sexta-feira, 27 de abril de 2012

Doçura!


(Alerta: Conversa de vovó)




Atendi o telefone e, do outro lado, uma vozinha delicada:
-Oi, vovó.
-Oi, minha linda. Que surpresa. Tudo bem?
- Tudo, vovó.
-Você já sabe ligar o telefone?
- Já. Lembra que outro dia eu liguei para você do celular da mamãe?
Então, vovó, eu estou ligando porque o dia das mães está chegando e eu quero comprar um presente para a mamãe. E eu estou falando da sala, para ela não escutar.
- É mesmo, minha netinha. O dia das mães está chegando.
E o que você quer comprar?
-Não sei, vovó. Eu quero que você me ajude.
- Vamos ver. Que tal um brinco?
-Não, brinco não. Quero dar uma coisa diferente, que ela não tenha.
-Então está bem. A vovó vai para São Paulo no fim de semana e, assim, nós podemos sair para escolher um presente bem bonito.
- Tá bom, vovó.
- Beijo, minha boneca.
- Beijo, vovó.

É incrível essa minha netinha. Com 5 anos e 9 meses, com uma antecedência de mais de 15 dias, ela está pensando no presente de sua mamãe.
E como não tem seu papai, que partiu pouco antes dela completar 1 ano, se socorre da vovó para fazer sua mamãe feliz.
Linda! Doce!




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Memória culinária







Aprendi a cozinhar em casa. Só de observar minha mãe, quando criança. Prestava atenção na elaboração dos pratos e, quando resolvi me aventurar na cozinha, vi como esse aprendizado havia sido importante.
Hoje, acho que isso dificilmente acontece.
As mães, de um modo geral, se encontram no mercado de trabalho, e as crianças têm seu dia ocupado com a escola e outros cursos.
Não existe mais aquela situação dos filhos rodeando a mãe, em casa, e observando suas atividades.
Ainda que mãe e filhos passem um período do dia juntos, e ainda que a mãe enfrente a cozinha para preparar uma refeição, provavelmente as crianças estarão distraídas com outras coisas, como jogos eletrônicos, computador, televisão. Penso que o apelo de tudo isso será muito maior do que o apelo para observar as tarefas domésticas, e aprendê-las.
É uma pena, pois o aprendizado em casa ocorre de uma forma absolutamente natural. E o que se observa muitas vezes, acaba ficando bem gravado na memória.
Pensei nisso tudo, ao preparar um rocambole.
Como não fazia rocambole há muito tempo, resolvi pesquisar uma receita pela internet. Todas as que encontrei, mandavam bater os ovos inteiros, ou seja, as claras com as gemas. E a quantidade de açúcar e de farinha de trigo era a mesma.
"Falei com meus botões" : não era assim que minha mãe fazia. Claras e gemas eram batidas separadamente, e a farinha de trigo entrava com uma colher a menos que o açúcar.
Daí a dúvida. 
Seria mesmo assim?
Resolvi, então, consultar o livro da Dona Benta, que era a Bíblia da culinária nos tempos passados.
E lá estava a receita, do jeito que eu lembrava.
Tudo esclarecido, parti para a execução. Com recheio de goiabada, ficou uma delícia.


                              Rocambole de goiabada



6 ovos
6 colheres (de sopa) de açúcar
5 colheres (de sopa) de farinha de trigo.

Bater as claras em neve. Juntar as gemas e bater bem.
Acrescentar o açúcar, continuando a bater.
Até aqui dá para usar a batedeira.
A farinha de trigo deve ser colocada colher a colher, e misturada levemente.

Colocar a massa em uma assadeira untada e enfarinhada, e levar ao forno pré-aquecido, numa temperatura média. Assa mais ou menos em 15/20 minutos (verificar com o palito).

Desenformar sobre um pano de prato polvilhado com açúcar, passar o recheio, e enrolar, com a ajuda do pano de prato, ainda quente.
O recheio pode ser goiabada pastosa, doce de leite, creme com gemas etc.
É muito gostoso, e não leva gordura.




Faltou dizer que naqueles tempos antigos, o rocambole também era chamado de gromelão. Pelo menos é uma lembrança que tenho, mas que não consegui confirmar em nenhum dicionário. Na sua superfície eram feitos arabescos queimando-se o açúcar com um espeto de ferro, ou talher, bem aquecido.
Gostaria de ter feito com esse enfeite, mas embora tenha isso bem gravado na memória, me faltou o necessário utensílio de ferro.



terça-feira, 17 de abril de 2012

Vamos malhar?







Dormi no ponto.
Foi isso que pensei ontem, enquanto fazia exercícios de alongamento.
Como não gosto de exercícios físicos, como nunca pratiquei qualquer esporte, nem frequentei academias, percebi que comecei a “enferrujar”.
E, com a “ferrugem”, apareceu uma dor na perna, extremamente intrigante.
Busca daqui, busca dali, nada.
Exame disso, exame daquilo, nada.
Nenhum diagnóstico.
Resolvi, então, fazer alongamento, com supervisão de fisioterapeuta.
Me senti bem. E passei a dar um valor enorme aos alongamentos.
A dor? Firme.
Continuei na pesquisa médica. Consulta, bateria de exames e, por fim, um último e dolorido exame, que afastou por completo uma suspeita inicial.
Contudo, nada de diagnóstico.
E a dor? Constante.
A prescrição médica? Hidroginástica.
Depois de alguma resistência, pois para fazer hidroginástica obrigatoriamente teria que frequentar academia - que não se encontra na minha lista de preferências -  resolvi seguir o conselho do meu médico.
Me senti bem.
E foi daí que percebi: estava dormindo no ponto. Não basta caminhar eventualmente na praia, para garantir um envelhecimento saudável. Não basta ser uma pessoa ativa. É preciso uma rotina de exercícios.
Pelo que estou entendendo, parece que a solução do meu problema é uma só: fortalecimento da musculatura.
Torço para isso.
E embora tenha dormido no ponto por alguns anos, acho que estou acordando a tempo.
Nessa nova rotina, pude ver que as academias estão repletas de pessoas da minha geração, que há algum tempo se dedicam, com prazer, aos exercícios.
Eu, na verdade, estou encarando os exercícios, sobretudo a hidroginástica, como obrigação, quase como remédio.
E achando que o tempo que estou tendo que dedicar ao físico é maior do que eu gostaria.
Mas, também estou esperando, que com a continuação, e os bons resultados, eu acabe gostando, e até sentindo um grande prazer em sair de casa para ir à academia.
Quem diria!


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Linda!

(Alerta: conversa de vovó. Na ocasião, Isadora com 5 anos e 7 meses).




Durante um café da manhã, mais ou menos há dois meses, a Isadora me perguntou:
- Vovó, quem vai morrer primeiro, você ou a "bivó"?
- Não sei, minha netinha. Ninguém sabe quando vai morrer.
-Ah, mas eu acho que a "bivó" vai morrer primeiro, porque ela é mais velhinha que você. Você não acha?
- Não sei, minha linda. Às vezes acontece das pessoas mais novas morrerem antes. É uma coisa que não dá para saber.
Ela olhou bem, para mim, e disse:
-Vovó, eu quero que você viva 100, 200 anos.
Eu quero que você seja "humana" para sempre.


sábado, 7 de abril de 2012

Cenas de um cruzeiro - 2 - Em terra











Depois de duas noites e um dia, com essas cenas lindas de pôr-do-sol, chegamos a Punta de Leste.
Aos poucos fomos enxergando terra, e logo estávamos descendo por meio de barcas.






As barquinhas que nos levaram até a terra.
E, aqui, nossa chegada.






Em Punta, o tempo não estava muito bom, e até pegamos uma chuvinha. Como já havíamos passado por lá em outra ocasião, aproveitamos nossas horas em terra para um passeio pelo centro comercial e para um almoço com a saborosa carne do Uruguai.
Voltamos ao navio no final da tarde, e logo estávamos seguindo para Buenos Aires.



Chegando ao porto de Buenos Aires.




Já estivemos em Buenos Aires diversas vezes, e contei sobre algumas viagens no meu blog "Fotos: lazer e memórias".
Mas adoro voltar para lá e, quando o tempo é curto, como nos cruzeiros, procuro marcar a viagem com um bom show de tango.
Dessa vez, por motivos sentimentais, fui a um especial e que foge ao roteiro turístico. Fiquei encantada. Fui ver dançar um "garoto" que conheci anos atrás, em Santos, onde vinha passar férias de verão com seus pais e irmãos. Ajudada pelo facebook, entrei em contato com ele, que felizmente estaria se apresentando na noite em que o navio ficaria em Buenos Aires.
E 19 anos depois do nosso último contato, tive o grande prazer de assistir seu maravilhoso tango num show extraordinário. Ollantay Rojas, professor e dançarino de tango premiado, tem uma presença fantástica no palco, entre outros dançarinos incríveis e músicos excepcionais.



Acima, Ollantay no palco. Essa foto não é minha. Consegui na página do seu facebook.
Abaixo, depois do show.



Ainda em Buenos Aires, passeamos por Palermo, e pelo centro, onde visitamos as Galerias Pacífico.




No final da tarde voltamos para bordo e deixamos Buenos Aires.






Navegação, e última descida: Montevidéu.




Como já conhecíamos bem a parte histórica, fomos circular por outras áreas. Passamos pelo Teatro Solis, pela Catedral, pela Praça Espanha e por um shopping.








Mais um dia e uma noite navegando, e o cruzeiro chegou ao fim, com nosso desembarque em Santos.

(Quando acabei esse post, percebi que ele ficaria bem no blog de viagens. Mas, como ele ainda está parado na viagem à Nova Zelândia, aguardando conclusão, ficará por aqui.)






segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cenas de um cruzeiro - 1 - O Navio






Já foram vários, e esse teve um roteiro que eu gosto: de Santos a Buenos Aires. 7 noites de balanço no mar.

A saída de Santos é bem bonita, embora os prédios altíssimos, que têm sido construídos na cidade, poluam, um pouco, a paisagem.




Saída no início da noite, e fotos tiradas da varanda da nossa cabine, de longe, muito longe.







Dois planetas estavam visíveis. Vênus e Marte? Ou Vênus e Júpiter? Lindos!



Essa foi a última imagem da praia de Santos.

No dia seguinte, essa era a visão linda que eu tinha a partir da nossa varanda. 






                                                            Nossa mesa do jantar.





                                       Depois do jantar, todas as noites, show no teatro.


                                                                 Aplausos finais.


Além do roteiro, os shows, principalmente o show de tango, com um grupo argentino, foram o ponto alto do cruzeiro.

Fechando essa primeira parte, um pequeno vídeo da saída de Santos, para dar ideia da sensação gostosa da saída, com o emblemático apito do navio.