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Quem me lê?

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Quem escreve, e publica, pretende que seus escritos sejam lidos. Porém, como conseguir leitores? Algumas divulgações entre pessoas próximas, têm certo resultado. Mas é um grupo pequeno e, quando se acompanha o número visualizações de determinados posts, o que se vê é que se tem um número bem maior de possíveis leitores. Há algum tempo, a plataforma do blog abria um espaço para inscrições de seguidores, com seus nomes e fotos. Nessa época, apareciam mais de trezentos seguidores do meu blog.  Que alegria. Como me encontraram? Será que todos ainda me seguem?
Desconfio que não, pois as redes sociais absorveram grande parte daqueles que se interessavam por blogs.
Uma coisa é certa. Depois que se publica um texto, ele pode chegar a lugares inimagináveis, e atingir pessoas de diversas formações e idades. Curiosa para saber qual o caminho percorrido pelos leitores até me descobrirem, fui pesquisar as estatísticas do blog. No setor "origens de tráfego” tomei ciência de que, nos últimos tempos, mui…

Pode falar?

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Em tempos em que a comunicação à distância é extremamente avançada, contraditoriamente ela se realiza, muitas vezes, com cuidados excessivos para evitar desconfortos. Há muitos anos, ligações telefônicas entre cidades  levavam horas para se completar. Havia a intermediação de uma telefonista que, ao receber o pedido de uma ligação interurbana, avisava o número de horas de espera pela ligação.  Com o progresso da tecnologia, vieram as ligações diretas. Já se conseguia, embora com custo alto, chamar-se instantaneamente alguém em outra cidade ou país, unicamente com o uso do teclado. Era uma alegria completar uma ligação, sem qualquer dificuldade, e poder ouvir a voz de alguém que estava distante. Com a internet, a evolução atingiu algo até então inimaginável. Ligações sem custo, conversas instantâneas com pessoas em qualquer distância, podendo-se não só ouvir a voz, como ver-se a imagem. Alegria dobrada. Mas, no dia a dia, sinto que a comunicação perdeu muito daquela sensação de proximidade …

Surpresa embaraçosa

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Pelo interfone da entrada do prédio, me identifiquei ao porteiro, informando que iria ao apartamento da Dona Lourdinha. Prontamente ele liberou o portão, e eu e minha irmã Lourdes entramos no prédio. O funcionário nos esperava, avisando que podíamos subir. Perguntei: nono andar, não? E ele: sétimo andar. Comentei com minha irmã que sempre tinha um pouco de dúvida em relação ao andar. Subimos, as portas do apartamento já estavam abertas. Estranhei uma escultura logo na parede da entrada (decoração nova?), mas havia uma moça nos esperando e nos encaminhou para a sala. Ao entrar, não atinei para o local. Parece que havia me desligado de todo o entorno, enxergando somente um grupo de senhoras sentadas em sofás, num dos ambientes da ampla e linda sala. Comentei com minha irmã: Será que a Dinha ia receber algumas amigas e nada me disse, quando avisei que iria visitá-la? Bom, nessa altura, já havíamos dado alguns passos, e parado ao lado dos sofás. Olhei, e não reconheci ninguém. Meio atônita, disse:…

Tapa-buraco

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Os tempos estão tristes. Notícias desalentadoras, expectativas sombrias. Quero escrever, mas nem sempre surge uma ideia leve. De repente, parece surgir uma motivação. Faço uma receita nova de bolo, e logo penso: vou publicar. E não posso deixar de lembrar de fase relativamente recente do nosso país, em que muitos jornais publicavam diversas receitas de bolo em páginas destinadas a comentários sobre economia, política ou assuntos gerais. Às vezes, a receita entrava no meio de uma matéria, outras vezes ocupava um espaço reservado para texto menor, e era interrompida sem conclusão. Eram os tempos difíceis da ditadura, em que a censura cortava tudo aquilo que entendia que não deveria ser divulgado. E os jornais, preenchiam os espaços com receitas de bolo. Pois bem. Vou apelar para receitas de bolo. Sempre coloquei, nesse meu espaço, receitas que considero interessantes. Pães, bolos, sobremesas doces de família. 
Mas agora, elas vão assumir, de vez em quando, o papel de tapa-buraco. Quando a inspir…

Fazendo a festa

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Volta e meia minha netinha Isadora vem passar o fim de semana comigo. E, com ela, sempre estão presentes as ideias de comidas diferentes daquelas do dia-a-dia. Se eu perguntar qual será o cardápio, ela primeiro fala em comida japonesa. E foi o que aconteceu no último fim de semana. Mas, daí, eu dei um corte: não, chega de comida japonesa. Que tal um “fondue"? A sugestão foi aceita de pronto. Fomos atrás das nossas pouco usadas panelas de fondue e, em seguida, até o supermercado para a busca dos ingredientes. O jantar de sábado foi um sucesso.


Para facilitar, compramos para o fondue de queijo uma mistura pronta, de queijos suíços. Deu muito certo, e adorei o ritual do consumo ritmado dos pedacinhos de pão italiano, envoltos na massa quente de queijos. Para mim, já estava completo. Mas como estávamos com duas jovenzinhas, a Isa e sua amiga Elena, não poderia faltar o fondue de chocolate.



As duas participaram de toda a arrumação dos chocolates e das frutas, e ainda incluíram pedaços de marshm…

Melhor amiga

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13 de agosto. Essa data me remete ternamente para o passado, e lembro da minha melhor amiga dos primeiros anos do ginásio. Éramos duas meninas tímidas e magrinhas, que se conheceram aos 10 anos, tiveram convivência diária no colégio, durante três anos, e depois se separaram por circunstâncias da vida. Karen, minha melhor amiga desses anos longínquos, ficou marcada na minha memória, e é lembrada todos os anos, no dia do seu aniversário. Eu morava em São Paulo, na Rua Eça de Queirós, e a Karen residia na Rua Joaquim Távora, na Vila Mariana. Nossa casas eram separadas por algumas quadras, e estudávamos no Colégio Bandeirantes, também na Vila Mariana, a poucos metros de distância da minha casa. Nos meus dois primeiros anos de São Paulo, estudei no Colégio Madre Cabrini, no semi-internato. Passava o dia inteiro na escola. Quando terminei o curso primário e sem idade para ir para o ginásio, precisei fazer um ano do curso de admissão ao ginásio, já no Bandeirantes. E foi lá que encontrei a Karen. N…

Beleza com Tarsila

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A exposição de Tarsila do Amaral no Museu de Arte de São Paulo (MASP), encerrada em 28/07/2019, recebeu, durante três meses, mais de 402 mil visitantes. Afortunadamente, eu estava nesse número. O que posso dizer, é que a exposição foimaravilhosa. Tarsila, figura central da primeira fase do modernismo brasileiro, deixou uma obra expressiva, que pode ser classificada em três fases: Fase Pau Brasil, caracterizada pelo uso de cores fortes e temas nacionais; Fase Antropofágica, inspirada no surrealismo e cubismo, e Fase da Pintura Social, marcada pelos temas cotidianos e sociais do país. As filas para a entrada no museu estavam imensas, e nessa hora percebe-se como é importante a legislação que dá o direito preferencial aos idosos.  Dificilmente eu ousaria ficar horas na fila, para conseguir visitar a exposição. Não ousaria, porque minhas pernas não suportariam tal esforço. Como eu, com certeza muitos outros idosos, só se animam a sair de casa porque sabem que terão condições de participar de even…