quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Enquadrando as confecções




Há exatamente um ano escrevi sobre a dificuldade de precisar meu exato manequim. Isso porque cada confecção tem suas medidas. Não há, no vestuário brasileiro, uma padronização das medidas.
Por esse motivo, um tamanho 42 de uma determinada confecção pode ser completamente diferente de um 42 de outra. Pode até equivaler a um tamanho 46.
E é por isso que, quando vamos comprar alguma peça de vestuário, temos dificuldade em dizer qual o manequim que usamos.
Agora, conforme notícia que li hoje, depois de muitos estudos sobre os tamanhos médios dos brasileiros parece que vai ser editada uma norma para tentar uniformizar as medidas. E os tamanhos não serão definidos por P, M, G OU GG, mas sim por medidas, tais como da estatura, cintura, ombros.
O importante serão as medidas, que deverão constar da etiqueta das vestimentas.
Contudo essa não será uma norma obrigatória. Mas as confecções que adotarem a padronização, parece que poderão receber um selo de qualidade, que servirá para diferenciá-las das demais.
Para as crianças, as primeiras a serem contempladas com a mudança, penso que a nova regra funcionará com facilidade. É impossível comprar-se uma roupa infantil pela idade, como acontece hoje. Uma criança de quatro anos pode ser pequena, e uma outra alta. Assim, com a regra, os tamanhos é que passarão a definir as etiquetas das roupas infantis, como já acontece em outros países.
E, com o tempo, essa padronização será estendida para as roupas masculinas e femininas.
Estou torcendo para que essa ideia pegue.
Uma coisa é certa. Se essa regra conseguir diminuir a confusão que existe no mercado de confecções, será muito bem-vinda.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Fim de semana com a "Branca de Neve"

(Aviso: conversa de vovó)





Nesse fim de semana, recebi a visita da " Branca de Neve". Como ela chegou na sexta à noite, logo colocou sua camisola.


Em seguida foi pegar um colchão para dormir ao lado da cama da vovó.




No café da manhã, ainda estava no ritmo da história. 


Mas logo depois quis aproveitar a praia.
Brincadeiras na areia.


E no balanço. 


Como "Branca de Neve", ou Isadora, a menininha trouxe bastante magia para o meu fim de semana.



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dia de sol



Dia lindo, me chamando para dar uma caminhada pela praia.
Praia de Santos. Ampla, linda, com lindos jardins.
Sol, no ponto.
Beleza ao lado, na frente e no alto.





Lugar perfeito para um passeio, ou para um bate-papo amigo.




Dádiva divina.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Cor e Sabor






Frutinha de sabor suave e aparência bonita, a framboesa não é muito comum entre nós. Seu cultivo principal é na serra da Mantiqueira e em algumas cidades do sul do país. 
É meio difícil encontrar boas framboesas frescas. 
Costumam ser vendidas em poucos pontos, e em embalagens pequenas, mais para enfeites de pratos ou para saladas de frutas.
Às vezes são encontradas congeladas, e eventualmente me aventuro a comprá-las, para usos na cozinha.




E foi assim que fiz uma calda de framboesas para acompanhar uma sobremesa, e que montei uma receita de bolo de framboesa, para fazer par com o chá da tarde, e o café da manhã.




O bolo é muito simples e rápido, e bem gostoso. 
O melhor de tudo é que contei com a netinha, para dividir essa delícia.





Bolo de framboesas


2 xícaras de farinha de trigo
11/2 xícaras de açúcar 
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres (de sopa) de manteiga
1 colher de café de baunilha
2 ovos
1 copo de buttermilk (feito com um copo de leite e duas colheres de vinagre branco – 10 minutos)
1 xícara de framboesas

Bater o açúcar com a manteiga. Juntar os ovos e colocar a baunilha. Bater bem.
À parte misturar a farinha com os fermentos e ir colocando na massa, alternadamente com o buttermilk.
Forma untada e enfarinhada.
Colocar metade da massa.
Arrumar as frutas sobre a massa e salpicá-las com um pouco de açúcar.
Cobrir com o restante da massa.
Levar ao forno quente.




Acho que de repente dá para substituir as framboesas por outras frutas coloridas. Só experimentando. E é o que farei qualquer dia com kiwi.



domingo, 16 de outubro de 2011

Trivial especial


5ª feira. Dia de semana comum, almoço para dois: Gustavo e eu.
Cardápio para matar a saudade.
De entrada, cuscuz. 




Prato principal, um prato de família, que nos acompanha há bastante tempo: camarão com chuchu, servido com arroz branco.
Delícia total.




Foi bom para matar a saudade do filho, e dar prazer para a mãe, que teve a chance de agradá-lo com tão pouco.
Para sobremesa, inovei no pudim de pão. Já havia feito o tradicional, logo no dia da sua chegada.
Dessa vez, para variar, no lugar do pão francês, usei pão de cará, um pãozinho delicioso que parece ser típico de Santos. Mas de cará, acho que só tem o nome.
É um pão com massa leve, ligeiramente adocicado.




E também alterei o modo de fazer.
O pudim ficou delicado, quase que desmanchando na boca.
E é muito fácil de fazer.


Pudim de pão em camadas

3 pães de cará (ou franceses) cortados em fatias
Passas ou pedacinhos de goiabada
Meio litro de leite
3 ovos
11/2 xícaras de açúcar

Separar meia xícara de açúcar para caramelizar uma forma de buraco no meio.
Fiz o caramelo na própria forma, sem colocar água.

Depois de pronto o caramelo, colocar as fatias de pão, polvilhando ligeiramente com canela. Colocar  alguns pedacinhos de goiabada (ou passas), e continuar fazendo as várias camadas, sempre da mesma forma.
Bater bem, no liquidificador, o leite com o açúcar e os ovos. 
Jogar a mistura sobre as fatias de pão e levar para assar em banho-maria.
Depois de frio, desenformar, e.... servir.




(Numa próxima vez pretendo cobrir a forma com papel-alumínio, e colocar passas no lugar da goiabada).

 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Criança feliz



Criança feliz, que me faz feliz.
No último sábado tivemos nosso dia de vovó e netinha, aproveitando bem todos os momentos. 
“Minha” menininha estava em Santos e, para começar o dia, corações e estrelinhas. 




Depois, praia só para brincar na areia. De shortinho e camiseta. 








Mas foi difícil resistir ao mar, e acabou acontecendo um banho mesmo sem maiô.




(Foi bem difícil filmar dentro do mar e segurando vários "badulaques").

À tarde, arrumadinha para um aniversário.
Lindinha!





E hoje, dia das crianças, só posso ressaltar, mais uma vez, a delícia de conviver com uma criança tão querida. E tão feliz.
Beijos, minha linda. 






                                                   (Foto tirada pela Isadora) 






sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Na mídia

Parece que não é muito usual uma vovó ser “tecnológica”, e muito menos blogueira.
Esse deve ser o motivo do meu blog ter sido descoberto pela “mídia”, e de algumas jornalistas terem me contatado em busca de entrevistas.
No ano passado, talvez por estar atravessando os momentos difíceis da lenta despedida da minha mãe, não me senti animada a aceitar os convites.
Nesse ano, dei meu recado por duas vezes, e aqui está um dos resultados: entrevista para a Revista do Correio Brasiliense.
Quem sabe com isso outras vovós se animem e se joguem, de corpo e alma, nas aventuras da internet.



Vovó blogueiraHeloísa Cunha criou um blog para dividir com os internautas a experiência única de ser avó... e de muito mais


Publicação: 30/09/2011 11:16 Atualização: 30/09/2011 18:22









Antenada às novidades do mundo virtual, Heloísa Cunha tem 73 anos e uma única neta, Isadora, de 5 anos. Com a experiência de ser avó, ela se viu envolvida em outro projeto inovador: criou um blog onde relata, entre outras coisas, o prazer da rotina com a netinha. Assim surgiu o Blog da vovô… mas não só (http://www.blogdavovohelo.blogspot.com), que conquistou leitores em todo Brasil, encantados pela paixão dessa avó pela caçula da família.


Como surgiu a ideia de fazer um blog? Sua intenção era dividir com outras mulheres a experiência de ser avó?
Minha filha tinha criado um blog, em que contava sobre sua vida com sua filhinha. Passei a comentar os posts e notei certo entusiasmo das outras comentaristas, todas jovens, a respeito das minhas colocações. Resolvi, então, criar um blog para falar sobre a vida, e dividir experiências. No início, ele girava mais em torno da netinha, do seu desenvolvimento, das preocupações com ela, muitas vezes fazendo um paralelo com situações semelhantes que havia vivido com meus filhos. Com o tempo, outros assuntos foram chegando, mas sempre mantendo o foco na família, e na vida. E dando muito destaque para a netinha.

Qual foi o retorno que teve do blog? O que as pessoas te diziam, queria saber?
Embora não tivesse a preocupação com o retorno, fiquei muito feliz com a aceitação do meu blog. Há um número razoável de pessoas que me acompanham e tenho fiéis comentaristas. Também já fui contatada por diversas jornalistas, em busca de entrevistas. Além disso, pelo blog conheci muitas pessoas interessantes, até de outros países, e estabeleci contatos de amizade.

A Isadora é sua primeira e única neta. Como se sente sendo avó?
A Isadora é minha primeira e única neta. Gostaria que o número fosse maior, mas me sinto imensamente recompensada por essa oportunidade única.

Ela já curte o blog? 
Ela ainda é pequena, pois completou 5 anos em julho. Mas sabe que tenho um blog e, muitas vezes, quando ele está na tela do computador, encanta-se com as fotos. 

Que tipo de avó você é? Daquelas que mimam, deixa a netinha fazer um pouco de tudo?
Sou uma avó absolutamente presente, e tenho uma relação muito forte com minha netinha. Ela adora ficar comigo, pois fazemos diversas atividades diferentes, mesmo dentro de casa. Até na cozinha, nos distraímos. Ela vai brincando, e aprendendo. Por outro lado, não sou uma avó que permite tudo. Mimo bastante, no sentido de expressar muito carinho e afeto, mas coloco limites no seu comportamento.

Você tem ou teve conflitos com sua filha por conta da criação e educação da Isadora?
Sempre tive uma relação muito boa com minha filha, e sem conflitos. Mas, por conta da criação da Isadora, tivemos algumas situações difíceis. E isso porque, contrariando o usual, ela se mostrava totalmente permissiva, enquanto eu, que como avó deveria aceitar tudo, queria colocar limites. Hoje, parece que chegamos a uma boa acomodação, tanto que fizemos uma viagem de 10 dias, as três, sem qualquer problema. E vivendo juntas as 24 horas do dia.

Qual o seu papel em relação à Isadora? 
Tenho o papel de avó presente, sempre disposta a ajudar. Moramos separadas por aproximadamente 80km, pois vivo em Santos e elas, em São Paulo. Dificilmente passamos uma semana sem nos vermos. A saudade não permite. A Isadora é agarradíssima com a Priscila, sua mãe, e também comigo. Isso, muitas vezes, a deixa dividida. Se estamos em dois carros, vem a dúvida: vai com a mamãe ou com a vovó? Se está passando o fim de semana na casa da vovó, vai dormir num colchãozinho ao lado da cama da vovó ou da mamãe? E na hora de voltar para São Paulo, ela sempre quer ficar mais um dia com a vovó.

O que a senhora acha que mudou na relação de avós e netos atualmente? Imagine algumas décadas atrás uma avó blogueira... Isso faz parte da modernidade, não é mesmo?
Acho que a mudança foi enorme. As distâncias foram diminuindo, e hoje é possível um entrosamento muito grande entre avós e netos. No tempo em que eu era neta, os contatos com os avós eram distantes, e até frios. Era uma época em que não se expunha os sentimentos. No tempo dos meus filhos, as relações já tinham uma carga bem maior de afetividade, mas faltava, aos avós, a mobilidade dos dias atuais. Hoje, nós, avós, somos blogueiras, internautas, motoristas, ativas, e conseguimos estar sempre próximas dos netos. E nos derramamos em amor, sem qualquer constrangimento.

Quais os conselhos a senhora daria para outras avós, no sentindo de estabelecer uma relação amorosa com netos, mas ao mesmo tempo participar da educação deles e transmitir valores?
É difícil dar conselhos. Acho que quem tem amor consegue estabelecer uma relação amorosa com os netos. Quem preserva os valores fundamentais da vida, com certeza vai conseguir transmiti-los. E se a educação decorre principalmente dos exemplos, uma vovó presente estará fatalmente participando da educação dos seus netos.




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre um gênio




Já estava com um post pronto para publicação, mas que terá que esperar um pouco, pois hoje é dia de escrever sobre o grande gênio que ontem partiu: Steve Jobs.
Foi ele o responsável pela criação de aparelhos precisos, sofisticadíssimos, mas todos com enorme “usabilidade”, ou seja, fáceis de usar.
Até a Isadora, que começou há pouco a mexer em computadores, manipula um iPad como se tivesse mexido num desde seu nascimento.
E além de tudo, os aparelhos da Apple têm uma estética fabulosa. Seu visual é lindo, não só externamente, como em todos seus aplicativos.
E eu fui apresentada a esse mundo maravilhoso pelo meu filho Gustavo, que há três anos me incentivou a trocar meu antigo computador por um iMac. 
Hoje eu tenho, além do iMac, um iPhone e um iPad, e me sinto tão integrada a eles que não me imagino em outra situação.
Obrigada, Steve Jobs, por sua enorme contribuição à nossa civilização. Edição de filmes, gravações de músicas, artes gráficas, e muitos outros setores, cresceram com você. 
O mundo agradece.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tio Gus chegou!



Já estava tudo combinado. A vovó e o vovô sairiam de Santos às 14 horas, passariam por São Paulo para pegarem a netinha, e iriam para o aeroporto de Guarulhos para esperar o tio Gus.
Um pouco antes ficaram sabendo que o vôo tivera um atraso enorme, e que a chegada prevista para as 18:25 só se daria depois das 23 horas.
Tudo teve que ser mudado. E a netinha que estava muito ansiosa com a chegada do tio Gus, teve que esperar um pouco mais. Tanto o horário, como o lugar do encontro, foram alterados. 
A vovó e o vovô ficaram em Santos, e receberam o tio Gus às 2h da madrugada.
Mas a frustração com a alteração dos planos, acabou sendo superada pelos abraços saudosos.
Conversa na madrugada, regada pela emoção do reencontro, e por sopa de feijão. Depois, algumas horas de sono.
Um pouco antes do almoço, chegaram a Pri e a Isadora, que se jogou nos braços do titio, para o abraço com o qual até havia sonhado. Depois do abraço, quis ficar no seu colo. E pedia colo a todo instante.


E durante o almoço de boas vindas, a realização de um dos sonhos da vovó: ter a família reunida. Com a Isadora sentada bem pertinho do tio Gus.