terça-feira, 25 de março de 2014

Nova aventura





Coloquei a “Helo Tur” em funcionamento e, nos últimos dias, passei debruçada em pesquisas a respeito de um novo destino turístico.
Não fica tão distante, mas também não é tão perto, a ponto de afastar algumas preocupações, como a do uso de meias elásticas durante a viagem de avião. Já está  mais do que provado o perigo de se ficar quase que imóvel durante as horas da viagem. Sendo assim, os cuidados que a idade pede, não podem ser esquecidos.
É preciso manter o entusiasmo e o interesse por viagens, passeios e novas descobertas. Mas também é preciso ter em mente que não se deve correr riscos.
E foi por isso que, quando estivemos na Turquia, não nos interessamos pelo passeio de balão. Deve ser lindíssimo, mas a idade realmente é uma barreira.
Isso é ruim?
Não, claro que não.
Na ocasião, pudemos ver e visitar muitos lugares também lindíssimos. Tudo sem estresse.
Não há dúvida que existem coisas que têm limite para ser feitas. Ou se faz mais cedo, ou não se faz.
E é por isso que, dessa vez, embora próximos, não vamos visitar lugares considerados muito interessantes. 
Falo do Peru, nosso destino de viagem, a partir de amanhã.
Machu Pichu e Cusco, lugares que recebem muitos elogios, continuarão a ser conhecidos somente por filmes e fotos. Altitudes exageradas não são convenientes.
Mas vamos com muito gosto a Lima, capital do país, cidade cheia de atrativos.
Fiquei encantada ao pesquisar sobre seus museus e sítios arqueológicos. Seus jardins, flores, centro histórico, sabores, artesanato rico e colorido.
E assim lá vamos nós, mais uma vez com uma boa dose de ousadia, pois viajando sozinhos. Porém, contando com toda a experiência que essa “terceira idade” nos dá.


(Foto daqui). 


domingo, 23 de março de 2014

Amor virtual?






É um filme impactante. Tem muito do presente, mas avança pelo futuro. E preocupa.
Será que, cada vez mais, as relações pessoais serão substituídas pelas virtuais?
Falo do filme Ela, que assisti ontem.
Gostei muito, mas fiquei meio aflita e talvez um pouco temerosa. 
Será que os planos vão ficar tão misturados que a noção que hoje temos de “pés no chão” vai desaparecer?
Será que conseguiremos perceber os limites entre o real e o virtual?
O filme gira em torno do relacionamento amoroso entre Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional do seu computador, dotado de inteligência artificial. A voz do sistema é feminina, suave, sensual (Scarlet Johansson) e adota o nome de Samantha.
O interessante é que o filme moderno, impressionantemente tecnológico, apresenta também alguns fatos tradicionais, e cultivados em tempos antigos.
A partir do próprio personagem, o ótimo Joaquin Phoenix, que se veste com ar “retrô”. Achei interessantes suas calças com cintura bem alta, e camisas sempre para dentro.
Mas o dado mais tradicional do filme é o da escrita de cartas, embora isso ocorra tecnologicamente, sem uso das mãos para a escrita. Nem mesmo do teclado do computador. Tudo é feito pelo comando da voz. Contudo, as cartas são cheias de romance, de afeto, de proximidade.
Todas com emoções pessoais, apesar de encomendadas. E impressas em tipos manuscritos.
Enfim, o filme, a par de toda tecnologia, mostra que o importante é o romance a dois, é o encontro de humanos, é a afeição estável, impossível de ser encontrada num sistema de comunicação eletrônica de massa. 


terça-feira, 11 de março de 2014

Mas tudo passa, tudo passará...





9h30min de um dia luminoso.
Depois de alguma resistência, resolvi sair para um pouco de exercício.
Caminhando na praia, cruzei com uma pessoa com quem costumava cruzar em outra situação, e em outros tempos. 
Naquela ocasião eu estava debruçada sobre questões diversas, em busca da decisão adequada, da melhor decisão.
E a pessoa, com quem cruzei hoje, estava apresentando seus melhores argumentos, deduzindo suas razões, sobre as questões que me ocupavam.
Dia após dia, essa era nossa principal ocupação.
Sim. Outros tempos. Outra situação.
Hoje, envolvidos pelos raios do sol, em um dia lindo, cruzamos caminhando na beira do mar.
E tudo, no meio da manhã!




quinta-feira, 6 de março de 2014

Amor em quadrados





Amor num olhar, num gesto, num carinho, numa palavra ...

E, há vários meses, o amor está em quadrados.
Quadrados coloridos, feitos por diversas mãos e que, depois de unidos, formam mantas para velhinhos e crianças, que precisam tanto delas, as mantas, como dele, o amor.
E o grupo de amigas, que crochetam ou tricotam, vão espalhando esse amor em quadrados, mas também recebendo-o em sorrisos, em convivência, em união.
O grupo "Quadradinhos de amor" teve início em meados do último ano, depois de uma conversa entre duas amigas.
Daí, bastou que cada uma começasse a convocar suas amigas para, em pouco tempo, o grupo entrar em ação.
Algumas nem mesmo sabiam fazer crochê, ou tricô, mas se dispuseram a aprender.
E os quadradinhos foram surgindo, em quantidade. Foram emendados, e as primeiras mantas puderam ser usadas ainda no frio de 2014.
Me integrei ao grupo em novembro último, crochetei durante o calorzão do início do ano, e logo terminei minha primeira manta.
Fiquei feliz.
Ainda não sei para onde ela irá. Nem tampouco para qual “senhorinha” ela será encaminhada.
Mas quero, muito, que ao recebê-la ela possa perceber o amor que está nos quadrados. Que entenda que a manta foi feita para ela.

E que, ao usá-la, se sinta não só aquecida, como acarinhada.