sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pelo Mar Báltico




                                 Emerald Princess, o navio que nos conduziu.


Foram 12 dias navegando pelo Mar Báltico, numa viagem maravilhosa.
Lugares que eu tinha vontade de conhecer, mas que ainda estavam na categoria dos sonhos.
De repente, o sonho se realizou e, da Dinamarca até a Rússia, eu fui vendo e vivenciando coisas e lugares lindos.
Durante todo o cruzeiro fiquei praticamente sem internet. No navio, o sinal era obtido por satélite. A internet era muito lenta e extremamente cara. Nos vários portos, ás vezes havia wi-fi em alguma cafeteria ou restaurante por onde passávamos, mas não dava nem para pensar em atualizar o blog. Era um ou outro e-mail dando notícias e, às vezes, uma foto no facebook.
Quando estiver de volta (ainda estou viajando, agora em terra firme), contarei essa viagem no meu blog Fotos: Lazer e Memórias.
Por aqui, deixarei registradas as curiosidades que observei nas várias cidades por onde passei.
Por enquanto registro meu encantamento por essa região tão fria, que até no verão nos faz usar roupas de inverno, mas que nos aquece a alma com toda sua beleza. 


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Idas e vindas






Por muitos anos, sempre que eu saía em viagem, passava por sua casa para despedir-me.
Durante a viagem, ela estava na minha lembrança.
Enviava-lhe cartões postais e, ainda que do exterior, telefonava-lhe.
Na volta, antes de chegar em casa, chamava-a por telefone e, assim que possível, ia vê-la na sua casa.
Mesmo nas viagens curtas e rotineiras, como passar um fim de semana em São Paulo, o ritual era esse.
Com sua partida, minhas idas e voltas para casa mudaram. Sinto-me como diante de um vácuo. Falta algo a ser feito.
Sua presença se confundia com o chão firme, conectando-me com minha cidade, com minha família, e estranho muito quando vou para longe e não tenho essa figura forte para me despedir. Nela, eu me despedia dos demais.
E quando volto para Santos, também acho muito estranho não poder dizer “cheguei”, para aquela que esperava minha volta.
Amanhã estarei saindo para uma viagem sonhada, sem seu beijo de despedida.
Mas, com certeza, estarei sendo acompanhada pelas suas bênçãos.
Bênçãos da minha mãe.


(Foto tirada num dia das mães, na sala da sua casa.)




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aniversário triplo




Há um mês a Isadora completou 6 anos e, antes que passe muito tempo, quero registrar por aqui todas as comemorações da data.
Como seu aniversário cai no meio do mês de julho, mês das férias escolares, corre-se o risco de não se contar com os coleguinhas para a comemoração.
Pensando nisso, a Priscila fez uma festinha muito gostosa no “Playland” de um dos shoppings de São Paulo. O dia escolhido foi o primeiro dia de férias, 28 de junho, quando todas as crianças ainda estavam em São Paulo.


Depois da mesa arrumada, e antes de começar a festinha, uma foto das três gerações.

As crianças puderam brincar bastante num espaço próprio para elas.





                                                         Pausa das brincadeiras.




E a Isadora apagou, com antecedência, sua velinha dos 6 anos.



Quando chegou o dia do aniversário, 13 de julho, não dava para deixar passar em branco. Então, uma reunião simples em Santos, com os familiares bem próximos, também organizada pela mamãe. Nova velinha apagada ao som do “Parabéns a você”.





E na festinha caipira organizada pela vovó, logo no dia seguinte do aniversário, não poderia faltar um bolo para partilhar com aqueles que não tinham estado presentes nas outras comemorações.

Muito bolo de aniversário?
Não. Nunca é demais festejar a vida com bastante alegria. Nunca é demais mostrar como essa menininha nos faz felizes.  




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Bobó e Kani




Quando apresento algum prato que tenha feito, gosto sempre de colocar a receita.
Mas estava em São Paulo, quando publiquei o último post, e minhas anotações estavam em Santos. Por isso, os pratos estão desacompanhados das receitas.
Corrigindo a falha, registro, agora a receita do bobó de camarão e da casquinha de kani. Para evitar um post muito longo, a do Pudim de Laranja, fica para depois.


                                                     Casquinha de kani
2 colheres (de sopa) de azeite
200 gramas de kani-kama cortado (aproximadamente 10 unidades)
1 tomate grande, sem pele e sem sementes (ou 2 pequenos)
meia xícara de leite
1 colher (de sopa) de farinha de trigo (rasa)
2 claras batidas em neve
sal a gosto (mais ou menos uma colher de chá, rasa)
salsinha picada, ou coentro
cebola picadinha.

Aquecer o azeite e refogar a cebola. Colocar o tomate, o kani e o tempero verde (salsinha ou coentro).
Cozinhar, mexendo.
Quando o tomate estiver desmanchado, polvilhar a farinha e colocar o leite misturado ao sal.
Mexer bem.
Deixar esfriar.
Misturar as claras batidas em neve e colocar nas conchas, untadas com manteiga.
Polvilhar com queijo parmesão e levar ao forno previamente aquecido, para gratinar.



As conchas são de vieiras, e o rendimento é de oito casquinhas. Acima, as casquinhas prontas para a ida ao forno.
Essa receita também serve para carne de siri.


                                                        Bobó de camarão.



500 gramas de camarão médio (para grande)
500 gramas de mandioca
3 dentes de alho, picados
1 cebola média, picada
Meio pimentão vermelho
200 ml. de leite de coco
2 colheres de azeite de dendê (opcional)
2 colheres (sopa) de cheiro verde picado, ou coentro
azeite
sal e pimenta a gosto.

Temperar o camarão limpo com pimenta do reino. Reservar.
Colocar a mandioca descascada em uma panela e cobri-la com água. Levar para cozinhar.
Quando cozida, reservar a água e bater a mandioca no liquidificador, quando fria.
Se a massa estiver muito grossa, colocar um poço da água do cozimento.
À parte, refogar a cebola e o pimentão em azeite, por aproximadamente 5 minutos.
Colocar esse refogado na massa de mandioca que está no liquidificador, com um pouco de sal. Bater.
Acrescentar o leite de coco e o dendê. Bater bem. Se necessário, colocar um pouco mais da água do cozimento, com cuidado para a massa não ficar muito rala (isso aconteceu comigo, embora não tenha trazido prejuízo).
Voltar ao camarão.
Colocar um pouco de azeite, mais ou menos 3 colheres (de sopa) em uma frigideira, aquecer e acrescentar o alho picado, mexendo até dourar. Fogo baixo para não queimar.
Aumentar o fogo e juntar os camarões, fritando dos dois lados por três minutos, aproximadamente. Salpicar um pouco de sal, depois de fritos.
Numa panela grande, colocar os camarões e o creme de mandioca, levando ao fogo alto. Quando ferver, provar o sal e acertá-lo, se necessário. Temperar com pimenta dedo-de-moça picada, ou deixar que cada comensal a coloque no prato, de acordo com seu gosto.
Desligar o fogo e acrescentar o coentro, ou o cheiro verde.
Depois, é só se deliciar, com o acompanhamento de um bom vinho.
  


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quem gosta de frutos do mar?





Adoro frutos do mar. Camarão, lagosta, siri, vieiras, lulas, mariscos e até ostras.
Quando viajo para algum lugar rico nesses frutos, como Santa Catarina e o nordeste, passo todos os dias comendo essas delícias. Carne e frango, nem pensar. Ficam para a volta da viagem.
Em casa, sempre tenho um pequeno estoque de peixes e frutos no "freezer" e, no último domingo foi um final de camarões e de kani que me trouxe inspiração para o almoço.
De entrada, uma casquinha de kani, prato leve e gostoso, que me lembra muito minha mãe. Sempre que eu fazia as casquinhas, ela ia almoçar comigo e, elogiando, comia mais de uma.
Saudades!




As casquinhas, agora, também têm o gosto de saudade.
Depois, um bobó de camarão, servido com arroz integral e acompanhado por um vinho "pinot gris".




Camarões e mandioca são a base desse prato delicioso.
Para encerrar, o cardápio pedia uma sobremesa leve, e o Pudim de Laranja cumpriu bem seu papel.



Foi um domingo bem saboroso.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fim de férias

Alerta : conversa de vovó.






Acho uma delícia a chegada das férias escolares, para uma convivência bem próxima com a netinha. 
Mas os dias passam rapidamente, e tudo volta à rotina.
A Isadora ficou alguns dias comigo, mas quase todos com tempo nublado, ou chuvoso. O jeito foi arranjar atividades dentro de casa. Mesmo porque ela é muito caseira, e com frequência recusa convites para programas externos. 
Com a vovó, sempre há atividades na cozinha. 
Ela adora. Quer quebrar os ovos, colocar a farinha nas massas, lavar as verduras, enfeitar os bolos. 
Passamos horas gostosas e, em seguida, degustamos nossos quitutes.
E foi assim que fizemos nossas torradinhas de espinafre, um prato tradicional na família. Minha mãe fazia bastante, quando éramos crianças, e acho que espinafre foi a primeira verdura que comi com prazer. Depois fui gostando de todas as outras.
A Isadora tirou todas as folhinhas do maço de espinafre, e lavou uma por uma.





Depois, descascou os ovos e ajudou a colocar o creme de espinafre nas torradinhas. 




Colaborou bastante na confecção dos cupcakes e participou da montagem das panquecas. 






Gostou tanto das panquecas que acho que comeu-as em número superior ao dos cupcakes. 


Além de termos agido em dupla, na cozinha, também estivemos juntas nos jogos de damas e uno. 
E ela se divertiu muito com o computador. Tive que ficar controlando, para que o tempo usado fosse adequado à sua idade.
A “danadinha” descobre tudo sozinha, e já entende mais do iPhone e do iPad do que a dona deles: sua vovó.
Era um joguinho atrás do outro, e a vovó controlando.
Ela também se divertiu tirando várias fotos suas no “Photo Booth”, do computador da vovó, claro, e também no iPhone e iPad. Fotos, muitas fotos, de "caras e bocas", com efeitos  e com expressões diversas. Foi difícil selecioná-las.










E está bem independente nas tarefas do dia. Sabe preparar seu café da manhã sozinha: pega o leite na geladeira, esquenta-o no microondas, coloca o achocolatado e passa do copo para a caneca. Corta o pão e o queijo, e faz seu sanduíche.



E ajuda muito a vovó. Em tudo que for necessário.

E quando vai embora, deixa uma saudade enorme.