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Palitos vilões?

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Serão vilões, os palitos de dentes? De um lado os cirurgiões-dentistas, dizendo que eles não servem para higiene bucal, e que podem causar danos às gengivas. De outro, a etiqueta social, afirmando em críticas ácidas que é deselegante usar palitos à mesa. Um e outro podem ter razão relativa.  Mas, como resolver um problema momentâneo, mais que um problema, uma aflição por ter ficado com uma partícula de alimento entre os dentes, durante um jantar muitas vezes cerimonioso? Dependendo do prato servido, não é difícil que um pedaço de carne, ou até um resquício de folha, fiquem presos entre os dentes. E parece que as folhas sempre escolhem se localizar nos dentes da frente. Além do desconforto, a preocupação.  E agora, posso sorrir? Penso que esse problema ocorre mais com aqueles entrados na velhice. Escrevo pensando neles, e em mim.
Os jovens, com certeza, não têm condições de avaliar, em sua inteireza, essa situação desagradável.  Com a idade, muitas são as alterações físicas, e entre elas o aumen…

Panquecas americanas

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Fico muito animada quando me deparo com uma receita sem glúten e que, de imediato, me parece saborosa. Logo penso: vou fazê-la na primeira oportunidade. A idade traz dessas coisas. Com o passar do tempo, vamos nos sensibilizando com algumas substâncias e tendo que evitá-las, ou até eliminá-las da alimentação. Hoje, faço o possível para evitar tanto o glúten, como a lactose. Deixo para consumir, sem deixar de lado o cuidado, só quando estou em algum lugar que não oferece outra opção.  E é por isso que vibro quando encontro alguma boa receita. Conheci há poucos dias um blog muito simpático, o Casal Mistério, com receitas e viagens. Dando uma "folheada" nele, vi uma foto apetitosa de panquecas americanas, sugeridas para o café da manhã. Era quase o final do dia e resolvi que não esperaria o café da manhã para prová-las. Elas teriam papel importante no lanche da tarde. E como tiveram. São deliciosas, e feitas em dois tempos. Talvez fiquem mais gostosas com maple syrup, mas o mel deu bem …

Bom combate ?

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Pesquisando, hoje, uma receita simples de camarão no forno, dei com o blog Casal Mistério, e com essa preciosidade que inicia o post da pretendida receita: “É Donald Trump a pegar na caneta para assinar mais um decreto xenófobo e eu a pegar no avental para fazer mais um jantar divinal. Descobri a única maneira pacífica de combater um presidente com o cabelo cor-de-laranja: fechar-me na cozinha e só sair lá de dentro em Janeiro de 2021. Assim, talvez tempo passe mais depressa”. Que ideia! Um pouco antes estava justamente pensando nisso. Como sobreviver a essa sucessão de disparates que estamos assistindo nesses últimos tempos, a essas manifestações absolutamente sem sentido, a essa falta total de preparo ou competência daqueles que estarão nos comandando nos próximos anos. Me esforço bastante. Procuro não acompanhar noticiário, fujo das matérias políticas.  Mas está difícil. Será que sigo a sugestão do “casal mistério” e faço plantão na cozinha até janeiro de 2023, experimentando receitas, f…

Na lama.

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Saí para um cruzeiro de 8 dias, e voltei hoje. Voltei com algumas fotos, com histórias, com novas experiências. E com os bons sentimentos de férias em família. Mas voltei, também, com um enorme aperto no coração.  Embora com comunicação difícil durante os dias no mar, praticamente sem internet, ficamos sabendo do acidente/crime ambiental em Brumadinho, Minas Gerais. E, desde então, a sensação de tristeza, de perplexidade, de revolta com o descaso que impera nas relações trabalhistas, com a banalização da vida humana, com a irresponsabilidade daqueles que ocupam posições proeminentes na segurança das pessoas. Normalmente, vários são os fatores presentes num acidente. Entre ele, o fator humano.  Difícil é supor que uma barragem rompa de um momento para outro, sem que tenha passado por algum processo de degradação. Faltou fiscalização? Muitas vezes, a manutenção de um serviço em alto grau de segurança, requer altos gastos. Num sistema de capitalismo selvagem, onde o lucro é buscado a qualquer …

Sonho

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Iniciado o noivado, a moça começava a se dedicar ao enxoval. Sim, porque, com o casamento iria surgir uma nova casa que precisava ser guarnecida. Às noivas, cabia a organização das roupas de cama, mesa e banho, além da preocupação com o enxoval pessoal. Aos noivos, a responsabilidade pelos móveis e pelos poucos eletrodomésticos da época. E com a moradia. Falo de tempos bem atrás. Em algumas famílias, a confecção do enxoval começava anos antes do noivado. Era importante, para evitar correrias, ou muitos gastos de uma só vez.  Isso porque havia um roteiro a ser seguido: a moça cresceria, iria noivar e casar, e dela se esperava não mais um dote, mas todas as roupas necessárias para a vida da família que ia se formar. E lá iam as moças casadoiras atrás de peças capazes de provocar admiração das amigas, e da família do noivo. Linho, cambraia, bordados, rendas, renascença, guipir, filó! Tudo era muito lindo.  As habilidosas também assumiam o bordado de toalhas de mesa, lençóis e monogramas em rou…

Allah la ô

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Já estou me sentindo um animal noturno, meio companheira dos morcegos ou das corujas. Com dias de calor intenso, com temperatura superior a 35º, mas com sensação de temperatura altíssima, chegando a mais de 45º, a prudência determina que eu fique em casa. O sol está se pondo próximo das 20:00h, e é então que eu saio atrás de ar livre e, como os morcegos, atrás de comida: compras de supermercado, só nesse horário. Durante o dia, tentativas de ficar em ambiente natural, sem ar condicionado, mas passado um tempo, eu me rendo e acabo buscando uma temperatura refrigerada. Para dormir, só com ar condicionado ligado durante toda a noite. Há quem adore ficar em ambiente refrigerado, mesmo durante 24 horas. Embora reconhecendo a enorme utilidade, mais que isso, a necessidade do condicionador de ar, depois de um tempo de uso, eu fico incomodada. Tenho, então, que me afastar um pouquinho. Abro as janelas ansiando por vento, tento ficar firme, mas acabo capitulando. Os tempos mudaram. Sim, os tempos mud…

Novo ano: luz e sombra.

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Iniciamos o ano de 2019 assistindo, na praia de Santos, uma linda queima de fogos.  Clima de alegria, ótimas companhias.

Terminados os 16 minutos dos fogos, e depois de um tempinho, voltei para casa pensando no significado dessa passagem de ano.  De um lado, o reconhecimento do benefício de estar viva, de estar comemorando mais uma entrada de ano, de estar acompanhada por pessoas queridas.  De outro, as apreensões. Como será esse ano, na esfera pessoal? E, sobretudo, como será esse ano na esfera social, na vida como cidadã brasileira? E veio um estremecimento.  Em poucas horas, uma nova política velha passaria a comandar nossas estruturas administrativas, passaria a regrar nossas vidas. Política velha com  roupagem de extremismo, mostrando, mesmo antes de começar a ser adotada, um desprezo total pelo humanismo, pelo social, pelo cultural. Os psicólogos e psicanalistas nos aconselham a manter pensamentos tranquilos, positivos, elevados. Tudo isso em benefício de uma boa saúde mental. Mas, temo…