sábado, 30 de julho de 2011

Tardes felizes





O cinema sempre me proporciona horas felizes. Não vou por ir. Seleciono os filmes, leio as sinopses, e isso acaba me garantindo um bom programa.
E é maravilhoso quando sou brindada com um filme delicado como o último que assisti: "Minhas tardes com Margueritte".
Filme francês, com direção de Jean Becker, e que tem nos papéis principais Gèrard Depardieu e Gisèle Casadesus. Ele, Germain, um agricultor grandalhão, tosco e semi-analfabeto. Ela, Margueritte, uma velhinha frágil, delicada, e apaixonada por livros.
O filme gira em torno do encontro casual dos dois, na praça de uma cidade pequena, que leva ao desenvolvimento de uma amizade comovente. A relação de afeto vai se formando durante as tardes, no banco da praça, com Margueritte lendo para Germain obras como A Peste, de Albert Camus.
Essa amizade traz mudanças na vida de cada um, que são percebidas, com espanto, pelos amigos de Germain.
O filme é lindo. Uma poesia.
Encantador, emociona e celebra a amizade, e a vida.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Quer brincar comigo?


Ontem fui com a Isadora até a praia, para que ele pudesse brincar um pouco no parquinho.

Embora inverno, a manhã estava linda, com uma agradável temperatura de outono.

Quando chegamos, havia só uma menina na área do parquinho. Num instante, as duas estavam se balançando juntas. Em seguida, brincaram um pouco na areia, até que o avô da menina chamou-a para ir embora.

A Isadora continuou brincando sozinha, mas logo surgiram outras crianças. Ela, então, foi chegando perto de uma menininha, sentou-se na gangorra, e logo as duas estavam na brincadeira do desce e sobe. Dali, passaram para o escorregador, balanço, e logo se divertiam juntas num monte de areia, fazendo um castelo.




À tarde, fomos até um parquinho num shopping. Férias escolares, muitas crianças.

A diversão começou pelo pula-pula.

De repente, ela estava pulando e conversando com uma garota. De lá, foram para o carrossel, onde se divertiram em cavalinhos, e bancos giratórios.




Eu, observando, e pensando, como é maravilhosa essa característica da infância. Criança não fica só. Pode chegar sozinha a um lugar de brincadeiras, mas num instante se aproxima de outras e arranja companhia.

Não há barreiras, expectativas ou desconfianças. O importante é brincar com companhia e passar momentos alegres.

Pena que com a passagem do tempo tudo isso muda. Tentar aproximações, e "brincar" com companhia, em momentos diversos, não é tão fácil. Ou, melhor, é bem difícil.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fios brancos






Outro dia escutei de passagem, numa das mudanças de canal de tv comandadas por meu marido, que muitas mulheres estão dispostas a assumir seus cabelos brancos. Percebi que tenho meio que uma ideia fixa em relação a isso.
Muitas vezes me pego achando estranho que esse seja um diferencial grande entre homens e mulheres. Normalmente, um casal envelhece junto. Mas enquanto os homens têm cabelos brancos, as mulheres sempre, ou quase sempre, os têm coloridos.
Há pouco tempo fomos assistir uma peça teatral com temática sobre a velhice. A plateia era formada quase que exclusivamente por pessoas de idade avançada. E a constatação de que, só os homens têm cabelos brancos, deu-se quase que por inteiro. Num teatro cheio, contei somente três mulheres com cabelos brancos.
Acho que isso, entre nós, é algo verdadeiramente cultural. Parece que em outras paragens os fios brancos têm melhor aceitação.
Por isso, questionei a notícia. Será que, realmente, as mulheres brasileiras vão começar a assumir seus cabelos brancos?


Judi Dench, atriz britânica, 76 anos.




Christine Lagarde, presidente do FMI, 55 anos


quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Muito feliz"








Mamãe, hoje é o dia mais feliz da minha vida.

Foi isso que minha netinha Isadora disse para a Priscila, enquanto via os preparativos para a festa do seu aniversário, no último dia 2 de julho.

A festa foi antecipada para possibilitar a ida dos seus coleguinhas de escola, pois aniversário no dia 13 de julho, no meio das férias escolares, corre o risco de encontrar todo mundo viajando.



E a festa foi realmente uma delícia, fazendo feliz não só a “Bela”, como a mamãe, a vovó que aqui escreve, todos os outros avós e amigos.

Como ela adora os contos infantis, escolheu para tema da sua festa “A bela e a fera”.




Estava uma “Bela” realmente bela, festejando seus 5 anos.

No início da festa, muitas brincadeiras no pula-pula, escorregador, salão de cabeleireira, e na escolha das esculturas de bola de gás.










Na hora da velinha, a bela surgiu vestida de “Bela”, entregando rosas vermelhas para os vovôs.







Para apagar as velinhas, ficou meio tímida. Mas em seguida, ajudou a cortar o bolo e a servi-lo.



E na hora do “Parabéns”, o coro também cantou: “... cada ano que passa, ela fica mais bela”.

Parabéns, querida netinha, que você cresça bela e sempre muito feliz.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Abobrinha?




Sim, abobrinha.
Há algum tempo vi, em alguns blogs portugueses, receitas de bolos feitos com abobrinha. Comecei a ficar curiosa porque, por aqui, nunca havia visto bolos feitos com esse legume.
Até que minha amiga virtual Cláudia, que mora bem pertinho da linda Lisboa, publicou, em seu blog, sua receita de Bolo de Abobrinha, despertando não só minha curiosidade como a vontade de experimentá-lo.
O dia estava bem frio, com temperatura que dificilmente temos em Santos. Bem propício para um chá quente, acompanhado por um bolo gostoso.
Resolvi que o dia para experimentar o Bolo de Abobrinha havia chegado. Separei os ingredientes, e pouco tempo depois estava provando o bolo, até então misterioso.



Fiz da seguinte forma:

Bolo de abobrinha

1 abobrinha de 300 gramas
3 ovos
1 xícara de óleo
2 xícaras de açúcar (coloquei um pouco menos)
3 xícaras de farinha de trigo
3 colheres (chá) de canela em pó
2 colheres (chá) de baunilha
1 pitada de sal
1 1/2 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
Opcionais : 1/2 xícara de passas e de nozes.

Lavei bem a abobrinha, cortei rente suas pontas e raspei em ralo grande.
Misturei numa vasilha a farinha com o fermento, bicarbonato, canela e sal.
Bati no liquidificador os ovos com o óleo, baunilha e o açúcar. Passei para uma tigela.
Fui colocando na mistura dos ovos a mistura da farinha, alternada com as raspas de abobrinha, mexendo bem. Acrescentei parte das passas. Não pus nozes, porque não tinha em casa.
Coloquei a massa numa forma untada e enfarinhada, salpiquei um pouco de passas e levei ao forno médio, pré-aquecido.
Assou em 40 minutos, aproximadamente.

É um bolo de confecção simples, gostoso e que fica muito fofo. Tem um perfume muito bom, enquanto está assando, e é um bom acompanhamento para chá ou café.
Mas acho que merece umas alterações. A canela pode ser diminuída, pois seu gosto é o que predomina. A não ser que se mude o nome para bolo de canela. As passas são totalmente dispensáveis. Numa próxima vez colocarei nozes, porque penso que talvez seja uma melhor combinação.
Enquanto isso vou tomando meu chá, ou café da manhã, com o original Bolo de Abobrinha.





segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dor e sonho


Tenho sentido uma dor estranha na perna direita, durante a noite. Estou dormindo e tenho o sono interrompido por esse desconforto, do joelho para baixo. Demoro para pegar novamente no sono, e a dor começa a melhorar depois que levanto, até passar.

Lembrei de uma dor estranha que sentia numa fase da minha infância. Acho que também era na perna direita, e aparecia quando eu deitava para dormir. Nessa época nós morávamos em São Paulo, nos tempos da garoa e dos invernos bem frios. Quando a dor aparecia, eu chamava minha mãe, que pegava um cobertor extra e envolvia bem minhas pernas. A dor passava.

Lembrando disso, pensei que agora quem tem que procurar solução sou eu. Vou a um ortopedista? Angiologista, ou reumatologista?

Valei-me, minha mãe.

E nessa noite, sonhei com ela.

No sonho eu estava dormindo, com a dor na perna. De repente senti alguém passar a mão delicadamente no meu pescoço. Olhei, e era minha netinha Isadora, tentando me despertar. Ela disse: vovó, a bisa está aqui.

Olhei e vi minha mãe, linda, bem arrumada, com um vestido florido que eu adorava.

Levantei rapidinho da cama para dar-lhe um abraço longo e apertado, e ela me falou: Ah! A perna já está boa.

Como a senhora está linda, foi o que eu lhe disse, antes do abraço.

E a dor?

Só a noite dirá.

Valei-me, minha mãe.



(Esse foi o vestido do sonho).