domingo, 31 de agosto de 2014

Estação de águas




Quando criança, eu ouvia falar das "Estações de Águas", como lugares muito procurados por pessoas mais velhas. Lembro que minha vó Olga, de vez em quando, tinha uma temporada de águas acompanhada por seu irmão Augusto e sua cunhada Lilica. O lugar preferido parece que era Águas de Lindoia. Lugar tranquilo, boas fontes de água mineral, balneário com ótimas instalações.
E as águas traziam bons resultados para os achaques que chegavam com a idade.
Em minhas andanças de lazer, já conheci algumas Estações de Água, mas nunca as procurei com o intuito de aproveitar as "milagrosas" águas. Sempre foi para conhecer o lugar, que normalmente é agradável e tem bons hotéis.
Quando se viaja com crianças, uma cidade dessas é uma boa alternativa.
A primeira em que me hospedei foi Águas de São Pedro, com meu filhos ainda pequenos. Não lembro de ter ido atrás de água da fonte, nem de ter usado o balneário, para qualquer procedimento.
Corrijo. A primeira que conheci foi Poços de Caldas, com suas famosas águas sulfurosas. Eu era bem jovem e fui para lá, não por conta dos seus benefícios, mas pela fama do seu carnaval.
E, depois, vieram outras. Águas de Lindoia, Caxambu, São Lourenço, Águas da Prata ...
Tomava um copinho ou outro da água, e pronto.
Mas, agora, parece que chegou minha hora de participar de uma verdadeira Estação de Águas, e confiante de sair daqui mais saudável do que cheguei.
Em dois dias, já tomei bastante água e iniciei o ritual dos banhos.
E tudo isso em Termas de Ibirá, no Estado de São Paulo, que até pouco tempo eu desconhecia por completo.
A qualidade de suas águas parece ser fantástica. Elas contêm o mineral vanádio e, no mundo inteiro, há pouquíssimas fontes dessa água.


Fotos tiradas no Balneário Municipal. Consta que os indígenas da região curavam seus males com as águas vanádicas.

Como estávamos querendo fazer uma viagem pequena, para um lugar que não fosse muito distante, ao ouvirmos as "maravilhas" da água de Termas de Ibirá, resolvemos conferir.
A cidade é bem pequena, simpática, mas muito quente. Tranquila. tranquila.
O roteiro é simples: alguns poucos passeios, muitos copos d'água, banhos de imersão, de hidromassagem, e alongamentos.
Trouxe um livro grande e, para combinar com o "espírito" das estações de água, trouxe meu crochê.

Acredito que, com as inúmeras indicações terapêuticas das águas vanádicas, e levando os procedimentos a sério, alguns dos meus pequenos "achaques" hão de obter melhoria.
E eu, com o Berto, estaremos passando uns dias prá lá de calmos.
Afinal, chegou minha hora de aproveitar as "Estações de Águas".
Contudo, isso não quer dizer que deixarei de lado as outras viagens, movimentadas, ou não, por esse mundo afora.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Branco que te quero branco



Enfim, depois de muito pensar sobre cabelos brancos, e de escrever alguns textos sobre o tema, estou em feliz convivência com eles.
Como escrevi aqui em dezembro de 2013, havia resolvido dar uma trégua no combate aos fios brancos, para deixá-los brotar livremente.
Embora, até então, só retocasse a tintura de mês em mês, e fizesse “luzes” (ou reflexos) semestralmente, estava cansada dessa quase que obrigação.
Passei, então, a desenvolver uma curiosidade enorme de saber como estaria meu cabelo natural.
Seriam muitos os fios brancos?
E, também, passei a ter a vontade de acompanhar, dia a dia, o envelhecimento dos fios. Não queria ser surpreendida por uma cabecinha totalmente branca, caso continuasse a usar tintura, deixando para abandoná-la quando muito mais velha. Queria ver os fios brancos aumentando aos poucos.
Assim, a partir de outubro de 2013, renunciei, totalmente, à tintura dos meus cabelos.
Aos poucos, os fios brancos foram aparecendo, e sendo saudados com prazer. Estava me sentindo tão bem, que nem os enxergava como brancos mas, sim, como prateados.
Passados 9 meses, e depois de alguns cortes, consegui, há alguns dias, remover todo o cabelo destoante, e que ainda conservava um resto de tinta.
Viva!
Estou com meu cabelo totalmente natural.
E tive a surpresa de verificar que ainda tenho muitos fios escuros, principalmente na parte de trás da cabeça. Todos no tom original do meu de cabelo, um tom castanho acinzentado que não se encontra nos catálogos de cores das tinturas. Tom, esse, que combinou muito bem com os fios brancos que passaram a contornar, em total liberdade, meu rosto dessa fase da vida. 

                                                   19/10/2013 - última tintura 

Final de dezembro de 2013

28 de fevereiro de 2014

Primeiro de abril de 2014

3 de maio de 2014

24 de maio de 2014
  
                                                                7 de junho de 2014

                                                                27 de junho de 2014

                                                                  18 de julho de 2014


23 de julho de 2014