quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Do século 19 ao século 21. Relíquia de família.






 No rito do batizado católico, o símbolo mais importante é a água.
O celebrante do sacramento derrama água na cabeça da criança que está sendo batizada, enquanto diz: “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.
Esse foi o rito seguido pelo sacerdote ao batizar minha avó pelo lado paterno, Maria das Neves, com apelido de Nicota, no longínquo ano de 1870, século 19. Na ocasião sua cabecinha foi seca com uma toalha alva de cambraia de linho, com a barra toda em crivos.


Minha vó Nicota cresceu, casou-se e teve 6 filhos, um deles meu pai.
Todos seus filhos foram batizados na Igreja Católica, e tiveram suas cabecinhas secas com a mesma toalha que secara a cabeça da mãe, por ocasião do seu batismo.
Três dos seus filhos casaram-se, Maria Luiza, Joaquim e Francisco, e a história se repetiu.
Por ocasião do batizado dos filhos de Maria Luiza, Joaquim e Francisco, netos de Nicota, a toalha linda, toda crivada, estava em cada solenidade cumprindo sua missão.
Foram quinze batizados. Só da parte de Joaquim, meu pai, foram nove, e minha cabecinha foi uma delas.
E daí o número começou a crescer numa progressão incrível. Nasceram os bisnetos, e continuam a nascer os tataranetos. Foi um pouco difícil contar com a toalha em todos esses batizados, mas ela esteve em muitos.
E no domingo, dia 16 de setembro, mais uma vez, tal relíquia esteve entre nós.
Nesse dia, batizou-se a Catarina, filha da Carolina, neta do meu irmão Osvaldo, bisneta do meu pai Joaquim, e tataraneta da minha vó Nicota.

Meu irmão Osvaldo, sua filha Carolina, mãe da Catarina, e sua filha Amanda, a madrinha.

No altar, o diácono colocou a toalha sobre a linda batizanda e, repetindo as palavras essenciais do rito, derrubou um pouco de água sobre sua cabecinha, enxugando-a, em seguida, com a relíquia de mais de 140 anos.



Os padrinhos, Amanda e Ronaldo ladeados pelos papais, Carolina e Renato.

Terminado o batizado, a toalha voltou à sua caixa, para novo uso até o final do ano, quando estará enxugando a cabecinha do 34º bisneto dos meus pais. Tataraneto número?








segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fotos e bolo






Nos últimos dias tenho me dedicado a organizar as fotos do Cruzeiro pelo Mar Báltico, e a escrever  no meu blog de viagens sobre as cidades em que estive. É uma atividade bem trabalhosa, principalmente para selecionar as fotos e incluí-las nos textos.
Já falei sobre Copenhagen e sobre Oslo, e espero manter um ritmo bom de postagem, para não repetir o que aconteceu quando da viagem à Nova Zelândia. Levei, absurdamente, dois anos para falar sobre os lugares que conheci, pois deixava passar um tempo grande entre uma publicação e outra. 
Agora estou com outras intenções, embora, por esse motivo, tenha descuidado um pouco do Blog da vovó ... mas não só.
E para dar um sinal, por aqui, vou registrar um bolo delicioso cuja receita experimentei na semana passada.
É gostoso de verdade, parece que desmancha na boca, é fácil de fazer e é pequeno, com o que se evita que ele fique rolando muitos dias, ou então que se coma mais do que se deve.
Encontrei a receita no delicioso blog Saboreando a Vida, da Marly, que disse estar adaptando uma receita da Martha Stewart.
Dando o meu jeitinho, fiz o delicioso bolo de morango assim:


Bolo delicioso de morango

1/2 xícara de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
1 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 colheres (chá ) de fermento em pó
1 colher (café) de sal
1 xícara de açúcar
1 ovo extra
1/2 xícara de leite
1 colher (chá) de baunilha
aproximadamente uma caixinha pequena de morangos limpos.

Peneirar a farinha, juntamente com o fermento e o sal. Reservar.
Bater bem a manteiga com o açúcar. Acrescentar o ovo, e bater. Em seguida, misturar o leite, e ir colocando aos poucos a farinha, mexendo com uma colher, ou fouet, sem bater. Quando estiver tudo bem misturado, colocar em forma de 20 cm de diâmetro, untada e enfarinhada. A massa fica meio grossa, e deve ser bem espalhada.
Por cima da massa colocar os morangos, um a um, pressionando um pouco para que entrem na massa.



Pronto para ir para o forno

Levar a forma ao forno pré-aquecido, numa temperatura de 180/200 graus.
Fazer o teste do palito, para verificar se já está assado. O meu levou mais ou menos 30 minutos.
Para o próximo vou providenciar uma assadeira adequada, com no máximo 20 cm de diâmetro, para que ele fique um pouco mais alto. Minha forma era um pouquinho maior, mas não houve prejuízo.
Por cima, polvilhar com um pouco de açúcar.
E agora, comer.




                                                                       Delícia.




segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Eu vi. Em Copenhagen.






Usar telefone celular em público?
Atravessar a rua quando o semáforo está vermelho para o pedestre, aproveitando que nenhum carro está se aproximando?
O comportamento dos dinamarqueses nessas situações me surpreendeu, durante os dias que passei em Copenhagen.
Parece incrível, mas não vi ninguém usando celular em restaurantes. E acho que nem nas ruas.
E achei o máximo do respeito às regras de trânsito, ver que as pessoas, para atravessarem as ruas, aguardavam calmamente que o sinal abrisse, ainda que não existisse nem sombra de qualquer carro a caminho.
Bicicletas numa quantidade impressionante, rodando pelas centenas de quilômetros de ciclovias na cidade. Bicicletas individuais, bicicletas familiares. Bicicletários em todas as partes, alguns com dois andares.


                           


                                        Crianças, jovens, idosos. A lazer ou a trabalho.



                                        Charretes puxadas por triciclos.


Arquitetura linda. Prédios baixos, equilibrados. Ruas limpas.




Famílias grandes. Os casais jovens sempre estão acompanhados por três ou quatro filhos.


Pães maravilhosos. Integrais e com mil sementes.


Bares e restaurantes com mantas, ou cobertores, nas cadeiras, para que seus frequentadores não passem frio.


Esses foram alguns pontos diferentes que me chamaram a atenção na linda capital da Dinamarca, por onde comecei minha viagem pelo Mar Báltico.
Outros registros, e fotos, já estão no meu blog dedicado a viagens: Fotos: lazer e memórias.  


  Nosso primeiro passeio em Copenhagen, no canal Nyvhan, logo em seguida das 20 horas que levamos na viagem a partir da nossa saída de Santos, aí computados os tempos de aeroportos.




domingo, 9 de setembro de 2012

História de cinema



Uma história de cinema. Isso foi o que um rapaz de lingua inglesa me disse, ao terminar de bater uma fotografia que lhe pedi.
No início desse mês de setembro, estávamos em Paris, na frente da Tour Eiffel, e eu tinha na minha mão duas fotografias tiradas em maio de 1991.
Esperei que o rapaz terminasse de tirar suas fotos e, mostrando-lhe uma das que eu segurava, pedi que ele tentasse repeti-la. Ele ficou meio surpreso, e eu expliquei-lhe que aquela foto havia sido tirada há 21 anos, exatamente naquele local.




Tentamos, então, conseguir o mesmo enquadramento, mas esquecemos de manter nossa posição e eu acabei trocando de lado com o Berto. 
21 anos. Nós mudamos, e o entorno da torre, também. Nesse tempo todo foram feitas mudanças, e novo ajardinamento. 
E o que era lindo, ficou ainda mais.


A segunda foto tem uma cena na belíssima Place de la Concorde. 
Mostrando a foto tirada em 1991, fiz o pedido de uma nova para um grupo de três moças. 
As três acharam linda a situação, e tentaram repetir a imagem tirando várias fotos, em postes diferentes. Foi muito difícil encontrar o mesmo enquadramento, mas amei o resultado.




E confesso que fiquei emocionada ao repetir essa fotografia, que havia sido a primeira que nós havíamos tirado em Paris.
Lembrei da emoção que eu estava sentindo na minha primeira visão de Paris, exatamente na Place de la Concorde. De uma só vez, embora ao longe, eu tinha diante de mim a Av. des Champs Élysées, o Arco do Triunfo e, do outro lado, a Tour Eiffel. 
Era maio de 1991.
O Berto e eu estávamos debutando na Europa.