sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Saudades!






Acordei cedinho, pensando nela.
Fiz o café, arrumei a mesa com xícaras que ela usava no dia a dia.
Tomei meu café, lembrando dela. Não faz muito, era ali que ela tomava o seu.
Mãe!
Dois anos de saudades.
Muita saudade!




terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tempo?





Passando pelo meu blog percebi que meu último post foi publicado no dia 1º de dezembro. Levei um susto. Hoje é dia 18, e nem percebi que já se passaram dezessete dias da última vez em que escrevi por aqui.
Isso mostra muito bem o que aconteceu em plano maior nesse ano.
Será que só nesse ano?
Já escrevi em outras ocasiões sobre esse enigma da passagem do tempo e, embora pense às vezes sobre isso, nada concluo. 
Ontem, hoje, amanhã.
Ontem, puxa vida, ontem eu era uma menininha. Era uma mocinha comportada. Era uma jovem mamãe.
Ontem, meus filhos eram garotinhos. Colocava-os para dormir, levava-os para a escola.
Ontem, minha netinha Isadora estava nascendo. Estava dando seus primeiros passinhos.
Hoje, eu sou uma vovó, sem brancos aparentes, vovó antenada e internauta, porém uma vovó.
Meus filhos, cresceram bastante e bem. E seguiram com firmeza seus caminhos.
E minha linda netinha, que ainda ontem estava nascendo, está com mais de seis anos, dando passos seguros em todo seu desenvolvimento.
E o futuro?
É amanhã. Está logo ali. 


sábado, 1 de dezembro de 2012

Jornal e cansaço









A leitura dos jornais está me cansando. Acho que vou ter que acabar dando uma parada.
Esse hábito da leitura diária de jornais vem de longe, dos meus tempos de criança, e foi adquirido dentro de casa.
Começo o dia lendo dois jornais, logo após o café da manhã.
Nos anos de maior correria, com os filhos pequenos, ou quando saía cedo para trabalhar, a leitura era feita em outro horário. Mas o jornal estava sempre presente.
Agora não está dando.
O noticiário é o pior possível, a falta do revisor é percebida muitas vezes e a mídia, de um modo geral, está muito destrutiva.
Apresenta os fatos sem isenção, numa linha de desmonte. Desmonte das pessoas (que na sua ótica devem ser desmontadas), desmonte das instituições, desmonte das políticas (com as quais não concorda).
E julga com facilidade, como se tivesse preparo para isso. Julga e condena, com antecipação.
A informação, inúmeras vezes, é viciada na sua origem. E é tão repetida, que se transforma em “verdade”.
Ainda bem que no meio de tudo isso encontramos, muitas vezes, articulistas comprometidos com a ética e com a busca real da verdade. 
Mas é difícil.
Acho que vou ter, mesmo, que dar um tempo. Ou fazer uma leitura superficial, que não me irrite tanto, porque deixar um hábito tão arraigado não será fácil.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sonho aflitivo






Ontem, logo cedo, a Priscila me telefonou para dizer que a Isadora estava aos prantos, porque havia tido um pesadelo. Sonhara que eu havia morrido, e queria vir para Santos para ficar comigo (e, com certeza, para conferir se eu estava bem).
Chamei-a ao telefone e, aos poucos, ela se acalmou.
Que peninha dessa sua aflição.
Confrontada com a morte muito cedo, pois seu papai partiu antes dela completar um ano, ela consegue avaliar o sentido da ausência.
Sabe bem o que significa essa partida definitiva e, muitas vêzes, nos transmite isso, como já contei nesse dois textos que publiquei em outras ocasiões:

“Vovó, eu também tenho papai.
Eu sei, minha netinha.
É vovó. É que agora ele está no céu.
Esse comentário surgiu do nada, numa tarde em que estávamos juntas.

E, há poucos dias, logo depois de ter acordado ela me disse:
Sabe, vovó, eu sonhei com meu papai.
É mesmo?
E ela: sonhei que ele me mandou um recado.
Qual foi?
Que ele não quer mais ficar no céu.

E para sua mamãe Pri, ela falou outro dia:
Mamãe, por que você não me arranja outro papai? Assim você me leva para a escola, e ele vai me buscar.

“Minha” menininha tem seu papai no coração.”
 (Publicado aqui, em 7 de agosto de 2010, quando a Isadora tinha 4 anos.).

E esse outro, referente a uma passagem ocorrida no Natal de 2011:
... Quando consegui me controlar, ela me perguntou:
- Vovó, por que você chorou?
- É que a vovó está com saudades da Bisa.
- Mas vovó, a Bisa está no seu coração.
- É isso mesmo, minha netinha.
Passado algum tempo, ela voltou ao assunto:
- Sabe, vovó, você não precisa ficar triste. A Bisa está no céu, olhando por você.
Tão pequeninha, 5 anos, e tão experiente nessa questão de perdas. “

Dessa vez esqueci de dizer para minha menininha que, sonhar com morte, significa vida longa.




domingo, 25 de novembro de 2012

Comida antiga




Dobradinha do nosso almoço de domingo.

Às vezes encontramos um lugar meio escondido, que acaba nos surpreendendo.
Foi assim, outro dia, na Vila Madalena, em São Paulo.
Ao ver o restaurante Casa da Li, achei que poderia encontrar nele uma comida bem caseira, que era o que estávamos querendo.


Paramos, então, para almoçar. A comida é variada, mas o cardápio é enxuto. Entre os pratos, alguns bem brasileiros, que praticamente sumiram das nossas mesas, como a língua e a rabada.
Sei que muitos torcem o nariz, só de pensar nesses pratos, mas também sei que, quando bem feitos, são deliciosos.
Nos meus tempos de criança, esse tipo de culinária era bem comum, e minha mãe a preparava com perfeição.
Quando vi, no cardápio do restaurante, que eles trabalhavam com língua, fiquei tentada.
Mas, ao mesmo tempo, receosa. Será que é bem feita?
Peço? Não peço?
Resolvi arriscar.
Acertei.
Estava bem gostosa, e lembrou a que minha mãe fazia. Cortada em fatias finas, bem cozidinha.
Língua da Casa da Li.

E por falar em comida antiga, aproveitei que estou hospedando um irmão e uma cunhada, e coloquei no cardápio do nosso almoço de domingo uma dobradinha deliciosa. Com feijão branco, linguiça portuguesa e paio.


Delícia. Lembrou nossos almoços antigos, na casa de nossos pais.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Estou crescendo, vovó



Ajudando a montar a árvore de Natal .

Sempre é uma delícia ter a companhia da netinha por alguns dias seguidos. Perceber seu crescimento, dia a dia, é fantástico.

Dessa vez ela já chegou me avisando que iria dormir sozinha, no quarto ao lado do meu. Na sua casa ela dorme sozinha no seu quarto, há muito tempo. Mas na casa da vovó, era diferente. Sempre gostou de dormir ao lado da minha cama, num colchão bem encostado, para que pudesse segurar na minha mão antes de dormir, escutar historinhas e canções infantis.
Na primeira noite me preocupei um pouquinho pensando que ela pudesse acordar durante a madrugada. Que nada. Dormiu muito bem, passando assim para uma nova etapa da sua vida: dormir longe da vovó.

Foto tirada já de manhã.

Chegou em Santos desse jeito, com as unhas decoradas.

Olhou para as unhas da vovó e perguntou:
- Posso pintar suas unhas, vovó?
Claro que a vovó deixou.
Sua mesinha de brincadeiras, virou mesa de manicure, embora já esteja muito pequena. Difícil foi conseguir ajeitar-se nela.


Depois de retirar o esmalte antigo, uma primeira camada de esmalte rosinha.



E, depois, as pintinhas. Feitas com todo cuidado.


E aqui, o resultado. Unhas decoradas.


Ainda de pijama, a Isadora colocou seu chapéu de festa caipira, e fez pose.




E ela adora ajudar. Ajuda com a priminha Catarina, ajuda a vovó no que for preciso.


Na cozinha, quer lavar a louça, secá-la, e adora montar pratos.
Eu ia arrumar uma saladinha e ela disse: deixa que eu faço, vovó.
Dei-lhe algumas fatias de tomate, um pouco de cenoura ralada e dois bastõezinhos de palmito. Ela cortou o palmito e, depois disso eu saí da cozinha. Quando voltei, encontrei esse lindo prato.




Minha menininha está crescendo, mesmo. Faz e fala coisas que nos surpreendem. Afinal, ela só tem pouquinho mais de seis anos.


Mas, no intervalo das ajudas, das brincadeiras no computador e no iPad, ela não esquece das brincadeiras com seus "bichinhos" , casinhas e com suas bonecas.
É isso. Tomara que sua infância não termine antes da hora. 





segunda-feira, 12 de novembro de 2012

De volta a Belém




Hoje estamos encerrando nossos dias em Belém, dias quentes, úmidos, e com muitas lembranças.
Conhecêmo-nos em São Luiz (Maranhão) mas, na verdade, nosso romance teve início em Belém do Pará.
Belém das mangueiras, do Ver-o-Peso, da chuva da tarde, do Santuário da Nazaré, das vitórias-régias.
E agora, quase 27 anos depois, voltamos para rever o conhecido, e para conhecer o novo.
Vimos as mangueiras, o Ver-o-Peso, o Santuário, as vitórias-régias do Emílio Goeldi e do maravilhoso Mangal das Garças, a encantadora Estação das Docas, a linda Catedral, a Casa das Onze Janelas, o Forte do Presépio, o Museu de Arte Sacra, o antigo presídio São José Liberto e muito mais. Sentimos a chuva da tarde, embora ela tenha falhado em algumas tardes. Passeamos de barco pelo rio Guamá e pela Baía de Guajará.
Tudo muito lindo.




E, além de tudo, Belém tem, para nós, um gostinho especial.
Gostinho bom do passado, que se estende ao presente.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sentido das rosas vermelhas





Quando completei 39 anos, há muito e muito tempo, recebi de surpresa uma visita na parte da tarde.
Junto com seus cumprimentos, Dª Helena, que havia mudado há pouco para Santos, trazia para mim um lindo buquê de rosas vermelhas. Fiquei encantada com a gentileza.
O tempo passou, perdemos o contato pessoal por anos e, de repente, esse fato voltou à minha lembrança.
E eu pensei: não posso deixar de retribuir a gentileza que recebi há tanto tempo.
No ano passado, quando resolvi descobrir a data do seu aniversário, ela já havia passado.
Nesse ano, fiquei atenta.
E no dia 27 de setembro, dia em que Dª Helena estava completando 89 anos, lá fui eu até sua casa carregando um buquê de rosas vermelhas.

Na floricultura.

Foi lindo!
Ela me disse que eu não imaginava como ela estava se sentindo feliz.


Então, eu lhe disse que há tempos ela também havia me feito feliz levando-me rosas vermelhas.
Ela não se lembrava de ter me levado as rosas, mas se recordava que eu havia sido muito gentil servindo-lhe docinhos bonitos e gostosos.
Falando ainda sobre sua alegria em receber as rosas vermelhas, ela me contou que era devota de Santa Terezinha, e que acabara de fazer uma novena para ela, com um pedido especial.
E o sinal de que seu pedido seria atendido deveria vir na forma de uma rosa, trazida por alguém, inesperadamente.
Quando ela me viu na porta, com as rosas vermelhas, me viu como uma mensageira de Santa Terezinha e também de sua filha Lu que, por não estar mais entre nós, não poderia comparecer ao seu aniversário.
E diante do fato totalmente inesperado, teve certeza de que seu pedido seria atendido.
Fiquei duplamente feliz: por ter conseguido retribur sua gentileza, e sobretudo por ter sido portadora da resposta de Santa Terezinha.


É incrível como gestos simples podem assumir significados inimagináveis.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

E se vivêssemos todos juntos?






E se vivêssemos todos juntos?
Difícil! Deve ser bem difícil.
Mas foi o meio que cinco velhos amigos encontraram para talvez se sentirem mais fortes, e enfrentarem os inevitáveis problemas da velhice.
Há algum tempo não havia filmes com a temática da velhice, mas com o aumento da população idosa, e da expectativa de vida, isso tem mudado. Foi o que vimos com “Late Bloomers – O amor não tem fim” e “O exótico Hotel Marigold”.
E isso é muito bom, para provocar reflexões, alertar para os problemas e ajudar a encontrar soluções.
Sim, porque com o aumento da expectativa de vida os problemas vão se avolumar. Serão muitos e muitos velhos precisando de cuidados, atenção, moradia.
E a sociedade precisa acordar para essa realidade.
Precisa se preparar. Precisa descobrir formas de apoio e soluções institucionais.
O filme “E se vivêssemos todos juntos” ( Et si on vivait tous ensemble) nos faz pensar muito. É um filme que mostra, com carga de veracidade, vários dos problemas da velhice. É uma história praticamente “real”, mostrada por atores “reais”, no sentido de que todos os cinco são idosos, pois a mais nova, Geraldine Chaplin tem 68 anos, e o mais velho, Claude Rich, tem 83 anos. Ainda no elenco dessa produção franco-alemã, dirigida por Stephane Robelin, estão Jane Fonda, Guy Bedos, Pierre Richard e o jovem Daniel Bruhl.
Mas tudo é mostrado sem drama. Com delicadeza e um leve humor.
E em mais de uma passagem, mostra como a simples visão de crianças brincando traz uma ar de felicidade para os velhinhos.
Gostei.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Provei e gostei




De repente dá vontade de alguma coisa doce, de preferência pouco calórica.
Ou, então, de uma sobremesa rápida, e geladinha.
E é aí que entra esse sorvete de banana.
Simples, cremoso e muito saboroso (para quem gosta de banana).
Vi a receita em umas andanças pela internet, fiz minhas adaptações e resolvi experimentar.
Cortei três bananas nanicas em pedaços pequenos e deixei no freezer.
Até que, num lanchinho da noite, achei que era a hora de partir para a receita:

Sorvete de banana congelada

3 bananas nanicas médias congeladas, em pedaços pequenos
3 colheres (de sopa) de leite de coco
2 colheres (chá) de mel
Canela em pó

Bater tudo no liquidificador e se deliciar.

A etapa do liquidificador é um pouquinho trabalhosa. Precisei ir desligando e mexendo com uma colher, para que os pedaços de banana ficassem nas pás, até que ficassem bem batidos.
Essa quantidade deu duas taças, para consumir na hora.
Parece que o sorvete pode ser feito somente com banana, sem qualquer outro ingrediente.
Ou, então, pode receber chocolate em pó.
É o caso de experimentar. Quem sabe dá certo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Atualizando registros



Alerta: conversa de vovó.


                                                   Brincadeiras com o Photo Booth.


Blog da vovó tem que ter, de vez em quando, notícias da netinha.
E como faz tempo que ela não aparece por aqui, está na hora de atualizar.
Com 6 anos e três meses, está cada vez mais falante, mais esperta e, claro, linda.
Seu vocabulário sempre me surpreende, assim como sua desenvoltura com meu iPhone, iPad e computador Mac. O interessante é que descobre tudo sozinha, e até acaba me dando explicações em relação a procedimentos que desconheço.
Bem banguelinha, está na fase da bicicleta, do álbum de figurinhas, da “novela” Carrossel, dos desenhos e pinturas, e do computador.



                                       Vovó, estou chupando uma bala, mas veja só: 
                                                     caiu mais um dentinho.



Supresa: na hora em que ia me deitar, encontrei minha cama toda enfeitada com desenhos feitos pela Isadora. Entre eles um representando a família.


                   Adora andar de bicicleta. E, se a vovó não controlar, fica grudada no computador.



                                                          Com a tiara do Carrossel. 

                                                              E a tentação do iPad.
                                             Ainda bem que a vovó é tecnológica, não?


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Quero ser Bibi






Sabia que gostaria do show, mas não imaginava que fosse sentir uma emoção tão grande.
Depois de um primeiro número da orquestra, eis que ela entra no palco. Passos firmes, num vestido cheio de brilho.
Alguém da plateia grita: está linda, Bibi.
Depois de fazer duas poses diferentes, virando para um lado e para o outro para mostrar sua lindeza, ela agradece. E começa a soltar a voz.
E eu, começo a sentir uma emoção tão grande, que é impossível não chorar.
É verdade que me emociono com facilidade, e já senti forte emoção em outros shows e concertos. Mas ali estava sendo diferente.
Era algo quase que incontrolável. Emoção sobretudo por ela, por sua presença no palco, por sua voz firme e bonita, por sua memória, por seu enorme talento.
Por sua viagem musical pelo Brasil de épocas diferentes. Por suas interpretações em inglês, espanhol, francês ...
Pelo inusitado do show.

"Deixe em paz meu coração
que ele é um pote até aqui de mágoa,
e qualquer desatenção, faça não
pode ser a gota d'água ..."

Ela deslumbrando o público.
E eu, com choro, ou com lágrimas nos olhos.
Até que, fazendo brincadeiras com árias de óperas, Bibi provocou risadas.
E pude respirar melhor.
O show é lindo. Imperdível. Me senti privilegiada por ter podido assisti-lo.
90 anos!
Fazendo o que gosta. De uma forma linda e competente.
Espirituosa, alegre.
Vivendo com intensidade. Espalhando beleza e emoção.
Quero ser Bibi!




Espetáculo Bibi - Histórias e Canções, no Teatro Shopping Frei Caneca, São Paulo. Em novembro estará no Lincoln Center em New York.

 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Do século 19 ao século 21. Relíquia de família.






 No rito do batizado católico, o símbolo mais importante é a água.
O celebrante do sacramento derrama água na cabeça da criança que está sendo batizada, enquanto diz: “eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.
Esse foi o rito seguido pelo sacerdote ao batizar minha avó pelo lado paterno, Maria das Neves, com apelido de Nicota, no longínquo ano de 1870, século 19. Na ocasião sua cabecinha foi seca com uma toalha alva de cambraia de linho, com a barra toda em crivos.


Minha vó Nicota cresceu, casou-se e teve 6 filhos, um deles meu pai.
Todos seus filhos foram batizados na Igreja Católica, e tiveram suas cabecinhas secas com a mesma toalha que secara a cabeça da mãe, por ocasião do seu batismo.
Três dos seus filhos casaram-se, Maria Luiza, Joaquim e Francisco, e a história se repetiu.
Por ocasião do batizado dos filhos de Maria Luiza, Joaquim e Francisco, netos de Nicota, a toalha linda, toda crivada, estava em cada solenidade cumprindo sua missão.
Foram quinze batizados. Só da parte de Joaquim, meu pai, foram nove, e minha cabecinha foi uma delas.
E daí o número começou a crescer numa progressão incrível. Nasceram os bisnetos, e continuam a nascer os tataranetos. Foi um pouco difícil contar com a toalha em todos esses batizados, mas ela esteve em muitos.
E no domingo, dia 16 de setembro, mais uma vez, tal relíquia esteve entre nós.
Nesse dia, batizou-se a Catarina, filha da Carolina, neta do meu irmão Osvaldo, bisneta do meu pai Joaquim, e tataraneta da minha vó Nicota.

Meu irmão Osvaldo, sua filha Carolina, mãe da Catarina, e sua filha Amanda, a madrinha.

No altar, o diácono colocou a toalha sobre a linda batizanda e, repetindo as palavras essenciais do rito, derrubou um pouco de água sobre sua cabecinha, enxugando-a, em seguida, com a relíquia de mais de 140 anos.



Os padrinhos, Amanda e Ronaldo ladeados pelos papais, Carolina e Renato.

Terminado o batizado, a toalha voltou à sua caixa, para novo uso até o final do ano, quando estará enxugando a cabecinha do 34º bisneto dos meus pais. Tataraneto número?