sexta-feira, 31 de maio de 2013

Compras em Istambul





Não gostei das compras em Istambul. Embora normalmente o objetivo das viagens não seja o das compras, elas sempre acabam acontecendo, nem que seja na forma de pequenas lembranças.
E quando se fala em Istambul, a questão das compras parece estar implícita, principalmente diante dos famosos centros de compras: Grande Bazar e Bazar das Especiarias.
Os lugares são incríveis na quantidade de produtos, nas cores, na beleza das arrumações.
Mas na hora da compra ...
No Bazar das Especiarias ela é mais viável. Pode-se andar com tranquilidade, apreciar algum produto sem ser muito incomodada pelo vendedor, e pode-se até perguntar o preço sem constrangimento.



E lá não estão somente as especiarias. Há frutas prensadas, delícias turcas, sabonetes de azeite, pashminas, lembranças turísticas.

Temperos de todos os tipos.
Pashminas, almofadas, túnicas.




Em ponto menor, no Bazar das Especiarias estão muitos dos produtos encontrados no Grande Bazar.
O Grande Bazar é algo fantástico. Tem mais de quatro mil lojas, e sessenta ruas cobertas. É uma cidade. Movimentadíssimo e cheio de cores.







Tem o setor do ouro, dos tapetes, dos livros, de objetos preciosos, antiguidades e muito mais. E tem, também, as várias lojas de bugigangas turcas, todas interessantes e bonitas, e que fazem a alegria dos milhares de turistas.
Mas, comprar por lá é complicado. Pelo menos foi o que eu achei.
Basta que se tenha um olhar mais demorado para algum objeto, que o vendedor cola no possível comprador.
Pior ainda se, por curiosidade, pergunta-se o preço de alguma coisa. Mesmo que não se entre no jogo da pechincha, o preço começa a diminuir de tal forma que não há como não se duvidar da qualidade do produto, ou do seu real valor.
De um modo geral, sempre há constrangimento nessa relação de venda e compra.
E isso não acontece só no Grande Bazar.
Perto de pontos turísticos somos observados por pessoas, que se aproximam com simpatia, falando em português sobre os locais que vamos visitar.
Depois, acabamos sabendo que trabalham com grandes empresas de tapetes, que têm lojas bem por ali. Somos convidados para uma visita e para um chá.
Daí, começa o jogo da venda. Com a insistência, velada ou não.
E quando se resolve comprar algo, quer nos Bazares, quer em outras lojas voltadas para turistas, a impressão final é a de que se foi enganado.
Não gostei desse tipo de comércio.
Ainda bem que essa insistência desagradável não existe para as pequenas lembranças.
E ainda bem que, fora do Grande Bazar, encontrei uma loja simpática onde pude gastar algumas liras turcas sem constrangimento.
Sentindo unicamente o prazer de estar adquirindo belezas locais.

Nossos anéis. Adriana, Priscila e Heloisa.
Almofadas bordadas à mão, muito alegres.
Pratos com formatos diferentes e muito coloridos.
Pashminas, echarpe de seda e sapatilhas.

Vendo, agora, esses objetos tão bonitos eu concluo que não foi fácil consegui-los, mas que  a compra valeu a pena. Belas lembranças.



sábado, 25 de maio de 2013

Pisando na Ásia e outras curiosidades




Foto tirada logo que descemos da condução.

Sim. Nessa última viagem, pisei na Ásia pela primeira vez.
Dos cinco continentes, faltava ir à Ásia e à África.
Como fui a Istambul, e essa interessante cidade tem parte do seu território na Europa, e parte na Ásia, pude pisar no continente asiático. Simplesmente atravessando uma ponte.


De um mirante bem posicionado na colina Çamlica, tivemos vistas lindas. Nós na Ásia, vendo a Europa do outro lado.


Caminhamos um pouco pela colina, antes de irmos visitar o lindíssimo palácio Beylerbeyi, na margem oriental do Bósforus.



O Palácio de Beylerbeyi, construído entre 1861 e 1865, é considerado o mais elegante dos palácios otomanos e tem ambientes luxuosíssimos. Não tenho fotos do seu interior, porque não é permitido tirá-las.

Frente do Palácio, dando para o Bósforus. Foto da web.
Um dos ambientes do Palácio. Foto da web.
Parte externa do Palácio, por onde iniciamos a visita.

Portão dando para o Bósforus.
A visita à Istambul asiática foi uma visita rápida, durante uma tarde, mas já posso dizer que, agora, só falta ir ao continente africano.
Essa viagem também me permitiu navegar por dois estreitos: Gibraltar e Bósforo. Achei muito interessante e lembrei dos meus estudos de Geografia Geral, no antigo Ginásio. Naquela época tudo parecia tão distante ...
Ainda no navio, no qual fizemos a travessia do Oceano Atlântico, passamos, com uma ponta de emoção, pelo Estreito de Gibraltar. Quase à zero hora do dia 4 de maio entramos no estreito. E vimos, ao longe, de um lado as luzinhas da África, talvez de Marrocos e, do outro, as pequenas luzes da Europa, no sul da Espanha. Pena que não consegui fotografar.
Depois foi a vez do Estreito de Bósforo, que é um dos encantos de Istambul. Fizemos um passeio de barco que durou mais ou menos três horas, tendo de um lado o continente europeu e, do outro, o asiático. Na ida fomos observando a Istambul européia, com suas igrejas, mesquitas, casarões e palácios.




Na volta, as construções da Istambul asiática, quase todas residenciais. 


E, no caminho, as pontes ligando um continente ao outro.



Outro aspecto diferente da viagem foi a observação da indumentária em Istambul, determinada pelo islamismo, religião predominante.
Homens com roupas diferentes das nossas, vi poucos.



Mulheres com vestes muçulmanas, vi muitíssimas.


Desde as que se diferenciavam somente pelo lenço encobrindo os cabelos e orelhas, até as que se apresentavam inteiramente cobertas. Vestes negras, longas, véu cobrindo totalmente a cabeça, com abertura somente para os olhos (niqab) e, muitas vezes também com luvas. Há, também, as que usam roupas longas, coloridas, largas ou não, mas sempre com lenço ou véu (hijab).



Na Basílica Santa Sofia, com niqab.

E, também em Istambul, surpreendi-me com o número de gatos. Há gatos nas lojas, nas ruas e até em restaurantes. Cheguei a pensar que lá não existiriam cachorros mas, com o tempo, vi uns três ou quatro.


No restaurante, na mesa ao lado da nossa.
Foi uma viagem rica em diversidades e ainda terei muito que contar.



quinta-feira, 23 de maio de 2013

A Barcelona de Gaudi




A emoção já surgiu no primeiro passeio que fizemos em Barcelona. 
Visita à Casa Milà, mais conhecida como La Pedrera, uma das obras-primas de Antonio Gaudi. Prédio de apartamentos com fachada ondulada, e um “telhado” magnífico, com aspecto surreal.


Principal porta de entrada da Casa Milá.
Parte do telhado de La Pedrera. Indescritível.

Telhado de La Pedrera.
Detalhe de apartamento aberto à visitação.

Em seguida a casa Batiló, com os lindos fragmentos de cerâmica.






E a emoção pelo belo, e a admiração por Gaudi, seguindo num crescendo.
Depois, uma manhã no Parque Guell, com maravilhas nos diversos recantos. Colunas que lembram troncos de árvores, fonte em forma de lagarto, com cobertura em elaborado mosaico, bancos decorados com cacos coloridos de cerâmica, colunas dóricas com seis metros de altura, no final da escadaria revestida com “trencadís” e muito, muito mais.













Tudo lindo, tudo com formas inspiradas pela natureza.
E, quase no fim dos nossos dias em Barcelona, a visita à Catedral da Sagrada Família.

A ainda inacabada Catedral da Sagrada Família. Foto da web.

Ao entrar na Igreja, um impacto indescritível.
A emoção, que já me acompanhava, explodiu de uma forma impressionante.
E eu emudeci. Não conseguia expressar com palavras aquilo que estava sentindo.
As lágrimas falavam.







São José





Na parte externa da Catedral, a Sagrada Família.
Jesus, Maria e José. Fachada da Natividade.
A Catedral da Sagrada Família é maravilhosa. Deslumbrante.
Tem a beleza da forma, do arrojo, da criação ímpar.
Passamos um bom tempo dentro dela. Procuramos ver cada detalhe, demos mais de uma volta pela sua imensidão, sentamos, sem pressa. Sem a pressa do turista. 
Pois parecia que, depois de toda aquela beleza, tudo estava visto em Barcelona.


Mais sobre Barcelona, proximamente, no meu blog de viagens.