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Sonho

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Iniciado o noivado, a moça começava a se dedicar ao enxoval. Sim, porque, com o casamento iria surgir uma nova casa que precisava ser guarnecida. Às noivas, cabia a organização das roupas de cama, mesa e banho, além da preocupação com o enxoval pessoal. Aos noivos, a responsabilidade pelos móveis e pelos poucos eletrodomésticos da época. E com a moradia. Falo de tempos bem atrás. Em algumas famílias, a confecção do enxoval começava anos antes do noivado. Era importante, para evitar correrias, ou muitos gastos de uma só vez.  Isso porque havia um roteiro a ser seguido: a moça cresceria, iria noivar e casar, e dela se esperava não mais um dote, mas todas as roupas necessárias para a vida da família que ia se formar. E lá iam as moças casadoiras atrás de peças capazes de provocar admiração das amigas, e da família do noivo. Linho, cambraia, bordados, rendas, renascença, guipir, filó! Tudo era muito lindo.  As habilidosas também assumiam o bordado de toalhas de mesa, lençóis e monogramas em rou…

Allah la ô

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Já estou me sentindo um animal noturno, meio companheira dos morcegos ou das corujas. Com dias de calor intenso, com temperatura superior a 35º, mas com sensação de temperatura altíssima, chegando a mais de 45º, a prudência determina que eu fique em casa. O sol está se pondo próximo das 20:00h, e é então que eu saio atrás de ar livre e, como os morcegos, atrás de comida: compras de supermercado, só nesse horário. Durante o dia, tentativas de ficar em ambiente natural, sem ar condicionado, mas passado um tempo, eu me rendo e acabo buscando uma temperatura refrigerada. Para dormir, só com ar condicionado ligado durante toda a noite. Há quem adore ficar em ambiente refrigerado, mesmo durante 24 horas. Embora reconhecendo a enorme utilidade, mais que isso, a necessidade do condicionador de ar, depois de um tempo de uso, eu fico incomodada. Tenho, então, que me afastar um pouquinho. Abro as janelas ansiando por vento, tento ficar firme, mas acabo capitulando. Os tempos mudaram. Sim, os tempos mud…

Novo ano: luz e sombra.

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Iniciamos o ano de 2019 assistindo, na praia de Santos, uma linda queima de fogos.  Clima de alegria, ótimas companhias.

Terminados os 16 minutos dos fogos, e depois de um tempinho, voltei para casa pensando no significado dessa passagem de ano.  De um lado, o reconhecimento do benefício de estar viva, de estar comemorando mais uma entrada de ano, de estar acompanhada por pessoas queridas.  De outro, as apreensões. Como será esse ano, na esfera pessoal? E, sobretudo, como será esse ano na esfera social, na vida como cidadã brasileira? E veio um estremecimento.  Em poucas horas, uma nova política velha passaria a comandar nossas estruturas administrativas, passaria a regrar nossas vidas. Política velha com  roupagem de extremismo, mostrando, mesmo antes de começar a ser adotada, um desprezo total pelo humanismo, pelo social, pelo cultural. Os psicólogos e psicanalistas nos aconselham a manter pensamentos tranquilos, positivos, elevados. Tudo isso em benefício de uma boa saúde mental. Mas, temo…

Beleza presente

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Santista, que sou, adoro o mar. O mar me encanta, me acalma, me energiza, me faz um bem enorme.

Se puder andar na sua beirada, é maravilhoso. Mas, se não puder, basta olhar para ele. Isso é suficiente para me sentir bem e, mais que isso, afortunada por ter essa visão a todo momento.

Nesse instante, escrevo. Viro a cabeça e, lá está ele, o mar, numa manhã gloriosa, cheia de sol.
Abaixo, foto tirada hoje, às 12:35h,enquanto escrevia esse texto.
Admiro por um tempinho, encho os olhos de beleza, e volto para meu texto. Repasso rapidamente minhas fotos do ano que hoje termina, e percebo as inúmeras ocasiões de deslumbramento que a visão do mar, e da praia da minha cidade, me proporcionaram.




Natal com livros

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E minha ideia de presentear com livros foi aprovada. Nossa árvore de Natal só continha livros bem embalados, embora na hora da troca de presentes tenham surgido alguns mimos diversos. Foi um desafio grande escolher livros para pessoas de idades e gostos diferentes, algumas amantes da leitura, mas outras sem qualquer gosto pela atividade. Nesse caso, procurei me fixar no maior interesse da cada uma delas, e ir atrás de alguma obra que pudesse lhes agradar.  E parece que consegui. Pelo menos foi o que me disseram. Agora, é pegar firme na leitura.

Ganhei cinco livros que, com certeza, irão me distrair por um bom tempo. E já comecei com  "Doce inimiga minha", da escritora chilena Marcela Serrano, autora do ótimo Dez Mulheres. Achei que presentear com livros deixou a festa de Natal mais tradicional, mais simples. Até me transportou aos tempos de criança, quando, na casa dos meus pais, o Papai Noel deixava seu presente sobre nossos sapatos colocados ao lado, ou ao pé da cama. Muitas veze…

A Divina Callas

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Sou do tempo em que o cinema era a grande distração das crianças e jovens. Cinema aos domingos, nas matinês após o almoço. Colocávamos nossas roupas de passear, e lá íamos nós caminhando até o cinema mais próximo de casa. Eram os cinemas de rua, que hoje existem em número mínimo. Naqueles tempos havia diversos, pelo menos na minha cidade, e creio que em muitas outras. O filme era precedido por um noticiário, e por um ou dois trailers. Um pouco mais crescidos, já podíamos ir na primeira sessão dos sábados à noite, que se iniciava às 20:00 horas. Era um programa e tanto, assistir a um filme naquele ambiente de magia. Até hoje, adoro um bom programa de cinema, no cinema.  Não criei o hábito de assistir filmes pela TV e, no tempo áureo dos DVDs, pouco aproveitei dessas oportunidades. Hoje, com Netflix, Amazon Prime e outras novas formas de ver filmes, acaba ficando quase que impossível escapar dessas facilidades. E o cinema de rua, vai sendo adiado. Junte-se a isso a idade, que longe está daquel…

Livros infanto-juvenis

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Eletrônicos, smartphones, you tube, tudo isso trouxe uma enorme motivação para nossas crianças, nossos adolescentes e jovens. Com um celular poderoso nas mãos, eles se distraem e passam horas entretidos. Talvez o mesmo número de horas que passávamos, na nossa meninice e juventude, com um livro na mão.  Em tempos antigos, tirando as brincadeiras de quintal e de rua, a leitura era a principal forma de lazer.  Com certeza, nos dias atuais, com um smartphone nas mãos, nossa garotada desenvolve muitas habilidades. O problema é que, muitas vezes, fica somente nesse tipo de atividade. Cabe a nós, mostrar aos “nossos pequenos” toda a importância da leitura. Incentivar, e dar exemplos. Internet e livros podem ter ótima convivência. Uma coisa não exclui a outra. Ao contrário, enriquece. Minha netinha Isadora, que está com 12 anos, mostra que isso é possível, embora, às vezes, tenhamos que lembrá-la que está na hora de largar o celular e passar para uma leitura. Quando começa um livro, fica completamen…