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Natal

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Do Natal ingênuo, com a figura simpática, mas bem pouco vista do Papai Noel, ao Natal agitado, com a figura quase intimidante do Papai Noel. Na infância, a simplicidade. Uma lembrança, colocada sobre os sapatos ao lado da cama, indicava que o Papai Noel havia passado por ali. Um livro, um pequeno jogo, um tercinho com pedras bonitas. Uma simples lembrança trazia felicidade. E o Natal tinha a grande marca da religiosidade. O presépio na Igreja, o presépio montado com detalhes, e ocupando quase que uma sala inteira na casa de um tio. A Missa do Galo à meia noite. Depois, o Natal dos filhos, que também colocavam os sapatos ao lado da cama, esperando a passagem do velhinho do dia 24 a 25 de dezembro. E o bom Papai Noel escolhia os presentes, que poderiam ser cavalinhos, fogões com panelinhas, jogos, roupas, bonecas e até um balanço que, como não podendo ser colocado sobre os sapatos, ficava no quintal esperando que suas crianças acordassem.  O presépio montado em casa. E depois desse Papai Noel…

Desafio alucinante

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Quando preenchi meu perfil, ao criar esse blog há quase doze anos, me descrevi como uma pessoa que gosta de desafios. Realmente, a vida tem me mostrado que o desafio, no plano das atividades, me motiva, me fortalece, me empolga. Nos últimos dois meses, resolvi enfrentar um novo desafio, o de usar máquina de costura e aprender a confeccionar bolsas de tecido. Minha máquina estava guardada há quase seis anos, depois de um curto período de uso. Ganhei da filha e neta no Natal de 2013, enfrentei o desafio de fazer dois ou três vestidinhos para a Isadora e guardei-a. Pouco entendia de costura e não encontrei ninguém para me orientar. No atropelo do tempo, com os anos se acumulando, fui me distraindo com outros trabalhos manuais. O último foi o resgate do bordado, que havia aprendido nos tempos do colégio. Pesquisei um risco, comprei o material e, consultando a memória e aulas virtuais, terminei meu bordado.  Pronto o bordado, a dúvida. Como utilizá-lo? Numa almofada? Numa bolsa? Sim, numa bolsa. C…

Éramos nove

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Éramos nove, cinco homens e quatro mulheres. Entre o mais velho e o caçula, 18 anos de diferença. Anos que fizeram diferença só durante algum tempo. Logo, todos convivíamos na igualdade. A diferença da idade, sumiu. Carlos era o quinto, vindo logo depois de mim.  Levado, enquanto criança, e corajoso, agindo muitas vezes como um "galinho de briga". Inteligente, trabalhador, dedicado, generoso, rígido, teve grande sucesso profissional. Lembro que no Natal do seu primeiro emprego, chegou em casa como um verdadeiro Papai Noel. Ainda era solteiro, mas com muitos sobrinhos. Para a mãe, trouxe uma máquina de tricô Lanofix, verdadeira coqueluche da época. Para a criançada, diversos tipos de brinquedos. Brincalhão, irreverente, ótimo piadista, provocava muitas risadas na sua plateia familiar. De repente, um AVC, quase o derrubou. Estava se recuperando, e despertando esperanças. Mas veio outro AVC, logo seguido por uma tragédia aérea que lhe levou o filho do meio, o afável e carinhoso Cássio. C…

Novos ares em fim de semana

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Esse ano, que está quase no seu final, não me propiciou muitas oportunidades de viagens ou lazer. Exposições, limitadas quase que exclusivamente à  maravilhosa mostra das obras da Tarsila Amaral, no MASP. Poucas idas ao cinema. Nada de concertos, teatros, ou shows. Mas, de repente, antes do seu encerramento, eis que parece que os ares mudaram, e tive um agradável fim de semana em São Paulo, também com boas perspectivas para os próximos dias.  De sexta a domingo, o tempo foi suficiente para aquisições com vistas a um novo passatempo, almoço em restaurante peruano, teatro e, ainda, um Festival do Café. A sorte foi que, mesmo sem planejamento anterior, conseguimos participar de tudo, com facilidade. São Paulo oferece uma variedade enorme de programas, e é ótimo poder aproveitar as ocasiões. Foi o que fiz, aproveitando  para comprar material que me será muito útil em novos tipos de trabalho manual. Logo contarei sobre eles. O comércio, em São Paulo, é tentador.


Restaurantes, nem se fala. São inúm…

Horário de verão

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Em janeiro do corrente ano, tomou posse, no Brasil, o novo governo federal eleito para nos governar por quatro anos. Em linguagem popular, é um governo que chegou “botando pra quebrar”. Em pouco tempo, deu uma remexida em tudo que estava estabelecido há anos, até mesmo no campo das relações pessoais. Parece incrível, mas conseguiu criar um clima de discórdia, de intolerância, de ódio, mesmo, que alterou profundamente relações familiares e de amizade, que antes aconteciam sem grandes choques. Revogou direitos trabalhistas e previdenciários, cancelou o programa Mais Médicos, reduziu o índice de aumento do salário mínimo, introduziu critérios bizarros para a escolha de ministros, valorizou a mediocridade. E, no meio de toda a mixórdia, acabou com o horário de verão. Desde 1985 o horário de verão era adotado, em grande parte do nosso território, com o objetivo de reduzir o consumo de energia elétrica. Os relógios eram adiantados em uma hora, durante parte da primavera e do verão, época em que …

Imitando ciabatta

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Um pão francês bem feito, fresquinho e crocante, é quase que inigualável. Mas, por vários motivos, entre os quais a presença de glúten, ele nem sempre encontra lugar na mesa. A substituição, contudo, não é fácil. Só pesquisando bastante consegue-se uma boa receita para lanches e cafés da manhã. Meu último experimento na área dos pães sem glúten, foi usando farinha de grão de bico. O pão ficou bem saboroso e com boa consistência. Embora não muito bonito. Cortei em pedaços e deixei congelado, para poder consumir no dia a dia. Ao descongelar, levei ao forno, borrifando um pouquinho de água para lhe dar crocância. E assim, com farinhas diferentes, deixamos o trigo de lado e vamos encontrando novos pães. Pois ficar sem pão, é difícil.

Pão de grão-de-bico, sem glúten
1 xícara (chá) de farinha de grão de bico 1 1/2 xícaras (chá) de farinha de arroz 3/4 de xícara (chá) de polvilho doce 3 colheres (chá) de goma xantana 1/2 envelope de fermento biológico instantâneo (5 gramas) 3 colheres (sopa) rasas de açúc…

Difícil é improvisar.

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Há algum tempo, conseguia-se fazer programas com mais facilidade. No meu caso, não só porque a idade era menor, mas também porque era mais fácil conseguir-se lugares em espetáculos e até hotéis. Hoje, tudo tem que ser feito com muita antecedência.  Viagens, dependendo da época, precisam ser resolvidas pelo menos com três meses de antecedência. Caso contrário, passagens serão difíceis, ou muito mais caras, e hotéis preferidos poderão estar lotados. Espetáculos musicais, teatros, shows, também exigem planejamento. Ingressos devem ser comprados com antecedência. Às vezes, durante a semana, surge a vontade de fazer uma viagem de fim de semana, ou de ir a algum teatro ou show. Provavelmente, será difícil. Sem reservas, só por sorte. Parece que, com isso, a vida fica muito esquematizada. Ou se decide tudo com antecedência, assumindo compromissos que não se sabe se poderão ser cumpridos, ou se corre o risco de ficar de fora, na hora de se aproveitar o tempo. Isso porque a surpresa, o prazer de faz…