quinta-feira, 28 de abril de 2011

Vida




Na Páscoa desse ano, alegria e saudade.

Presença feliz, e ausência doída.


Páscoa de 2009. Minha mãe, então com 95 anos, participando do almoço de Páscoa. Em 2011, só lembrança e saudade.
Isadora, em 2009, encontrando um ovinho perto da cortina. Em 2011, repetiu a busca, e também encontrou.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Vapt-vupt em Santiago




Voltamos mais uma vez a Santiago, pois para chegar até Mendoza é mais tranquilo ir pela capital do Chile do que por Buenos Aires.

Santiago é uma cidade verdadeiramente bonita, com avenidas largas, muitas árvores e que, principalmente na sua parte mais nova, tem edifícios imponentes construídos com muito vidro. E tudo isso emoldurado pela Cordilheira dos Andes.





Mas tem uma coisa meio complicada.

Sua moeda, o peso chileno, tem muitos zeros, o que dificulta a conversão imediata para reais, ou dólares. E essa quantidade enorme de zeros dá, num primeiro momento, a idéia de que tudo é muito caro. Quase tudo custa milhares de pesos, causando certo estranhamento.

Uma corrida de táxi, do hotel em que estávamos hospedados até o Parque Arauco, sai por 5.000 pesos chilenos.

Um almoço para dois com um prato, sobremesa e água, custa em torno de 28.116, enquanto que um cafezinho corresponde a 1500 pesos chilenos.

É milhar prá cá, e milhar prá lá.

Aos poucos, porém, conclui-se que o jeito é cortar dois zeros e fazer uma conversão aproximada.

Assim percebemos que a corrida de táxi, de 5000 pesos, custa, na verdade, aproximadamente R$ 18,00 o que, pela distância percorrida, é muito barato.

Dois dias incompletos, em Santiago, é pouco. O jeito foi dar um passeio no ônibus turístico de dois andares, que é novo por lá, para rever os principais pontos da cidade, e descer em alguns para recordar mais de perto.




O que acontece é que esse vapt-vupt serviu para deixar um gostinho de “quero mais”.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Calor e vinho



Ninguém me disse que em Mendoza, na Argentina, faz calor. Calor. Muito calor.

Antes de embarcar fiz algumas pesquisas sobre o local, principalmente em blogs de viagens. Todos falavam bastante sobre vinhos, sem qualquer informação sobre o clima, quente e extremamente seco.

Nós, que estamos acostumados com um clima muito úmido, sentimos bastante os efeitos da secura excessiva.

O curioso é que, mesmo com esse clima “de deserto”, Mendoza é muito arborizada, com muitas ruas repletas de plátanos, e outras árvores altas, formando arcos tal como vi na Provence. Isso é possível graças a um sistema de irrigação muito interessante, formado por canaletas que existem em diversas ruas e por onde corre água de degelo.







Como quase não chove, os restaurantes e cafeterias têm muitas mesas ao ar livre, o que dá, à cidade, um ar de festa.




Achei Mendoza um lugar muito simpático e “hermoso”, com turismo muito forte, voltado quase que unicamente para as vinícolas.

São muitas as degustações de vinho, e entrando no clima local fomos a duas vinícolas. Na primeira, soubemos pelo rapaz que nos atendeu que ali se fabrica o melhor vinho tinto do mundo. Não quisemos participar da degustação porque estávamos com reserva para almoço, em outra vinícola. Seria impossível degustar os vinhos da primeira e, em seguida, tomar os vinhos servidos no almoço, da segunda.

Mas fiquei com pena de não ter dado nem um golinho nos “melhores” vinhos do mundo. São vinhos produzidos para exportação, e que só são vendidos na própria bodega. Os preços são fantásticos, o que me leva a acreditar na excelência do produto. Com certeza, perdi a oportunidade de prová-los e, ainda por cima, gastando somente o preço da degustação: 30 pesos (R$15,00).

O almoço foi numa bodega com visual lindo. Nossa mesa estava num terraço de frente para um jardim enorme, ao lado de videiras, e tendo à frente a majestosa cordilheira dos Andes.













A cordilheira pode ser vista de vários pontos de Mendoza. Tem muitos picos nevados, e é uma moldura maravilhosa para qualquer paisagem.

O almoço, na bodega, foi um capítulo a parte, ficando para outra ocasião.

Uma coisa é certa. Mendoza parece ser o lugar ideal para os enólogos de carteirinha.




quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tristeza



Hoje é difícil encontrar palavras.
Massacre em escola. Violência contra crianças. Fatos que nunca imaginamos que poderiam acontecer entre nós. Tragédia.
Tristeza.

domingo, 3 de abril de 2011

Vontade doce



Hoje acordei com vontade de comer panquecas no café da manhã. Com geléia, ou com “maple syrup”, que acabei de ganhar da Priscila.

Achei curiosa essa minha vontade, pois não costumo inovar muito na primeira refeição.

Cheguei a pegar a receita, mas acabei desistindo.

Costumo tomar o café da manhã logo depois de acordar, e fazer a massa, e tudo o mais, iria tomar algum tempo. Resolvi deixar para outra ocasião.

Mas no meio da manhã a vontade retornou.

Daí, tive a ideia de fazer as panquecas em forma de “Crêpes Suzette”, para sobremesa do almoço.







Usei a receita de panquecas salgadas da minha mãe, e fiz pequena adaptação para adoçá-la.

Pesquisei um pouco sobre a calda, e montei minha receita.

Ficou deliciosa!

O comentário do Berto foi: por que você levou tantos anos para fazer essa delícia?

É verdade. Não sei por que. Só sei que hoje, inexplicavelmente, me bateu essa vontade.



Vale a pena registrar a receita.

Massa:

1 copo (americano) de leite

1 copo mal cheio de farinha de trigo

1 ovo

1 colher (de sopa) de manteiga (ou margarina)

1 colher (de café) de sal

1 colher (de chá ) de açúcar

1 colher (de café) de fermento em pó

1 colher (de café) de baunilha.

Bater muito bem no liquidificador.

Fritar as panquecas (crepes) numa frigideira pequena. Só é necessário colocar manteiga na frigideira para a primeira panqueca. Basta uma colher de chá. Para as demais, não há necessidade.

Para cada panqueca coloquei uma concha (mal cheia) de massa, mas pode ser feita com quantidade menor, para ficar bem fininha.

Quando a borda soltar, virar a panqueca com uma espátula, para fritar do outro lado.

Dobrar as panquecas em 4, formando um triângulo.

Essa quantidade de massa deu 7 crepes.

Calda:

1 ½ xícaras de suco de laranja

suco de meio limão

3 colheres (de sopa) de açúcar

½ xícara de água

1 colher (de sopa) de manteiga

1/3 de xícara de licor de laranja (Cointreau)

Colocar numa frigideira grande a água e o açúcar. Quando começar a caramelizar, colocar a manteiga e misturar bem.

Acrescentar os sucos e deixar apurar (reduzir) por uns 3 minutos.

Colocar os crepes e aquecer bem.

Jogar por cima deles o licor e flambar (acender um fósforo, e aproximar a chama do licor).

Servir quente.

“Crêpe Suzette”. Uh, lá, lá!

Juro que não vou demorar muito tempo para repetir a receita.