quarta-feira, 23 de abril de 2014

E agora, Sr. Doutor?





"É como suspeitei. Realmente, você não vai poder disputar a Copa do Mundo".
Foram essas as palavras do meu irmão Osvaldo, ao receber o resultado de uma ressonância magnética a que eu me submetera.
- Você teve rompimento dos ligamentos cruzados anteriores do joelho. Não vai dar para jogar.
E tudo porque, num movimento mal executado, eu torci o tornozelo e o joelho direitos. Cada um tomou uma direção, e eu tive uma queda leve.
Isso aconteceu durante o vôo de Lima para São Paulo, no último dia 2 de abril. Precisei descer do avião numa cadeira de rodas, porque teria dificuldades para andar todo o imenso trajeto do aeroporto.
Fui a um hospital com Pronto Atendimento e, depois de radiografias, saí com a recomendação de tomar um anti-inflamatório, fazer sessões de fisioterapia e, se entendesse necessário, procurar um ortopedista para fazer uma ressonância magnética. A radiografia servira somente para a pesquisa de eventual fratura, mas a ressonância é que serviria para esclarecer a questão dos ligamentos.
Achei um pouco estranha essa questão de "se entendesse necessário" procurar outro médico para, então, fazer uma ressonância. Eu teria condições de avaliar a necessidade? Se era importante, por que já não requisitar o exame?
Bom, deixa prá lá.
Comecei o tratamento, dentro de casa, com fisioterapia e muito gelo.
E fiz a ressonância com o pedido de outro médico.
No resultado, rompimento dos ligamentos, com leve suspeita de uma pequena fratura.
Novo exame: tomografia.
Fui, então, aconselhada, enquanto aguardava o resultado da topografia, a agendar um especialista em joelho, para ser atendida já com os resultados dos exames. Recebi uma recomendação de nome de um ortopedista e liguei de imediato, no dia 17 de abril, antes dos feriados da semana santa.
A recepcionista ouviu minha história, meu pedido de atendimento com urgência, e me disse:  Posso agendar para o dia 3 de julho.
- Como? 3 de julho?
- Sim, senhora.
- Mas trata-se de uma emergência.
- Só temos horário para julho.
 - Mas a agenda médica não tem flexibilidade para um encaixe?
- Não, senhora.
- Nunca aconteceu um caso como esse meu? Como foi resolvido?
- O que eu posso fazer é escrever um recado para o doutor, pedindo autorização para um encaixe. Mas só poderei fazer isso na próxima semana, depois dos feriados.
- Está bem. Então, por favor, a senhora escreve no bilhete que sou idosa, estou com diagnóstico de rompimento de ligamentos, estou com os exames em mão, e que peço um encaixe urgente.
Ontem, dia 22, ela me ligou.
- Dona Heloísa? O doutor autorizou seu encaixe.
Fiquei contente.
- Que bom.
- Estou marcando a senhora para o dia 22 de maio.
- Como? 22 de maio?
- Sim.
- Por favor, diga para o doutor que eu agradeço a autorização, mas que ele pode retirá-la.  Pois esperar mais um mês nessa situação não vai resolver meu problema.
Há algum tempo eu escutava que a medicina era um sacerdócio.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Fruta na fila




É um perigo ficar muito tempo em casa, com fruta pedindo para ser aproveitada.
Fruta, não. Frutas.
Acabo indo para a cozinha e, depois, consumindo doces que não estavam programados.
Mas que é uma delícia, é.
Ganhei caquis e bananas, que amadureceram rapidamente. Perdê-las?
Não.
Pensei rapidinho e decidi : bolo de banana com aveia e açúcar mascavo.
E os caquis? 
Musse.
Mas logo pensei : estou sozinha e a musse vai acabar ficando ressecada, a não ser que eu coma muito.
Ainda se fosse fim de semana ... Seria uma ótima sobremesa para o almoço de domingo.
Resolvi : vai sair um sorvete. Tomo um pouco, e o restante fica no freezer aguardando outras bocas.
E foi o que fiz.
Muito simples, aqui ficando o registro:

Sorvete de caqui
6 a 8 caquis
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de leite de vaca
caldo de meio limão (aproximadamente 1 colher de sopa).

Bater tudo muito bem no liquidificador.
Levar ao freezer.
Mais ou menos 4 horas depois, bater a massa (misturar bem, com uma colher).

Tinha a intenção de bater novamente, duas ou três horas depois. Mas não bati.

Depois de pronto é só aproveitá-lo, tirando o pote um pouco antes do freezer.
Enfeitei a taça com pedacinhos de caqui, e saboreei sozinha.
Mas pensando em outras pessoas, que poderiam estar comigo aproveitando dessa delícia.


sábado, 5 de abril de 2014

Curiosidades em Lima - Peru



Chegamos há pouco de uma semana muito gostosa em Lima, cidade que não conhecíamos, e que, a par das suas belezas, tem curiosidades muitas curiosidades.
Em Lima não chove. Isso é o que nos dizem os que vivem lá, e os que já viveram. Achei isso muito curioso pois, mesmo sem chuva, há verde e flores por todos os lados.




Questionei o fato com um motorista e ele me disse que as regas das plantas e parques são diárias, por meio de caminhões que rodam pela cidade durante a madrugada. Não pude conferir a informação. Mas fiquei imaginando a dificuldade desse tipo de rega, por toda a cidade.
No hotel me disseram que a umidade relativa do ar, que pode chegar a 90 ou 95%, garante a hidratação das plantas. E que, no inverno, há dias em que ocorrem garoas, que os peruanos chamam de garuas. Mas que chuva, mesmo, não acontece.
Muito curioso.
Quem nasce por lá, e por lá fica durante toda sua vida, com certeza não consegue imaginar como é uma chuva ao vivo. E as crianças não têm a chance das tão gostosas brincadeiras na chuva. Pitoresco, não?
Outra curiosidade que achei fantástica é a da limpeza das ruas. Essa deveria ser a regra em todas as cidades, mas sabemos que não é.
Pois bem, em Lima a limpeza é total.


E dependendo do tipo de calçamento da praça, ou da rua, a limpeza é tão perfeita que se tem a impressão de que o calçamento foi encerado. Foi o que imaginei ao ver uma praça em Barranco, que tem de um lado a Igreja, e do outro a Biblioteca, e ao caminhar pelo Parque dos Olivais, em San Isidro.



Outra coisa muito pitoresca é a da quantidade de espécies de batata. Alguns dizem, talvez com certo exagero, que existem mais de 2000 espécies. Num programa de televisão, escutei referência a pouco mais de 200. E numa pesquisa rápida pela internet, encontrei outros números diferentes.







Enfim, as batatas são muitas, e muito usadas, principalmente amassadas como purê, e fazendo parte de pratos deliciosos que oportunamente comentarei.
Também achei muito pitorescos alguns dos ônibus com linhas regulares pela cidade. De cores diferentes, e de tamanho pequeno, lembrando ônibus escolares.


Se pensar um pouco mais, talvez lembre de outras curiosidades, mas essas foram as que mais me chamaram a atenção.
Logo, logo, mais escritos sobre Lima.