quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ainda o Natal







Viagem para Gramado, bem próxima ao Natal, falta de ajudante, e correria da época, fizeram com que me faltasse tempo para manter o blog dentro da cronologia.
Por isso, vou dar um passo para trás e falar dos preparativos e detalhes da noite de Natal.
No início de dezembro a Isadora veio passar um fim de semana comigo, e assim que chegou disse:
-       - Vovó, vamos montar a árvore de Natal?
-       - Vamos, sim. Amanhã cedo.
E na manhã de sábado, começamos a preparar nosso Natal.
Muito compenetrada, e ainda de pijama, ela carregou as caixas de enfeites, abriu-as, e começou a colocar na árvore as bolas e outros adereços.











Com a nossa ajuda, a árvore ficou quase pronta.




Depois veio a fase da arrumação dos presentes, que vai merecer um post especial.
E, por fim, chegou a noite de Natal que, entre nós, é festejada “en pétit comité”, porque inclui só nosso pequeno núcleo familiar.
Com a família em ponto grande, incluindo irmãos, cunhados, sobrinhos e sobrinhos-netos, a comemoração acontece no almoço do dia 25. Em anos passados comentei sobre essa nossa tradição, que já chegou a reunir mais de 70 pessoas, todas da família.
É fácil chegar a esse número, pois meus pais deixaram 9 filhos, 27 netos, e 33 bisnetos. 
Acho que, enquanto pudermos, tentaremos manter essa tradição, que reuniu, no almoço de Natal desse ano, 45 pessoas.
Mas voltando à noite de Natal.
Fizemos nossa oração, eu toquei Noite Feliz no piano, trocamos presentes.
Foi uma noite feliz, e uma das suas garantias da felicidade foi a presença da menininha.
A decoração foi feita pensando nela : muitos enfeitinhos, muitos Papais Noel.




Poucos comes, porém gostosos. E um delicioso brinde com uma champagne que eu adoro.






Um toque da mãozinha da Isadora: a Bela (com seu vestidinho amarelo) e a Bela Adormecida (Aurora) fazendo parte do presépio.




Uma lembrança sempre presente: meus pais.


Tudo preparado com muito amor.



Noite Feliz!
E que venham muitas outras comemorações de Natal. 





quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um ano.


                                                                   Um ano de saudades!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Minha doce Isadora-Noel





Mais um Natal feliz, na companhia da minha menininha.
Na noite de Natal, no início da festa, fizemos nossa orações diante de um presépio original, todo feito de conchas. Comprei esse pequeno presépio em Florianópolis, para presentear minha mãe, que o usou até o Natal do ano passado, o último que esteve entre nós.




Depois de falar que estávamos reunidos para festejar o nascimento do Menino Jesus, disse para a Isadora fazer uma oração.
E ela:
- Menino Jesus, faça com que a vovó nunca mais “tome” um tombo.
Isso porque, dias antes, ainda em Gramado, eu levara um “tombão”, felizmente sem conseqüências.
“Coisa” linda.
E no almoço de Natal, reunião com meus irmãos, cunhadas e cunhados, sobrinhos e sobrinhos- netos, minha menininha mostrou, mais uma vez, sua preocupação com a vovó.
Faltando só uma irmã, os outros oito filhos da D. Norma (nossa mãe) , como recordação, e homenagem, cantaram duas músicas que ela cantava lindamente, e que sempre nos acompanharam desde a infância : “Quem sabe”, de Carlos Gomes, e Doce Mistério da Vida.
Mas eu, que sou extremamente emotiva, não consegui cantar, e chorei.





No final do coro, o Berto foi me abraçar, e de repente percebi a menininha me abraçando as pernas.
Quando consegui me controlar, ela me perguntou:
- Vovó, por que você chorou?
- É que a vovó está com saudades da Bisa.
- Mas vovó, a Bisa está no seu coração.
- É isso mesmo, minha netinha.
Passado algum tempo, ela voltou ao assunto:
- Sabe, vovó, você não precisa ficar triste. A Bisa está no céu, olhando por você.
Tão pequeninha, 5 anos, e tão experiente nessa questão de perdas.
Minha Isadora-Noel.



Hoje, vendo o vídeo do nosso coro, percebi que antes mesmo de terminarmos a Isadora colocou-se atrás de mim, preocupada com o meu choro. Linda!
Vi, também, que todos nós estávamos emocionados.


Olha a Isadora ali atrás.


E aqui as duas músicas que marcaram nossa vida:




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Natal de Luz





Com as crianças, e pelas crianças, acabamos fazendo coisas que não estavam nos nossos projetos, e que acabam nos encantando.
Em agosto, fui conhecer a terra do Mickey, e seus companheiros. E agora, estou visitando a casa do Papai Noel no Sul do Brasil, mais propriamente, em Gramado.
A cidade, que já é naturalmente bonita, se enfeita toda, para receber os visitantes. E faz várias festas, todas com tema do Natal. E coloca luzes, muitas luzes.
Daí o Natal Luz, no qual estamos mergulhadas: eu, a Pri e a Isadora.
Logo que chegamos, e ainda no caminho, nos encantamos com as hortênsias, que formam verdadeiras paredes nas estradas e ruas, e enfeitam grande parte dos jardins. São arbustos altos, com flores azuis, roxas e cor de rosa. Maravilhosas!






Depois de instaladas, começamos nosso roteiro do Natal Luz. De início visitamos a decoração do centro, vimos os presépios.



                                                            Na rua das Renas.



                                                              Visitando Presépios.




                                                       Presépio da Igreja de Canela.


Fomos à Aldeia do Papai Noel, num parque lindo. Na Aldeia visitamos a Casa do Papai Noel, a Fábrica de Brinquedos, o Museu dos Brinquedos e andamos de trenzinho.



Conversamos com o Papai Noel, que estava bem cansadinho. A Isadora fez seu pedido, e a vovó também. Para a vovó, saúde, muita saúde.





                                                              Quarto do Papai Noel.


                                             
                                                    Fábrica de brinquedos.


E nosso primeiro programa noturno foi o "Show de Acendimento das Luzes", seguido pelo "Desfile de Natal", que logo mostrarei.
Foi uma noite linda.



Isadora com um Elfo, logo após o Acendimento.


Na passagem por Porto Alegre, tive o prazer de conversar pelo telefone com a simpática Chica,  do blog "Canteiros da Vida", e muitos outros.
Estou estranhando o computador, e esqueci de trazer meu adaptador para transferência das fotos. Logo que voltar, darei uma ajeitada, colocando, inclusive, o link da Chica.






segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Emoção fácil





Mais uma vez emoção, muita emoção na Sala São Paulo, com a orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo - OSESP.
A beleza e imponência da sala, o silêncio total e a atenção de mais de mil ouvintes, e a música sublime de Tchaikosky, durante a segunda parte do programa.
E foi justamente essa parte do programa, com a orquestra executando O Quebra Nozes de Tchaikovski, que me emocionou completamente. A emoção foi crescendo, durante as várias partes da suíte, e chegou ao máximo na Valsa das Flores.
Nessa hora entraram lembranças de momentos felizes do passado, e me vi entre colegas de classe, todas com seus vestidos de tule, ou tafetá de seda pura, dançando a Valsa das Flores nos bailes de formatura.
Me vi, também, num salão lindo de um palácio em Viena (Áustria), dançando a Valsa das Flores com o Berto.
É incrível o poder da música. E é impossível escutar essa valsa e não imaginar casais rodopiando lindamente em um salão.
Também emocionante foi o final da peça, com um coro de crianças acompanhado pela orquestra.
Programas como esse deixam a vida mais bonita.




Não encontrei vídeo da OSESP interpretando Tchaikovsky, e não pude fazer qualquer registro do espetáculo. Mas vale compartilhar o vídeo acima.
E como ainda não tive a oportunidade de assistir ao balé Quebra Nozes, saí do concerto com um DVD do Royal Ballet, e o projeto de vê-lo ao vivo no próximo ano. Quem sabe?




Pequeno trecho do balé.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Janelinha


 Alerta: Conversa de vovó.




Há alguns dias a Priscila me telefonou, para dizer que a Isadora estava com um dentinho mole.
Levara a menininha à dentista, que percebeu a novidade.
Já?





Nossa, assustei. Com cinco anos e quatro meses, minha netinha já estava com um dente mole.
Adorei saber a notícia, mas assustei.
É, minha netinha está crescendo.
A recomendação foi a de deixar o dente cair por si só.
E ontem à noite o telefone tocou.
Atendi. Do outro lado uma vozinha:
- Vovó, meu dente caiu.
- Que bom, minha linda. Como foi que ele caiu?
- Eu estava comendo manga. De repente ... quase enguli.
- Quer dizer que agora você está com uma janelinha? Vai pro Skype, que a vovó quer ver.
- Você está em São Paulo ?
- Não, minha boneca. A vovó está em Santos.
- Que pena. É que eu vou fazer uma festinha, para comemorar.
E a festinha aconteceu. A Priscila me contou que a Isadora ficou muito feliz, e disse que queria fazer uma festa, mesmo sem convidados. 
Então, ela fez brigadeiro, e a queda do dente foi comemorada.
A queda do dente, e o primeiro passo para uma nova fase de crescimento.
Como o tempo passa depressa.


Tinha acabado de escrever, e de publicar, quando a Pri me telefonou para contar que, na ida para a escola, a Isadora lhe perguntou:
Mamãe, que dia foi ontem?
Eu preciso guardar esse dia, que foi muito importante.
Levou o dentinho para a escola, e foi anunciando desde a porta o que lhe acontecera.
Incrível essa menininha. Percebeu a importância do fato. Percebeu que está mudando. Que está crescendo. Daí a vontade de festejar. 



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Estresse e cozinha

O dia foi complicado.
Decisão difícil de ser tomada, que causou um estresse grande.
Aliás, o estresse começou há alguns dias, quando eu percebi que teria que tomar essa decisão.
Decisão tomada, o jeito é tentar relaxar.
Como?
Talvez andando um pouco na orla da praia. Hora do pôr-do-sol, mar calmo, passando paz e tranquilidade.
Antes de sair, um trovão, seguido de chuva forte.
Como relaxar?
Na cozinha.
Sim, a cozinha pode ser relaxante. Basta fazer algo saboroso.
Daí, lembrei-me de um “Crêpe Suzette”, que fiz há algum tempo, e que ficou delicioso.




Mas também lembrei de um Maple Syrup, aguardando uso em panquecas, e de um doce de leite cremoso, pronto para ser consumido.
Resolvi.
Vou fazer panquecas ligeiramente mais grossas, com a receita do Crêpe Suzette, e servi-las com o doce de leite e com o maple.
E tudo deu certo. As panquecas ficaram muito gostosas, e o estresse diminuiu bastante.





Quem sabe amanhã acordo absolutamente tranquila.
Ou, então, vou acabar de me curar andando na orla da praia, com o sol da manhã e o mar calmo, que sempre passa paz e tranquilidade. 



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Melhor idade?



“De repente, sem perceber, passamos para o outro lado”.
"Envelhecer não é para os fracos".
Essas foram frases que me chamaram a atenção no filme "Late bloomers – O amor não tem fim".
A primeira, não sei se foi dita com essas palavras, mas o sentido foi esse. Quem a disse foi a personagem Mary (Isabella Rosselini) quando, vivenciando algumas dificuldades da idade, fala para o marido, com quem vive há trinta anos, que eles envelheceram. A impressão que fica é que os problemas surgiram de uma hora para outra.
E é assim mesmo.
Não se percebe com exatidão essa troca de lado, mas de repente estamos subindo, ou descendo escadas com mais cuidado, de repente estamos nos apoiando para levantar de uma poltrona, de repente estamos olhando, com atenção, para os lugares em que pisamos, de repente estamos tomando remédios de uso continuado.
A segunda frase, que até teve uma tradução meio tosca (para envelhecer é preciso ser macho), foi dita por um amigo do principal personagem, ao relacionar uma série de limitações que passou a ter com o envelhecimento.
Sim, para envelhecer é preciso ser forte, de preferência. Só assim os limites serão enfrentados com tranquilidade, as perdas serão aceitas, a solidão não pesará e a alegria de viver será mantida.
O filme é muito interessante, e é classificado como comédia dramática.
É a classificação adequada para os filmes que abordam o quotidiano da vida. Sim, porque toda vida tem sua parte leve, alegre, e tem sua parte difícil, pesada.
Os atores estão ótimos. William Hurt faz o papel de Adam, um arquiteto premiado.
Isabella Rosselini foi escolhida para o papel, porque era uma das poucas atrizes quase sexagenária que não havia se submetido a qualquer cirurgia plástica de rejuvenescimento.
Penso que o filme não agradará aos mais jovens, porque ainda não pensam na inevitabilidade da velhice.
Mas os mais maduros, e aqueles que romperam a barreira dos 60 anos, riem bastante e se identificam, em muitas passagens, com os personagens.
E o filme, embora trate dos problemas da velhice com humor e leveza, também deixa claro, sabiamente, que a expressão melhor idade não é a mais adequada para essa fase da vida. Melhor, por que?


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Controle pela digital?






Li, hoje, que escolas municipais do Ensino Fundamental de Praia Grande (SP), estão inovando no controle da presença dos seus alunos.
A antiga chamada, feita no início das aulas, foi substituída por um sistema de leitura biométrica da digital dos alunos.
O equipamento é colocado em todas as salas de aula, e os alunos devem encostar seu dedo indicador no equipamento, para marcar presença.
Confesso que achei isso muito estranho, além de inibidor de relacionamentos.
No início da minha vida profissional, antes de cursar Direito, fui professora, e a chamada dos alunos, em ordem alfabética, era um instrumento importantíssimo para a aprendizagem dos seus nomes. Conhecendo os nomes, o relacionamento era mais fácil. E, em pouco tempo, era estabelecida uma boa comunicação com os alunos.
E as chamadas pelos nomes também eram importantes para os alunos. Respondendo a chamada falando "presente", e levantando o braço,  o aluno se identificava. E, dessa forma, era possível, a todos, conhecer e saber todos os nomes dos colegas, ainda que a amizade fosse estabelecida somente com alguns.
Mas agora, com a abolição das chamadas, será que os professores irão aprender o nome dos seus alunos?
Numa classe numerosa, com 35 ou 40 alunos, e levando-se em conta que um professor dá aulas em várias classes, acho que será difícil. Os alunos que, por um motivo ou outro, se sobressaírem,  logo serão conhecidos.
Mas a maioria ficará no limbo.
Será que estou exagerando?
O que penso é que, eventuais benefícios nesse controle pela digital, não justificam a supressão das chamadas. 
Não dá para haver uma convivência pacífica entre a máquina e o controle pessoal?




Ilustração daqui.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Festejando o aniversário






17 de novembro.
Comecei o dia, feliz, e com um pensamento de agradecimento aos meus pais, e a Deus, pela vida.
Foi um dia de muita energia positiva, de muitas surpresas boas, de muito carinho.
Logo cedo, antes de tomar o café da manhã, já havia recebido vários cumprimentos pelo facebook. E foi assim o dia inteiro, marcando meu dia de uma forma diferente. Muitos e muitos cumprimentos, em mensagens carinhosas.
Depois, flores chegando, e enfeitando meu dia.




E, a partir das 16 horas, os mimos, abraços e beijos de muitos.
À tarde, um chá em torno da mesa.



 À noite, brindes com vinho, e eu recebi o grande presente da visita do meu tio Paulo, acompanhado pela tia Mercedes.  Irmão caçula da minha querida mãe, o tio Paulo veio, com seus 90 anos, me trazer seu abraço tão valioso.




Eu, que por não ter feito convites, achava que receberia um número bem pequeno de pessoas, recebi amigos e parentes, das quatro da tarde até onze da noite.




Sempre gostei de festejar aniversários, mas nesse ano estava meio desanimadinha. Contudo, para me prevenir, caso aparecesse alguém, comprei alguns salgadinhos de forno, e pensei em encomendar um bolo.
Até que, achando que seria bom para entrar no clima, resolvi que eu mesma faria o bolo “da festa”. E realmente, a partir daí, voltei ao meu entendimento habitual de que é bom comemorar.
Muitas foram as demonstrações de amizade e carinho. Amigos de perto, e de longe.
E a netinha, que saiu com sua mamãe, direto da escola em São Paulo, para o aniversário da vovó em Santos, colocou um vestidinho de festa e assumiu seu lugar de ajudante. Partiu e serviu o bolo, serviu salgadinhos e doces, e perguntou aos presentes o que queriam beber. As amigas da vovó custaram a acreditar que a gracinha só tem 5 anos.






Sim, foi muito bom festejar mais um ano, e torço para no próximo estar novamente comemorando, e recebendo o carinho daqueles que fazem parte da minha vida.


                                     
                                                                   Viva!