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Aventura em Hamburgo

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Foram três dias para “conhecer" Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, e que fica no norte do país. Fica no ponto onde o Rio Elba encontra o Rio Alster e abriga o segundo maior porto de toda a Europa.




Os dois rios, Elba e Alster, os numerosos canais de navegação, canais de interligação e pontes dão à cidade um charme especial. Em determinados locais, faz lembrar Veneza. Depois fiquei sabendo que muitos a chamam de Veneza Germânica, ou Veneza do Norte, em virtude do número enorme de pontes. Na minha visita rápida não tive oportunidade de ver muitas pontes, mas é certo que consegui sentir, em determinados pontos, um certo ar de Veneza.



A cidade me marcou pelos seus lagos, formados pelo Rio Alster, em torno dos quais fica a área central de Hamburgo: o Alster interior e o Alster exterior. No sábado à tarde havia muita vida nos lagos e ao redor deles, com veleiros, barcos a remo e pedalinhos. Para manter a tradição de cruzar com noivas, quando em viagens distantes, também vi uma em…

Pondo as barbas de molho

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Sim, estou procurando ficar cada vez mais cautelosa, principalmente quando caminho pelas ruas, subo ou desço alguns poucos degraus, ou escadas. Não sei se estamos numa temporada de quedas, mas alguns parentes e amigos têm caído muito, ultimamente. É verdade que todos estão naquela idade em que “todo cuidado é pouco”. 
Às vezes é uma torcida de pé, outras um solado de sapato que prende no piso, um tropeço em obstáculo, um buraco em calçamento, um piso molhado ou escorregadio. As causas são diversas, e o resultado é sempre o mesmo: o equilíbrio falha e o tombo acontece. Às vezes sem consequências, mas na maioria com problemas sérios: ruptura de ligamentos, fraturas, torções. Eu mesma senti isso na pele. Andando na rua, por uma pequena distância, torci o pé graças a uma irregularidade no calçamento e, embora tivesse percebido que a queda era iminente, não consegui evitá-la. 
Sensação horrível a de prever que algo de ruim vai acontecer, mas que se é impotente para afastar o risco. E lá estava eu…

Café da manhã sem pão? Claro que não.

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Como resolvi restringir o consumo de glúten, logo de início passei a pesquisar receitas de pão. Realmente, não é muito fácil deixar o pão de lado, principalmente o pão francês bem feito. E para deixar de comê-lo, é preciso encontrar rapidamente um substituto à altura.  Li muitas receitas, e experimentei algumas. Gostei bastante de uma que leva farinha de arroz, fécula de batata e polvilho. Uma mistura que deu certo, resultando num pão macio que lembra o brioche, conforme avaliação da Priscila, minha filha. O pão fica tão gostoso que, ainda quente, se não tomarmos cuidado, corre o risco de terminar em dois tempos. É claro que com a participação de todos aqueles que comem pão normalmente, e sem qualquer restrição ao glúten. Mas que não vão resistir ao seu apelo. Costumo fazer uma receita, fatiar e colocar no freezer, em embalagem plástica. No café da manhã tiro uma fatia, ou mais, e coloco no forno, durante poucos minutos. Ele descongela rapidamente.  Daí é só tomar um bom café acompanhado do …

Vilões?

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De repente comecei a ficar com a digestão meio difícil. Dores após as refeições, abdômen inchado. Procurei saber quais alimentos poderiam estar provocando esse mal-estar, e comecei a tomar um remédio de homeopatia, adequado para os sintomas. Tive melhora. Mas pensei: não vou ficar tomando esse remédio indefinidamente. Preciso descobrir o que está me fazendo mal para excluí-lo da minha alimentação. Será a lactose? Depois de ler sobre o assunto, resolvi começar pelo leite. Senti uma boa melhora. Passei a tomar leite sem lactose, iogurtes sem lactose.  E os queijos? Queijo fresco e muçarela, consegui sem lactose. Quanto aos demais, diminuí o consumo. Com isso, melhorei. Porém, não totalmente. Faltava testar o outro vilão da atualidade: o glúten. Para iniciar, cortei o tão gostoso pão francês, e outros produzidos com farinha de trigo. Daí fui ampliando as restrições, e também evitando os pratos elaborados com farinha de trigo. E passei a me sentir bem melhor, principalmente após as refeições. Voltei …

Meu bisavô alemão

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Em abril último, segui em cruzeiro de 21 dias da minha cidade, Santos, para Kiel, na Alemanha. Durante o percurso, algumas paradas no Brasil, Espanha, Portugal, Reino Unido, França e Bélgica. Adoro cruzeiros mas, de todos que já fiz, esse foi o único que não me despertou entusiasmo. Em parte por causa do navio, enorme e com número muito grande de pessoas, daí advindo algumas dificuldades. Entre elas uma virose, que se espalhou e acabou me alcançando, causando bastante indisposição nos últimos dias de navegação. Ainda bem que mesmo nos piores dias, eu tinha a visão maravilhosa do mar, com tudo de bom que ela traz. Kiel, onde desembarcamos, é a maior cidade do norte da Alemanha. Pouco vimos dela, pois já estávamos organizados para irmos para Hamburgo, mas a impressão foi de uma cidade simpática, organizada, bonita. Saindo do porto fomos para Hamburgo de táxi, transporte que se mostrou mais conveniente para dois idosos viajando sozinhos. Havia outras hipóteses, como ônibus e trem, já que Hambu…

Creme de Cogumelos

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O uso dos cogumelos na alimentação é relativamente recente, pelo menos entre nós. Quando eu era criança, os únicos cogumelos que conhecia eram os chapéus de sol e os orelhas de pau, que cresciam no solo e nos troncos das árvores do nosso quintal.  Despertavam a curiosidade da criançada, mas nem se pensava na possibilidade de que pudessem ser comidos. Na verdade não eram comestíveis e, nessa época, nem se suspeitava que havia outros que fossem. Com o tempo, outros cogumelos passaram a ser conhecidos e foram, aos poucos, sendo introduzidos na alimentação. O número de espécies de cogumelos é enorme, mas os comestíveis são minoria. São ricos em nutrientes e muitos têm propriedades medicinais. E, o melhor, possuem pouco carboidrato, uma boa quantidade de proteínas e pouquíssimas calorias. O mais bonitinho para ser introduzido na alimentação é o Cogumelo Paris, também chamado de “champignon” quando em conserva. O Paris, ao lado, principalmente, do Shiitake, Shimeji e Portobello, participa de dive…

Festejando aniversário. NacoZinha Brasil.

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10 anos completados hoje. Essa é a idade do blog NacoZinha, da amiga Gina. É um pouquinho mais novo que o meu, que fez 10 anos no último dia 1º de junho.  Blog muito interessante, que vem fazendo sucesso durante todos esses anos com suas receitas variadas e, ainda, com suas postagens sobre gastronomia e viagens. Na parte das receitas, seu grande diferencial é o de sempre apresentar, como remate final da postagem, uma planta, ou flor, relacionadas de alguma forma ao prato salgado ou doce ali apresentado. Nunca encontrei a Gina pessoalmente, mas a conheço praticamente há dez anos, logo após o início do seu blog.  Em pesquisa rápida, localizei um comentário que fiz a um seu texto em 11/01/2009, talvez o primeiro, e muitos outros em outras épocas. Fiz algumas das suas receitas, e ela publicou em 04/11/2011 foto de um Pão Australiano feito com a minha receita, com referência expressa no seu post. Meu blog, o "Blog da vovó …mas "não só”, não é um blog de culinária. É um blog variado, sob…