quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Qual seu manequim?




Qual é o seu tamanho?
Essa foi a pergunta que uma atendente de uma loja de moda feminina me fez, quando lhe pedi para experimentar um vestido.
Respondi-lhe: pode ser do 42 ao 48. Tudo depende da confecção.
É essa a triste verdade.
Nossa confecção não segue regras para o tamanho das roupas. Parece que tudo é feito meio a olho. Essa roupa é pequena, vamos colocar manequim 40. Essa está maior, vamos colocar 44.
Com isso, procurar roupas para comprar, transforma-se numa verdadeira odisséia.
E quando o tamanho é expresso com letras, P, M, G e GG, o problema também persiste.
E dá um mal-estar bem grande quando, embora nos enxerguemos num manequim médio, só o GG nos servirá.
E quando o tamanho é único? Aí parece piada.
Já comentei sobre a dificuldade de comprar roupas quando escrevi o texto “com que roupa eu vou?”. Só que com outra abordagem: a dos modelos.
Então, o que fazer?
Seria muito bom se essa matéria fosse regida por lei, com tempo para as necessárias adaptações das confecções. Cumprido o prazo, todas seriam obrigadas a adotar as mesmas medidas para os diversos manequins. O tamanho 42 seria sempre um 42, em qualquer loja e em qualquer parte do Brasil, assim como o 44, o 46 etc. E o tamanho P serviria para o 38, ou 40, enquanto o GG seria usado pelos manequins 50 ou 52.
E nós até poderíamos fazer compras à distância.
Não seria maravilhoso?


(imagem daqui)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Provei e gostei




A educação é uma via com duas mãos. Os filhos aprendem com os pais, e os pais aprendem com os filhos.
Há algum tempo escrevi sobre isso dizendo, entre outras coisas, que com meus filhos " aprendi a viver o presente, no sentido de modernidade. Sem eles, acho que correria o risco de viver presa ao passado, no sentido de vida com um modelo fechado".
E, ainda, que "pelo meu perfil antigo, eu tinha tudo para ser uma daquelas mães que mantêm os filhos “agarrados às suas saias”. Contudo, graças aos passos que eles foram dando desde cedo, eu pude aprender, muitas vezes com sofrimento, que esse “agarramento às saias da mamãe” não seria bom nem para eles, nem para mim. Seguimos corajosamente nossos caminhos, em paralelo e com cruzamentos. E como é bom quando nos cruzamos !"
E entre as coisas corriqueiras que aprendi, uma foi gostar de comida japonesa.
Já faz tempo que, incentivada por meus filhos, experimentei essa culinária tão diferente. No início, com alguma cautela, até que chegou a hora de dar um passo maior e provar o “sashimi”.
Provei, e aprovei. Talvez sem o incentivo do Gustavo e da Priscila, eu tivesse mantido a posição de "não provei, e não gostei".
E gostar da culinária japonesa me ajudou bastante na viagem para a Nova Zelândia, que adota muito as comidas orientais, e que tem ótimos restaurantes japoneses.
Como esse tipo de comida com uma certa freqüência , embora ainda me atrapalhe um pouco com os “hashis” (palitinhos).
E foi assim, saboreando a gostosa comida japonesa, e num clima meio oriental, que nos reunimos com um grupo de amigos.




Karaokê, sakê, sushis, sashimis, tempurás, e outras especialidades, marcaram, com muita alegria e prazer, essa reunião simpática.




Havia até uma japonesinha, a netinha Isadora, que também participou do karaokê, mas que se divertiu, mesmo, pulando sua “amarelinha”.



Com certeza essa "japonesinha" vai aprender a comer da culinária japonesa bem mais cedo do que sua vovó aprendeu. Só falta provar.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Velhice e mimos



Há muitos anos a velhice chegava cedo.

Houve época em que, aqueles que completavam 40 anos eram “respeitosos senhores e senhoras”. Eram sisudos, usavam roupas sérias. Estavam na velhice.

Com o aumento da expectativa de vida, a velhice foi sendo jogada para a frente.

50, 60, 70, 80 anos ... Não é possível determinar exatamente seu início. Varia de uma pessoa para outra, assim como é vista de maneira diversa por quem a avalia.

Para uma criança, velho é quem tem mais de 30 anos. E para alguém que chegue aos 60 em plena saúde, a velhice está distante.

De qualquer forma, quando a velhice vai se instalando, dá para notar seus sinais.

E se somos próximos dos “velhinhos”, passamos a lhes dedicar novos cuidados.

Sempre andei com meus pais, de lá para cá. Dava-lhes condução, acompanhava-os aos médicos e às compras, levava-os para passear.

Meus irmãos e eu procurávamos poupá-los de muitos encargos. Organizávamos as reuniões de aniversários, as do dia dos pais e das mães, as festas de Natal. Acho que após os 60 - 65 anos eles já estavam liberados de toda correria, e com direito a mimos de toda espécie.

E o tempo passou. Chegamos e ultrapassamos os 60 (só falta o irmão caçula), mas parece que a velhice está sendo jogada cada vez mais para a frente. Pelo menos no que diz respeito à sua avaliação.

Dirigimos nossos carros para cá e para lá, nas cidades e nas estradas, vamos sós aos médicos e aos laboratórios, fazemos nossas compras sem ajuda, organizamos as festinhas de família e a de Natal. E, é claro, mimamos nossos filhos e netos.

Tudo bem. Estamos fortes e somos independentes.

Mas como fica a questão do mimo dos "quase velhinhos"?

Será que nunca seremos mimados?


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Leve e saborosa





Calorzinho gostoso, pouco tempo para uma sobremesa mais elaborada.
Fui atrás de alguma ideia para um doce gelado, e que pudesse ser feito em dois tempos.
Melhor, ainda, se pudesse ser associado a frutas.
E foi assim que acabei fazendo uma refrescante gelatina de iogurte, quase uma "panna cotta", que hoje está tão em moda.
E como é bom dividir as coisas boas, deixo aqui a receita.

Gelatina de creme de leite e iogurte

Uma lata de creme de leite ( ou igual quantidade de creme de leite fresco)
1 copo de iogurte natural (200 gramas)
1 xícara de leite
1/2 xícara de açúcar (as formigas preferem um pouco mais)
1 colher (de chá) de baunilha
1 envelope de gelatina em pó sem sabor (12 g)


Misturar o leite, o creme de leite, o açúcar e a baunilha e levar ao fogo. Desligar quando a fervura começar. Reservar.
Hidratar a gelatina em 5 colheres (sopa) de água fria. Levar ao fogo para desmanchar bem, sem ferver. Misturar ao iogurte.
Colocar as duas misturas no liquidificador e bater bem.
Despejar em taças e levar à geladeira por, pelo menos, 4 horas.

Servir com frutas naturais picadas. Usei morangos e manga, e enfeitei com kiwi.
Para quem prefere um doce mais açucarado, a gelatina pode se servida com calda de morango, ou de outra fruta.

É uma sobremesa muito leve, e bem rápida. A netinha adorou.

(Tirei minha inspiração daqui).



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"Você é linda"







Quando completou 15 anos, escrevi uma cartinha para acompanhar seu presente e nela transcrevi parte da canção do Caetano Veloso, "Você é linda", que estava em pleno sucesso. Essas palavras expressavam bem o que eu sentia.

"Linda, mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor que bateu em mim
Você é linda, e sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer e diz ".


Na carta, falava da alegria de vê-la crescendo, da beleza de completar 15 anos e terminava desejando que ela soubesse "ser feliz."


Hoje é dia de repetir tudo isso.
Minha querida filha Priscila está completando mais um ano de vida, na companhia da sua linda filhinha Isadora, e eu digo :

Essa canção é só prá dizer e diz
Seja feliz, muito feliz.