segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Nocaute


Estou nocauteada pelo forte calor que estamos enfrentando há vários dias. São dias e dias, acho que mais de um mês, de dias absolutamente escaldantes.

Desde cedo os termômetros já marcam mais de 30º C, e a temperatura vai subindo ao longo do dia, mantendo-se assim mesmo à noite.

Com isso, minhas caminhadas pela praia ficaram totalmente inviabilizadas. A não ser que eu inicie a caminhada às 6 da manhã.

Dentro de casa não temos o sol sobre nossas cabeças, mas temos calor do mesmo jeito. Um calor úmido, bem desagradável, que fica exigindo vários banhos por dia, e insistindo para que liguemos o ar condicionado.

Mas ar condicionado ligado o dia inteiro é algo problemático. Ontem mesmo escutei num noticiário que o consumo de energia elétrica disparou, por conta do forte calor, e que o abastecimento poderá correr riscos. E isso é muito preocupante.

O que fazer?


Acabei de tirar essas fotos. Tive que me encher de coragem para descer e tirá-las, no sol escaldante de meio-dia. A praia está linda, mas o calor ... Insuportável!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Losangos com glacê


Doces com gosto de infância. Doces que sempre estiveram nas nossas mesas de aniversário, feitos pelas mãos ativas de minha mãe. E feitos à mão, mesmo, porque naquela época não existiam as batedeiras de bolo.

Lembro bem dela batendo o "Bolo Majestoso", que é a base desses losangos, e lembro, também, da disputa para raspar a tigela onde o bolo havia sido batido.

Lembro, também, de quando eu batia bolos para meus filhos ( já com a ajuda da batedeira), assim como da disputa, entre os dois, para raspar a vasilha da máquina.

E agora, bato bolos para minha neta. 

Mas, no último dia 19 de janeiro, fiz um bolo especial, e ao mesmo tempo simples, para o aniversário da minha mãe: os seus losangos com glacê. 

Depois de ter publicado sua foto, recebi alguns pedidos da receita, e esse é o motivo desse texto.

Como havia feito a receita meio “a olho”, quis repeti-la para poder prestar atenção nos detalhes.

Convidei algumas amigas para um lanche, que girou principalmente entre um pão de centeio (saído da máquina na hora), acompanhado por pastas de ricota, “losangos com glacê de limão”, e suco natural de maracujá. No meio, muita conversa. Foi uma tarde gostosa.

E aqui está a receita:

 

Losangos com glacê de limão

 

2 xícaras de açúcar

100 gramas de manteiga (duas colheres de sopa cheias)

3 ovos

2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de amido de milho (nossa “Maizena”)

1 colher (de sopa) de fermento em pó

1 copo de leite

 

Bater as claras em neve e deixar aguardando.

Na batedeira, bater bem a manteiga (em temperatura ambiente) com o açúcar. Juntar as gemas e continuar batendo.

Misturar numa vasilha, à parte, a farinha com a “maizena” e o fermento.

Ir colocando essa mistura na massa da batedeira, às colheradas e alternadamente com o leite. Um pouco das farinhas, um pouco de leite. Bater sempre.

No final, acrescentar as claras em neve, misturando com colher.

Despejar em assadeira untada (23x35 cm) e enfarinhada, e levar para assar em forno pré-aquecido.

Deixar esfriar.

 

Glacê de limão

2 xícaras de açúcar (Fiz com o refinado peneirado.Pode-se usar o de confeiteiro)

½ xícara de caldo de limão (coloquei menos)

2 colheres (de chá) de raspa de casca de limão

 

Misturar muito bem o açúcar com o limão. Ir colocando o suco aos poucos, para ver o ponto. Deve ficar uma pasta meio grossa. Colocar as raspas da casca de limão, misturar bem, e cobrir o bolo, espalhando com as costas de uma colher. Deixar o glacê secar bem.

Quando estiver seco, cortar o bolo em formato de losangos.

Para isso, primeiro faz-se cortes na vertical, em paralelo. Em seguida, cortes na diagonal, também paralelamente. Os cortes estão demonstrados nas fotos. É só clicar para aumentar.


 

Essa é a receita tradicional. Ficou uma delícia. A “Maizena” dá, ao bolo, uma aparência de seco. Mas a textura fica ótima, e ele desmancha na boca.

Para um gosto mais cítrico, pode-se colocar um pouco de raspas de casca de limão na massa do bolo.

Nota: Escrevi Maizena entre aspas porque Maizena com a letra "z" é o nome comercial dado ao produto (marca). O amido de milho chama-se maisena, com "s". Demais, não? Demorei para ficar sabendo isso e, na hora, não queria acreditar. 

 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Lógica infantil

(Alerta: essa é uma conversa de vovó).

Vovó, você é velhinha?

Não, minha boneca, a vovó não é velhinha. Não é mocinha, nem moça como a mamãe, mas também não é velhinha como a bisa, ou como a bivó (sua outra bisavó, que prefere ser chamada assim).

Esse foi um dos nossos diálogos, enquanto fazíamos biscoitinhos num fim de semana.

A confecção dos biscoitinhos exigiu que eu ficasse em pé durante bastante tempo. Fazendo a massa, passando o rolo, cortando, pondo nas assadeiras. Durou mais do que o normal, porque minha ajudante também quis participar de todas as fases. E isso, às vezes, provocava um “refazer”.

Acontece que eu não suporto ficar em pé durante muito tempo. Andando, tudo bem. Mas parada, logo fico com um enorme desconforto nas pernas. E sempre que possível, gosto de descansar com as pernas apoiadas em uma banqueta.

Tanto tempo em pé, o desconforto foi bem grande, e acabou me provocando uns gemidos: ai, ai.

Que foi vovó?

Minha perna está doendo.

Doendo?

É, doendo.

Ah, vovó, então você está velhinha. 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sono interrompido


Estava cansada e com sono. Fugindo à regra, consegui adormecer logo.

Mas, no meio da madrugada, acordei. Olhei o relógio: 3:33 hs (três horas e trinta e três minutos).

Virei de um lado. Virei do outro. Arrumei o travesseiro. Ajeitei a cabeça. Nada.

Olhei novamente o relógio: 5:03hs (cinco horas e três minutos).

Não é possível. Preciso dormir. Virei de um lado. Virei do outro.

Quando a cabeça precisa ficar livre de pensamentos, lá vêm eles. O armário que precisa ser arrumado, as sacolas cheias de roupas, que estão esperando encaminhamento para doações, as providências do início do mês.

Preciso dormir. Não consigo.

Levanto? Não levanto?

Não, não levanto. Vou tentar dormir.

De repente, escuto o Berto:

- Acordada?

- Sim, desde 3:33 hs.

- E agora, que horas são?

Olho o relógio. 

- 6:23 hs. Para ser bem exata, 6 horas, 23 minutos e 23 segundos.

Não é possível. É muito “3” para uma só noite.

E, na verdade, o que eu mais estava querendo era contar até “3”.... e pegar no sono!


                                                                     (imagem daqui)

(imagem inicial, daqui)


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A força da beleza





Essas orquídeas nasceram na minha casa. Suas antecessoras, que ganhei de presente há mais ou menos um ano, morreram. 
As "raízes" foram cuidadas e, agora, fomos brindados com esse renascimento. 
Não é difícil conseguir isso. 
Assim que as flores murcharem, deve-se cortar as hastes e regar as "raízes" duas vezes por semana. Se os dias estiverem muito quentes, molhar mais uma vez. 
Elas gostam de um lugar com luminosidade, mas sem vento.
Depois, é só esperar. 
De repente, surgem novas flores, com toda força da sua beleza.
Adoro orquídeas, assim como hortênsias. Assim como lírios, copos-de-leite, rosas, jasmins, gérberas, flores do campo ... 


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ajudante de cozinha

Nesse último fim de semana recebi a visita de minha grande companheirinha, que nem bem chegou foi pegando seus utensílios de cozinha, e me convocando:

-Vovó, vamos fazer uns bolinhos?

- Qual bolinho, o de caneca?

- Não, vovó, quero usar essas forminhas.

- Ah, com essas forminhas temos que fazer biscoitos.

E eu, que há muito tempo não fazia biscoitinhos, fui atrás de uma receita fácil e rápida, usando a internet, claro.

Na correria, não estava conseguindo nada do jeito que pretendia. E minha ajudante estava com pressa.

Então, lendo aqui e ali, resolvi criar uma receita.

Daí, começou a preparação, sempre com a ajuda da “minha” menininha.

Chegou a hora de colocar a mão na massa e ela assumiu o trabalho direitinho. Foi um trabalho a quatro mãos. Ora ela, ora eu. Pena que não deu para fotografar essa fase. Estávamos sós, em casa, e com as mãos totalmente lambuzadas era impossível pegar na máquina.

Foi uma festa na hora de abri a massa e cortar os biscoitinhos. A ajudante vibrou e escolheu duas forminhas: coração e estrela.

O resultado foi muito bom : um pote grande cheio de biscoitinhos com delicioso sabor de limão.

Fizemos assim:

Biscoitinhos de limão

1 xícara e ¾ de farinha de trigo

100 (ou 120) gramas de manteiga

120 gramas de açúcar

1 ovo

1 pitada de sal

½ colherinha (de café) de fermento em pó

1 colherinha ( de café) de baunilha

1 colher de sopa (cheia) de raspa de casca de limão (coloquei do siciliano)

Misturamos bem todos os ingredientes e depois amassamos com as mãos. Embrulhamos a massa com plástico e deixamos na geladeira por 30 minutos.

Abrimos a massa, cortamos os biscoitinhos e colocamos em assadeira (sem untar). Massa fina dá biscoitos mais crocantes.

Levamos para assar em forno pré-aquecido (200º).

Minha ajudante adorou a brincadeira. Eu, depois de muito tempo em pé, confesso que fiquei as pernas "avariadas". Mas isso é outra história, que ficará para depois.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Cabelos brancos


Outro dia tive a atenção chamada para uma foto tirada em um evento social. Mostrava uma determinada personalidade, ladeada por um casal. E a legenda dizia mais ou menos isso: “fulana de tal”, ladeada por “fulano de tal” e sua mãe “sicrana de tal”.

O “fulano de tal” tinha a cabeça praticamente branca. Sua mãe, que estava do outro lado, não mostrava sequer um fio de cabelo branco. E, reconheça-se, tinha um ar jovial.

Pensei: logo esse filho estará parecendo mais velho que sua mãe. 

Já há algum tempo venho refletindo nessa questão dos cabelos tintos. Para as mulheres, de um modo geral, cabelos brancos devem ser tingidos. Há quase que uma unanimidade em relação a isso. Basta prestar atenção: é difícil vermos mulheres com cabelos brancos, ou grisalhos. 

Até lembrei de um fato acontecido comigo. Eu estava querendo conversar com uma professora de piano da minha cidade, mas tinha dificuldades para encontrá-la. Um dia, falando com seu marido, pelo telefone, ele me perguntou se eu iria ao concerto que se realizaria naquela noite, pois ela estaria lá.

O problema é que eu não a conhecia, nem mesmo por fotografia. Daí ele me deu uma descrição sobre ela, e terminou dizendo que ela possuía cabelos curtos e brancos, e que estaria sentada na parte da frente do teatro.

Pois bem. Cheguei com certa antecedência e fiquei passando os olhos pelo teatro para ver se a localizava.

Incrível! Não encontrei mulher alguma com cabelos brancos. Todas as cabecinhas brancas eram de homens.

O curioso é que, dias após, ao conseguir falar com ela pelo telefone, contei o ocorrido e ela me disse: Cabelos brancos? Eu? Meu marido estava sonhando.

Será que só em sonhos as mulheres têm cabelos brancos?

E essa questão, que se confunde com velhice, tem me feito pensar.  

Qual será a melhor hora para deixar de pintar os cabelos?

Eu, particularmente, gostaria de saber quanto tenho de cabelos brancos, mas é algo difícil de saber. Para isso, só deixando de pintá-los.

Acho, mesmo, que não devo ter muitos, pois “puxei” meu pai, que partiu aos 75 anos quase sem cabelos brancos. Tanto que comecei a tingir os meus, e a fazer reflexos, relativamente há pouco tempo. 

Mas, o problema é : quando parar?

Confesso que acho estranho ver senhoras muito idosas (talvez como as da ilustração) usando cabelos escuros. Parece que cabelo escuro não combina com a "idade". Pelo menos é o que penso agora.

Então, estou atrás de um critério, e disse para meu marido: 

Já sei. Quando meu filho estiver com cabelos brancos, é hora de parar com as tinturas.

E ele: 

Então, fique atenta. Você já viu os fiozinhos brancos da barba dele?

Uau! E agora?

 

(Imagem daqui).