quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Conversa interrompida

Isso não ocorria só na hora do almoço, ou jantar. Em tempos, que já vão longe, as crianças, em nenhuma hipótese, poderiam interromper os mais velhos, ainda que fosse para falar alguma coisa com suas mães, ou pais. Deveriam aguardar uma pausa na conversa, para então colocarem suas palavras.
Fiquei anos sem ver qualquer ensinamento nesse sentido, até que um dia, na casa de uma cunhada, vi quando ela repreendeu seu neto, então com uns 7 ou 8 anos, porque ele estava interrompendo nossa conversa. Ela lhe disse : “a vovó está conversando. Espere sua vez”. Achei incrível! Realmente, há muito tempo eu não ouvia isso.
Como seria bom se conseguíssemos chegar a um equilíbrio e, sem qualquer tipo de excesso, fazer com que nossas crianças aprendessem a esperar um pouquinho, sem interromper seus pais a todo instante. Vocês já repararam como é difícil manter qualquer conversa quando as crianças estão por perto?
E não estou me referindo só às crianças pequeninas, mas também às mais crescidinhas. Suas mães não podem fazer uma visita, não podem encontrar com nenhuma amiga. Até podem, mas dificilmente conseguirão conversar, sem que sejam interrompidas a todo instante.

6 comentários:

  1. Heloísa!

    Eu ensino isto para minha menina... Mas confesso que ela ainda nã absorveu este ensinamento, viu?

    "Quando outras pessoas estão conversando, devemos esperar a nossa vez de falar".

    Mas ela é Maria Faladeirinha, engoliu um CD e fala sem parar desde os 10 meses... Continuo insistindo, e sempre lembro a ela de uma das duas principais regras da nossa casa:

    "Não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a você"

    (A outra regra de ouro é não mentir).

    Um hora, espero, ela aprende!

    Adorei este post!

    beijos!

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  2. É verdade vovó, nunca consigo conversar com ninguém, a Nathalia está sempre me interrompendo pra falar algo, já chamei a atenção dela várias vezes sobre isso, mas ela não aprende. Quando eu era criança se me intrometesse nas conversas da minha mãe era varada na certa, rs.
    Como está a Isadora? Melhorou? E a Pri, já voltou da Venezuela? Espero que estejam todas bem e estou ansiosa por novas postagens no blog da Pri, contando as novidades. Bjs!

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  3. Helô, concordo plenamente! Giovana está com 2 anos e 2 meses, e, sempre interrompe quando estou conversando! Queria conseguir um equilíbrio, mas é tão difícil! Penso que ela fica muito tempo longe, então, quando está comigo, quer tagarelar o tempo todo! Logo explico que é feio interromper a conversa dos outros. Mas sinceramente, sinto peninha por ter que deixá-la tanto tempo com a babá, que por melhor que seja, não dá tanta atenção quanto eu.
    Beijos.
    Obs.: Dê um super abraço na Pri e na Princesa Isadora.

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  4. Heloísa, tem toda a razão. Mas hoje em dia, infelizmente, parece que "já não se usa" ensinar essas (e outras) regras às crianças. Eu fico até chocada quando vejo as crianças de 7, 8 anos no recreio na escola da minha filha, alguns têm brincadeiras violentas, batem-se, gritam que nem uns desalmados, é uma coisa triste de ver.
    Qto à conversa interrompida, eu lembro-me que, antes de ser mãe, qdo falava p. ex. ao telefone com uma amiga que tinha 2 filhos pequenos, eu ficava mto irritada pq ela estava a falar comigo e com eles ao mesmo tempo, pq ou eles estavam sempre a perguntar-lhe alguma coisa, ou ela tinha que ralhar por algum motivo; agora, por vezes, qdo eu estou ao telefone, a m/ filha tb me pergunta alguma coisa, e eu sei que isso é desagradável para quem está do outro lado, por isso eu tento ensiná-la a esperar, mas nem sempre é fácil. Mas na minha opinião é fundamental estabelecermos regras. Como vc disse um dia destes, educação é tudo! Bjs

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  5. Heloísa,

    Sabe que Estela de uns tempos para cá passou a respeitar e pede 'dá licença', 'será que também posso falar uma coisa'. Mas ela está com oito anos, faz nove anos este mês e sabe que eu acho que com a idade a coisa vai começando a tomar forma. Quando são muito pequenos não conseguem enxergar o mundo ao redor deles e é tudo eu, eu, eu e eu. Mas depois a coisa muda. Na escola eles tem que levantar a mão, esperar a vez para falar e em casa a mãe repetindo todos os dias, 'espere', 'não interrompa'. Chega uma hora que a ficha começa a cair.

    Mas uma vitória de cada vez mas a guerra ainda não está vencida por aqui! Precisamos batalhar para formar adultos mais educados e conscientes.

    Abraços,

    C.

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  6. Queridas comentaristas,
    É verdade o que a Claudia disse : que uma hora a ficha cai e as crianças começam a entender que precisam esperar sua vez. Mas confesso que tenho receio de que a ficha, em certos casos, não caia. É por isso que temos que insistir com os pequenos para que eles aprendam a respeitar os outros.

    Patricia e Danny,
    A Pri está bem, mas com muito, muito trabalho ( o que não deixa de ser bom). A Isadora também está bem, embora ainda com um resfriadinho renitente.

    Beijos para todas.

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