para um fim de semana prolongado: de amanhã, 5ª feira, até segunda.

Que fazer?

Geleia, sim, geleia.

Inspirada pela linda geleia de frutas vermelhas da Katia, parti para minha geleia de framboesas. Obrigada, Katia.

É uma delícia fazer essa geléia, que logo de início já atiça e satisfaz dois dos nossos sentidos. Sua cor e aparência, e seu cheiro incrível, nos despertam prazer instantâneo.

E, ainda por cima, muito fácil de fazer.

 

Geleia de framboesa

Aproximadamente 450 gramas de framboesas congeladas

Suco de um limão

1 xícara e meia de açúcar

1 cálice pequeno de vinho do Porto (dispensável)

 

Coloquei as framboesas numa panela e esperei que descongelassem.

Amassei-as levemente com um garfo e coloquei para cozinhar um pouco (mais ou menos 5 minutos).



Juntei o limão e deixei cozinhar por 15 minutos, mexendo às vezes. Em seguida coloquei o açúcar e continuei mexendo, por mais ou menos 15/20 minutos, até a geléia pegar o ponto (aparecendo o fundo da panela, com facilidade).



Por último coloquei o vinho do Porto e mexi por mais 5 minutos.

Coloquei, ainda quente, em dois vidros esterilizados : um de 250 gramas e outro pequeninho (talvez de 30 gramas).


Hummmm...... Parece deliciosa.

Só dei uma provadinha raspando a panela, mas quando voltar da minha viagem farei um pão de minuto para aproveitá-la bastante. E tudo acompanhado por um gostoso chá.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Olhos abertos


São Paulo das multidões, do trânsito pesado, dos prédios enormes, da correria.

Mas também São Paulo das azáleias e das coisas inusitadas.

Aqui, um cachorrinho passeando num “shopping” com seus tênis “all star”. Ou seriam tênis “converse”?



Mais adiante, aproveitando um dia de sol num sobradinho da Vila Madalena, um jabuti solitário.

A Isadora ficou encantada e logo achou uma posição boa para fotografá-lo.



E espalhadas pela cidade, muitas e muitas azaléias, flores resistentes e que parecem amar São Paulo. Tanto, que acabaram sendo escolhidas como um dos símbolos do local.

Uma coisa é certa. Andando-se com olhar atento sempre se encontra coisas belas ou diferentes.

(clique nas fotos para aumentar) 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Disciplina



Quando penso, ou falo, em disciplina, não estou pensando em obediência cega, nem em comportamento automático.

Penso, sim, em comportamento organizado, dirigido a um objetivo que para ser alcançado exige atenção, dedicação, ordem e submissão a regras. E essa submissão deve ser espontânea, pois sem obediência a determinadas regras será difícil alcançar o resultado desejado.

Só com disciplina se obtém sucesso nos eventos mais diversos, como por exemplo num concurso público, num vestibular em universidade pública, num regime de emagrecimento e até na organização do dia-a-dia de uma casa. 

Existem regras que devem ser seguidas. E quem quer ter êxito, precisa se disciplinar. Precisa ter auto-disciplina.

Contudo, como em quase todos os tipos de comportamento, esse também vem se transformando ao longo do tempo, e nem sei se ainda se pensa, ou se fala, em como é necessária a disciplina para a vida pessoal, profissional e até familiar.

Lembro das escolas antigas, que mantinham seus alunos em estado quase que total de disciplina. Nesse caso, a disciplina era imposta. Era inquestionável. Tocava o sinal do início das aulas e as crianças e jovens, de imediato, se organizavam em filas, em silêncio, para entrar nas salas de aulas. Na troca de aulas, quando o professor entrava na sala, todos os alunos se levantavam respeitosamente. Era uma disciplina muito rígida, que estava voltada para os resultados escolares.

Mas não seria isso, também, um treinamento para a tão necessária auto-disciplina? Limites, rotina, atenção, todos eram, e são, elementos importantes para o treino.

E hoje, será que ainda existe algum tipo de treinamento nas escolas ? Ou nas famílias?

E se não existe mais, o que foi colocado em seu lugar?

Uma coisa é certa. Só com disciplina conseguimos nos valer bem do tempo, e sem disciplina fica muito difícil chegar-se a bons resultados em qualquer planejamento.



quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Conversa de vovó 2


São Paulo tem uma quantidade de museus, cinemas, restaurantes, teatros, “shoppings”, feiras, “shows”, mas sobretudo tem uma netinha faceira e muito querida.

No último sábado fiquei de "vó-babá" para que a "mamãe Pri", minha filha, pudesse sair.

Depois de filmes, livros de história, brincadeiras com bonecas, chegou a hora dos desenhos e colagens. Quando prontos os “trabalhos”, a Isadora escolheu alguns para presentear a mamãe e veio me pedir:

Vovó, você escreve aqui para a mamãe?

Pode escrever: mamãe, eu te amo. Mamãe, eu adoro ficar de férias para ficar junto de você. Mamãe, eu gosto de dormir na minha cama e na sua cama.

Mamãe, eu adoro viver.

Que netinha feliz. Achei lindo ter ouvido isso.

E, por último, ela me disse:

Vovó, agora escreve assim: mamãe.com.br

Até hoje estou rindo. De onde ela tirou isso?

Êta ouvidinho atento.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sábado na Benedito Calixto


Adoro feiras e mercados, por isso, quando viajo, sempre procuro conhecer as feiras dos locais por onde passo.
Já tive a oportunidade de me referir à feira de
San Telmo, em Buenos Aires, e às feiras em Aix em Provence, Isle sur le Sorgue (França) e até em Wellington (Nova Zelândia) .
Quando estou em São Paulo nos fins de semana aproveito, muitas vezes, para visitar suas feiras, num ótimo programa. Faz-se uma boa caminhada, vê-se coisas bonitas e interessantes e, eventualmente, faz-se alguma compra diferente.
Aos sábados, a feira campeã é a da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros. É uma feira tradicional de antiguidades, com várias barraquinhas com objetos lindos, e alguns curiosos.















A feira tem, também, uma parte de artesanato variado. E ainda uma parte de barracas de comestíveis, onde costuma “rolar” uma música animada.





No último sábado estivemos por lá. Mas o frio era tanto que o público, que costuma ser enorme, estava mais fraco.
Com isso pudemos ver com tranqulidade todas as barracas de antiguidade, mas faltava a animação que costuma haver no local.
Fechando o programa, um almoço mineiro em um restaurante, que fica na mesma praça.
Tutu de feijão, lombo de porco, couve mineira, farofa de banana e arroz. E até torresminho, que evidentemente não comi (mas que dei uma provadinha, dei).



Não há dúvida. Para quem gosta de feiras, um sábado na Benedito Calixto vale muito a pena.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Idosos e prioridade nas filas


Na última semana li na Folha de São Paulo (03/08/2010) uma coluna do Jairo Marques, jornalista cadeirante, de onde destaquei a seguinte frase: “as filas reservadas para deficientes servem para igualar as oportunidades entre as pessoas”. E, ainda, “o direito à prioridade não é para dar vantagem. É para tentar diminuir a desvantagem”.

Essas colocações servem para as pessoas com deficiências físicas, e para os idosos.

Tão simples, mas tão incompreendidas.

Lugares reservados em estacionamentos para deficientes, e para idosos, são ocupados tranquilamente por pessoas sem qualquer limitação. Chega um deficiente, ou um idoso, e onde está sua vaga?

Ocupada por outros.

Essas pessoas não percebem que as vagas demarcadas ficam próximas às escadas rolantes, elevadores, ou saídas, o que é de grande importância para facilitar a circulação de quem tem limites.

Quanto às filas, na maioria dos casos, usar do direito ao atendimento preferencial, encontra má vontade das pessoas que aguardam sua vez.

Essa atitude quando tomada por idosos é vista como uma vantagem quando, exatamente como diz o Jairo Marques, é um direito para diminuir a desvantagem.

É evidente que os jovens, e as pessoas sem limitação, têm condições muito melhores para enfrentar uma fila. Muitas vezes, um idoso aparenta ótima saúde, mas é quase certo que não conseguirá ficar em pé com a mesma disposição que tinha anos atrás. E muitas vezes tem algum problema não aparente, que aliado à idade irá lhe causar grande desconforto nas filas.

O dispositivo, que é previsto no Estatuto dos Idosos, certamente tem como objetivo garantir aos idosos facilidades no lazer e nas atividades do dia-a-dia.

Bancos, supermercados, repartições públicas, casas comerciais, casas de espetáculos. A prioridade precisa ser garantida e respeitada. Tanto pelos responsáveis pelos estabelecimentos, como pelo público. O que nem sempre acontece.

Muitos idosos sentem-se constrangidos em usar do direito ao atendimento preferencial, e acabam deixando de ir a exposições, teatros ou outros eventos. Mesmo porque, se “furarem” a fila poderão escutar algo como ”por que esses velhinhos não ficam em casa?”

Bom seria se tudo ocorresse com naturalidade, civilidade e solidariedade e que, o direito à prioridade fosse entendido no seu exato sentido de compensação. Bom seria se a sociedade aderisse efetivamente à garantia dos direitos previstos no Estatuto dos Idosos.


sábado, 7 de agosto de 2010

Isadora e seu papai




Vovó, eu também tenho papai.
Eu sei, minha netinha.
É vovó. É que agora ele está no céu.
Esse comentário surgiu do nada, numa tarde em que estávamos juntas.

E, há poucos dias, logo depois de ter acordado ela me disse:
Sabe, vovó, eu sonhei com meu papai.
É mesmo?
E ela: sonhei que ele me mandou um recado.
Qual foi?
Que ele não quer mais ficar no céu.

E para sua mamãe Pri, ela falou outro dia:
Mamãe, por que você não me arranja outro papai? Assim você me leva para a escola, e ele vai me buscar.

“Minha” menininha tem seu papai no coração.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cozinha rápida

Adoro preparar comidinhas rápidas e arrumadinhas. E elas surgem quase sempre do acaso, aproveitando aquilo que tenho em casa.
Como são simples, dispensam preparações, quer de compras, quer de culinária.
E foi assim que nos últimos dias me diverti um pouco na cozinha.
Fiz um creme de abóbora, com queijo gorgonzola. Gostoso para esses dias de chuva e frio.




Um "penne" com molho pedaçudo de tomate e manjericão. Na foto faltou o queijo parmesão ralado.




Uma saladinha, servida com transparência. Pedaços de kani kama, tirinhas de alface, pedaços de abacaxi, salpicos de gergelim. Molho de mostarda, azeite e limão.




Como a netinha estava por aqui, uma gelatina de amora, coberta com pedacinhos de gelatina de uva e enfeitada com morango. Minha intenção era colocar pedacinhos de gelatina de cor contrastante, mas na falta usei os mesmos tons.




E, para terminar, uma pera ao vinho. Essa fiz só para mim. Estava sozinha para o jantar, e resolvi encerrá-lo com essa delícia, feita na hora.



Coisas simples e gostosas.

Vamos cozinhar?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ilusão?



O que é isso na nossa janela?
Será um avião se aproximando?
Puxa, não é que parece?
Parece, mas não é.
Todos, na sala, pensamos a mesma coisa.
Parece um avião, mas não passa de um andaime que está sendo utilizado para a reforma da parte externa do prédio. E o vidro está revestido por uma substância protetora, o que serviu para dar uma ideia de bruma, compondo o cenário ilusório.


Sem dúvida, as aparências enganam.
Enganam, ou não enganam?