quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Satisfação II


Foi um dia feliz.
Logo no seu início, graças à incrível internet, recebi muitos cumprimentos por comentários no meu blog e pelo facebook. Comentários sem fronteiras, escritos no Brasil e em muitos outros países. Coisa absolutamente fantástica.
Amigos antigos, amigos novos. Amigos do mundo real, e amigos do mundo virtual que, é evidente, também fazem parte do real.
Tive ainda a surpresa preparada pela Lúcia, do blog De amor e de ..., que escreveu cumprimentando as aniversariantes do dia, e me dedicou palavras muito amáveis.
Telefonemas, e mails. Muitas gentilezas.
Assim, fui atravessando meu dia só com coisas boas. Cumprimentos amigos, votos de saúde, amor, alegrias e paz.
Foram presentes inestimáveis, que fizeram com que o dia 17/11/2010 fosse um dia realmente feliz.
E como agradecimento, por todos esses mimos internáuticos que recebi, transcrevo a poesia da Cora Coralina, que me foi dedicada em comentário no blog pela Nina, do Menina de Cachos:

Saber Viver

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Satisfação


Foi um dia feliz.

Flores, carregadas de carinho.












Lanche, preparado com amor.






Bolo, docinho na medida, e dividido com bom vinho.




Família, razão da reunião.








E para a pequenininha, um gostoso brigadeirão.



Foi um dia feliz.

(Em São Paulo, no dia 17/11/2010).



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Apagando velinha




Hoje é dia de alegria e, para festejar a vida e o meu aniversário, fotinhos dos meus primeiros anos de vida.
De bebê sorridente, mas também sério, para menininha séria, feliz, e com ar sonhador.
De 9 ou 10 meses, até 9 anos.
Que fase importante. Crescimento, brincadeiras, aprendizagem, formação.



E daí até os dias de hoje, quantas histórias.
Buscas, encontros, desencontros, alegrias, tristezas, dúvidas, certezas, sonhos, desilusões, realizações, esperança.
Amor.
Vida.


(Fica faltando uma fotinho que eu adoro, mas que não consegui localizar).


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Historinhas da Isadora


(Alerta: essa é uma conversa de vovó).

Às vezes eu chego a duvidar do poder do exemplo na educação, mas em muitas ocasiões eu devo reconhecer que ele tem um papel muito importante.

E digo isso só de observar vários dos comportamentos da minha netinha, que embora tenha somente 4 anos demonstra ser observadora, e assimiladora de lições passadas só por exemplos.

Historinha nº1

Outro dia estávamos num shopping e ela fez um lanchinho rápido, saindo da lanchonete com um pacotinho de batatinhas. Foi comendo pelo caminho, até acabar.

Nesse meio tempo entramos numa perfumaria e ela, estendendo a mãozinha para a vendedora, perguntou:

Você tem um lixinho?

Dentro da sua mão estava o saquinho amassado.

É exatamente o que fazemos. Às vezes andamos quadras com um papelzinho na mão, até encontrarmos um recipiente para lixo.

Historinha nº2

Ela é muito gentil, e gosta bastante de agradar todas as pessoas.

Outro dia, estando em São Paulo, fui visitá-la. Sua mamãe estava trabalhando, e ela estava com a funcionária.

Conversamos um pouco e ela me disse:

Vovó, vou servir um cafezinho para você.

E pediu para a funcionária que fizesse um café. Mas, ao entrar na cozinha, viu laranjas na fruteira e começou a pegá-las, dizendo:

Vovó, acho que vou fazer um suco para você.

Declinei, dizendo que tomaria o café.

Pronto o café, ela foi atrás de um biscoitinho pequeno para colocá-lo no pires.

Quer comportamento mais gentil?

Sei que conversa de vovó não tem muito interesse, mas não posso deixar de registrar esses fatos que, se não forem anotados, acabarão sendo esquecidos. E é bom para sempre lembrarmos que as crianças são ótimas observadoras, e também para que minha netinha, quando crescida, possa saber de fatos da sua infância.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ócio produtivo



Anos de correria, de muito trabalho, de muito raciocínio, de decisões e resultados palpáveis.

De repente a inatividade, com a perspectiva de tempo ocioso, tranquilidade e muito lazer.

O tempo, continua escasso.

A correria, continua presente.

O lazer, numa medida menor do que a imaginada.

E os resultados? Nem sempre percebidos.

Antes de me aposentar, caminhando pelo calçadão e vendo muitas pessoas sentadas nos bancos da praia, “batendo um papo” animado, comentei mais de uma vez que precisaria aprender “a jogar conversa fora” para quando não mais estivesse trabalhando.

Queria aprender a falar por falar, trocar ideias surgidas na hora, comentar o óbvio, sem outras preocupações.

Mas não aprendi. Embora tivesse a consciência de que seria importante “jogar conversa fora”, não soube buscar um treinamento.

Por que?

Parece que a vida do trabalho nos vicia em busca de objetivos, em produção, e quando podemos nos desligar disso, temos enorme dificuldade.

O dia termina, sabemos que fizemos muitas coisas, mas como disso tudo não resultou algo visível, ou palpável, ficamos com um sentimento de frustração. Não sabemos “fazer por fazer”.

Numa ótima abordagem sobre a matéria, Anna Verônica Mautner*, na Folha Equilíbrio do último dia 02/11/2010, indaga:

“Quanto treino é exigido do homem urbano para passar do útil, do produtivo, para o à toa, o fazer por fazer?”

E afirma:

“Mudar de ser planejante, sempre cheio de objetivos e intenções, para um ser capaz de atividades com vista não para o ‘amanhã’ e sim para o ‘aqui agora’ demanda treino, consciência e empenho.”

É verdade. É preciso “desenvolver aptidão para o fazer por fazer, o estar por estar, sem qualquer ligação com fins outros que não o instante que se está vivendo.”

E, sobretudo, sem qualquer tipo de preocupação. Agir com leveza, como as crianças. Viver sabiamente o momento presente.

Será esse o verdadeiro “ócio produtivo”?


*(Psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo)


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pura alegria



Quer coisa mais gostosa do que risada de criança?

E quando essa risada aberta e gostosa é dada durante um banho de mar, misturada com pulinhos de ondas?

Pois foi exatamente essa cena deliciosa que vivi hoje pela manhã, em plena 2ª feira, na praia com minha netinha.

Ela, que havia chegado de surpresa no sábado à tarde, me disse no domingo:

Vovó, já combinei com a mamãe. Ela volta para São Paulo, mas eu vou ficar.

E assim foi. Sua mamãe voltou para São Paulo e para o trabalho. E ela ficou em Santos, com a vovó, e para o lazer. Nessa idade de 4 anos, ainda dá para faltar a escola, e quem gosta, e mais aproveita, é a vovó.

O dia estava maravilhoso. Sol, mar lindo com ondas pequenas, temperatura da água muito boa. Uma manhã perfeita para a praia. Ainda mais com companhia tão querida.

E as risadas.... Risadas, gargalhadas... Muitas, o tempo todo.

Pura alegria!

Doce infância!



terça-feira, 2 de novembro de 2010

Marcas do tempo



É uma gordurinha nas costas, acima da cintura.

É uma gordurinha no abdômen.

É uma gordurinha contornando a cintura.

São as linhas que saem dos cantos do nariz, e dos cantos dos lábios.

São as manchinhas resultantes do acúmulo do sol.

É uma dorzinha estranha, como um pequeno choque, que às vezes surge aqui e ali.

São as marcas do tempo.

Que nos mostram que ele passa.

E que nós estamos passando com ele.


(24 anos separam as duas fotos acima).