quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estresse e cozinha

O dia foi complicado.
Decisão difícil de ser tomada, que causou um estresse grande.
Aliás, o estresse começou há alguns dias, quando eu percebi que teria que tomar essa decisão.
Decisão tomada, o jeito é tentar relaxar.
Como?
Talvez andando um pouco na orla da praia. Hora do pôr-do-sol, mar calmo, passando paz e tranquilidade.
Antes de sair, um trovão, seguido de chuva forte.
Como relaxar?
Na cozinha.
Sim, a cozinha pode ser relaxante. Basta fazer algo saboroso.
Daí, lembrei-me de um “Crêpe Suzette”, que fiz há algum tempo, e que ficou delicioso.




Mas também lembrei de um Maple Syrup, aguardando uso em panquecas, e de um doce de leite cremoso, pronto para ser consumido.
Resolvi.
Vou fazer panquecas ligeiramente mais grossas, com a receita do Crêpe Suzette, e servi-las com o doce de leite e com o maple.
E tudo deu certo. As panquecas ficaram muito gostosas, e o estresse diminuiu bastante.





Quem sabe amanhã acordo absolutamente tranquila.
Ou, então, vou acabar de me curar andando na orla da praia, com o sol da manhã e o mar calmo, que sempre passa paz e tranquilidade. 



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Melhor idade?



“De repente, sem perceber, passamos para o outro lado”.
"Envelhecer não é para os fracos".
Essas foram frases que me chamaram a atenção no filme "Late bloomers – O amor não tem fim".
A primeira, não sei se foi dita com essas palavras, mas o sentido foi esse. Quem a disse foi a personagem Mary (Isabella Rosselini) quando, vivenciando algumas dificuldades da idade, fala para o marido, com quem vive há trinta anos, que eles envelheceram. A impressão que fica é que os problemas surgiram de uma hora para outra.
E é assim mesmo.
Não se percebe com exatidão essa troca de lado, mas de repente estamos subindo, ou descendo escadas com mais cuidado, de repente estamos nos apoiando para levantar de uma poltrona, de repente estamos olhando, com atenção, para os lugares em que pisamos, de repente estamos tomando remédios de uso continuado.
A segunda frase, que até teve uma tradução meio tosca (para envelhecer é preciso ser macho), foi dita por um amigo do principal personagem, ao relacionar uma série de limitações que passou a ter com o envelhecimento.
Sim, para envelhecer é preciso ser forte, de preferência. Só assim os limites serão enfrentados com tranquilidade, as perdas serão aceitas, a solidão não pesará e a alegria de viver será mantida.
O filme é muito interessante, e é classificado como comédia dramática.
É a classificação adequada para os filmes que abordam o quotidiano da vida. Sim, porque toda vida tem sua parte leve, alegre, e tem sua parte difícil, pesada.
Os atores estão ótimos. William Hurt faz o papel de Adam, um arquiteto premiado.
Isabella Rosselini foi escolhida para o papel, porque era uma das poucas atrizes quase sexagenária que não havia se submetido a qualquer cirurgia plástica de rejuvenescimento.
Penso que o filme não agradará aos mais jovens, porque ainda não pensam na inevitabilidade da velhice.
Mas os mais maduros, e aqueles que romperam a barreira dos 60 anos, riem bastante e se identificam, em muitas passagens, com os personagens.
E o filme, embora trate dos problemas da velhice com humor e leveza, também deixa claro, sabiamente, que a expressão melhor idade não é a mais adequada para essa fase da vida. Melhor, por que?


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Controle pela digital?






Li, hoje, que escolas municipais do Ensino Fundamental de Praia Grande (SP), estão inovando no controle da presença dos seus alunos.
A antiga chamada, feita no início das aulas, foi substituída por um sistema de leitura biométrica da digital dos alunos.
O equipamento é colocado em todas as salas de aula, e os alunos devem encostar seu dedo indicador no equipamento, para marcar presença.
Confesso que achei isso muito estranho, além de inibidor de relacionamentos.
No início da minha vida profissional, antes de cursar Direito, fui professora, e a chamada dos alunos, em ordem alfabética, era um instrumento importantíssimo para a aprendizagem dos seus nomes. Conhecendo os nomes, o relacionamento era mais fácil. E, em pouco tempo, era estabelecida uma boa comunicação com os alunos.
E as chamadas pelos nomes também eram importantes para os alunos. Respondendo a chamada falando "presente", e levantando o braço,  o aluno se identificava. E, dessa forma, era possível, a todos, conhecer e saber todos os nomes dos colegas, ainda que a amizade fosse estabelecida somente com alguns.
Mas agora, com a abolição das chamadas, será que os professores irão aprender o nome dos seus alunos?
Numa classe numerosa, com 35 ou 40 alunos, e levando-se em conta que um professor dá aulas em várias classes, acho que será difícil. Os alunos que, por um motivo ou outro, se sobressaírem,  logo serão conhecidos.
Mas a maioria ficará no limbo.
Será que estou exagerando?
O que penso é que, eventuais benefícios nesse controle pela digital, não justificam a supressão das chamadas. 
Não dá para haver uma convivência pacífica entre a máquina e o controle pessoal?




Ilustração daqui.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Festejando o aniversário






17 de novembro.
Comecei o dia, feliz, e com um pensamento de agradecimento aos meus pais, e a Deus, pela vida.
Foi um dia de muita energia positiva, de muitas surpresas boas, de muito carinho.
Logo cedo, antes de tomar o café da manhã, já havia recebido vários cumprimentos pelo facebook. E foi assim o dia inteiro, marcando meu dia de uma forma diferente. Muitos e muitos cumprimentos, em mensagens carinhosas.
Depois, flores chegando, e enfeitando meu dia.




E, a partir das 16 horas, os mimos, abraços e beijos de muitos.
À tarde, um chá em torno da mesa.



 À noite, brindes com vinho, e eu recebi o grande presente da visita do meu tio Paulo, acompanhado pela tia Mercedes.  Irmão caçula da minha querida mãe, o tio Paulo veio, com seus 90 anos, me trazer seu abraço tão valioso.




Eu, que por não ter feito convites, achava que receberia um número bem pequeno de pessoas, recebi amigos e parentes, das quatro da tarde até onze da noite.




Sempre gostei de festejar aniversários, mas nesse ano estava meio desanimadinha. Contudo, para me prevenir, caso aparecesse alguém, comprei alguns salgadinhos de forno, e pensei em encomendar um bolo.
Até que, achando que seria bom para entrar no clima, resolvi que eu mesma faria o bolo “da festa”. E realmente, a partir daí, voltei ao meu entendimento habitual de que é bom comemorar.
Muitas foram as demonstrações de amizade e carinho. Amigos de perto, e de longe.
E a netinha, que saiu com sua mamãe, direto da escola em São Paulo, para o aniversário da vovó em Santos, colocou um vestidinho de festa e assumiu seu lugar de ajudante. Partiu e serviu o bolo, serviu salgadinhos e doces, e perguntou aos presentes o que queriam beber. As amigas da vovó custaram a acreditar que a gracinha só tem 5 anos.






Sim, foi muito bom festejar mais um ano, e torço para no próximo estar novamente comemorando, e recebendo o carinho daqueles que fazem parte da minha vida.


                                     
                                                                   Viva!

                                                                              


terça-feira, 15 de novembro de 2011

Compras coletivas




Há algum tempo temos visto o aparecimento e crescimento dos sites de compras coletivas. A ideia é interessante: onde muitos compram um mesmo produto, é possível conseguir preços melhores. 
Mas parece que nem sempre tudo dá certo. Ouve-se queixas de que, com frequencia, há dificuldades em obter o produto, ou serviço, adquiridos, e que às vezes a qualidade não é a mesma do produto comprado em condições normais.
Para o consumidor impulsivo, ou compulsivo, há o risco de adquirir coisas desnecessárias, coisas em quantidade, e até o risco de perda do prazo para usufruí-las.
Todo dia encontro, na minha caixa de mensagens ofertas de quatro sites diferentes e, quando sou tentada por alguma, tomo o cuidado de fazer uma pesquisa sobre o fornecedor do serviço, ou do produto. Também avalio se realmente terei condições de aproveitar a oferta no prazo a ela vinculado.
No fim, pesando tudo, acabo achando melhor ignorar as tentações.
Mas nesse último ano, aderi a uma compra coletiva em duas ocasiões. Comprei uma massagem num Instituto conceituado, e um pacote de fotos em estúdio, pensando na minha netinha.
A massagem correspondeu ao oferecido. 
E depois de várias tentativas para marcar a sessão de fotos, conciliando a vinda da netinha para Santos, com meus horários, e com a disponibilidade do estúdio, agora estou me deliciando com o resultado.





O problema é que tenho que selecionar, entre cinquenta fotos, algumas para impressão e ampliação, e estou na maior dúvida: essa ou aquela? Impressão em branco e preto ou colorida?




A tentação aumentou. Estou quase pedindo que imprimam todas, pois o pacote vendido, e pago antecipadamente, incluindo somente algumas fotos, serviu principalmente para dar a vontade de “quero mais”.

                                      Minha lindinha carregando o número da sua idade.


(Fotos tiradas no Prime Estúdio Fotográfico - Santos)


sábado, 12 de novembro de 2011

“Simples assim”





Preciso pedir licença à Lylia, para poder usar a expressão “simples assim”.
É que fiz uma torta de frutas tão prática, que o título de “simples assim” lhe cai como uma luva.
Não leva ovos, leite, manteiga nem açúcar.
Quer coisa mais simples?
É gostosa, e muito boa para um café da manhã, ou lanche.
Estou escrevendo, e com vontade de ir comer um pedacinho.
É o que vou fazer. Na volta, registro a receita.
Hummm. Delícia!




Torta de frutas

1 quilo de frutas secas
2 copos de suco de laranja (ou outro qualquer)
2 xícaras de farinha de trigo com fermento.

Cortar as frutas em pedaços pequenos e misturá-las ao suco.





Deixar hidratando pelo menos por duas horas.
Misturar a farinha.




Colocar em assadeira untada, e levar ao forno aquecido, em temperatura bem baixa.




Leva mais ou menos 1 hora para assar.
(Fazer o teste do palito).




Fiz a metade da receita, e coloquei numa assadeira de 20x18 cm.
Usei passas pretas e brancas, ameixa, morango, kiwi e manga. Todas secas. Antes de colocar no forno, coloquei, também, algumas nozes picadas, que deram um sabor especial.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Cinema delicado




Há pouco tempo foi o “Minhas tardes com Marguerite”, e nessa semana “O Palhaço”.
Filmes sensíveis, delicados, repletos de emoções.
“O Palhaço”, dirigido e protagonizado por Selton Mello, nos leva aos tempos dos circos simples, que montavam sua lona em terrenos baldios, e faziam a alegria da criançada.
No filme, Selton Mello, o Benjamim, faz o papel de filho de Paulo José, o Valdemar, dono do circo. Os dois formam a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue, e com seu humor ingênuo divertem os moradores de pequenas cidades do interior do país.







Fora do picadeiro, o palhaço Benjamim é um palhaço triste, envolvido com dúvidas existenciais, e problemas de administração do circo.
O circo, bem pobre, é o Circo Esperança, que atrai um público humilde, mas que sempre é prestigiado pela presença dos prefeitos locais.
Como fundo, belas paisagens das montanhas de Minas Gerais.
E, ainda, a beleza e inocência da menina Larissa Manoela, a pequena atriz que passeia encantadoramente pelo filme.
Belo programa.





domingo, 6 de novembro de 2011

Lembranças





Mexendo nas minhas fotos, encontrei essas duas. Meus pais, em épocas diferentes de suas vidas. 
Juntos, caminharam por quase 50 anos, deixando uma descendência enorme, iniciada com os nove filhos.
Hoje, domingo, essas fotos levam aos almoços em família, com todos em torno de uma mesa grande. 
E também me levam à reflexão de como é boa a oportunidade de almoçar com pais, irmãos, filhos, netos. Isso que era comum há alguns anos, hoje é difícil de acontecer.
Já escrevi nesse blog sobre os almoços em família mais de uma vez, como em 16/12/2008 e em 17/05/2011.
E essas fotos tão lindas também me fazem pensar em como é bom ter algumas fotos marcantes, que atravessaram anos e mais anos, e que ficaram "eternizadas" em papel. Se fossem somente digitais, talvez não tivessem sido preservadas. E talvez não tivessem permitido a constituição da memória fotográfica da família.
Mas agora quero olhar para essas fotos sem refletir em mais nada.
Quero olhar somente para ver meus pais.
Para lembrar.
E, claro, para sentir saudades.
Muitas saudades.





quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Despedida e aniversário







O mês passou, e o tio Gus voltou para sua casa e para seu trabalho.
Passou rápido, rápido demais.
E a Isadora, desde o início do mês havia dito: como o tio Gus nunca está no meu aniversário, vou festejar com ele aqui.
Chegou a véspera da partida, sem festa programada. A menininha até já estava de pijama quando, com a ajuda da vovó, foi ver com o que poderia fazer uma festinha.
Daí prá frente, fez tudo sozinha.
Colocou uma toalha na mesa, ajeitou os brigadeiros em volta do bolo, pegou um pingüim para enfeitar a mesa (talvez lembrando da viagem do tio Gus pela Antártida), colocou copinhos com velinhas, pôs os pratos nos lugares e, por fim a velinha de 5 anos.



Na volta do prato, uma "decoração" diferente: seus enfeitinhos de cabelo, bem coloridos.




Na hora da cantoria dos parabéns, ela disse que o aniversário era do tio Gus.


                                     

Só que, também cantamos para ela. E a velinha foi acesa e apagada duas vezes.
Assim, festejamos seu aniversário, e também o do Gustavo, que na verdade está completando, hoje, mais um ano de vida.
Parabéns, tio Gus. Muitas alegrias, muitas realizações e todo nosso amor. 


(Dessa vez, meu celular não colaborou. Não consegui fotos boas).




terça-feira, 1 de novembro de 2011

É a vovozinha




Há algum tempo, essa expressão "É a vovozinha" era bem usada. 
Mais como brincadeira, porque acho que ninguém pretendia ofender a avó de qualquer pessoa.
Você é implicante.
É a vovozinha.
É irritante.
É a vovozinha.
E por aí seguia a brincadeira.
Durante esse ano, contudo, essa expressão está sendo usada para nomear uma série produzida pela TV Brasil.
São 32 episódios, que tiveram início no dia 16 de maio, e que passam às 20h. das segundas feiras.
Cada um dos episódios aborda um aspecto da vida, mostrando como as mulheres estão envelhecendo, e como as mulheres com mais de 60 anos estão se comportando.
Vovó e suas roupas, vovó na mídia, no mercado, nos relacionamentos afetivos e muito mais.
E vovó na tecnologia.
E é aí, que eu apareço.
Há alguns meses fui procurada por uma jornalista da produção do programa, com um convite para uma entrevista. Em pesquisa, a produção tinha encontrado meu blog, e gostaria do meu depoimento sobre o uso que faço da tecnologia.
Achei a proposta do programa muito interessante, e um tempo depois a entrevista aconteceu.
E o curioso é que, usando da tecnologia, a entrevista foi feita pelo skype.
Ontem a entrevista foi ao ar, também com outras vovós.
Apareci, falando, em três tomadas diferentes. E algumas páginas do meu blog, ou melhor, dos meus blogs, foram mostradas.
Pena que eu não tenha sabido da data com antecedência, para poder avisar amigos/as.
Quase no fim da tarde, entrei no site da TV Brasil para ver qual episódio seria apresentado, e vi que seria o da tecnologia.
Como estava em São Paulo, fui com o Berto para a casa da Priscila/Isadora, e lá vimos o programa em família.
Foi muito gostoso. Vibramos vendo a vovó e seu blog na televisão.




Como não havíamos nos preparado, estávamos sem máquina para filmar. E quase no final, tivemos a ideia de usar o telefone, para um pequeno vídeo.
Dá para ouvir a vozinha da Isadora, e alguns comentários nossos.
Vou ver se consigo um vídeo completo do programa.
Rapidamente, algumas páginas do blog: