segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Presente de Natal




Aprender uma língua nova, enfrentar novo desafio, desenvolver uma nova atividade. Conselhos dados por muitos, para quem quer envelhecer bem.
E eu, que sempre gostei de enfrentar desafios, e que quero, com certeza, envelhecer bem, estou me submetendo a uma atividade desafiante: costurar e criar em máquina de costura.
Virar modista familiar?
Isso mesmo. 
No Natal, ganhei da Pri e da Isadora uma máquina de costura moderníssima. Eletrônica, cheia de recursos e com pontos mil.




Tudo porque, tendo saído um dia para comprar um vestidinho para a Isadora, e diante da imensa dificuldade em encontrar algo adequado, comentei que iria comprar uma máquina de costura e me meter a costurar.
Mas pensava numa máquina simples, para roupinhas simples.
Isso porque nunca fiz curso de corte e costura. 
Claro que sei manejar uma agulha de costura. No meu tempo de criança aprendia-se, em casa, a fazer alinhavos, bainhas e a pregar botões. E no colégio, as aulas de trabalhos manuais se encarregavam de dar um aperfeiçoamento no aprendizado, por meio do “pano de amostras”.
Contudo, fazer moldes, cortar o tecido, montar o vestido 
Isso tudo é outra história.
Quando pensei em comprar a máquina, cogitei, também, de participar de um curso de corte e costura, e outro de conhecimento e utilização da máquina.
Só que, com a máquina na minha frente desde a noite de Natal, não iria aguentar a espera. Aproveitei uma mesinha que havia sido colocada na sala, para apoio durante a ceia de natal, para abrir a máquina ali mesmo.
E resolvi me atirar na costura. Sem cursos, sem preparações.



Três dias depois do Natal, fui com a Isadora a uma loja de tecidos e ela escolheu alguns.
Passei numa cunhada que costura utilizando moldes da revista Burda e escolhi um modelinho. Recebi uma assistência inicial por parte dela, que tirou as medidas da Isadora,  colocou a linha na máquina, e encheu a bobina.
E, daí, mãos à obra.
No emaranhado dos moldes, destaquei o que me interessava. 


 

Passei para um papel. Marquei o tecido. Cortei. Alinhavei. Experimentei na netinha, dona do vestido. 



Franzi a saia. Alinhavei na blusa. Experimentei novamente na “manequim”. Passei na máquina.
Encarei a complicada empreitada da colocação do zíper e dos acabamentos. Quebrei bem a cabeça.
Mas não é que deu tudo certo?







Foi um desafio e tanto. Que, certamente, será enfrentado muitas outras vezes no ano que vem aí.
Feliz Ano Novo!


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pequenos diálogos

(Alerta: Conversa de vovó).



E a menininha chegou para suas férias de verão.
E que diferença do último verão. No tamanho e no comportamento. 7 anos completados em julho, mas muito crescidinha. Não há quem lhe dê essa idade.
Logo de início eu lhe disse: 
- A tia Alice ligou avisando que no final da tarde do dia 24 o Papai Noel vai passar por lá.
- Eu não vou, vovó.
- Por que?
-Porque eu não acredito mais no Papai Noel.
- Não faz mal. Você vai para se divertir e ganhar presentes.
- Não, vovó. Sabe o que acontece? É que eu não curto mais essas coisas.

No dia seguinte, depois do café da manhã, chamei-a para irmos à praia. Enquanto ela colocava o biquini, me disse:
-Sabe, vovó, acho que não gosto mais de praia.
- Nossa, minha linda, como assim?
- É que praia é boa para as criancinhas, e eu já sou grande.

Nem preciso dizer que ela não quis levar para a praia nenhum dos seus apetrechos dos últimos verões, que permitiam muitas brincadeiras na areia.
E ainda arrematou:
- Praia, agora, só com prancha.

Fomos à praia, caminhamos uma boa distância mas, na volta, felizmente, com alegria de criança ela quis entrar no mar.
- Viu como a praia é gostosa? É boa para todas as idades. Cada pessoa encontra sua forma de diversão na praia.


Sentamos um pouco sob um guarda-sol, ela comportada como uma mocinha. Assim tinha sido, também, durante o caminho. Ofereceu-se para carregar a sacola e não se abaixou para pegar sequer uma conchinha.
Depois de algum tempo de sentadas, ela me convidou:
-Vamos indo, vovó?
Achei incrível.
Há muito pouco tempo, difícil era sair da praia.
- Vamos?
- Mais um pouquinho.
- Vamos, Isadora?
- Só mais um pouquinho, vovó.
Ainda bem que, para me ajudar, havia o sorvete que só seria chupado na hora de ir para casa.
Ai, ai  Como um verão faz diferença.



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Trégua.


Eles vão surgindo aos poucos e timidamente, até que, um dia, são encobertos e deixam de ser vistos.
O interessante é que nem se sabe como eles iriam se apresentar. Até pode ser que viessem a formar um conjunto agradável, tornando-se bem aceitos.
Mas, antes disso, talvez por um problema cultural, são afastados do campo de visão.
Contudo, eles voltam.
Melhor, tentam voltar, já em maior número e bem espalhados.
E é aquela luta.
De 20 em 20 dias? A cada mês? Mês e meio?
Em muitos casos, encontram forte resistência. Parece que a luta sempre existirá.
Em outros, a insegurança. E começam as perguntas.
Será que vale a pena insistir nessa repressão?
E depois de tanto tempo, como eles estarão?
Combinarão comigo?
Vão trabalhar a meu favor, ou contra?
Evidente que as respostas só poderão ser encontradas numa trégua.
E é por isso que eu resolvi dar uma há pouco mais de dois meses, embora o tema já me ocupe faz algum tempo, como escrevi por aqui em outras ocasiões.


Quem sabe daqui a prazo igual, ou um pouco maior, as respostas comecem a surgir. 




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Quer ser minha amiga?





Acordei com o propósito de retomar minhas caminhadas pela praia, interrompidas há bastante tempo. Pensei que seria bom ter uma companhia para isso mas, na falta, logo coloquei o maiô e acessórios e parti.
Lembrei que, há alguns anos, minha mãe, que perdera sua amiga e companheira de passeios, Flora, comentou ter vontade de andar pela praia mas não tinha companhia. E eu, que na época ainda exercia minha profissão, e não conseguia ter manhãs livres para acompanhá-la, disse-lhe, com pena, para ir sozinha, pois se fosse esperar por companhia pouco conseguiria fazer. 
Agora, sempre que penso numa companhia para caminhar na praia, lembro-me dessa passagem.
Pronta para a caminhada, atravessei a enorme faixa de areia e, quando estava chegando no mar, passava uma uma senhora, também sozinha.
Na hora pensei, bom seria se pudéssemos agir como as crianças. Eu chegaria até ela e diria: quer ser minha amiga?
E daí, seguiríamos caminhando juntas.
Mas, também haveria o risco dela achar que eu estava em processo de demência senil.
Não, não dá para virar para alguém e dizer: quer ser minha amiga?
Ah, tempo bom da infância.
Ainda refletia sobre isso quando passou por mim um senhor, talvez ainda na casa dos 50, e me disse um “bom dia” com muito ânimo.
Surpresa, respondi com simpatia.
Ele continuou caminhando e cumprimentando a todos que passavam, ou que cruzavam com ele. Alguns respondiam com um sorriso e dizendo “bom dia”, mas outros sequer olhavam para o lado.
De vez em quando ele parava e cumprimentava alguém estendendo a mão, trocando também algumas palavras e risadas.
Imaginei que deveriam ser pessoas com as quais ele cruzara em outros dias, e que haviam se tornado “seus amigos”.
Geralmente, os amantes das caminhadas na praia andam sempre no mesmo horário, e acabam vendo as mesmas pessoas quase que diariamente.
Quem puxa um “bom dia” hoje, amanhã e depois, com certeza estará conhecendo novas pessoas.
Foi então que cogitei: não terá sido, essa, a forma que o caminhante “do bom dia” encontrou para manter a inocente pergunta "você quer ser minha amiga"?





sábado, 30 de novembro de 2013

Sempre Natal.



Bola estampada com carinha da Isadora com 2 anos.


Natal chegando e, com ele, lembranças dessa época, acumuladas no decorrer dos anos.
Dos tempos de criança aos tempos dos filhos crianças, e há sete anos da netinha Isadora. Que trouxe, consigo, uma nova luz, e o estímulo para a manutenção das tradições do Natal.

Gus e Pri, alguns anos atrás.
No último fim de semana que a Isadora veio passar em Santos, assim que chegou foi me perguntando: vovó, quando vamos montar a árvore de Natal?
 - Amanhã, minha netinha.
Logo cedo começamos a separar os enfeites, que saíram das caixas para ocuparem, com importância, seus lugares na nossa árvore de Natal.

Separando os enfeites. 2013.

Bolas de muitos anos, enfeites comprados em viagens, estrelas com nossos nomes, lembranças de amigos, e a bola estampada com a carinha da Isadora, que está na nossa árvore desde 2008.

Bola da menininha, ao lado da fada sininho de Orlando.
Bola de Oslo, ao lado de uma bem antiga.
Estrelas de Gramado.



E a cada ano, a  participação da "menininha" na montagem da árvore tem sido mais efetiva.

Tão pequetitinha, mas já ajudava.
Com 2 anos.
Ponho essa, ou aquela?
Chegou a noite de Natal.
3 anos. Adoro essas bolinhas.


5 anos. Acordei e já vou começar a montagem da árvore.
Já estou alcançando galhos altos.
Quantas bolas!
Comecei de manhã e agora, já arrumadinha, estou terminando.
Cresci mais um pouquinho Estou com 6 anos.
Já coloquei a bola da minha carinha.
E agora, com seus sete anos, a Isadora já alcança galhos altos da árvore, e coloca os enfeites com muita segurança.

Hoje estou com 7 anos.
Repetindo o ritual, começo a montar a árvore ainda de pijama.
Onde coloco esse mini Papai Noel?
É uma ajudante maravilhosa. E se antes levávamos mais de um dia para ficar com a árvore pronta, nesse ano bastaram algumas horas. 

Só faltam as luzinhas.
Olha a bola da minha carinha.
Ritual gostoso, com hora marcada. 
Agora é esperar a noite de Natal, com toda sua tradição.


(Faltou o registro dos 4 anos - 2010. A menininha estava longe, lá na Nova Zelândia).


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Mas, já?





Parece que o presente já não basta. Temos que vivê-lo com um pé no futuro.
Em outubro o comércio inicia seus sinais do Natal e, com o alerta do comércio, muitos começam a montar suas árvores, presépios e a decorar suas casas, embora a data esteja distante. 
Bem antes disso, os jornais nos avisam que o “reveillon” está chegando, e que será muito bom passá-lo em outras plagas. Mas é preciso que nos apressemos, pois as passagens e hotéis logo estarão lotados.
E assim, com uma antecedência de alguns meses, começamos a viver o final do ano.
E agora, que o final do ano está chegando, passamos a ser informados que o carnaval logo estará aí. Se quisermos passar os feriados num “resort”, navio, ou num lugar tranquilo, ou se quisermos nos integrar a alguma escola de samba, não podemos perder tempo.
A hora das reservas é agora, ou talvez até já tenha passado.
Mas, meu Deus, eu ainda nem resolvi meu “reveillon”, e já tenho que pensar em carnaval, e até em semana santa?
Assim não dá.
E depois nos queixamos de que o tempo passa depressa demais, e que nem piscamos e o ano acabou. 
Será que não é porque estamos vivendo aos trambolhões?


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Mais um ano!




Bolo improvisado.
Ela me perguntou se era a convidada de honra.

Hoje é aníver da vovó Helô, um exemplo de força, de foco, de inteligência e de coragem para as renovações percebidas como necessárias para rumos melhores.
Uma vida marcada por grandes conquistas pessoais e profissionais, que trazem grande orgulho a mim e a todos que a conhecem e sabem de sua garra, entrega e brilhantismo em tudo o que faz.
Parabéns, mãe! Muitas felicidades, e que a vida traga sempre novas alegrias para você, assim como as proporcionadas pela netinha, logo mais com os bisnetinhos e assim vai!!!!
Que bom comemorar com você, e viva para sempre assim linda e cheia de saúde para a netinha trazer sempre flores e doces para a vovozinha!!! Beijão, te amamos, Pri e Isa.” 



Subir mais um degrau (ou descer?) da vida, e ser surpreendida logo cedo com essa mensagem pública tão amorosa, deixou meu dia mais feliz.
Depois, foi só comemorar com pessoas queridas. 
Algumas enfrentaram a estrada, nesses dias de feriado, para me seguirem até Itanhaém, onde eu estava curtindo a casa, as hortênsias, o visual da praia.


E eu, que não pretendia organizar comemorações, tive um aniversário festejado em dois dias seguidos. Churrasco, café da manhã festivo, almoço no domingo.

Nando no comando do churrasco.

Pri, Osvaldo, eu e Beto de Papai Noel.

Carlos e Isa.

Yara, Pri e Beto. Atrás, Osvaldo e Nando.

Giselle e eu.

Carlos e Regina.
No centro, Sérgio.

Quem disse que tínhamos velinha?
"Velinha" dois dias seguidos.
E para fechar o fim de semana festivo, noite na pizzaria. 






Mais um ano!
Mais um dia de agradecimentos.