terça-feira, 12 de outubro de 2010

Velhice e mimos



Há muitos anos a velhice chegava cedo.

Houve época em que, aqueles que completavam 40 anos eram “respeitosos senhores e senhoras”. Eram sisudos, usavam roupas sérias. Estavam na velhice.

Com o aumento da expectativa de vida, a velhice foi sendo jogada para a frente.

50, 60, 70, 80 anos ... Não é possível determinar exatamente seu início. Varia de uma pessoa para outra, assim como é vista de maneira diversa por quem a avalia.

Para uma criança, velho é quem tem mais de 30 anos. E para alguém que chegue aos 60 em plena saúde, a velhice está distante.

De qualquer forma, quando a velhice vai se instalando, dá para notar seus sinais.

E se somos próximos dos “velhinhos”, passamos a lhes dedicar novos cuidados.

Sempre andei com meus pais, de lá para cá. Dava-lhes condução, acompanhava-os aos médicos e às compras, levava-os para passear.

Meus irmãos e eu procurávamos poupá-los de muitos encargos. Organizávamos as reuniões de aniversários, as do dia dos pais e das mães, as festas de Natal. Acho que após os 60 - 65 anos eles já estavam liberados de toda correria, e com direito a mimos de toda espécie.

E o tempo passou. Chegamos e ultrapassamos os 60 (só falta o irmão caçula), mas parece que a velhice está sendo jogada cada vez mais para a frente. Pelo menos no que diz respeito à sua avaliação.

Dirigimos nossos carros para cá e para lá, nas cidades e nas estradas, vamos sós aos médicos e aos laboratórios, fazemos nossas compras sem ajuda, organizamos as festinhas de família e a de Natal. E, é claro, mimamos nossos filhos e netos.

Tudo bem. Estamos fortes e somos independentes.

Mas como fica a questão do mimo dos "quase velhinhos"?

Será que nunca seremos mimados?


25 comentários:

  1. Isso está fora de moda...mentalizem-se...
    não há mimos para ninguém....
    Beijo

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  2. Heloisa, que bonito y real es todo lo que explicas, pensaba que esto solo pasaba en España, pero veo que es algo interenacional. A veces pienso que somos el jamón del sandwich, antes nos preocupamos de nuestros padres, los acompañamos, los cuidamos, les hicimos compañía, y ahora nos encargamos de nuestros hijos intentando facilitarles la vida y como tu dices: ¿Quién nos mima a nosotros?. Pero creo que todo lo hacemos por amor, tuvimos amor a nuestros padres y abuelos y ahora lo tenemos hacia nuestros hijos, veamos el lado positivo, bueno es que hagamos las cosas por amor, ¿no?. Un beso

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  3. Hahaha, já entendi, queres ser mimada também, né minha amiga!?
    Eu já percebi que hoje, pessoas de 70 anos não são os velhinhos de outrora, pois vejo-os por aqui, ainda dinâmicos e resolvendo suas questões diárias. Só ficam mal quando perdem um companheiro ou quando algum mal acomete um dos membros do corpo.
    O bairro em que moro é muito parecido com Copacabana e tem um número excepcional de pessoas da terceira idade, muitos aposentados que passeiam com seus cachorrinhos ou sentam-se nos bancos das ruas onde tem shoppings. As senhoras, muitas ainda vaidosas, como você, bonitonas, enfeitadas, andam sozinhas e fazem tudo, sabem que têm prioridades em bancos ou filas de mercados e se posicionam naturalmente, sem pedirem nada.
    Acho isso perfeito, eu farei a mesma coisa daqui há uns anos, mas já fico pensando, quem irá mimar-me?
    E eu então, que tenho filho único, já imaginou?
    Só peço a Deus, forças para nós todos e que nossas faculdades mentais continuem firmes e fortes para tocarmos nossas existências.
    O resto é consequência.
    Um grande abraço carioca.

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  4. Adorei seu post, Helô.

    Acho que em qualquer idade, independência é bom, mas carinhos e mimos são imprescindíveis.

    Um Dia da Criança de muitos mimos para você, com as bençãos de Nossa Senhora Aparecida.

    Beijo

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  5. Que legal e vamos reivindicar,trsrs...beijos,chica

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  6. Helô,

    Pode ser que eu esteja enganada mas penso que os que mimam e cuidam são muitas vezes esquecidos, porque são tomados por 'cuidadores' e 'mimadores', ou seja, seres fortes, que estão acima das necessidades dos demais.
    Eu acho que o problema dessas pessoas "fortes" não é de carência de mimos ou de atenção, mas o sentimento da injustiça, nascido da percepção da não retribuição, pois afinal, a 'Lei' diz: "Dá e receberás" e eles dão e... não recebem! rsrs.
    Há também o problema da sensibilidade, são poucos os sensíveis e magnânimos, e muitos os que não se dão conta do que se passa à volta, rsrs.

    Um beijo.

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  7. Olá Helô, minha mãe está com 73 anos e é muito mimada, uma porque já não tem mais agilidade e disposição devido a artrose
    avançada, depende de nós para tudo, mais da minha irmã que é solteira e mora com ela, queria muito que ela tivesse essa disposição que você fala, mais infelizmente não é em todas as pessoas e assim vamos tocando.
    Beijos

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  8. Olá Heloisa
    Agradeço sua visita e vc trouxe uma temática na qual começo a pensar.
    Estamos cada vez mais independentes em nossos envelhecimentos e os filhos não se apercebem da necessidade da de também precisarmos sermos mimado.
    Eu começo a demarcar isto, pois se deixarmos "correr soltos", só vão assimilar quando estivermos provavelmente doentes.
    bjs

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  9. É verdade... É uma questão! Mas não se pode ter tudo ao mesmo tempo, não é, Heloisa? Acho melhor jogar a velhice para frente do que ter mimos. Os mimos vão continuar vindo, dos filhos e netos. Viva a vida, a alegria e a vitalidade! Mesmo na velhice.

    Beijos com carinho

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  10. Sabe Helô que sempre penso nessa questão de idade/velhice.
    O adolescentes acham que os de 30 já estão velhos, e como ficou então? Socorro! rsrs
    Lembro bem que quando eu era criança, alguém na minha idade, 50, era "idoso". Eu não me considero. Estou cheia de vida. hehe
    O mais interessante são os próprios com os quais convivo. Minha mãe chama os da mesma idade de "velhos", mas em se tratando dela mesma, nem "idosa". rsrs
    Carinho é para se dar e receber em qualquer idade. Nunca será demais.
    Agora o que está faltando para os nossos queridos "mais velhos", é respeito.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  11. Heloísa,
    adorei essa sua matéria.Compreendo e tenho vivido muito bem tudo o que está ali. Ainda mimando e começando a ser um pouquinho mimada, mas queria mais. Na verdade já estou cansada de enfrentar trânsito e preparar tantas festas. O bom de nào entregar os pontos é sentir que ainda fazemos parte da mesma realidade dos nossos filhos, ainda estudando, aprendendo coisas novas e tendo nossas opiniões respeitadas.Bjs
    Cecília

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  12. é bem verdade que antigamente se envelhecia mais cedo... principalmente de espírito. Felizmente as coisas vão mudando, quem sabe os mimos não aumentem também?

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  13. Heloisa, tudo bem?


    Hoje em dia envelhecer ficou um processo cada mais tardio. O que me preocupa é a mentalidade dos jovens; vao deixando as pessoas envelhecerem sem lhes dar atencao, como se envelhecer fosse algo descartável. Todos nós estamos a cada dia envelhecendo, é um processo que faz parte da vida. Espero envelhecer com saúde, boa cabeca, pois envelhecer sem lembrarmos das coisas deve ser muito ruim.

    Acredito que a pessoa que está na terceira idade e euestou chegando lá, pois vou fazer 50, deve procurar manter-se ativo. Caminhar, comer saudável, fazer cursos para sempre estar acompanhando o mundo a sua volta.

    Um grde beijo

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  14. Helô, ser mimada é bom demais, independente da idade. A minha mãe tem 71 anos e tem mais disposição que eu pra tudo! Apesar das doenças da idade, ela não para.

    Beijos

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  15. Olá querida,

    Hoje, fui buscar meus pais no aeroporto, e eles falavam encantados dos mimos que a Cia. Aérea (TAM) despendeu à eles, na ida e na volta, quando nos sentamos à mesa, eles comentaram que agradeciam a D’us, pelos mimos que recebem dos filhos e de todos. Será que só nos enxergarão merecedores de mimos, quando estivermos com os nossos cabelos branquinhos, como eles estão? Rs
    Muito lindo o seu post.

    ps. Sinta-se a vontade para postar sobre o tema que postei hoje, creio que quanto mais falarmos a respeito, teremos mais chances de sermos ouvidas, vou enviar um e-mail sobre o assunto para a Assoc. de Lojistas de São Paulo.

    beijinho

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  16. Para mim o maior problema é a falta de respeito! Todas as pessoas, em todas as idades, merecem mimos :)

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  17. Quem não gosta de receber carinhos e mimos....
    Os tempos são outros mesmo. Fico observando a foto da minha avó e comparando com as mulheres de 70 anos de hoje em dia.
    Uau!!! Quanta mudança...Mas é bacana.
    Belíssimo seu post. Amei.

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  18. Amei seu blog, parabéns pela matéria.!

    Bom final de semana, fica com Deus!

    andreaquiutes.blogspot.com/

    Andréa....

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  19. OI Helô, tudo bem?
    E tem coisa melhor do que sermos mimados?
    Eo importante de tudo é a saúde, e a primeira coisa que agrade´co nas minhas ora´coes
    bjuss

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  20. Quando chegar aos 100 anos espero ser mimada. Atualmente com 65 me sinto mais jovem do que quando tinha 30. "Nao sao os anos que contam na sua vida e sim a vida nos seus anos "...li nao sei aonde !
    bjs pra ti
    me

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  21. Adorei seu texto.Também já reparei que não se mimam mais os supostos velhos.Mas também já reparei que os velhos sempre inventam doenças e fraquezas para chamarem a atenção. A primeira vez que notei foi quando eu tinha 14 anos e meu avô oitenta.Ele era todo frágil com as pessoas mas comigo conversava sobre todos os assuntos.( ele foi médico).Mais tarde, quando me mudei de cidade ele chegou a escrever-me uma carta e quando contei para papai ele duvidou. Achou que ele não o faria ( já estava com mais de 90). Com mamãe está acontecendo o mesmo.Sempre digo que farei a mesma coisa.

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  22. Talvez seja a imagem cada vez mais distante de uma velhice cheia de dependências e limitações que faz com que os que estão em volta,que de qualquer forma nossos velhinhos precisam de cuidados,atenção e respeito apesar de toda a independência.

    Bjos meus

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  23. Oi Helô!

    Na minha família materna, velhice só depois dos 100 anos! Rs
    Meu avô viveu até os 107. Não é por acaso que ele se chamava Marciano!

    Saudades do meu avô querido!!

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  24. É verdade, Heloísa, estamos envelhecendo mais tarde, somos fortes, ainda muitos são provedores e os filhos estão é se "aproveitando" disso e sugando o que podem. Mas depende também dos pais, do poder aquisitivo, da disponibilidade.
    Por isso me preocupa minha filha morar comigo, depois da separação, porque ela precisa tocar sua vida, ser independente emocionalmente.
    Sou durona, mas quando tenho algo e vou pra cama, todos ficam "apavorados", me cobrando levantar-me, porque não aguentam me ver prostrada.
    Realmente somos mais fortes, preocupamo-nos mais conosco, temos melhor acesso à saúde, e por isso parecemos fortalezas.
    Mas bem que gosto de um mimo, um cuidado.
    Beijo!

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  25. Parabéns pelo blog. Bom poder trocar experiências. Nossa página, www.flyingontheworld.blogspot.com , fala com mulheres acima dos 50. Estamos seguindo você.Grande abraço.

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