quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Dia de alegria






“De Jo a Nor”.
Dessa singela dedicatória, escrita num livro por meu pai (Joaquim) para minha mãe (Norma), quando noivos, surgiu o nome do meu irmão mais velho : Joanor.
Meu pai contava que, assim que nasceu seu primogênito, correu rapidamente para o cartório para fazer o registro. Com certeza não queria escutar opiniões contrárias à sua escolha.
Não tenho como avaliar a estranheza que nome tão diferente possa causar aos que o ouvem pela primeira vez. Nasci e cresci escutando-o. Todos nós o assimilamos muito bem. 
E esse nome único acabou por se duplicar: foi escolhido pelo titular, meu irmão, para batizar seu filho.
E hoje, o dono desse nome quase único, completa 80 anos. Sim, 80 anos. Puxando a fila dos oito irmãos.
Menino lindo, jovem garboso, avô charmoso.
Parabéns, Joanor.
Muita saúde, muitas alegrias, muito amor.

Meus pais, Joaquim e Norma, com os dois primeiros filhos:
 Joanor e Beto (José Gilberto), em 1935.
Joanor (à direita) e Beto.






segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Ricota e maracujá






Ricota e maracujá. Não é que combinam bem?
Estava com alguns maracujás e uma ricota para ser aproveitada. Resolvi repetir uma receita de pão de ricota, que havia feito há algum tempo. Só que, dessa vez, usei a máquina de fazer pão unicamente para bater a massa. Tirei da máquina, modelei (?) os pães, deixei crescer e assei no forno. Na máquina o procedimento é mais prático e até se pode programar a hora para o pão ficar pronto. Mas o modelo do pão é sempre o mesmo. Na máquina eu teria tido um pão grande. Aqui foram dois médios (mal modelados).


Com o restante da ricota fiz uma torta tipo "chessecake", que ficou deliciosa (bem melhor que o pão), e que recebeu uma cobertura da geleia de maracujá. 
Infelizmente não tive a ideia de fotografá-la. E acabou rapidamente.

Depois do uso da ricota, chegou a vez dos maracujás, que adoro. A geleia ficou muito boa. Tão boa que já a repeti. Antes mesmo de acabar com os primeiros vidrinhos.  

Geleia de maracujá

Lavar bem 6 maracujás ( com uma escovinha). Cortar no meio e retirar a polpa. Bater a polpa no liquidificador, rapidamente para não desmanchar as sementes. Passar na peneira. Reservar o suco obtido e, mais ou menos, duas colheres de sopa das sementes.
Colocar as cascas em panela de pressão, cobrir com água e levar para cozinhar durante 15 minutos (depois de abaixar o fogo). Depois de frias, separar a parte branca das cascas amarelas. Colocar a parte branca no liquidificador e bater bem.
Medir a quantidade do suco de maracujá reservado, misturado à massa branca batida. Coloquei pouco mais da metade da massa branca, rejeitando o restante. 
Consegui 500 ml de suco (com a massa). Esse volume serve de base para o cálculo do açúcar, que deve corresponder à metade do suco.
Colocar o suco com o açúcar (comum ou cristal) em uma panela e levar ao fogo médio. Mexer às vezes, até o doce engrossar um pouco.
Colocar as sementes separadas, mexer mais um pouco e retirar.
Fiz com açúcar cristalizado e consegui dois vidrinhos (devidamente esterilizados).



 É uma geleia deliciosa. Nem bem ficou pronta e já foi experimentada em torradinhas.


E no lanche, acompanhou o pão de ricota e o chá.


Servidos?



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tradição gostosa









  
Nunca fui carnavalesca, nem nos tempos da mocidade. Gostava mais dos corsos, do que dos bailes.
Mas sempre gostei de ver as crianças fantasiadas, e de ouvir as marchinhas e os sambas, que eram renovados ano a ano. No mês que antecedia o carnaval, as músicas novas eram repetidas exaustivamente no rádio, e facilmente memorizadas.
Quando chegavam os dias de “folia”,  as músicas do ano juntavam-se às musicas antigas, e eram cantadas por todos, foliões ou não.
E são exatamente essas marchinhas, e esses sambinhas antigos, da década de 60 para trás, que continuam a animar os bailinhos carnavalescos de hoje. São as músicas lembradas em todos os carnavais.
Acho uma delícia escutá-las e poder cantá-las.
Samba-enredo, repetitivo, é para as passarelas. Não empolga, e acho difícil que se perpetue.
E no tranquilo carnaval desse ano, passado em São Paulo, reservamos uma tarde para levarmos nossa menininha, de “mulher maravilha” até um gostoso bailinho em uma das unidades do SESC.

A caminho do carnaval.


Fantasia de presente de carnaval, criada pela Isadora para a Pri.
“Quanto riso, quanta alegria,
mais de mil palhaços no salão...”
Muito confeti, muita serpentina.
E a vovó até deu uma dançadinha com sua netinha, ao som das mesmas músicas do seu tempo de criança.
Tradição prazerosa.




O calor apertou. O jeito é tirar as botas.



Alegria. Joguei confeti na mamãe.


Pedacinho colorido de saudade.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Amor





O que falar sobre o filme Amor, de Michael Haneke?
Já premiado no Festival de Cannes, e no Globo de Ouro, o filme tem o desempenho extraordinário de Emmanuelle Riva, e também de Jean-Louis Trintignant, dois octogenários representando com autenticidade e maestria um casal de octogenários. Emmanuelle atuou no filme com 85 anos, e é absolutamente comovedora.
Mas, falar sobre o filme.
Difícil. Difícil encontrar palavras.
Não é um filme para ser comentado. É um filme para ser sentido.
E os sentimentos são tão fortes, que inibem as palavras.
É de uma tristeza profunda e pungente.
Mostra o lado cruel da velhice. A doença, a decadência física e mental, o isolamento, a desesperança.
Não é um drama. É a vida. Que pode se apresentar como ali mostrada.
Saí do cinema completamente derrubada. 
Principalmente pelo epílogo.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

“Refúgio” em São Paulo





Em São Paulo é que passei os últimos dias de cuidados com meu pé. Já sem o imobilizador, mas ainda com limites, achei que seria muito bom ficar em São Paulo.
Sim, São Paulo, mesmo.
São Paulo da agitação, São Paulo do trânsito pesado, da correria.




Mas que também pode funcionar como um “refúgio” tranquilo e agradável, embora meu “cantinho” esteja próximo do coração da cidade, a avenida Paulista.
Mas também está a três passos da Pri e da Isadora, e a três passos de um shopping, com oito salas de cinema.
E eu, que adoro cinema, aproveitei para assistir quatro filmes.
E que adoro almoços em família, tive a chance de realizar alguns.
E no último domingo, passeio pela Paulista, com todas suas atrações, entre as quais o passeio de bicicleta, numa faixa reservada para esse fim. É muito interessante observar os ciclistas que, das 7:00h às 16:00h, integram-se à avenida, passeando com suas bicicletas, ou com bicicletas cedidas pelo programa. Crianças com os pais, jovens e até idosos. Na mesma faixa vi patinadores, skatistas e até uma senhora em cadeira de rodas, empurrada por uma cuidadora.
E a Isadora, que todo domingo dá sua volta de bicicleta pela Paulista, está imaginando andar algum dia com a vovó.
Com muita pena, acho que dessa vez não dará.