quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Despedida




Sentimentos e emoções me envolvem inteiramente.
Caminhando pela alameda do cemitério, num cortejo familiar, lembrei da primeira grande viagem que minha mãe fez, logo após sua viuvez.
Nós, seus filhos, achamos que a viagem seria muito boa para ela, e fomos todos, mais ou menos em cortejo, acompanhá-la para as despedidas no aeroporto.
Hoje, repetimos nossos passos em conjunto, num acompanhamento silencioso, para nossas últimas despedidas.
Não pude deixar de lembrar e comparar. Alegria, e tristeza. Muita festa, muitas lágrimas.
Após uma trajetória de vida maravilhosa, de fé e luta, deixando espalhadas em seus 9 filhos, 26 netos e 33 bisnetos, sementes de coragem, generosidade, alegria, amor, minha mãe partiu aos 96 anos e 11 meses de idade.
Missão totalmente cumprida.
Só me resta agradecer por nossa convivência durante tantos anos, por sua luz, por seus exemplos, por sua vida. E lembrar, lembrar muito, com muita saudade.


Acima, com os filhos, na festa dos seus 90 anos.

Filhos, genros, noras, muitos dos netos e bisnetos.

Cantando, com sua voz maravilhosa, a modinha "Quem sabe ?", de Carlos Gomes.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal



As palavras estão me faltando.
Fica a imagem, que expressa tão bem o sentido do Natal.

Feliz Natal.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Criar tempo?




Sumi dos meus blogs. Dos meus, e dos amigos.

Precisei fazer uma pequena reforma no meu apartamento e, para não fugir à regra das reformas, uma coisa puxou a outra, aumentando o serviço. Por sua vez, os prestadores de serviço também falharam em alguns prazos.

Some-se a isso a correria do final do ano.

Com esse quadro, minha rotina mudou um pouco, e o tempo para os blogs encurtou bastante.

E por falar em tempo, tive, ontem, minha atenção chamada para a capa do suplemento Equilíbrio, da Folha de São Paulo (21/12/2010).

A chamada é: “Crie tempo. Teoria e prática para um melhor aproveitamento de minutos, horas, dias semanas, ano”.

Atraente, não?

Fui direto para a matéria, intitulada “Construa seu tempo”, e que pretende dar “sugestões para um 2011 com mais prazos, mais escolhas, mais horas livres e menos atrasos, menos urgências, menos pendências”.

Li tudo e confesso: não descobri como criar tempo.

Achei algumas dicas válidas, como a que aconselha a não brigar com o tempo, parando de pensar nas coisas que não conseguiu fazer ou terminar. E ainda, a da importância da agenda, para administrar o tempo.

Agendar é indispensável. Permite a organização.

Mas, criar o tempo?

Talvez seja mais adequado o titulo da matéria: “Construa seu tempo”.

Mas, pensando melhor, talvez seja mesmo possível criar tempo, administrando-o melhor para que sobre algum.

De qualquer forma, para que tudo fique mais leve, o melhor é seguir o conselho musical:

“Deixa a vida me levar, vida leva eu ...”

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Domingo em São Paulo – Av. Paulista II


Feiras de artesanato são, para mim, uma verdadeira atração. Gosto de descobri-las, e visitá-las.
Criatividade, arte, beleza, funcionalidade. Tudo isso nas barraquinhas ou estandes dessas feiras, encontradas, acho eu, nos quatro cantos do mundo.
Há algum tempo falei sobre programas para os domingos na Av. Paulista, e fiz referência à feira de artesanato que funciona em dependências do Center 3. O ponto ótimo. Faz frente para a Av. Paulista, e tem entradas pelas ruas Augusta e Luís Coelho.
No Center 3 funcionam várias lojas, cinemas e restaurantes mas, aos domingos, ele abriga em seus corredores uma feira muito interessante.
E o melhor, pode-se ir à feira mesmo em dias de chuva.
Os produtos são variadíssimos e atraentes. Difícil é sair de lá sem alguma novidade, ou presentinho.


Bijuterias em madeira.


Bonecas de pano e mosaico com casca de ovo. Incrível esse trabalho de mosaico.


Luminárias ultra-decorativas.


Trabalhos variadíssimos com antigos discos de vinil, acrílico, plástico. Como ilustrações, celebridades antigas e atuais. Tudo bem charmoso.




Origami em tecidos. As carteiras para dinheiro são muito leves, e sem qualquer costura.





Trabalhos com cabaças.



Camisetas com todo tipo de estamparia.


E para terminar, um refrescante suco numa das cafeterias do local. É um programa simples, mas muito gostoso.





terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Depois da pausa azul


Cheguei certa de que encontraria resolvidas algumas pendências sobre pequena reforma em casa, mas nada.

Cheguei com o propósito de retomar caminhadas diárias, mas tive que interrompê-las novamente.

Cheguei com a idéia de conseguir ajuda para grandes arrumações em armários, não deu.

Cheguei ... e entrei na realidade.

Cobrando o pessoal, para encerrar os serviços de reforma.

Torcendo para que a chuva dê uma trégua.

Começando a arrumação sozinha.

Ai, ai ...

Acho que estou meio desanimadinha.

Na verdade, gostaria que surgisse uma fada azul, para resolver tudo com sua varinha.

Plin, plin ...


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pausa azul



Sentada na varanda, bem sobre o mar.
Mar, mar por todos os lados.
Mar azul, lindo demais.
Espuma, aqui e ali, das ondas que arrebentam.
Espuma mais larga, provocada pelo navio, no seu passo regular em busca de outros portos.
Hoje estou no meu 4º dia de cruzeiro. Admirando a beleza do mar, sem cansar.



(Todas as fotos foram tiradas da varanda. O pôr-do-sol foi no porto de Maceió).

(Como é muito difícil usar internet por aqui, meus blogs, e minhas visitas aos blogs amigos, ficarão suspensos por um tempo).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Recado de amor



(Alerta: conversa de vovó).

Minhas meninas saíram de férias. Mãe e filha.

Filha e neta.

Escrevendo um e-mail com notícias da primeira etapa da viagem, Priscila perguntou para a Isadora o que ela gostaria de dizer.

-Você é linda, vovó, e eu quero ser linda como você. E telefones não são para brigar. Beijos. Isadora para vovó.

Essa netinha!

Ainda em São Paulo, na casa das meninas, pouco tempo antes de sairmos para o aeroporto, o telefone tocou e quem atendeu foi a menininha.

-Mamãe, é com você.

E eu:

-A mamãe está ocupada. Deixa que a vovó atende.

- Não, é para a mamãe.

- Minha linda, a mamãe não pode atender, e a pessoa que está no telefone não pode ficar esperando. Dá o telefone para a vovó.

Nada. Ela cada vez mais agarrada no telefone.

Então, a vovó adotou uma máxima antiga, “se não vai por bem, vai por mal” e pegou o telefone da sua mão.

A menininha saiu chorando, e foi se queixar para a mamãe.

E a vovó escutou entre os soluços:

-Não vou falar mais com a vovó, nunca mais.

E não é que horas depois do ocorrido, e vencida a primeira etapa da viagem, minha menininha me manda esse recado?

É isso, minha linda, “telefones não são para brigar”.



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Final feliz





Os dois estavam sós. Ele, viúvo. Ela, divorciada. Cada um com um casal de filhos.
A quilômetros de distância de suas cidades, conheceram-se num Congresso.
Após a abertura do evento, uma grande comemoração ao redor da piscina do hotel-sede, com apresentação de “bumba-meu-boi” e de outros grupos folclóricos.
Nessa noite, havia de 200 a 250 participantes.
Ela, durante as apresentações, num grupo de colegas até então desconhecidos, estava dizendo que era de Santos, Estado de São Paulo.
Ele, passando ao lado do grupo, e escutando sua colocação, perguntou:
Quem é de Santos?
Ela se apresentou, e eles começaram a conversar.
E foi assim, que há exatos 25 anos, eles se encontraram em São Luís, capital do Estado do Maranhão.
E descobriram que eram quase vizinhos. Viviam em cidades do litoral do Estado de São Paulo, separados por somente 50 km. Talvez, quando estudantes, até tivessem se cruzado em alguma ocasião pois, na época da infância e adolescência, ambos viviam em Santos.
Mas tiveram que viver bastante, constituir família e criar filhos.
Depois, tiveram que viajar mais de 3000 quilômetros para que pudessem se encontrar, conhecer e iniciar uma nova vida com muito amor e companheirismo.
E agora, nesse clima gostoso de carinho e entendimento, chegou a hora de festejarmos nossos 25 anos de feliz união. Viva!


Acima, 1985/1986.

Abaixo, 2010.



(Por que não estou conseguindo ampliar as fotos, mediante um "clic"? Alguém pode me ajudar?)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Satisfação II


Foi um dia feliz.
Logo no seu início, graças à incrível internet, recebi muitos cumprimentos por comentários no meu blog e pelo facebook. Comentários sem fronteiras, escritos no Brasil e em muitos outros países. Coisa absolutamente fantástica.
Amigos antigos, amigos novos. Amigos do mundo real, e amigos do mundo virtual que, é evidente, também fazem parte do real.
Tive ainda a surpresa preparada pela Lúcia, do blog De amor e de ..., que escreveu cumprimentando as aniversariantes do dia, e me dedicou palavras muito amáveis.
Telefonemas, e mails. Muitas gentilezas.
Assim, fui atravessando meu dia só com coisas boas. Cumprimentos amigos, votos de saúde, amor, alegrias e paz.
Foram presentes inestimáveis, que fizeram com que o dia 17/11/2010 fosse um dia realmente feliz.
E como agradecimento, por todos esses mimos internáuticos que recebi, transcrevo a poesia da Cora Coralina, que me foi dedicada em comentário no blog pela Nina, do Menina de Cachos:

Saber Viver

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Satisfação


Foi um dia feliz.

Flores, carregadas de carinho.












Lanche, preparado com amor.






Bolo, docinho na medida, e dividido com bom vinho.




Família, razão da reunião.








E para a pequenininha, um gostoso brigadeirão.



Foi um dia feliz.

(Em São Paulo, no dia 17/11/2010).



quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Apagando velinha




Hoje é dia de alegria e, para festejar a vida e o meu aniversário, fotinhos dos meus primeiros anos de vida.
De bebê sorridente, mas também sério, para menininha séria, feliz, e com ar sonhador.
De 9 ou 10 meses, até 9 anos.
Que fase importante. Crescimento, brincadeiras, aprendizagem, formação.



E daí até os dias de hoje, quantas histórias.
Buscas, encontros, desencontros, alegrias, tristezas, dúvidas, certezas, sonhos, desilusões, realizações, esperança.
Amor.
Vida.


(Fica faltando uma fotinho que eu adoro, mas que não consegui localizar).


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Historinhas da Isadora


(Alerta: essa é uma conversa de vovó).

Às vezes eu chego a duvidar do poder do exemplo na educação, mas em muitas ocasiões eu devo reconhecer que ele tem um papel muito importante.

E digo isso só de observar vários dos comportamentos da minha netinha, que embora tenha somente 4 anos demonstra ser observadora, e assimiladora de lições passadas só por exemplos.

Historinha nº1

Outro dia estávamos num shopping e ela fez um lanchinho rápido, saindo da lanchonete com um pacotinho de batatinhas. Foi comendo pelo caminho, até acabar.

Nesse meio tempo entramos numa perfumaria e ela, estendendo a mãozinha para a vendedora, perguntou:

Você tem um lixinho?

Dentro da sua mão estava o saquinho amassado.

É exatamente o que fazemos. Às vezes andamos quadras com um papelzinho na mão, até encontrarmos um recipiente para lixo.

Historinha nº2

Ela é muito gentil, e gosta bastante de agradar todas as pessoas.

Outro dia, estando em São Paulo, fui visitá-la. Sua mamãe estava trabalhando, e ela estava com a funcionária.

Conversamos um pouco e ela me disse:

Vovó, vou servir um cafezinho para você.

E pediu para a funcionária que fizesse um café. Mas, ao entrar na cozinha, viu laranjas na fruteira e começou a pegá-las, dizendo:

Vovó, acho que vou fazer um suco para você.

Declinei, dizendo que tomaria o café.

Pronto o café, ela foi atrás de um biscoitinho pequeno para colocá-lo no pires.

Quer comportamento mais gentil?

Sei que conversa de vovó não tem muito interesse, mas não posso deixar de registrar esses fatos que, se não forem anotados, acabarão sendo esquecidos. E é bom para sempre lembrarmos que as crianças são ótimas observadoras, e também para que minha netinha, quando crescida, possa saber de fatos da sua infância.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ócio produtivo



Anos de correria, de muito trabalho, de muito raciocínio, de decisões e resultados palpáveis.

De repente a inatividade, com a perspectiva de tempo ocioso, tranquilidade e muito lazer.

O tempo, continua escasso.

A correria, continua presente.

O lazer, numa medida menor do que a imaginada.

E os resultados? Nem sempre percebidos.

Antes de me aposentar, caminhando pelo calçadão e vendo muitas pessoas sentadas nos bancos da praia, “batendo um papo” animado, comentei mais de uma vez que precisaria aprender “a jogar conversa fora” para quando não mais estivesse trabalhando.

Queria aprender a falar por falar, trocar ideias surgidas na hora, comentar o óbvio, sem outras preocupações.

Mas não aprendi. Embora tivesse a consciência de que seria importante “jogar conversa fora”, não soube buscar um treinamento.

Por que?

Parece que a vida do trabalho nos vicia em busca de objetivos, em produção, e quando podemos nos desligar disso, temos enorme dificuldade.

O dia termina, sabemos que fizemos muitas coisas, mas como disso tudo não resultou algo visível, ou palpável, ficamos com um sentimento de frustração. Não sabemos “fazer por fazer”.

Numa ótima abordagem sobre a matéria, Anna Verônica Mautner*, na Folha Equilíbrio do último dia 02/11/2010, indaga:

“Quanto treino é exigido do homem urbano para passar do útil, do produtivo, para o à toa, o fazer por fazer?”

E afirma:

“Mudar de ser planejante, sempre cheio de objetivos e intenções, para um ser capaz de atividades com vista não para o ‘amanhã’ e sim para o ‘aqui agora’ demanda treino, consciência e empenho.”

É verdade. É preciso “desenvolver aptidão para o fazer por fazer, o estar por estar, sem qualquer ligação com fins outros que não o instante que se está vivendo.”

E, sobretudo, sem qualquer tipo de preocupação. Agir com leveza, como as crianças. Viver sabiamente o momento presente.

Será esse o verdadeiro “ócio produtivo”?


*(Psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo)


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pura alegria



Quer coisa mais gostosa do que risada de criança?

E quando essa risada aberta e gostosa é dada durante um banho de mar, misturada com pulinhos de ondas?

Pois foi exatamente essa cena deliciosa que vivi hoje pela manhã, em plena 2ª feira, na praia com minha netinha.

Ela, que havia chegado de surpresa no sábado à tarde, me disse no domingo:

Vovó, já combinei com a mamãe. Ela volta para São Paulo, mas eu vou ficar.

E assim foi. Sua mamãe voltou para São Paulo e para o trabalho. E ela ficou em Santos, com a vovó, e para o lazer. Nessa idade de 4 anos, ainda dá para faltar a escola, e quem gosta, e mais aproveita, é a vovó.

O dia estava maravilhoso. Sol, mar lindo com ondas pequenas, temperatura da água muito boa. Uma manhã perfeita para a praia. Ainda mais com companhia tão querida.

E as risadas.... Risadas, gargalhadas... Muitas, o tempo todo.

Pura alegria!

Doce infância!