domingo, 6 de dezembro de 2015

Viver e morrer


Em abril de 2013, assisti o musical Alô Dolly, em São Paulo, e fiquei encantada com a atuação da protagonista Marília Pêra. 
Durante duas horas ela dançou, cantou, interpretou e seduziu o público.
Na ocasião, ela estava com pouco mais de 70 anos e, inspirada nela, escrevi um pequeno texto sobre “Envelhecer bem”.
Sim, ela estava em pleno vigor de vida. Ágil, com postura perfeita, fazendo aquilo que amava.
Passados pouco mais de dois anos e meio, chega-nos a notícia da morte da atriz.
Ela que estava tão bem, e a quem a palavra velhice parecia tão inadequada, encerrou sua trajetória entre nós. Abatida por doença grave.
Será que quando a assisti, o processo da doença já estava em andamento?
É possível. Mas lá estava ela no palco, vivendo e brilhando.
A suposição é que, enquanto conseguiu, manteve seu trabalho. O mesmo trabalho que, feito com amor, fez com que envelhecesse bem.
Porém, para todos existe um ponto final. Aquele que nasce, morre.
Nada, contudo, afasta a importância da busca por um envelhecimento bom. 
Viver próximo de quem se ama, fazer o que se gosta, procurar a alegria, a paz, manter bons pensamentos, exercitar-se. E, para quem gosta, ler bons livros e escutar muita música.
Isso, somado a uma boa genética, parece garantir um bom envelhecimento. 
Bom envelhecimento, mas nunca uma vida sem fim.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

E o tempo passou!



Desde agosto que não escrevo por aqui.
Nem sei bem o motivo.
Até que, hoje, me dei conta que o tempo passou.
Não pelo fato de já ser dezembro, mas por perceber, mais uma vez, que minha netinha está quase me alcançando em tamanho.
Sem dúvida que esse dia iria chegar. Mas chegou muito rápido. A lindinha tem só 9 anos!
Criei esse blog em junho de 2008, motivada pela minha então recente vida de avó.
Minha menininha estava com 1 ano e 11 meses. Desde a época fui registrando com muito amor e carinho todo seu desenvolvimento,  intercalando suas histórias com outros acontecimentos e vivências.
A primeira foto, que aqui coloquei, foi essa:

E depois dessa, foram muitas outras. Sempre com o intuito de registrar fases e marcar épocas.
De repente, os registros foram falhando.
Mas, hoje, achei demais. Vendo umas fotos feitas no último domingo, 29/11, com minha menininha quase da minha altura, assustei.
Então decidi: não vou deixar passar. Vou reabrir meu blog.
E se deixar passar muito, a próxima foto estará demonstrando que sou a baixinha da família. 
E olha que não sou baixa. Na mocidade, minha altura era quase 1,69m. Estatura considerada alta, para aqueles tempos.
Agora, com certeza, já não tenho tudo isso. Devo ter perdido uns dois centímetros, por conta de uma fase chamada de envelhecimento.
Em compensação, minha netinha, com 9 anos e 4 meses, por conta de uma fase chamada de puberdade, está quase ombro a ombro comigo.
Maravilha!
Era adorável ver a Isadora pequeninha, lindinha, amorosa e sempre muito esperta.
Contudo, está sendo incrível ter a oportunidade de vê-la crescer assim.
Lindinha, amorosa e sempre muito esperta.
Mas que dá uma peninha que isso aconteça tão rápido, isso dá.