quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sabores e saudade






Quando se viaja por muitos dias, ou quando se vive fora do Brasil, uma saudade que se sente é a da nossa comida.
Pode ser uma comida básica e simples, como um bom prato de arroz com feijão, mas que a falta é grande, isso é.
Depois de quase três anos de ausência, meu filho está chegando. 
E há alguns dias, para que pudesse ir me programando, perguntei-lhe o que ele vai querer comer.
Fez uma listinha bem básica, que vou cumprir.
Mas um prato que ele não esquece, e que sempre é preparado para recepcioná-lo, é uma boa sopa de feijão : caldo de feijão com conchinhas, ou argolinhas (macarrãozinho).
E assim, com uma forte dose de um dos nossos principais ingredientes, ele é reintroduzido à nossa gostosa culinária.
Também vai encontrar, na sua primeira refeição, dois doces bem nossos, não sei se brasileiros, ou típicos da nossa casa: pudim de pão, e sagu com vinho tinto, servido com creme de gemas.
E depois, no decorrer dos dias, virão a feijoada, o arroz de Braga, o cozido, camarão com chuchu, frango xadrez, cuscuz, rosbife, torta de maçã (da mamãe), ovos nevados, manjar branco e muitas outras delícias.
E frutas, muitas frutas, pois ele está com saudades enormes de mamão, figo e caqui.   


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Diversão radical



Quando garota, os parques de diversão costumavam se instalar em terrenos grandes e desocupados. Ora eram os circos, ora os parques.
Todos temporários.
Em Santos, havia também o parque de diversões instalado em julho, na areia da praia do Gonzaga, durante a beneficente Festa do Inverno.
E um dos brinquedos mais radicais, dessa época, era a Roda Gigante, principalmente quando a banqueta onde estávamos parava no topo da roda. Essa era a hora de sentir a emoção do brinquedo.
Depois foram surgindo os parques fixos e permanentes, com as “montanhas russas” e muitos outros brinquedos para causar fortes emoções.
Mas eu, que já estava em outra fase da vida, não os experimentei.
Há poucos dias, em passeio pelos parques da Disney, vi de longe alguns desses brinquedos. Contudo, como a criança que me “levou” para a Disney ainda é pequena, nosso programa não incluiu qualquer diversão radical. Nos divertimos em brinquedos singelos, bem infantis.
Mas houve um que se destacou, trazendo emoções para as três gerações. O controle da entrada é pela altura da criança, e a Isadora passou fácil.
E, assim, pudemos sentir o incrível prazer de voar proporcionado pelo “Soarin”, no Epcot.




O Soarin é um simulador de vôo livre, que permite que, de todos os lados, nosso campo de visão seja preenchido por imagens da Califórnia. Como se estivéssemos numa asa delta, passa-se por florestas, serras, deserto, plantações, sente-se o vento, fica-se com a impressão de que nossos pés vão esbarrar na água do oceano.
Terminamos nosso rápido vôo com um enorme bem-estar. Foi muito bom, mesmo.
E a vovó e netinha ficaram com a impressão de que experimentaram um brinquedo radical. Mas falta muito para isso.




Uma outra atração gostosa, do Epcot, foi a do Nemo e seus Amigos . Senta-se num carrinho, com forma de concha, e vai-se acompanhando a busca do Nemo. No final, o “mar” do filme se confunde com um aquário de verdade, onde são projetados efeitos especiais com os personagens do filme. Diversão que encantou a netinha.


                                     
                                                                                              Foto daqui.


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Só com reza





Já sei. Vou começar a rezar para São Servatius.
Minha perna direita insiste em não me dar trégua, embora não possa me queixar dela durante os dias em que viajei. Ela se comportou tão bem, que eu achei que estava curada.
Já fui a alguns médicos, mas não tive diagnóstico.
E depois do susto que me levou ao hospital por dois dias, como consequência de um exame de rotina, quero ficar quietinha. Nada de novo médico, nem de novos exames.
A questão é que o incômodo continua.
Parece que, de uma hora para outra, minha perna direita enfraqueceu. Será que está na hora de uma bengala?
Não. Não quero acreditar.
Então, o negócio é rezar para São Servatius, o protetor das pernas. Ou seria dos pés?
Vou pesquisar um pouco mais, e começar a rezar.


                                                                         (foto daqui)

São Servatius, que parece não ser conhecido no Brasil, foi bispo de Maastricht, cidade localizada no extremo sudeste da Holanda. Morreu no ano de 384, e costuma ser invocado para resolver problemas de dores nas pernas e pés.
A Basílica de St. Servatius, em Maastricht, é considerada a igreja mais antiga da Holanda, e foi construída sobre seu túmulo.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Vício?




Lendo os jornais do dia, uma notícia me chamou a atenção.
Depois de pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Cisco, em 14 países, com jovens de até 30 anos, a conclusão: a internet ocupa um lugar de absoluto destaque na juventude.
Até aí tudo bem. É natural que a internet seduza mais os jovens do que os mais velhos.
Mas o assustador é o percentual da internet na vida dos jovens.
E os dados do Brasil são os mais “expressivos” e inquietantes. 72% dos universitários brasileiros disseram que preferem navegar na internet a namorar, ouvir música, ou sair com amigos.
É inegável o valor, e a importância, da rede. Mas penso que, quando o interesse pela internet passa a dominar a vida do jovem, e suplantar outros interesses, muitos deles “vitais”, algo anda mal.
Já não se tenta estabelecer contatos físicos, a leitura de livros é abandonada (entre os jovens, muitas vezes, nem chega a se formar o hábito da leitura), música só pelo “you tube”, amigos só pelo MSN ou redes sociais.
Como em tudo na vida, o importante é o equilíbrio. Mas, justamente, o difícil é encontrar o equilíbrio.
Alguém conhece o caminho?

(Curiosidade : entre os países que fizeram parte da pesquisa, somente na França a força da internet não se revela, e o namoro prevaleceu na dianteira das opções, com 54% - Fonte).

Imagem daqui.

 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sabedoria infantil



(Conversa de vovó, registrando fala da netinha aos 5 anos)  


                                                                   Foto daqui (obtida pelo google).


Aeroporto de Orlando. Fila para passar pela fiscalização.
As pessoas começam a tirar seus sapatos.
Priscila diz para a Isadora: filha, você precisa tirar seus tênis. 
Claro que ela gostou, pois adora ficar descalça.
Mas perguntou:
- Por que, mamãe?
- Porque para passar pelos fiscais, todos precisam tirar seus sapatos.
- Todos? Até a vovó? Por que?
- É que estamos em outro país, e eles têm regras diferentes.
- Nossa, que regra mais estranha! 



Fotos tiradas no aeroporto de Orlando



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

"Esses Amores"




Música, cinema, leitura. Quantas coisas boas ao nosso alcance, e que nos dão preciosos momentos de lazer e prazer.
E, mais uma vez, o cinema me fez viver horas valiosas.
Fui assistir “Esses Amores”, de Claude Lelouch, e saí do cinema absolutamente encantada.
O filme é vibrante, e nele o diretor mostra todo seu amor à arte cinematográfica. Encaixa na história fatos importantes do cinema, homenageia em rápidas passagens os diretores que admira, mostrando cenas dos seus filmes na tela do cinema que faz parte do roteiro, e termina por homenagear os atores que com ele trabalharam em outras obras, por meio de closes no final do filme.
“Esses Amores” tem um ritmo bem diferente da maioria dos filmes que tenho visto. É quase que um turbilhão de personagens, apresentados no início do filme, e que vão se cruzar com Ilva, a principal personagem. A história é contada com muita criatividade e paixão, e passa-se, em grande parte, durante a 2ª guerra mundial.
Permeando a história, e acompanhando todo o turbilhão de personagens e fatos, está a maravilhosa trilha sonora, que vai de Rachmaninoff, com seu Concerto nº 2, até as deliciosas canções Stormy Weather e Que reste-t-il de nos amours.
É impossível sair do cinema sem um completo ar de satisfação, e sem repetir mentalmente as melodias tão gostosas.

Não resisto a deixar, aqui, as referências das maravilhosas músicas.







Concerto nº2 de Rachmaninoff, com Nelson Freire





quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A vez da vovó





Chegamos, há pouco da Disney, onde a Isadora colheu autógrafos de vários personagens das histórias infantis. Ficava numa fila, apresentava seu caderninho, e lá vinham as assinaturas do Mickey, Minnie, Princesas, Pinóquio, Gepeto e muitos outros.
Nem bem voltamos e a vovó teve a oportunidade de, mais uma vez, ir à Sala São Paulo para assistir uma apresentação do renomado concertista Nelson Freire, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).
E daí, chegou a vez da vovó.
No final da maravilhosa apresentação do Concerto para Piano em lá menor, op. 54, de Schumann, o pianista colocou-se à disposição para autografar CDs, DVDs, ou programas.
Logo formou-se uma fila. E a vovó entrou nela.
Na verdade, o que a vovó queria era ter a oportunidade de trocar algumas palavras com o pianista. Mas aproveitou para uma tietagem completa. Conversou, obteve seu autógrafo, e saiu em fotos com ele.
A vovó adora aproveitar essas oportunidades.



(As fotos não ficaram muito boas. Talvez, com um clique para aumentá-las, consiga-se mais nitidez. Abaixo, parte dos aplausos).


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ainda a magia da Disney




 É verdade. Há, mesmo, alguma coisa de mágico na Disney, que nos faz esquecer o cansaço e as criticas que fazíamos quando lá estávamos.
Ficam as boas lembranças, e sobretudo a memória gostosa do encantamento da Isadora.
Além disso, a viagem teve como ponto altamente positivo a convivência diária, cheia de afetividade, das três gerações: eu, minha filha Priscila, e minha netinha Isadora.





Passeamos de barco na atração “It’s a small world”, vendo bonecos/as de várias partes do mundo, e ouvindo suas canções. 





No “The many adventures of Winnie the Pooh”, andamos dentro de carrinhos em formato de potes de mel, vendo na floresta o ursinho Pooh e seus amigos. Entramos na história da Branca de Neve (Snow White’s scary adventures), por um caminho bem escuro. E “sobrevoamos” a Terra do Nunca, no “Peter Pan’s flight”.
Todas essas atividades, do Magic Kingdom são destinadas para qualquer idade, mas especiais para  as crianças menores.
Ainda no Magic Kingdom fomos conhecer um dos melhores cinemas tridimensionais da Disney, para ver o Mickey, o Pato Donald, o Aladim, e outros, estrelando o “Mickey’s Philharmagic. Ouvimos muitas risadas da Isadora, e rimos juntas.



                                Entrada do Mickey's Philharmagic, numa tarde com nuvens negras. 
                                                                 Pri e Isadora caminhando para a entrada.


E, entre uma atração e outra, enfrentávamos as filas para a Isadora pegar autógrafos, e receber abraços dos vários personagens.





Voltamos mais um dia ao Magic Kingdom, no final de tarde, para assistirmos o desfile da noite e vermos a queima de fogos. 
O parque, ao entardecer, é bem mágico. 





Mas o desfile não vale a espera na calçada da avenida principal, sentadas no meio-fio, e o cansaço de duas horas (1 hora e 30 minutos de espera). 




Mas os olhinhos da Isadora brilharam o tempo todo.
(Vale a pena clicar nas fotos para aumentá-las).

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Magia da Disney







Descobri porque só agora vim conhecer Disney World, e Orlando.
Já viajei por vários lugares, mas Disney só agora.
É que, para sentir a magia do lugar, é preciso estar com uma criança.
Quando meus filhos eram crianças, não havia esse apelo todo para a Disney. Com a neta, surgiu a ideia de conhecer o lugar, e como a Isadora completou, há pouco, 5 anos, achamos que daria para ir atrás da magia.
Só que, na verdade, a magia não está no castelo da Cinderela, ou nos vários personagens das histórias infantis. Está no encantamento da criança, no seu olhar de admiração, nas suas risadas.
Na surpresa de cruzar com um personagem, como aconteceu com o Coelho Branco.


Como disse a Priscila depois da nossa ida ao primeiro parque, o Magic Kingdom, o que nos encheu de prazer foi ver a Isadora correndo atrás do Ursinho Pooh, que passara rapidamente pelo nosso lado. 
Ao ver o ursinho, ela saiu rindo e correndo muito.






E depois sua alegria ao encontrar as princesas, o Pluto, o Pateta e muitos outros.
Essa sensação de que a criança está entrando nas histórias, está participando dos enredos, é a parte boa do passeio.

 A visão das princesas, provocou muitos "óóós", e o encontro com sua querida "Bela" foi marcante.