domingo, 23 de março de 2014

Amor virtual?






É um filme impactante. Tem muito do presente, mas avança pelo futuro. E preocupa.
Será que, cada vez mais, as relações pessoais serão substituídas pelas virtuais?
Falo do filme Ela, que assisti ontem.
Gostei muito, mas fiquei meio aflita e talvez um pouco temerosa. 
Será que os planos vão ficar tão misturados que a noção que hoje temos de “pés no chão” vai desaparecer?
Será que conseguiremos perceber os limites entre o real e o virtual?
O filme gira em torno do relacionamento amoroso entre Theodore (Joaquin Phoenix) e o sistema operacional do seu computador, dotado de inteligência artificial. A voz do sistema é feminina, suave, sensual (Scarlet Johansson) e adota o nome de Samantha.
O interessante é que o filme moderno, impressionantemente tecnológico, apresenta também alguns fatos tradicionais, e cultivados em tempos antigos.
A partir do próprio personagem, o ótimo Joaquin Phoenix, que se veste com ar “retrô”. Achei interessantes suas calças com cintura bem alta, e camisas sempre para dentro.
Mas o dado mais tradicional do filme é o da escrita de cartas, embora isso ocorra tecnologicamente, sem uso das mãos para a escrita. Nem mesmo do teclado do computador. Tudo é feito pelo comando da voz. Contudo, as cartas são cheias de romance, de afeto, de proximidade.
Todas com emoções pessoais, apesar de encomendadas. E impressas em tipos manuscritos.
Enfim, o filme, a par de toda tecnologia, mostra que o importante é o romance a dois, é o encontro de humanos, é a afeição estável, impossível de ser encontrada num sistema de comunicação eletrônica de massa. 


6 comentários:

  1. Heloísa, hoje li um texto do Affonso Romano de Sant'Anna, sobre este filme. Li sem me fixar. Ele citou a Scarlett, mas não o Joaquin. Sou fã, demais, e vou reler o texto agora. rsrs Ele não gostou do filme, não dessa tecnologia que afasta, quando aparentemente une...
    Um filme que quero ver, com certeza.
    Beijo e boa semana.

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    1. Lúcia,
      Não vi esse texto a que você se refere. Vou procurá-lo. Gostei do filme mas, como disse, ele me assustou. Justamente pela preocupação da substuição do mundo real pelo virtual. É intrigante. A voz é linda. Vale muito ser visto. Bjs.

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  2. Heloísa, ainda não assisti, mas confesso, nem imagino um amor virtual. Preciso estar perto, o contato, estar junto! Coisas da minha idade?rs... beijos,linda semana,chica

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  3. Oi, Helô,

    Vou ver este filme com certeza! O assunto me interessa e eu sou muita fã do Joaquim Phoenix, gostei de saber que você o assistiu e gostou, rsrs.

    Um beijo e ótima semana!

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    1. Marly, querida, só achei que, da metade para o final, ele se arrasta um pouco. Poderia ter sido um pouco menor. Mas nada que o comprometa. Beijo.

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  4. Adorei o filme, e realmente traz muitas reflexões…
    E adorei os lugares, lindos! Poderíamos ir conhecê-los, não? rs
    beijos

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