quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Isso ou aquilo?



Certa ocasião tive a oportunidade de passar alguns dias na companhia da filha de uma amiga, que tinha uma criança de pouco mais de um ano.

Durante o café da manhã, eu ficava espantada. A criança, que ainda usava os cadeirões dos nenês, devia escolher o que comeria.

Sim, a mãe lhe apresentava um iogurte e uma fruta, e perguntava:

_ Você quer esse, ou essa?

Depois de um tempinho, a criança apontava para o copinho de iogurte.

_ Tudo bem. Agora, você quer iogurte de morango, ou de baunilha?

Tomado o iogurte, o nenê devia escolher se queria uma bolachinha, ou um pãozinho.

Eu ficava realmente espantada, mas não tinha intimidade suficiente para dar palpite, nem fazer comentário.

Depois disso, tive várias oportunidades de assistir a situações semelhantes.

Crianças pequenas tendo que escolher entre isso ou aquilo, não só em relação à alimentação, como ao vestuário, ao lazer e até em relação à escola.

Lembro de, no passado, ter ouvido minha mãe dizer inúmeras vezes: criança não tem querer. Os pais é que sabem o que é bom para elas.

Mas isso mudou, mudou muito. Hoje, os pais preferem passar a decisão para os pequeninos.

E é o que a psicóloga Rosely Sayão afirma ao escrever sobre “ A imposição das escolhas” (caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo, em 25/01/2011) :

...” Outro caminho para deixar a criança viver a infância a que tem o direito é não passar a ela as responsabilidades que são nossas. Não se espante, leitor: fazemos isso diariamente.

Escolher a roupa que vai vestir, o brinquedo que quer ganhar, o calçado que quer usar, o horário em que vai se recolher para descansar, qual escola vai freqüentar, se vai atender a imposição familiar ou se vai desobedecer ...

Quantas escolhas permitimos que elas façam e que deveriam ser só nossas!

E, numa abordagem séria, e extremamente interessante, que abarca as crianças até seis anos de idade, diz ela:

“Vamos convir: escolher algo é um processo complexo até para um adulto, não é verdade? Quem não pena para escolher se muda de emprego ou não, se casa ou permanece solteiro, se rompe um relacionamento amoroso desgastante ou deixa a coisa rolar, se usa esta ou aquela roupa em uma ocasião especial, entre outras situações?

Pois essas escolhas, que são tão importantes na vida de um adulto, porque interferem no eixo vital deles, são similares às escolhas que obrigamos as crianças pequenas a fazer. Sim: obrigamos”.

Achei muito interessante essa colocação. É verdade. Passando a decisão para os pequeninos, estamos deixando, com eles, uma responsabilidade para a qual não estão preparados. Estamos fazendo com que vivam, no mínimo, situações estressantes.

E não é o que queremos.

Portanto, vamos decidir. Vamos assumir nosso lugar. Nós é que devemos saber o que é melhor para nossos filhos pequenos.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tranças




E não é que a moda das tranças voltou?
No meu tempo de menina, os penteados com tranças eram muito comuns, e quase sempre associados ao uso de fitas. Era o penteado do dia-a-dia.
Não se usava cabelo comprido solto. Pelo menos, não tenho essa lembrança.
As tranças, normalmente, eram feitas uma de cada lado, e terminadas com um laço de fita.
Podiam ser usadas soltas ou presas, unindo-se seu final ao início, ficando como pequenos arcos nas laterais da cabeça.
Podiam, ainda, ser levadas ao topo da cabeça, ficando como uma tiara.
Sempre tive cabelo fino e liso e, por esse motivo minhas tranças não tinham muito volume.
Mas eu as adorava.






Nessas fotos "antigas", eu apareço com os três modelos de tranças. A última foto é uma preciosidade. É do dia em que, com meu pai e minha irmã Lourdes, fui conhecer o Viaduto do Chá em São Paulo. Estou com um vestidinho de organdi suiço de fundo branco e tranças presas no alto da cabeça. E, é claro, com um laço de fita bem grande.
Atualmente parece que, por enquanto, a moda das tranças não alcançou as meninas.
Mas deixa estar.
Ainda hei de fazer umas tranças bem bonitas nos cabelos da minha netinha, que são volumosos e têm uma cor linda.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vai uma vitamina?



Fomos até uma farmácia para comprar aspirinas.

Depois de feito o pedido, o vendedor perguntou : nada mais?

Antes de encerrar sua compra, o Berto perguntou se eu estava querendo alguma coisa, e eu disse que não.

Mas, querendo prosseguir com a venda, o balconista olhou para mim e perguntou:

-E a senhora não está precisando de umas vitaminas com ômega 3? Temos uma que é superior à Cen....

- Não, obrigada, não estou precisando.

- Não quer, mesmo?

Achei a proposta do vendedor muito gozada e sintomática, e sua insistência não me incomodou. Provocou riso, isso sim.

Será que já estou com jeito de pertencer ao grupo dos grandes consumidores das farmácias ?

Ai, meus 18 anos!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Lembranças



Durante grande parte da minha vida profissional, Itanhaém foi, para mim, um refúgio de paz e relaxamento.
Depois de uma semana de trabalho, vinham os dias gostosos em família, com comida caseira e muita tranquilidade.
No final das 6ªs feiras, passava pela casa da minha mãe, que já estava me esperando com sua malinha, e seguíamos para nosso fim de semana em Itanhaém, onde o Berto nos aguardava.
Na manhã das 2ªs feiras, voltávamos para Santos e para nossa rotina da semana.
Era quase que um ritual, seguido religiosamente por vários anos.
Muita tranquilidade, dentro de casa e na sua gostosa varanda, simplesmente olhando para o mar. Passeios na praia, idas à Igreja Matriz (minha mãe não perdia sua missa dominical), passeios pelas redondezas.
Muitos dos feriados, e temporadas de férias, também foram passados em Itanhaém. Assim como o Natal, quando reuníamos toda a família durante o almoço.
Nos últimos anos, esse ritual deixou de ser seguido. Acho que a partir dos 89 ou 90 anos de minha mãe. Muita idade, probleminhas de saúde. Com isso, nossas viagens em parceria, terminaram. E eu, pouquíssimas vezes, retornei.
Mas agora, estou aqui .
Vim para meu refúgio, na tentativa de resolver um forte estresse. Vim, e lembro de minha mãe a todo instante. Seu quarto, sua cama, seu lugar na mesa, a cadeira de balanço, que usava para ler ou assistir televisão.
Lembranças boas. Muitas lembranças. E saudades. Muitas saudades.
Mas, também, a alegria de perceber quão maravilhosa foi a oportunidade que tive de uma convivência tão próxima com aquela que agora partiu.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Muito obrigada.




Palavras. Onde estão as palavras?

Por enquanto, só consigo encontrar as de agradecimento.

A Deus por ter me permitido uma convivência tão longa, e tão próxima, com aquela que me deu a vida.

A todos aqueles que, de perto, ou de longe, demonstraram seu afeto, me trouxeram carinho e conforto.

E à minha netinha Isadora, que com sua presença amorosa e diária, não me deixa esquecer o lado alegre da vida.

Obrigada. Muito obrigada.