terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ano Novo



Estamos a um passo do Ano Novo, época de renovar as esperanças e os sonhos, época de expressar bons votos a todos que nos são próximos.

Desejarei, a todos, aquilo que quero para mim: amor, saúde e paz. Penso que isso é o fundamental para bem vivermos. Com amor, saúde e paz, certamente também teremos muitas alegrias, companheirismo, compreensão, solidariedade, tranquilidade e força para enfrentar eventuais dificuldades.

Para os mais jovens, e que estão construindo seu caminho, desejo boas oportunidades de trabalho e muitas realizações.

E, para todos, também desejo “din din”, bastante “din din”. Dinheiro para uma existência sem preocupações, e ainda com uma boa folga para que as coisas boas da vida possam ser usufruídas.

Feliz 2009 !

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Programa de sol


Hoje cedo, da minha janela da sala, essa foi a paisagem que vi, só que com mais sol, com muito mais luminosidade, pois essas fotos foram tiradas no último inverno e, agora, estamos em pleno verão. Praia linda da minha cidade, toda contornada por jardins, e que eu tenho o privilégio de admirar todos os dias.


Logo pensei que estava uma manhã ótima para uma caminhada, bem pela beirada do mar. Mas ao olhar para minha netinha, mudei de idéia e resolvi levá-la para um programa de construção de castelos de areia.
Ela adora ir à praia e o difícil é convencê-la a voltar para casa. Assim que a convidei ela tratou de pegar seu equipamento para a praia, com baldinhos, peneira, forminhas. Colocamos biquini, havaianas e lá fomos nós. Pena que não deu para ficar muito tempo porque o sol estava muito forte, e tanto a bonequinha como a vovó têm pele clara.





O programa foi uma delícia. Depois da areia ficamos, um pouquinho, na beirada do mar molhando os pés e pernas.
E depois de tudo isso, um bom banho de chuveiro, almoço e soneca. Nem deu tempo de ir para a caminha.
Já estamos programando uma volta à praia, quem sabe hoje mesmo, no final da tarde, já com o sol se pondo como nessa foto há 5 meses atrás, que copiei daqui.


terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal em família


Sempre festejamos o Natal em família. Minhas lembranças mais antigas me levam à colocação dos meus sapatinhos ao lado da cama para que o Papai Noel ali deixasse sua lembrança. Depois, começou a se formar a outra lembrança : a do almoço de Natal. No início éramos 11 pessoas : meus pais e meus oito irmãos. Com o tempo esse número foi aumentando, mas a tradição já estava bem consolidada e o almoço de Natal em família continuou, ano a ano.

Do casal inicial nasceram os nove filhos que, casados, transformaram-se em 18. Daí vieram os filhos dos filhos, e os filhos dos netos. São 27 netos e, até hoje, 32 bisnetos. Meu pai partiu, antes de conhecer os bisnetos, mas em lembrança sempre esteve presente no almoço de Natal.

Até poucos anos atrás conseguimos reunir praticamente toda a família e era uma festa sem igual.

A figura forte, minha mãe.

Logo depois do almoço, eu tocava no piano nossa principal música de Natal, acompanhada pelo canto de todos :

Noite feliz, noite feliz,

Ó Senhor, Deus de amor

Pobrezinho, nasceu em Belém

Eis na lapa Jesus, nosso bem

Dorme em paz, ó Jesus

Dorme em paz, ó Jesus.

Terminada a música, era a hora de ouvirmos as palavras de D. Norma, nossa mãe que, com voz firme, falava sobre o significado da data e sobre a união da família. Com o passar dos anos, essa voz foi enfraquecendo e sendo substituída pela voz de um dos filhos.


Depois das palavras, chegava a hora dos presentes. Parece incrível, mas minha mãe conseguia dar uma lembrancinha, muitas vezes feita por ela, para todos os filhos, genros, noras e netos. Ela ia chamando, um a um, por ordem de idade. Daí, os netos cresceram, passaram a ter seus filhos e ficou impossível dar presentes para todos. Mas ela sempre adorou essa parte e passou, então, a presentear somente os bisnetos. Formava uma fila com as criancinhas e dava seus pequenos mimos.

Esse entusiasmo e participação também foram enfraquecendo junto com sua voz, mas foram tão fortes, durante anos e anos, que deixaram uma marca indelével do seu amor à família e ao sentido do Natal.



Nosso almoço de Natal sempre foi uma festa muito alegre e bonita. Às vezes fazíamos encenações sobre o nascimento de Cristo e, em outras, grupo de jograis.




A cada ano, na reunião de Natal, havia mais um, dois, ou até mais de dois novos membros da família. Os nenês que estavam nascendo, ou um jovem que entrava pelo casamento. No ano passado, 2007, tivemos dois nenês, mas também tivemos que enfrentar a dor grande da ausência de um sobrinho querido, vitima de um acidente atroz.

Nesse mesmo ano tivemos que mudar o local da festa, porque nossa mãe deixou de ter condições de viajar pouco mais de 50 km até a casa onde costumávamos nos reunir. Foram muitos os almoços de Natal na nossa casa em Itanhaém, e ainda associamos nossa festa a esse local.

Abaixo, fotos do Natal de 2006, último ano em que nos reunimos em Itanhaém. Pela ordem, minha mãe com seus nove filhos, com suas noras e genros, com seus netos e, por último, com seus bisnetos.




Mudanças vão surgindo e temos que nos adaptar a elas. Estamos buscando um novo formato para o nosso almoço de Natal, que agora é realizado num salão de festas, para poder abrigar um número grande de pessoas. No total, somos quase 100, e já não dá para reunir todos. De qualquer forma, nossa mãe, com seus 9 filhos, genros e noras, continuam presentes. Muitos netos, e alguns bisnetos, também marcam presença. Mudando, adaptando, mas tentando manter essa tradição que tanto tem representado para todos nós.

Feliz Natal para todos nós !

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Almoço em família

Durante a semana, o almoço é com os amigos, ou colegas de trabalho. Não há tempo para almoçar em casa, pelo menos nas cidades grandes.

À noite, praticamente já não existe mais jantar em família. Às vezes, um lanche rápido, em conjunto. Outras vezes, cada um faz seu lanche num horário.

Café da manhã, é a mesma coisa. A não ser que os filhos sejam pequenos, é quase impossível que todos o tomem na mesma hora.

Nos fins de semana, tudo se repete. Os jovens saem com os amigos, para programas diversos, ou viagens curtas. A convivência com pais, irmãos, ou outros familiares, quase não encontra espaço nas agendas.

Até o almoço de domingo, que tradicionalmente reunia toda a família, parece ter virado coisa do passado.

Acho uma pena.

É em torno da mesa de refeição, que os membros de uma família têm a melhor oportunidade para a convivência, para fortalecer os laços de afeto, para melhor conhecimento, um do outro. É a ocasião para a troca de idéias, para dar boas notícias, para dar boas risadas. Se não existirem as reuniões familiares, como as crianças formarão a idéia de grupo familiar? E é vivendo no grupo familiar, nos contatos com pessoas de idades e personalidades diversas, que as crianças aprendem a viver nos outros grupos sociais.

Penso que, aqueles que valorizam a família, e que querem mostrar para seus filhos a importância de pertencer a um grupo,  devem se esforçar para manter os almoços de família. Nem que seja um só. Um só almoço de domingo, em família, pelo menos uma vez ao mês. Os pais (avós) com certeza ficarão contentes, e o ganho será de todos.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Quem gosta do Woody Allen ?

Sempre gostei de cinema. Sou do tempo em que o grande programa de domingo era a matinê dos cinemas. Almoçávamos em família e, depois do almoço, ganhávamos uns trocados para irmos ao cinema.

Depois, quando maiores, passávamos a ir na primeira sessão da noite de sábado, que normalmente começava às 20 horas.

Era quase que um ritual, e esperávamos o fim-de-semana com ansiedade para que pudéssemos cumpri-lo.

Quando meus filhos eram pequenos também os incentivei a gostar de cinema. Costumava levá-los a uma sessão de filmes infantis, chamada Sessão Coca-Cola, no domingo de manhã.

Para mim, quando o filme é bom, o cinema é um programa e tanto. Mas cinema no cinema, e não na televisão. Até assisto um DVD de vez em quando, mas gosto mesmo do ritual da sala de cinema.

Outro dia fui assistir o último filme de Woody Allen: Vicky Cristina Barcelona.  Vi muitos dos seus numerosos filmes, e gostei da maioria.

Acho seus roteiros muito inteligentes e interessantes, e ele aborda a personalidade e os relacionamentos humanos de uma forma absolutamente original.

Seu último filme, como o nome sugere, passa-se em Barcelona. 



Vicky e Cristina são duas garotas americanas, muito amigas, que vão passar algum tempo em Barcelona, com propósitos diversos.

Numa galeria de arte, elas conhecem um pintor sedutor, recém-saído de um relacionamento tempestuoso e, a partir disso, o filme se desenrola. A trilha sonora é muito boa, leve e alegre, combinando com o simpático clima de Barcelona. Adorei.

Os principais papéis foram feitos por Rebecca Hall, Scarlett  Johansson, Javier Bardem, Penélope Cruz. 

Valeu a pena. Saí do cinema bem leve, e feliz pelo bom programa.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Alimento para o Blog


Pelo Sabor e Saudade, fiquei conhecendo o projeto de um ilustrador espanhol, Nacho Gomez, que preocupado com o desaparecimento de muitos blogs, por falta de comentários, criou selos em várias línguas com a seguinte inscrição: “ um blog alimenta-se dos teus comentários”.

Essas ilustrações encontram-se no seu blog SOB.

Lançou, assim, com grande repercussão, uma campanha de fomento de comentários, pois esses seriam o alimento para evitar a morte de um blog.

Realmente acho importante que os visitantes de um blog deixem seus comentários. Quem escreve quer ser lido e, se puder saber o que os outros estão achando dos seus escritos, melhor ainda.

O interessante é que, a partir de comentários constantes, passa a existir uma ligação forte entre quem escreve e quem lê e comenta.

Eu gosto muito de receber comentários e hoje tive a maior surpresa. Recebi um comentário de uma garota chilena, que encontrou na blogosfera meu post sobre a campanha de “abraços grátis”, que conheci numa viagem ao Chile. Ela me escreveu para dizer que tinha gostado muito do que eu havia escrito, e que ela era a jovem que aparecia numa das fotos. Foi um alimento e tanto o que ela deu hoje para meu blog.

As ilustrações do Nacho Gomez acham-se à disposição de quem quiser. Basta escolher uma, copiar seu código e incluir no blog próprio. Foi o que eu fiz. Como não existia nenhuma em português, escolhi em “Galego”. E não é que o galego se parece muito com o português?

Coloquei a sugestiva ilustração na lateral do meu blog, e devo colocá-la, também, nos meus outros blogs : helofoto.blogspot.com e heloisaaprendiz.blogspot.com que, com certeza, gostarão de receber um pouco de alimento.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Novo nome

Tenho pensado em alterar o nome do meu blog.

Antes, quero deixar bem claro que adoro ser vovó e poder acompanhar todas a graças da minha netinha.

O que acontece é que às vezes penso que a denominação “Blog da vovó” dá a idéia de que esse espaço se resume a um lugar restrito a gracinhas de netos, trabalhinhos de tricô e de crochê. E essas coisas, muitas vezes, não despertam o interesse geral. Também gosto de trabalhos de tricô e de crochê, mas o que não quero é que meu blog seja associado somente a essas atividades tradicionalmente associadas a uma vovó.

Quero que seu nome corresponda à sua realidade, ou seja, um espaço onde se pretende debater a vida, ainda que o debate se inicie por algo acontecido com um neto, filho ou mãe, ou a alguma coisa do dia-a-dia de uma avó.

E quero que esse novo nome desperte a curiosidade de quem, por um acaso, venha a encontrá-lo em uma listagem de blogs, ou em outro lugar qualquer. 

Contudo preciso evitar que, com a mudança de nome, meu blog venha a se perder no universo enorme da blogosfera. Para isso, penso que o endereço atual terá que ser mantido. Mudança, só na denominação.

Já estou pensando no novo nome, mas acho que precisarei fazer uns testes antes da definição e, depois, assumir a mudança com coragem. Acho que essa é a época propícia para mudanças, não? 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sombra e água fresca

Tem mais alguém precisando?


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Cozinha a quatro mãos


Vi um prato tentador no Sabor Saudade, e resolvi fazê-lo para o jantar.
Minha netinha, que está com dois anos e quatro meses, tinha acabado de chegar da escolinha, e convidei-a para me ajudar. É claro que ela adora mexer em água e, por isso, pedi que ela lavasse as folhas de espinafre, junto comigo. Depois, ela ficou encarregada de secá-las.
E assim, a quatro mãos, fomos montando a nossa “Galette de tomate”. Essa é a receita da Claudia, do Sabor Saudade.

“Receita:

Massa folheada pronta ou feita em casa

4 a 5 tomates

2 xícaras de espinafre bebê

1 xícara de queijo ralado (muzzarela, gruyére, jarlsberg ou outro).
3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado

2 colheres de sopa de mostarda dijon

1 gema de ovo

Ramos de salsinha

sal e pimenta do reino a gosto


Como:

Abra a massa folheada sobre uma área esfarinhada até ficar do tamanho de uma forma de torta ou de um refratário raso. Forre a forma/refratário com a massa deixando sobras nos quatro lados. Espalhe a mostarda sobre a massa e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Arrume o espinafre formando uma caminha e coloque os tomates fatiados sobre o espinafre. Coloque então o queijo ralado, o queijo parmesão e a salsinha. Dobre as bordas da massa sobre o recheio formando uma moldura e pincele gema sobre a moldura. Leve ao forno 180C até que a massa folheada esteja cozida e a massa e ficar dourada. Uns 25-30 minutos. Servir bem quente.”


Para minha torta, usei mussarela de leite de búfala e 300 gramas de massa folhada, em rolo (que já vem aberta).


Começou assim:



Como a pequeninha adora tomate, enquanto eu ia colocando as fatias sobre as folhas de espinafre, ela aproveitou para comer um tomate inteiro.

Aqui a torta pronta, antes de ir ao forno e, abaixo, o resultado final.

Obrigada, Claudia. A preparação foi uma diversão, e no final todos aprovaram o quitute.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Conversa interrompida

Isso não ocorria só na hora do almoço, ou jantar. Em tempos, que já vão longe, as crianças, em nenhuma hipótese, poderiam interromper os mais velhos, ainda que fosse para falar alguma coisa com suas mães, ou pais. Deveriam aguardar uma pausa na conversa, para então colocarem suas palavras.
Fiquei anos sem ver qualquer ensinamento nesse sentido, até que um dia, na casa de uma cunhada, vi quando ela repreendeu seu neto, então com uns 7 ou 8 anos, porque ele estava interrompendo nossa conversa. Ela lhe disse : “a vovó está conversando. Espere sua vez”. Achei incrível! Realmente, há muito tempo eu não ouvia isso.
Como seria bom se conseguíssemos chegar a um equilíbrio e, sem qualquer tipo de excesso, fazer com que nossas crianças aprendessem a esperar um pouquinho, sem interromper seus pais a todo instante. Vocês já repararam como é difícil manter qualquer conversa quando as crianças estão por perto?
E não estou me referindo só às crianças pequeninas, mas também às mais crescidinhas. Suas mães não podem fazer uma visita, não podem encontrar com nenhuma amiga. Até podem, mas dificilmente conseguirão conversar, sem que sejam interrompidas a todo instante.

domingo, 23 de novembro de 2008

Moças Prendadas

São muitos blogs de culinária e de gastronomia. Cada um mais bonito que o outro, e com receitas que parecem ser fantásticas. Alguns mostram os passos da confecção do prato, outros só mostram o resultado final. Mas todos, com fotos tão bem feitas, que nos sentimos diante dos quitutes.

Confesso que, até pouco tempo, eu achava que as moças de hoje em dia não se interessassem por culinária. Com a vida atual tão corrida, pensava que elas nem mesmo pusessem o pé na cozinha.

Contudo, não é isso que estou observando nas minhas circuladas pela blogosfera. Essas jovens modernas, não só colocam os pés na cozinha, como as mãos e a imaginação. Criam pratos saborosos, mostram os passos a passos, colocam fotos lindas.

Acho incrível essa realidade, que eu desconhecia: a de jovens (ou de jovens senhoras) quituteiras. Parabéns para essas blogueiras que fazem maravilhas, e que contam seus segredos de cozinha de forma tão generosa.

E estou tão entusiasmada com as receitas que tenho visto, que hoje resolvi “ por a mão na massa” e inovar no meu almoço de domingo.

E comecei por um prato que não é tão comum no Brasil : coelho.

Resolvi fazer dois coelhos, com receitas diferentes. Para isso fui buscar socorro nos blogs http://elvirabistrot.blogspot.com/ e http://cozinhadanna.blogspot.com/. Ficaram fantásticos.

Comecei pelo Coelho assado à italiana, receita da Elvira. Depois de seguir os passos da receita, fritando os pedaços de coelho, aferventei ligeiramente algumas batatas e coloquei-as para assar junto com o coelho.



Enquanto o coelho à italiana estava no forno, passei para o "Coelho com hortelã", receita da Anna, que estava no tempero há três horas. Na verdade, são várias as ervas e temperos que vão no coelho, e só o cheiro do tempero já era uma delícia. Cozinhei em uma panela de barro, que vai direto à mesa, conservando o calor do prato. Para acompanhar o coelho com ervas, fiz um purê de mandioquinha.





Fiz, ainda, arroz de tomate, que ficou bem com os dois.

Nas fotos acima, o preparo e os resultados finais.

Pensei que meus convidados comeriam de um, ou de outro. Que nada. Comeram dos dois. Muito obrigada, amigas blogueiras.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mãe duas vezes


Já escrevi sobre o tema, no dia 5 de junho de 2008, sob a forma de pergunta. Seria a avó, mãe duas vezes?
Há mais de um mês estou numa temporada de sentir “na pele”, no corpo e alma, o que é ser mãe duas vezes.
Minha filha voltou a trabalhar, diariamente, fora de Santos. Sai bem cedinho, e chega à noite. E, nessa semana, está trabalhando um pouco mais loooonge.
Minha netinha está comigo, em minha casa. Se por um lado é um privilégio (http://blogdavovohelo.blogspot.com/search/label/privil%C3%A9gio )poder acompanhá-la no seu dia a dia, por outro, “ufa”, haja energia. Aliás, acho que os votos de energia foram os que mais recebi, junto com os parabéns pelo meu aniversário. Energia no sentido de vitalidade, de “pique” para resolver as demandas de uma linda menininha de 2 anos e quatro meses.
Tenho vivido momentos deliciosos, que só o acompanhamento diário permite. Em contraposição, estou com olheiras e, digamos assim, cansadiiiiinha.
Agora há pouco, ela me pediu água. Enchi o copinho e ela, na mesma hora, "muito obrigada, vovó."
Outro dia fui limpar a mesa, porque ela havia deixado cair pedaços de bolo, e ela me perguntou quem tinha feito a sujeira. Eu falei: foi você, minha linda. A espertinha, com voz compungida, repetiu duas vêzes : desculpa, vovó.
E são várias gracinhas como essas, o tempo todo ( será que só a vovó acha?).
É pena que ela esteja numa fase em que não quer tirar fotos. Mesmo assim, consegui alguns flagrantes:

De pijama e com sapatos da vovó


Vamos escovar os dentes?


Vigiando o sono dos bonecos e bichinhos


Brincando com encaixes.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Vamos brindar?



Hoje vocês são meus convidados para um brinde ao meu aniversário. Completo mais um ano de vida, com saúde e com as pessoas que amo.

É preciso, pois, brindar, e agradecer a todos aqueles que durante esse meu ano de vida me trouxeram alegrias, amizade, solidariedade.

Acho incrível a velocidade do passar do tempo. Esse é um bordão muito gasto, mas como é verdadeiro. Ainda ontem, eu era uma jovem e hoje, quase que num piscar de olhos, sou uma "jovem idosa". Achei essa expressão muito interessante e pertinente, e me foi atribuída numa viagem para Portugal. Eu e meu marido inauguramos, por acaso, um hotel em Leiria e, quando na continuação da viagem chegamos a Coimbra, num hotel da mesma rede, recebemos um impresso que informava a inauguração do hotel por um "casal muito simpático de jovens idosos brasileiros".

É isso mesmo. Não sou jovem, mas também não sou idosa.

Sou uma "jovem idosa", que mantém toda a motivação e entusiasmo da juventude, mas que fica atenta a eventuais limitações da idade.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Viroses?

Há um mês, ou mais, uma virose atrás da outra. No meio, uma infecção urinária e uma erupção na pele, que não cede. O catarro e a tosse, também persistem. Já se passaram os três dias em que a virose deveria ceder, e mais três, e mais três... Médicos, laboratório, pronto socorro infantil.

Parece que os cuidados com a saúde das crianças ficaram mais difíceis. Não sei se isso se deve ao aumento dos “vírus”, ou ao desenvolvimento das especialidades médicas.

Há tempos atrás, resolvíamos os problemas praticamente com o médico pediatra, como já tive a oportunidade de relatar no meu post do dia 27/08/08 (http://blogdavovohelo.blogspot.com/search/label/pediatra).

Pronto-socorro, raramente, até conto nos dedos (três vezes para dois filhos). Exames laboratoriais, nem me recordo. É verdade que o pediatra que acompanhou o nascimento dos meus filhos seguiu-os até a adolescência.  

É verdade, também, que para as pequenas ocorrências, e antes que aumentassem, ou agravassem, usávamos remédios homeopáticos. Esses, eram indicados por minha mãe que, do alto de sua experiência, após ter criado nove filhos só com homeopatia, sabia exatamente o que seria bom para nossas crianças.

Ora, se não há medicação alopata para muitas das ocorrências infantis, por que não usar a homeopatia, ou mesmo a fitoterapia?

Já estava com esse texto pronto, quando parece que surgiu um diagnóstico. A tosse e o catarro, depois de dias e dias aguardando-se o fim da “virose”, sem qualquer medicação  (a não ser anti-térmico), evoluíram “bem” : “rinosinusite e infecção respiratória aguda com sibilância” (até tremo ao escrever isso). Quanto à pele, “parece ser eritema infeccioso”. Restam dúvidas em relação à infecção urinária. Será que já está curada? Por que a criança está ficando até mais de dez horas sem urinar? Embora o empenho de horas e horas no laboratório, não foi possível fazer a coleta. O que nos dizem?

Acho tudo um absurdo tão grande que, embora não tenha certeza de sua pertinência, lembrei da famosa frase de Cícero : “ Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? “

 

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Amigo fiel

Ela adora um cachorrinho (nem precisa ser pequeno). É verdade que eles são cães da família, o que lhe dá segurança para aproximar-se.
Mas quando vê algum na rua, também quer “conversar”. Com certeza, vai querer ter um cãozinho, assim que crescer um pouco mais.


Quase todos concordam: o cão é um amigo fiel. Importante para as crianças, importante para os idosos.
Com os cachorros, as crianças ganham em relacionamento social e desevolvem sua afetividade. Crianças com problemas de saúde, e com distúrbios de comportamento, também se beneficiam muito da sua convivência com cães. Várias são as experiências nessa área, como na Escola Parque na Asa Norte em Brasília (http://neliaf.multiply.com/journal/item/1141), e no GRAAACC, em São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u450014.shtml)
E os cães-guias, verdadeiros olhos daqueles que deles dependem ? Conheço um lindo, o Bóris, companheiro inseparável de uma amiga.
E os cães companheiros de idosos?
Sempre vejo, nos jardins da praia, várias pessoas idosas passeando com seus cãezinhos. Acho que elas é que estão sendo levadas pelos cães, e não o contrário. Se não fossem eles, provavelmente essas pessoas não teriam um estímulo para sair de casa, e dar uma caminhada. O interessante é que acabam se conhecendo, param para conversar (será que sobre seus cães?), umas com as outras, enquanto seus animais também se comunicam. Com certeza, muita solidão deve ter diminuído, graças a esses amigos fiéis.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Maternidade

Dia 3 de novembro. Foi numa data como essa, que me tornei mãe pela primeira vez.
E foi, então, que passou a se desenrolar, em mim, uma série de sentimentos todos ligados à cadeia tão forte que há entre mãe e filho.
Sentimentos ora sucessivos, ora concomitantes.
Sentimentos transitórios, sentimentos permanentes.
Sentimentos que me abatem, sentimentos que me deixam em estado de graça.
Encantamento (acho que o primeiro), preocupações, ternura, alegrias, tristezas, dúvidas, esperança, mágoas, orgulho, mas, sobretudo, amor incondicional.
E uma certeza : a de que ser mãe é doação, é um projeto sem fim.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Recados das crianças


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Pelas brincadeiras, as crianças expressam facilmente seus sentimentos, temores e aceitações. Nos últimos dias minha netinha, que está com dois anos e três meses, passou vários recados dessa forma.

1. Ela adora tomar banho na minha banheira de hidromassagem e sempre tem a companhia de um patinho de borracha, para brincar. Logo no início do banho, ela me entregou o patinho, para que eu colocasse numa beirada da banheira.Eu lhe perguntei se não iria brincar com ele e ela respondeu:“Não, porque ele está bravo”.

E eu: por que ele está bravo?

Ela: porque a mamãe dele foi trabalhar.

Daí, expliquei mais uma vez, que a mamãe dele precisa trabalhar para comprar comidinha e roupas para ele.

2. Quando eu a levo para a escola, ela na cadeirinha, no banco de trás, sempre vou conversando, ou cantando alguma música do seu repertório, para que o trajeto não pareça tão longo.

Outro dia ela me pediu para que eu contasse a história do chapeuzinho vermelho, que ela adora. A história sempre é contada e cantada, mas o final é mais suave do que o verdadeiro : a vovó e a menininha terminam comendo os docinhos e bolinhos numa mesa arrumada bem bonita, para o lanche.

Fui contando a história com a colaboração dela, que cantou a musiquinha da “ pela estrada afora, eu vou tão sozinha ....” e a do lobo mau. Chegamos na parte do lanche e ela então falou: “daí, a vovozinha levou a chapeuzinho vermelho para a escola”.

Eu disse : isso mesmo. E depois, sabe o que o que vai acontecer?

E cantei: mas à tardinha, ao sol poente, junto à mamãezinha “ela” estará contente.

3. Hoje, no caminho da escola, ela falou:

“As mamães trabalham, e as crianças ficam na escola, não é, vovó”. A mamãe da Bebel (uma coleguinha) fica trabalhando. Igual a Isadora”.

Com essa sua colocação, parece que ela está aceitando melhor a idéia do trabalho da mamãe, e da necessidade de ir para a escola. Até desceu do carro bem tranqüila, e deu tchau para a vovó. Vamos ver,  e torcer para que se mantenha assim.

Como é difícil para as criancinhas e, sem dúvida, para as mães, precisar enfrentar a inevitável separação do dia-a-dia, causada pelo trabalho profissional.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Faixa de segurança




Em uma avenida, ou rua com trânsito, você tem coragem de colocar o pé na faixa e fazer sua travessia enfrentando o trânsito? Você acha que nossos filhos, netos, pais e avós sentem-se seguros quando atravessam por uma faixa de pedestres?
Pois é. As faixas de segurança, ou faixas para travessia de pedestres, existem mas não são respeitadas.
No Brasil parece que elas só funcionam bem em Brasília. São respeitadas tanto pelos condutores de veículos, como pelos pedestres. Desconheço se em outras cidades nacionais elas também sejam levadas a sério.
É verdade que, entre nós, não só os motoristas desrespeitam as faixas como também os pedestres. Às vezes, esses estão a poucos passos de uma faixa de travessia, mas atravessam em qualquer ponto. Até dá para entender tal comportamento, pois tanto faz atravessar em qualquer ponto da rua como na faixa demarcada. Os condutores de veículos tratam as duas situações da mesma forma.
Acho incrível o desrespeito que os motoristas têm para com os pedestres que estão atravessando uma via pela faixa a eles destinada. Parece mesmo que, quando um condutor de veículo enxerga alguém numa faixa de segurança, imprime maior velocidade ao seu carro. Talvez para assustar o pedestre, que pode ser uma pessoa idosa, ou até uma mãe empurrando um carrinho com seu bebê.


Será que esse comportamento decorre do desconhecimento em relação ao uso da faixa? Penso que uma boa campanha educativa, para toda a população, poderia trazer bons resultados. É preciso uma conscientização geral. Todos precisam saber que as faixas não são enfeites. E, para facilitar o bom uso, as faixas deveriam existir em um número adequado, precedidas por avisos, para que os motoristas fossem se preparando para eventual parada quando observassem alguém na travessia.
Depois, basta seguir a lei. O Código Nacional de Trânsito é muito claro. Mesmo nas faixas onde existe semáforo, o pedestre, que ainda não tiver concluído sua travessia, deve ser respeitado quando ocorre a mudança da sinalização luminosa. Isso quer dizer que, embora liberada a passagem dos veículos, se existir alguém atravessando, a preferência é sua.
Se isso valesse de verdade, eu não teria assistido, outro dia, ao comportamento vacilante e aflito de duas senhoras bem idosas. Elas tentavam atravessar uma via de movimento, numa faixa com sinal semafórico muito rápido. Quando elas haviam dado poucos passos, o sinal abria para os carros e elas retornavam para a calçada. Não sei como conseguiram atravessar, mas acho que, num esforço muito grande, tiveram que “apertar o passo”. Penso que nem elas, nem os motoristas, sabiam que a preferência era delas. Ou então, elas sabiam, mas não se sentiam seguras.
Não seria ótimo se nossas crianças, e nossos velhinhos, pudessem atravessar uma rua com segurança?

domingo, 26 de outubro de 2008

Festa infantil III



Como já escrevi anteriormente, sempre gostei de festejar o aniversário de meus filhos. A festinha era feita em casa e, quando pequenos, num sábado, ou domingo, na parte da tarde.
Nesse caso, quando o dia do aniversário acontecia durante a semana, eu providenciava um bolo pequeno, porém com recheio e cobertura, para que a data não passasse em brancas nuvens, e para que o aniversariante pudesse apagar as velinhas no dia certo.
No dia da festa a mesa era arrumada com capricho, o bolo recebia um enfeite, e os docinhos eram todos colocados sobre a mesa. Eram os docinhos comuns: brigadeiro, cajuzinho de amendoim, docinho de abacaxi, geleinha de pinga, maria-mole e beijinho de coco.


Entre os salgados, havia sanduíches diversos e, às vezes, salgadinhos encomendados: bolinhas de queijo, empadinhas, coxinhas e rissoles.
Um sanduíche que fazia muito sucesso era um redondinho de mini pão-de-cará, levemente untado com maionese e recheado com uma ou duas fatias finas de copa. O sanduichinho era embrulhado em papel de alumínio e levado ao forno, um pouco antes de ser servido, só para aquecer.
Em algumas ocasiões havia pequenos “hot-dogs”, ou “mexicanos” (pão francês, ou mini-pão, aberto por cima e recheado com carne moída bem preparadinha).
Os docinhos sempre eram esperados, e os mais velhos gostavam da geléia de pinga (embora o doce, depois de pronto, não fique com qualquer gosto da aguardente). Há muito tempo não faço essa receita, e foi uma pena não tê-la conservado no meu caderno. É muito simples, feita com gelatina em pó (sem sabor), água, pinga, e açúcar. Depois de gelada e endurecida, é cortada em pedacinhos passados em açúcar cristalizado. É uma delícia!
Qualquer dia vou repetir essas receitas de festa infantil, nem que seja numa festa para “gente grande”.

Faltou dizer que a decoração era com "bolas de gás" (enchidas pelos pais) e espalhadas em conjuntos, pela sala. No final de festa, eram distribuídas para as crianças. Acho que as bolas eram as lembrancinhas daquele tempo. Sempre coloquei a faixa de "feliz aniversário" e é incrível: usei a mesma durante toda a infância dos meus filhos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ditados das avós


Interessantes eram os tempos antigos, quando os mais velhos sempre tinham um ditado, ou uma citação, diante das mais diversas situações.
Logo no início da vida desse meu blog, em junho/08, postei um texto onde fiz referência a dois ditados muito utilizados por minha mãe. Diante de uma criança “insubordinada” (êta palavrinha antiga), lá vinham aqueles seu ditados:
“É de pequenino que se torce o pepino” e
“Haja alguém que nos governe” (quando os pais eram extremamente tolerantes).
Quando uma criança insistia em querer fazer, ou ter, algo não permitido, lá vinha o ditado : “Pode tirar o cavalinho da chuva”. Isso encerrava o assunto.
Minha avó Olga tinha um repertório ultra-extenso. Realmente, os ditados faziam parte do seu dia-a-dia.
Cometeu alguma bobagem, ou deixou de fazer algo que deveria ter feito, disso resultando prejuízo? “Não adianta chorar sobre o leite derramado”.
Está numa situação difícil, sem o vislumbre de qualquer saída? Isso é o mesmo que “estar no mato sem cachorro”.
Está abatido, ou abalado por algum problema, sem ânimo para qualquer coisa? Lembre-se: “tristezas não pagam dívidas”.
E ia por aí afora. Eu até poderia fazer uma lista extensa, mas fico com mais dois, muito curiosos: “À noite todos os gatos são pardos” e “Não dá para tapar o sol com a peneira”.
E, como a “esperança é a última que morre”, e eu estou atravessando uma fase de pequenas dificuldades (como todos passam, de vez em quando), procuro não me abalar, porque sei que “depois da tempestade, vem a bonança”.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pão de minuto - de mãe para filha


Vários foram os quitutes que aprendi com minha mãe, só de observá-la quando em ação na cozinha.
Um deles, fácil de fazer, e delicioso de comer, é o “pão de minuto”. E o interessante é que, o “pão de minuto”, além de gostoso, tem uma conotação de mimo, de agrado, de carinho.
Minha mãe fez muitos “pães de minuto “ para os filhos e netos, e eu tento manter essa tradição.
Antes-de-ontem, para o lanche da tarde, resolvi fazer uns pãezinhos, que ficam ótimos para acompanhar um chá, café, ou suco, e podem ser saboreados, ainda quentes, com geléia (como eu prefiro), manteiga, ou goiabada. Na verdade, ficam bem de qualquer forma, mesmo sem qualquer recheio, principalmente logo que saem do forno.
Como sobraram alguns, guardei num pote. Hoje no lanche, mostrando um pão francês e um integral fatiado, perguntei para minha netinha : que pão você quer ? E ela : não, vovó ! Quero o pão da vovó !!!!
E para que vocês possam conferir a delícia, aqui segue a receita:

2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (de sopa) de fermento em pó
2 colheres (de sopa) de açúcar
2 ovos (também pode ser feito só com as gemas)
2 colheres (de sopa, bem cheias) de manteiga
pouco menos de meia xícara de leite.

Dissolver a manteiga no leite aquecido. Deixar esfriar.
Misturar bem todos os ingredientes, com uma colher, colocando o leite com a manteiga já frios.
A massa fica mais ou menos mole (não dá para enrolar).
Fazer os pãezinhos com o auxílio de duas colheres (pegar a massa com uma colher de sopa e escorregar o pãozinho com a outra colher), colocando diretamente em uma assadeira, que não precisa ser untada. Deixar um espaço entre um e outro, porque eles crescerão. Levar ao forno quente ( acendê-lo uns 5 minutos antes), numa temperatura média. Ficarão assados em aproximadamente 15/20 minutos.

Espero que acertem e aproveitem.
E, para todos vocês, bom chá com pão de minuto!