sábado, 31 de dezembro de 2016

Sonhos para o novo ano


Quero continuar a envelhecer bem. Se possível, somente com os desgastes naturais do passar do tempo.
Quero receber muito amor e carinho. Ser olhada com compreensão e afeto.
Quero conviver com pessoas leves, alegres, de bem com a vida.
Quero ter muitos motivos para me sentir feliz.
Quero ter muitas ocasiões para dar risadas.
Quero ter boas oportunidades de passeios e viagens.
Quero ter sonos tranquilos, pernas boas para caminhadas, ouvidos bons para bons sons, visão boa para todo tipo de beleza.
Quero ter mãos e dedos bons, para dedilhar as teclas do meu piano, e fazer os pontos do meu crochê.
Quero ter boas conexões e entendimento, para continuar com meus escritos e leituras.
Quero manter meu encantamento e entusiasmo pela vida.
Quero viver muito bem em família.
Quero sentir tudo de bom que a vida pode dar.
E, em troca, quero dar o meu melhor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Ano difícil


Meu blog tem 8 anos e meio e, durante todo este tempo, escrevi bastante. Principalmente nos seus primeiros anos.
Logo no seu início, os temas giravam mais sobre crianças, relacionamentos de mães com filhos e atuação das avós. Eu era vovó recente, e havia criado o blog entusiasmada pelo meu novo estado. Seu nome era Blog da vovó.
Contudo, em pouco tempo, temas diversos foram pululando no meu pensamento e entendi que precisava alterar o nome do blog. Para, inclusive, facilitar o entendimento do seu conteúdo, que não seria somente o de “conversas de vovó”. 
Alterar o nome, mas sem grandes mudanças, porque já era conhecido.
Foi assim, que a partir de dezembro de 2008, ele passou a se chamar Blog da vovó … mas não só.
Os anos seguintes renderam bastante. Histórias da netinha, da família, viagens, culinária, trabalhos manuais, livros, filmes, reflexões de diversas ordens.
Depois, a produção foi espaçando, rareando, até que, neste ano de 2016, quase se encerrou.
Até agora, mês de dezembro, foram somente três publicações, quatro com esta.
Nessa altura, para mantê-lo com alguma atualização, só fazendo uma retrospectiva ainda que bem resumida.
Na vida pessoal, e familiar, bons resultados, muitas alegrias, satisfatório enfrentamento de dificuldades, muito empenho para entender as diferenças, e boa saúde para a caminhada.
Na vida em sociedade, muito estresse, muita preocupação, desencanto e distanciamento. Tudo por conta da situação política do país.
2016 foi um ano difícil. O pior, é que começou antes, e dificilmente terminará no dia 31 de dezembro.
E tudo teve início quando, por falta de aceitação do resultado da eleição presidencial, o país foi jogado no caos.
Difícil entender como isso pode ter acontecido. É evidente que, em todo processo eleitoral, sempre há os vencedores e os perdedores. Encerrado o processo, os perdedores sofrem com a derrota, mas a vida continua. Quem sabe possam ser vencedores em outra ocasião. 
Os que disputaram a eleição, os que torceram por uns e por outros, os indiferentes, enfim, a sociedade, logo se aprumam e retomam o caminho.
Desta vez, contudo, parece que a vida não continuou. Rompeu-se. Ficou em cacos. 
Difícil retomá-la. As pessoas passaram a se estranhar, nas escolas, nos ambientes de trabalho, nas famílias. 
E não há como viver em sociedade sem ser afetado pelo que nela ocorre.
Assim, rodeada pelo clima de intolerância, de violência, de desrespeito, vivendo inúmeras decepções, e estupefata diante dos rumos do país, senti-me tolhida na escrita. Ideias, existiam. Mas o desânimo, decorrente de um grande sentimento de impotência, me desmotivou. 
A impressão que tive, no decorrer deste ano, é que só os temas desagradáveis fluiriam. E melhor era não lhes dar espaço.
Daí, a produção mínima. Ano difícil.