segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Vermelho saboroso




Noite fria combina com sopa.
Sem qualquer preparo antecipado, um pouco antes da refeição, o jeito é ver o que se tem em casa para fazer uma sopa rápida.
Tomate?
Não tenho tomates suficientes.
Mas tenho latas de tomates pelados, que vão permitir um creme bem gostoso.
O modo de fazer esse creme está na minha memória, mas resolvi fazer uma pesquisa rápida pela internet para ver se achava alguma proposta nova. Não encontrei nada que me seduzisse.
Vamos, então, à minha receita, que é adaptada de acordo com o número de pessoas e o ingrediente principal, fresco ou em lata.

Creme de tomate

Duas latas de tomates pelados
1 lata de água
3 colheres de manteiga
3 colheres rasas (de sopa) de farinha de trigo
2 copos (de 240 ml) de leite
1 colher (chá) de açúcar
sal e temperos a gosto

Bater os tomates com a água, no liquidificador. Peneirar.
Derreter a manteiga. Colocar a farinha de trigo na manteiga derretida e misturar bem.
Acrescentar os dois copos de leite e mexer bem para dissolver a farinha. Colocar o caldo dos tomates batidos e o açúcar. Por último acrescentar o sal e os temperos. Deixar cozinhar alguns poucos minutos, mexendo às vezes. 
Servir com croutons ou com pipoca.
É muito saborosa.
E para terminar a refeição, mantendo a cor principal, essa cor quente e estimulante, cairia muito bem uma Pana Cotta com calda de frutas vermelhas. 
Nessa noite ela faltou, mas ficará para uma próxima.




quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Do fundo do baú




Na busca de um tom azul para colocar na parede do meu quarto, selecionei algumas peças do meu guarda-roupa, como blusas e casacos, e acabei indo pegar, no "baú" de guardados esse xale de crochê.
Me enrolei nele e, instantaneamente, dei uma guinada para o passado.
Há muitos e muitos anos, passando férias em Jacutinga, sul de Minas, inexperiente em crochê, resolvi que faria um xale para me distrair.
Nessa então pequena cidade mineira, muitas eram as crocheteiras e tricoteiras, e eu fui contagiada pelo clima. Não lembro quem me deu as orientações, mas foram bem dadas pois, em menos de um mês, eu fiz meu xale azul.
E foi esse xale, que me ajudou a encontrar a cor atual do meu quarto, que me levou de volta a um passado gostoso, com os filhos bem pequenos.
Jacutinga era a cidade de uma parte da família paterna de meus filhos, e lá passávamos pequenas temporadas, para mudança de ares, e para que as crianças aproveitassem as brincadeiras que só as cidadezinhas interioranas ofereciam. Podiam subir em árvores, andar de charrete, correr atrás de galinhas, ver vacas de perto, e até andar a cavalo. 

Gustavo e Priscila, pequenininhos, passeando na charrete do Nhozinho.

Gustavo com 3 anos e 7 meses, Priscila com 1 ano e 8 meses.
Mamãe e seus filhinhos.
 
Friozinho gostoso. 
Dessa vez, tivemos a companhia de meus pais. Priscila, 3 anos e meio, Gustavo, 5 anos e meio.  

Gus e Pri, com a mamãe.
Não lembro com exatidão quando terminaram as temporadas na tranquila Jacutinga, que hoje é uma cidade movimentada, e importante polo industrial de malhas de tricô.
Muitas são as recordações daquelas férias, que também incluíam passeios a cidades vizinhas como Monte Sião e Águas de Lindoia. 
Os filhinhos cresceram, a mamãe "também". Ficaram as lembranças, as fotos, e o xale azul.
Foi tão bom reencontrá-lo, que até resolvi usá-lo novamente.

Pronta para sair.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Vamos entrar?




Tudo começou com a necessária troca de piso da cozinha e da área de serviço. O revestimento, que era meio escorregadio, começara a estourar em alguns pontos, e eu achei que essa era a hora para tentar colocar um piso com o qual vinha sonhando há algum tempo.
Essa também era a hora para arrumar os estragos trazidos por vazamentos que o apartamento sofrera em temporadas de chuvas. Ele fica no último andar do edifício, e problemas com o telhado causaram danos em paredes e teto de alguns ambientes, bem como num armário precioso, onde ficam guardados copos, taças e porcelanas que têm história.
Como a questão do telhado foi resolvida, com troca total, já se podia pensar em providenciar a arrumação dos estragos.
Mas faltava coragem para encarar uma reforma.
Até que, com o estouro do piso da cozinha, fui forçada a enfrentá-la.
Foi um mês de correrias, poeira, cheiro de tinta.
Agora, a reforma chegou ao fim.
E, como toda reforma, acabou incluindo vários itens que não estavam previstos.
Como trocar o piso da cozinha e área, e não mudar o piso do hall de entrada e do vestíbulo? A porta da cozinha dá para o hall, e o piso novo não combinaria com o antigo.

Novo piso da cozinha.
E como trocar os pisos e não pintar as portas? Diante do novo, a pintura das portas mostraria as marcas do tempo.
E por que não aproveitar a reforma, para mudar as cadeiras da copa/cozinha, que combinariam mais com o novo piso, e para dar uma repaginada no vestíbulo, colocando uma chapeleira que há muito eu buscava e não encontrava?

"Novo" vestíbulo, faltando colocar a cortina.
E, como algumas paredes seriam pintadas, por que não dar um colorido diferente?

Adoro esse azul hortênsia.



Mudança na posição dos móveis e uma parede colorida. Ficou uma delícia.

Para os filhos/hóspedes.

Pequenas alterações na decoração e na iluminação, completaram a reforma.

Muita luz para as fotos.

O que era branco virou azul, para destacar duas telas pintadas por minha mãe.


Gostei demais do resultado. Tanto, que até penso em avançar, daqui a alguns meses, nos cômodos que ficaram de fora dessa vez. 



O importante, durante uma reforma, é ter sempre em mente que "depois da tempestade, vem a bonança".
Mas que é complicado, é.

Ficou um aconchego total.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Caixinha de lembranças






Naquela época, eu até sabia do prestígio do chocolate belga. Mas, como a importação desse tipo de produto pouco existia, por aqui, eu não conhecia qualquer marca dele em especial.  
De repente, tive a grande oportunidade de fazer uma viagem para a Europa e, me vi na bela Grande Praça de Bruxelas, que em um dos seus lados, tinha várias lojas de chocolates. 
E agora, qual provar?
Olhei e admirei várias vitrines, comparei a apresentação das “quase joias” e acabei escolhendo a loja que me pareceu mais atraente.
Estávamos em 1991. Parece incrível porém, naquele tempo, o Brasil não contava com cartão de crédito internacional. E também não existia a facilidade da internet, para que se pudesse antecipar o pagamento das despesas certas.
Numa viagem para o exterior, levava-se dinheiro vivo, calculado para cobrir todas as despesas de hotéis, restaurantes e passeios. Com isso, é evidente que não se podia ir saindo por aí e comprando chocolates de diversos tipos e lugares. Era preciso cautela.
Mas acho que acertei na escolha.
Provei o chocolate no local, e comprei duas pequenas caixas para trazer na volta da viagem, sendo uma para presente.
Com o tempo, fiquei sabendo que aquela marca de chocolates era famosa, e considerada uma das melhores da Bélgica.
Outro dia, arrumando alguns guardados, vi a caixinha de chocolate que me dera tanto prazer. Sim, ela mesma, que está comigo há pouco mais de 22 anos. Dentro dela, dois papéis de embalagem dos deliciosos chocolates.
Às vezes, guardo alguma lembrança de viagem, e essa caixinha de chocolates Godiva ocupou um lugar importante na memória daquela época.
Talvez porque tenha ficado associada a um encontro feliz, que aconteceu lá em Bruxelas.
Meu filho, Gustavo, estava completando quase um ano de moradia na Europa. Não havia skype, ou qualquer tipo de comunicação com imagem. Telefonema internacional era complicado, caro e pouco usado. Restavam as cartas, boas porém demoradas.
E no dia em que chegamos em Bruxelas, o Gustavo estava nos esperando no hotel, com um lindo buquê de tulipas.
Saudades, emoção, alegria.
E tudo isso vem à lembrança, quando vejo minha caixinha dourada de chocolates Godiva.

Em Bruxelas, depois de um ano de distância.

Na linda Grand-Place de Bruxelas.