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Dias de apreensão

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Maio chegou e passou, praticamente em torno de um único objetivo: a pesquisa sobre um problema de saúde, e a busca da solução. Foram diversas idas a médicos, a realização de exames variados, o estresse, o cansaço físico e a apreensão. Até que ontem, após o exame conclusivo, parece ter ficado afastada a hipótese que causava maior preocupação. Nesse período de praticamente um mês, com alguns dias difíceis, e rotina diferente, contei com o amparo afetuoso do marido e dos filhos. Até meu filho, que mora tão distante, do outro lado do mundo, esteve presente nesses dias e, particularmente, no dia de ontem, quando os três fizeram questão de me acompanhar para a realização do exame.  E, no final, aliviados, pudemos dar graças pelo término dessa primeira fase. Nesse meu espaço, já escrevi sobre muitos passeios, muitas viagens e celebrações felizes. Já escrevi, também, sobre alguns eventos tristes. Nem poderia ser diferente.  Há dias luminosos, e há dias sombrios. Dias de muita alegria, e dias de trist…

Dia das mães

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E o dia das mães chegou, passou, e eu nada falei sobre ele. De uma hora para outra, minha rotina mudou.
Tudo por causa de exames médicos de rotina, que acabaram evoluindo para outros fora da rotina. E, daí, é aquela correria, que desvia tempo de lazer para cumprir obrigações. E acaba faltando tempo para escrever, para ler. Mas, no meio de tudo, tempo para festejar o dia das mães. E para realizar um dos presentes do dia: ir ao show do Caetano Veloso e filhos. Casa de espetáculos lotada. Cenário simples. Som, sem banda. Voz. Quatro vozes: Caetano, Moreno, Zeca e Tom. Vozes diferentes, mas algumas com timbre muito semelhante. Dedos de diferentes mãos, dedilhando cordas de instrumentos diversos. Todos longos, semelhantes. Ou iguais? Portes parecidos. Altos. Magros. Família. E foi isso que o show passou. Uma reunião afetiva de família, de família extremamente musical. Foi um espetáculo lindo e muito lírico. E que, em momentos diversos, homenageou a mãe de cada um dos artistas, e encantou por completo as …

Sonhos envelhecem?

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Sonho: desejo, aspiração. Mas, também, fantasia, devaneio. Pode ser um faz-de-conta, mas pode ser uma vontade perseguida. Dizem que os sonhos envelhecem, e eu fiquei me perguntando como isso ocorre. Nascem, crescem e, por fim, vão enfraquecendo? Será que se pode dizer que o sonho envelhece quando fica antigo, e sem oportunidade para que se realize? Ou será que o sonho envelhece quando quem o tem é que fica velho, e deixa de persegui-lo? Na verdade, acredito que há sonhos de épocas,  que perdem o sentido com o passar do tempo. Mas há outros que atravessam a vida. Alguns se realizam, enquanto outros continuam somente ... sendo sonhados. Há pessoas sonhadoras, que não vivem sem devaneios. Muitas vezes até na ilusão. Porém, há os realistas, que afastam as fantasias exageradas, ou numerosas, embora mantenham uma ou outra quimera.  Para esses, com certeza, o sonho envelhece mais rápido.  Uma coisa é certa. Todos têm seus sonhos. E para que sejam realizados, é preciso empenho.
Nada acontece num passe de m…

Sofrimento globalizado

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Ontem senti uma tristeza enorme. Sofri bastante. Quando as notícias demoram a chegar, parece que as reações são menos intensas. Recebe-se o relato do acontecido, acompanhado de todas as suas consequências e eventuais prognósticos. O impacto do sofrimento fica amortecido. Mas em tempos em que estamos mergulhados num universo amplo, e em que as notícias repercutem instantaneamente, sofre-se mais. Sofre-se juntamente com aqueles que estão vivenciando o drama, sem poder avaliar os resultados. Sofre-se por problemas próximos, e sofre-se por fatos distantes.  Sofre-se pelo mundo. Ontem foi um dia em que muitos sofreram pelo mundo. Mesmo vivendo longe do fato, mesmo não tendo qualquer ligação religiosa, ou afetiva, com a Catedral de Nome Dame, acredito que um número grande de pessoas sentiu uma tristeza imensa ao vê-la ardendo pelo fogo. Ao mesmo tempo em que ela queimava, que os franceses, turistas e moradores do local, assistiam atônitos ao espetáculo doloroso, muitos, espalhados pelo mundo, conh…

Pão pantufa

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Notícias daqui, notícias dali. Tristezas, problemas, preocupações. Perspectivas? Expectativas? Difíceis. Mas, navegar é preciso. Segue a rotina. Chega a fome e eu, que estou evitando o glúten e, como tal, o delicioso pão francês, antes de providenciar o lanche resolvo terminar uma pesquisa. E me deparo com um chinelo que me faz rir. É disso que preciso, motivo para rir, curiosidades, criatividade.

A pantufa-baguete, com todo tipo de um pão francês, me fez ir atrás de outras, todas muito criativas. Com certeza, quando usadas, devem divertir não só as crianças, como os gulosos e brincalhões.




Para mim, além da diversão de conhecê-las, serviram de estímulo para afastar a rigidez, e fazer um lanche bem gostoso com um fresquinho pão francês.


Quem me apresentou a pantufa-baguete foi esse site. E quem vende essas pantufas originais é a Amazon.


Feliz acaso

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Casamento de familiar em Florianópolis. Ótima oportunidade para rever cidade tão linda, berço natal da minha mãe. Planos de visitas a diversas praias, a lugares que receberam forte influência açoriana, a restaurantes com as famosas sequências de camarão, e aos que servem as mais frescas ostras, aos redutos das rendeiras de bilro, à tão linda Lagoa da Conceição. Planos bem pensados, mas quase todos dependentes de tempo firme. E, enquanto o sol não aparece, os planos tiveram que sofrer adaptações.  Tentativa de visita à Fortaleza São José da Ponta Grossa, incompleta porque achamos arriscado descer caminho de pedras, escorregadias em virtude da chuva.  Assim, vimos só a lateral do forte e parte da bela paisagem. 


Gostamos muito de passear, mas pela idade somos bem cuidadosos.  Para o dia seguinte, visita à Catedral Metropolitana e ao Museu Histórico, Palácio Cruz e Souza.


A Catedral tem vitrais lindos e abriga, desde 1902, uma escultura fantástica em tamanho natural, a “Fuga para o Egito” do art…

Apaixonados?

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Rotina, tédio, desinteresse, desejo de novas emoções? O que pode levar um casal de convivência longa, e que mantém o carinho, de um para o outro, a se separar? É a pergunta que surge do filme Um Amor Inesperado, com os ótimos atores Mercedes Morán e Ricardo Darin. Completam 25 anos de casamento, e o filho único muda-se da Argentina para a Espanha. E é nessa hora em que, sozinhos, na casa confortável que arrumaram ao longo dos anos, ficam inquietos e passam a refletir sobre a relação. A provocação é iniciada por Ana (Mercedes Morán), que pergunta a Marcos (Ricardo Darin) se ele se mantém apaixonado. E que quer saber se o próximo evento do casal iria ocorrer somente quando se transformassem em avós. Pretendendo, quem sabe, perguntar se eles só vibrariam novamente, como casal, quando estivessem com um neto no colo. Ou, então, demonstrando uma preocupação com o desenrolar da vida e com o próprio envelhecimento. Haviam criado o filho. E agora? Mostravam-se como um casal estável, e com sintonia (da…