terça-feira, 30 de julho de 2013

Novos interesses




Difícil é concorrer com eletrônicos, para despertar interesse nas crianças.
Nos tempos passados, quando não havia televisão, computadores, jogos eletrônicos ou lego, os pequenos se distraíam com leituras, brincadeiras de quintal, jogos no papel, como batalha naval, jogo da forca e outros.
A netinha, passando férias comigo, se tiver permissão, fica quase que o dia inteiro no computador, no iPad ou no iPhone.
Preciso lembrá-la dos seus tabuleiros de jogos, das bonecas, dos aparatos das Pollys.
Daí, brinca um pouco, e logo quer voltar para sua digitação no computador, para seus diversos jogos pela internet, para as músicas pelo you tube e até para seu acompanhamento do instagram.
Resolvi, então, mexer no baú do passado em busca de "novidades" para a Isadora.
E encontrei, na memória, os cartões para bordados. Eram encontrados em papelarias, com desenhos variados, e para bordá-los usava-se o ponto alinhavo.
Achei que essa era uma boa "novidade" e que valeria a pena trazê-la para o presente.
Peguei uma tampa de caixa, fiz um desenho simples e, com ajuda de um preguinho, fiz os furos para permitir a entrada de uma agulha de bordar.
A menininha ficou muito animada e escolheu, entre restos de lã, as cores que queria usar.
A vovó deu as explicações e, em pouco tempo, o bordado estava pronto.



Gostamos tanto que resolvemos ir atrás de cartões para bordado. Numa pesquisa pela internet, nada achamos.
Papelarias, lojas de armarinhos ... Não conheciam.
E os paninhos para bordados, com riscos simples. Será que existem? Um bastidor deixaria o tecido bem esticado, e a Isadora poderia fazer seu bordado com ponto alinhavo.
Não existem mais, disse-me a dona de um armarinho.
Que pena.
Mas, e agora que a netinha havia se interessado por essas "novas" distrações?
Vamos tentar um tricô. Ainda no armarinho, ela escolheu a lã diferente, e aqui estamos nós num tricô a quatro mãos.





sexta-feira, 19 de julho de 2013

Festa em dois tempos





O tempo voa. Quando comecei meu blog, faltava pouco para a Isadora completar 2 anos
E por ser um “Blog da vovó”, embora "não só", ele foi acompanhando de perto o crescimento da netinha.
No último dia 13 de julho ela fez 7 anos e, mais uma vez, essa data foi muito festejada.


Mãe e filha. Lindas. Foto da Cuca, Luciana Paolozzi. 

Dia de agradecimento, dia de alegria.
Dia de reconhecimento do bem que ela nos trouxe, e da oportunidade que nos deu de renovação da vida, e da manutenção de interesses.  
Conviver com criança, é tudo de bom.
Como seu aniversário cai no meio das férias escolares, acaba sendo comemorado duplamente: no final das aulas, para contar com a presença dos coleguinhas, e no dia do nascimento, para marcar a data.


Foto da Cuca, Luciana Paolozzi.
Foto da Cuca.
Foi assim que aconteceu um Arraial no dia 29 de junho, com todas as gostosuras de uma festa junina, no prédio em que a Isadora vive em São Paulo.
Muitos amiguinhos, brincadeiras de pesca, argolas, rabo do burro, teatrinho musical.

Aguardando o teatrinho. Foto da Cuca.
Brincadeira na área da piscina.



Caixas para pescaria.
Burrinho para brincadeiras.
Prendas para as brincadeiras.
Música e histórias.
Com a vovó feliz.


Cortando o bolo.

Com a priminha Catarina.
Mesa com lembrancinhas.
Final da festa. Abrindo os presentes.

E no dia 13 de julho, já na casa da vovó em Santos, onde passa as férias, uma festinha pequena, mas muito significativa e cheia de amor.  


Bolo feito pela vovó e pela netinha, responsável pelas bandeirinhas do contorno. 
3 gerações



Parabéns lindinha!



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Chegaram as férias!


Chegou com esse modelito.

Com uma mala bem grande, duas sacolas de brinquedos, e carregando uma boneca linda, ela chegou para passar férias com a vovó.
Até perguntei se ela estava de mudança para Santos.
Boas essas férias que permitem esse contato diário com a netinha, que prestes a completar 7 anos faz uma ótima companhia.

Na primeira tarde, companhia para o chá.

E nesses primeiros 10 dias, muitas foram as brincadeiras e atividades.

Pose para experimentar o poncho feito pela vovó.
Muito boa essa canjica.


No cinema, aguardando o Filme Universidade dos Monstros.
Fazendo exercício no parquinho da praia.



Ajudando a vovó a escolher feijão para a feijoada de sábado.
Ainda com seu avental, jogando com a vovó.
Na "cãominhada" (desfile de cães pela praia).



Chegando em casa, um desenho para registrar a "cãominhada".

A Isadora é muito caseira e, muitas vezes, quando preciso sair e não tenho com quem deixá-la, tenho que usar de um poder de convencimento muito grande.
Já lhe disse que ela parece com seu tio Gus, que desde garoto adorava ficar em casa.
Assim, temos ficado bastante em casa, onde ela se distrai com seus brinquedos e televisão. Mas, o que ela quer, mesmo, é ficar no computador ou no iPad.



E, agora, também gosta de seguir o Instagram no meu iPhone.
Quem mandou a vovó ser tão tecnológica?

Fazendo fotos na "cãominhada", para o Instagram.


Mas a vovó põe controles e, embora seja difícil, não libera os aparelhos a toda hora.
Dessa vez ela também está interessada na leitura e na escrita, e é uma delícia vê-la lendo e escrevendo. Como ela completa 7 anos no meio de julho, só nesse ano é que entrou no primeiro ano. Daí a sua descoberta recente do mundo das letras.
Tem escrito um diário.

Escreve e ilustra, todos os dias.


E tornou-se leitora do Blog da vovó. 


 
 Delícia!
  

 

sábado, 6 de julho de 2013

Medicina humanitária





Quando se fica doente, o que mais se quer, além do carinho dos próximos, é receber cuidados e atenção para se manter a esperança da cura.
É saber que alguém nos atenderá e prestará sua ajuda, para que logo possamos nos sentir bem.
Fico pensando na quantidade enorme de pessoas, que vivem nos mais afastados rincões, a grande maioria em extrema pobreza, pessoas essas que adoecem, que sentem todas as dores dos seus males, e que não têm como manter a esperança da cura.
Não têm alguém que as atenda, que as escute, que as ajude.
Será que para terem algum alento, é preciso uma estrutura complexa, e completa, de atendimento?
Lembro da minha infância, quando éramos atendidos, em problemas de saúde, por médicos que não se serviam de qualquer exame, e faziam diagnósticos por contato pessoal. 
Lembro, também, dos médicos homeopatas, clínicos gerais, que atendiam e cuidavam de doentes, com dedicação e competência, mas com muita simplicidade.
E penso, novamente, nos nossos milhares de irmãos, espalhados por esse nosso país enorme, que sofrem sem qualquer tipo de atendimento.
Precisam de conforto. Precisam de atenção. E de esperança.
Não temos médicos em número suficiente, e eles se encontram concentrados nos centros urbanos.
Ora, vivemos num mundo globalizado e, em muitos aspectos, praticamente sem fronteiras. Há um intercâmbio grande de profissionais de várias áreas, o que torna perfeitamente admissível que profissionais de outros países possam exercer a medicina em lugares carentes de atendimento.
Pode-se até fazer um paralelo com os Médicos sem Fronteiras. Atendem onde a necessidade é imperiosa, com recursos, ou sem recursos.  
Sendo assim, por que privar as pessoas necessitadas de um atendimento médico, ainda que esse atendimento se realize sem “sofisticação”, sem aparelhagem, mas com um contato pessoal interessado, e muita humanidade? 

(Ilustração daqui).