sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Só no Brasil, mesmo.




Só aqui para isso acontecer. Só no Brasil, mesmo.
Quantas e quantas vezes escutamos isso. E nas mais variadas situações.
Mas sempre com sentido de menosprezo, ou crítica a comportamentos inadequados.
Não entro nesse coro. Quero falar com bastante entusiasmo, e com sentido de enorme orgulho: só no Brasil mesmo. Só aqui para isso acontecer.
Qual o lugar em que existe legislação garantindo o direito prioritário para os idosos?
Qual o país que assegura, em espetáculos, museus, cinemas, e muito mais, ingressos mais baratos para idosos?
Hoje estivemos na linda Pinacoteca de São Paulo, para visitar a comentada e surpreendente exposição de Ron Mueck.
A fila contornava o quarteirão, e por perto não havia lugar para estacionarmos o carro.
Não tivemos problema.
Nos jardins da Pinacoteca é permitido o estacionamento de veículos de idosos, ou de portadores de necessidades especiais.
Estacionamos com facilidade.
Depois, perdemos pouquíssimos minutos numa pequena fila de idosos, unicamente para pegarmos nossos ingressos. Sem qualquer pagamento.
Em seguida, estávamos prontos para a visita. Tranquilos e sem cansaço.
Mas, e se tivéssemos que ficar debaixo do sol, numa fila quase que interminável?
Estaríamos bem para ver a exposição?
Felizmente, aqui no Brasil, estamos livres das filas.
Reconheço que muitas vezes é difícil exercer esse direito. Mais por falta de cidadania de algumas pessoas que estão na fila, e que não entendem a importância desse direito para os mais velhos.
Nas minha andanças pelo mundo, não estive em qualquer país em que tenha observado  a existência de direito preferencial de atendimento aos idosos. É fila, fila mesmo.
E isso também em relação a ingressos para museus ou espetáculos. Conheci poucos lugares que concedem algum tipo de desconto.
Portanto, vale a pena afirmar: só aqui para isso acontecer.
Só no Brasil, mesmo.



7 comentários:

  1. Heloísa, que bom que com tantas mazelas que temos por aqui, de vez em quando parecem alguns motivos de orgulho e alegria! Que legal deve ter sido essa visita ao Museu! Valeu! Lindo fds! bjs, chica

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  2. Não querendo ser a chata...Anteontem estive numa agência do INSS, para papelada quanto a doença da minha mãe. Mais de 2h de espera pela senha. Depois uma das pessoas avisa que na outra entrada tem menos espera. Vou pra lá. Senha nova. Mais de meia hora na fila. Perguntei ao guarda se não tinha prioridade e ele disse que "nesse caso,não". Enfim...
    Não sabia quanto a outros países e também detesto fazer coro a essa gente que só diz que "só podia ser no Brasil' para depreciar, vc já deve ter lido "mil vezes" eu falar sobre isso. Esta exposição não veio a BH, tomara que venha.
    Beijo, Heloísa.

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    1. Lúcia, como disse, nem sempre o direito é respeitado. Mas temos que exigir. Em órgãos públicos é inadmissível o descumprimento da lei. No caso do INSS, acho que o atendimento se dá mediante agendamento prévio, por telefone.

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  3. Sem dúvida, coisas maravilhosas do nosso Brasil, realmente esquecidas ou não valorizadas! E que fazem toda a diferença para a qualidade de vida. Bom poder usufruí-las! Só faltou fotinho da exposição e de vocês!
    beijos

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    1. Pri, as fotos da exposição, e da nossa visita, vão aparecer em outro post.

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  4. Oi, Helô,

    Eu também tenho - melhor seria dizer "desenvolvi" - uma certa cautela, quanto a fazer comentário depreciativo sobre o Brasil, porque acho que o Brasil somos nós, rsrs. Todavia, acho que há muito a ser feito para melhorar este país e - de novo - esta responsabilidade é de cada um de nós.
    Que bom que tudo tenha corrido de modo civilizado e agradável, nesta sua "aventura", rsrs. Eu ainda não vi a exposição do Ron Mueck, mas tenciono fazê-lo.

    Um beijo

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  5. Parabéns Helô, também procuro achar coisas boas nesse país tão desacreditado. Oxalá nossos governantes encontrem uma fórmula melhor de governar, e que as coisas entrem melhor nos eixos. Amei sua visita, e tente uma playlist, e depois me conte! Bjssss

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