terça-feira, 8 de abril de 2014

Fruta na fila




É um perigo ficar muito tempo em casa, com fruta pedindo para ser aproveitada.
Fruta, não. Frutas.
Acabo indo para a cozinha e, depois, consumindo doces que não estavam programados.
Mas que é uma delícia, é.
Ganhei caquis e bananas, que amadureceram rapidamente. Perdê-las?
Não.
Pensei rapidinho e decidi : bolo de banana com aveia e açúcar mascavo.
E os caquis? 
Musse.
Mas logo pensei : estou sozinha e a musse vai acabar ficando ressecada, a não ser que eu coma muito.
Ainda se fosse fim de semana ... Seria uma ótima sobremesa para o almoço de domingo.
Resolvi : vai sair um sorvete. Tomo um pouco, e o restante fica no freezer aguardando outras bocas.
E foi o que fiz.
Muito simples, aqui ficando o registro:

Sorvete de caqui
6 a 8 caquis
1 lata de leite condensado
1 lata de creme de leite
1 lata de leite de vaca
caldo de meio limão (aproximadamente 1 colher de sopa).

Bater tudo muito bem no liquidificador.
Levar ao freezer.
Mais ou menos 4 horas depois, bater a massa (misturar bem, com uma colher).

Tinha a intenção de bater novamente, duas ou três horas depois. Mas não bati.

Depois de pronto é só aproveitá-lo, tirando o pote um pouco antes do freezer.
Enfeitei a taça com pedacinhos de caqui, e saboreei sozinha.
Mas pensando em outras pessoas, que poderiam estar comigo aproveitando dessa delícia.


sábado, 5 de abril de 2014

Curiosidades em Lima - Peru



Chegamos há pouco de uma semana muito gostosa em Lima, cidade que não conhecíamos, e que, a par das suas belezas, tem curiosidades muitas curiosidades.
Em Lima não chove. Isso é o que nos dizem os que vivem lá, e os que já viveram. Achei isso muito curioso pois, mesmo sem chuva, há verde e flores por todos os lados.




Questionei o fato com um motorista e ele me disse que as regas das plantas e parques são diárias, por meio de caminhões que rodam pela cidade durante a madrugada. Não pude conferir a informação. Mas fiquei imaginando a dificuldade desse tipo de rega, por toda a cidade.
No hotel me disseram que a umidade relativa do ar, que pode chegar a 90 ou 95%, garante a hidratação das plantas. E que, no inverno, há dias em que ocorrem garoas, que os peruanos chamam de garuas. Mas que chuva, mesmo, não acontece.
Muito curioso.
Quem nasce por lá, e por lá fica durante toda sua vida, com certeza não consegue imaginar como é uma chuva ao vivo. E as crianças não têm a chance das tão gostosas brincadeiras na chuva. Pitoresco, não?
Outra curiosidade que achei fantástica é a da limpeza das ruas. Essa deveria ser a regra em todas as cidades, mas sabemos que não é.
Pois bem, em Lima a limpeza é total.


E dependendo do tipo de calçamento da praça, ou da rua, a limpeza é tão perfeita que se tem a impressão de que o calçamento foi encerado. Foi o que imaginei ao ver uma praça em Barranco, que tem de um lado a Igreja, e do outro a Biblioteca, e ao caminhar pelo Parque dos Olivais, em San Isidro.



Outra coisa muito pitoresca é a da quantidade de espécies de batata. Alguns dizem, talvez com certo exagero, que existem mais de 2000 espécies. Num programa de televisão, escutei referência a pouco mais de 200. E numa pesquisa rápida pela internet, encontrei outros números diferentes.







Enfim, as batatas são muitas, e muito usadas, principalmente amassadas como purê, e fazendo parte de pratos deliciosos que oportunamente comentarei.
Também achei muito pitorescos alguns dos ônibus com linhas regulares pela cidade. De cores diferentes, e de tamanho pequeno, lembrando ônibus escolares.


Se pensar um pouco mais, talvez lembre de outras curiosidades, mas essas foram as que mais me chamaram a atenção.
Logo, logo, mais escritos sobre Lima.



terça-feira, 25 de março de 2014

Nova aventura





Coloquei a “Helo Tur” em funcionamento e, nos últimos dias, passei debruçada em pesquisas a respeito de um novo destino turístico.
Não fica tão distante, mas também não é tão perto, a ponto de afastar algumas preocupações, como a do uso de meias elásticas durante a viagem de avião. Já está  mais do que provado o perigo de se ficar quase que imóvel durante as horas da viagem. Sendo assim, os cuidados que a idade pede, não podem ser esquecidos.
É preciso manter o entusiasmo e o interesse por viagens, passeios e novas descobertas. Mas também é preciso ter em mente que não se deve correr riscos.
E foi por isso que, quando estivemos na Turquia, não nos interessamos pelo passeio de balão. Deve ser lindíssimo, mas a idade realmente é uma barreira.
Isso é ruim?
Não, claro que não.
Na ocasião, pudemos ver e visitar muitos lugares também lindíssimos. Tudo sem estresse.
Não há dúvida que existem coisas que têm limite para ser feitas. Ou se faz mais cedo, ou não se faz.
E é por isso que, dessa vez, embora próximos, não vamos visitar lugares considerados muito interessantes. 
Falo do Peru, nosso destino de viagem, a partir de amanhã.
Machu Pichu e Cusco, lugares que recebem muitos elogios, continuarão a ser conhecidos somente por filmes e fotos. Altitudes exageradas não são convenientes.
Mas vamos com muito gosto a Lima, capital do país, cidade cheia de atrativos.
Fiquei encantada ao pesquisar sobre seus museus e sítios arqueológicos. Seus jardins, flores, centro histórico, sabores, artesanato rico e colorido.
E assim lá vamos nós, mais uma vez com uma boa dose de ousadia, pois viajando sozinhos. Porém, contando com toda a experiência que essa “terceira idade” nos dá.


(Foto daqui). 


domingo, 23 de março de 2014

Amor virtual?






É um filme impactante. Tem muito do presente, mas avança pelo futuro. E preocupa.
Será que, cada vez mais, as relações pessoais serão substituídas pelas virtuais?
Falo do filme Ela, que assisti ontem.
Gostei muito, mas fiquei meio aflita e talvez um pouco temerosa. 
Será que os planos vão ficar tão misturados que a noção que hoje temos de “pés no chão” vai desaparecer?
Será que conseguiremos perceber os limites entre o real e o virtual?
O filme gira em torno do relacionamento amoroso entre Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional do seu computador, dotado de inteligência artificial. A voz do sistema é feminina, suave, sensual (Scarlet Johansson) e adota o nome de Samantha.
O interessante é que o filme moderno, impressionantemente tecnológico, apresenta também alguns fatos tradicionais, e cultivados em tempos antigos.
A partir do próprio personagem, o ótimo Joaquin Phoenix, que se veste com ar “retrô”. Achei interessantes suas calças com cintura bem alta, e camisas sempre para dentro.
Mas o dado mais tradicional do filme é o da escrita de cartas, embora isso ocorra tecnologicamente, sem uso das mãos para a escrita. Nem mesmo do teclado do computador. Tudo é feito pelo comando da voz. Contudo, as cartas são cheias de romance, de afeto, de proximidade.
Todas com emoções pessoais, apesar de encomendadas. E impressas em tipos manuscritos.
Enfim, o filme, a par de toda tecnologia, mostra que o importante é o romance a dois, é o encontro de humanos, é a afeição estável, impossível de ser encontrada num sistema de comunicação eletrônica de massa. 


terça-feira, 11 de março de 2014

Mas tudo passa, tudo passará...





9h30min de um dia luminoso.
Depois de alguma resistência, resolvi sair para um pouco de exercício.
Caminhando na praia, cruzei com uma pessoa com quem costumava cruzar em outra situação, e em outros tempos. 
Naquela ocasião eu estava debruçada sobre questões diversas, em busca da decisão adequada, da melhor decisão.
E a pessoa, com quem cruzei hoje, estava apresentando seus melhores argumentos, deduzindo suas razões, sobre as questões que me ocupavam.
Dia após dia, essa era nossa principal ocupação.
Sim. Outros tempos. Outra situação.
Hoje, envolvidos pelos raios do sol, em um dia lindo, cruzamos caminhando na beira do mar.
E tudo, no meio da manhã!




quinta-feira, 6 de março de 2014

Amor em quadrados





Amor num olhar, num gesto, num carinho, numa palavra ...

E, há vários meses, o amor está em quadrados.
Quadrados coloridos, feitos por diversas mãos e que, depois de unidos, formam mantas para velhinhos e crianças, que precisam tanto delas, as mantas, como dele, o amor.
E o grupo de amigas, que crochetam ou tricotam, vão espalhando esse amor em quadrados, mas também recebendo-o em sorrisos, em convivência, em união.
O grupo "Quadradinhos de amor" teve início em meados do último ano, depois de uma conversa entre duas amigas.
Daí, bastou que cada uma começasse a convocar suas amigas para, em pouco tempo, o grupo entrar em ação.
Algumas nem mesmo sabiam fazer crochê, ou tricô, mas se dispuseram a aprender.
E os quadradinhos foram surgindo, em quantidade. Foram emendados, e as primeiras mantas puderam ser usadas ainda no frio de 2014.
Me integrei ao grupo em novembro último, crochetei durante o calorzão do início do ano, e logo terminei minha primeira manta.
Fiquei feliz.
Ainda não sei para onde ela irá. Nem tampouco para qual “senhorinha” ela será encaminhada.
Mas quero, muito, que ao recebê-la ela possa perceber o amor que está nos quadrados. Que entenda que a manta foi feita para ela.

E que, ao usá-la, se sinta não só aquecida, como acarinhada.




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Criança preocupada?

Alerta: conversa de vovó. Para registro.



As crianças sempre nos surpreendem. Fazem e dizem coisas que achamos que estão fora do seu alcance.
Outra noite, recostadas na minha cama, eu e a Isadora conversávamos.
De repente, ela me disse:

- Sabe, vovó, às vezes eu fico tão preocupada com você.
- Por que, minha netinha?
- Ah, porque você fica muito sozinha. Passa os dias sem companhia, e quase não sai de casa.
- Não tem problema, minha linda. A vovó já está acostumada. E a vovó sempre arranja muita coisa para fazer e se distrair.
Na verdade, nunca imaginei que ela pudesse ter esse tipo de preocupação. Ou outra preocupação qualquer. 
Criança preocupada?
Não imaginava essa possibilidade.
É que, passando todas suas férias comigo, ela observou que grande parte dos dias da semana eu fico só.
E é isso mesmo.
Pois, embora acostumada, muitas vezes até eu acho que estou ficando muito tempo só.