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Parada no tempo?

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Às vezes, a sensação é de que parei no tempo.Dentro de casa, caminhando no circuito das salas, quartos, cozinha, área de serviço. Mínimas saídas de poucos minutos, só ao ar livre.Cabelo crescendo, chegando a comprimento usado somente até o final da década de 70. Tudo isso? Acho que sim.Rotina completamente alterada.Atividades usuais, dependendo somente da minha vontade e empenho. Costurar? Sem professora. As aulas, que haviam se iniciado em outubro de 2019, foram interrompidas no período das festas do final de ano, e das férias. Retornaram no final de fevereiro e ficaram suspensas desde 13 de março. Voltaram há pouco, mas não para quem é do grupo de risco. Então? Estou fora.Exercícios físicos? A fisioterapia, com foco no alongamento, que acontecia duas vezes por semana, também está suspensa desde março. Agora, a atividade só é feita, sem supervisão, quando com algum esforço eu me proponho. E assim, confinada, o tempo passa. Parece que parei no tempo mas, na verdade, percebo que é só i…

Novo aprendizado

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Depois de meses de isolamento total, formamos uma pequena bolha de contatos pessoais com filha e neta. Mantendo todos os cuidados, passamos a receber visitas das duas.Até que, um dia, a Isa me perguntou se podia vir passar uns dias comigo. Achava que, aqui, ficaria mais focada nas suas aulas pela internet.Assim foi. E está sendo muito bom ter em casa mais vida, mais movimento, mais som, principalmente o das suas risadas quando joga on-line com seu amigo Théo.Mas, com toda essa energia boa, veio uma certa  desarrumação. Fiz algumas listinhas para ajudá-la na organização, fixando-as em lugares importantes.
Tem a listinha do quarto, do banheiro, do canto de estudos ...Quando a Isa chegou para sua temporada com a vovó, eu estava bordando um quadrinho da Frida. Ficou encantada, e aproveitei para perguntar se ela queria aprender a bordar. No mesmo dia começamos o aprendizado. Enfiar linha numa agulha, fazer nozinho para iniciar o trabalho, ponto alinhavo, ponto haste, ponto atrás, nó francê…

Bordando

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Se a costura criativa já me deixava fortemente envolvida, e com vontade de ficar só no lazer, a redescoberta do bordado serviu ainda mais para eu me distrair, e preencher bem o tempo dentro de casa. Quando aprendi os pontos básicos de bordado, há muito e muito tempo, os primeiros passos eram ensinados por mães, ou avós, e reforçados nas escolas. A disciplina Trabalhos Manuais, fazia parte do currículo das escolas, ao lado das outras matérias.Lembro que fazíamos o chamado Pano de Amostras, um retângulo de tecido branco, onde eram bordados os vários pontos em linhas paralelas. Nesse Pano de Amostras também aprendíamos a fazer casas para botões, bainhas e outros procedimentos práticos.Naquela época o bordado era muito usado em utilidades como toalhas de mesa, toalhinhas para bandejas, roupinhas para recém-nascidos e crianças, panos de prato. Os enxovais das noivas tinham muitas peças bordadas em ponto cheio, sombra, "richelieu", crivo e por aí vai.Com o tempo, tudo foi mudando. …

Conversa de vovó

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Logo cedo minha netinha Isadora, que gosta de ser chamada de Isa, me disse:- Vovó, ontem à noite li todos os posts que você escreveu sobre mim, desde 2008. Amei. Por que você não continuou com os "alertas de conversa da vovó"?Sim, escrevi muito sobre minha netinha que, aliás, foi quem me inspirou a criar esse blog. Falei sobre suas primeiras descobertas, primeiras palavras, ida para o colégio, aniversários, férias com a vovó. O início foi quando ela estava com 2 anos. Numa certa altura do blog eu passei a usar um alerta. Quando o tema dizia respeito a historinhas da Isa, eu colocava um alerta para avisar meus leitores de que aquele post era uma "conversa de vovó".12 anos se passaram, a menininha linda e companheira se tornou uma moça linda e amiga. As muitas horas passadas com a vovó em brincadeiras, foram sendo substituídas pela internet e jogos online, individuais e com amigos.
 O convívio intenso entre avó e neta, diante dos novos interesses, naturalmente se esga…

Rotina

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Um dia atrás do outro. Um dia igual ao outro. Sem sonhos, sem planos. Acordar, organizar os serviços da casa, comprar orgânicos pela internet, mantimentos por aplicativos, remédios pelo telefone. Higienizar os produtos que chegam. Cozinhar. Distrair com algum trabalho manual. Assistir algum filme ou série. Alternar momentos de serenidade, com momentos de angústia. E lá se vai o tempo. Em três dias serão 5 meses completos. Quando isso mudará?

Pisando no chão

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Foram dias maravilhosos. Depois de mais de 120 dias de confinamento absoluto em casa, senti, com muita força, que estava precisando de pisar no chão de verdade. Terra, grama, piso de concreto, piso rústico... O que eu queria, com certeza, era ficar algum tempo num plano térreo, sair do meu 18º andar, poder abrir a porta, sair e caminhar ao ar livre. E tive essa oportunidade graças à gentileza e carinho de uma amiga, que me cedeu sua casa-paraíso.





Pude trocar meu confinamento na minha cidade praiana, pelo confinamento no campo, no meio de muito verde, céu azul, sol muito quente, flores,  canto de passarinhos, tranquilidade.



A cada dia me sentia melhor, a ponto de quase esquecer a rotina desgastante e tensa, desses tempos tão difíceis.  Voltei com nova energia. Mas voltei, também, com a impressão de que, de tempos em tempos, precisarei dar uma escapada do meu posto nas alturas, com vistas lindas da praia, para um chão firme, com cheiro de terra e planta. E muita tranquilidade.



Cores na cozinha

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A beleza pode ser encontrada em quase todos os lugares. Assim como o prazer. Comecei o dia cuidando de duas hortaliças e, de repente, ao abrir a abóbora cabotiá, e descascar as batatas doces roxas, fiquei tocada pela beleza das cores. Além dos sabores, da memória afetiva de vários pratos, da satisfação de ver o resultado de novas receitas, dos aromas, a cozinha muitas vezes nos surpreende e nos mostra a beleza das cores e das formas.

Nesses dias difíceis, precisamos, cada vez mais, aproveitar todos os detalhes, todas as visões, todos os atos e sons que nos rodeiam e nos surpreendem agradavelmente. E assim, vamos procurando viver bem no nosso pequeno universo. 113 dias.
Nota - Esse quiabo diferente tem formas lindas. E é gostoso. A batata doce roxa é deliciosa. Fui descascando e provando.