terça-feira, 10 de maio de 2016

Estar, para ser


Cada vez mais, tenho dificuldade para entender a necessidade de exposição em redes sociais.
Principalmente a exposição de sentimentos.
Pais, que vivem ao lado dos filhos, precisam vir a público para dizer aos filhos quanto os amam. Eles não estão se dirigindo ao público, mas sim aos filhos. É lógico que o público também fica sabendo.
O mesmo, em relação aos filhos. Parece que o amor que têm aos pais só é verdadeiro se for divulgado. E não estão dizendo ao mundo que amam seus pais, mas dizendo aos pais, via rede social, que sentem amor por eles.
Parece que os sentimentos só são verdadeiros se alardeados.
Eu estou ao lado de alguém por quem sinto amor, mas esse amor só será real se for exposto.
Vou ser gentil com alguém, vou fazer um agrado a um próximo. Preciso de registro. Preciso publicar. Caso contrário, meu ato será incompleto.
Ah, também preciso informar ao mundo que acordei, que vou dormir, que estou com insônia.
Privacidade?
Daqui a pouco desaparecerá por completo.
Cresci em outro mundo. O mundo da discrição, do cuidado no linguajar, da condenação à maledicência.
Mas, de repente, tudo mudou com muita velocidade.
E por isso, além de ter dificuldade para entender essa necessidade de exposição, me aflijo ao pensar nas crianças e adolescentes que estão sendo moldados pelas redes sociais.
Realmente, viverão em outro mundo.

9 comentários:

  1. Te entendo muito bem,Heloísa! Escreveste bem ,colocaste teus pensamentos e realmente há muiiiiiita exposição nas redes sociais! O mundo está mesmo diferente! Um beijo,tudo de bom,chica

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  2. Concordo com você, Helô. E penso da mesma forma. Sinto cada vez mais preguiça das chamadas "redes sociais". Um beijo!

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  3. Pois é, concordo inteiramente com você. Mas eu penso que já está também acontecendo o contrário, que é o caso de gente (uma minoria, claro) que faz questão de se manter longe das redes e da exposição pública. O tempo passa e traz revelações com ele, então as pessoas vão perceber que a exposição pode ser uma grande cilada.

    Um beijo, Helô

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    1. Marly, sempre sensata. Alguns sequer entraram nas redes sociais e outros, depois de certo tempo, perceberam as ciladas da exposição. E foram mudando. Bjs.

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  4. Eu evito demais me expor, só ando expondo minhas opiniões, mas família, cada vez menos. Ainda tenho muito a me conter, não vale mesmo a pena, melhor conversar olho no olho.
    Beijo, Heloísa.
    (Nossas diferenças de opinião acerca de um certo assunto, da minha parte, nunca nos afastarão. Beijo)

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  5. Oi Helo, há quanto tempo! Penso exatamente igual, fico impressionada com tanta exposição de sentimentos, bjs

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  6. Heloisa mee preocupa no saber de ti desde hace tiempo, ¿estás bien? Espero que si, sime algo por favor.

    Estuve un tiempo ausente del blog por diversos viajes.

    Estoy absolutamente de acuerdo contigo en lo que dices, pero la vida ha cambiado tanto, en España no educan a los niños como educamos a nuestros hijos ni como nos educaron nuestros padres, hay muchos niños maleducados pero no es su culpa, los padres les permiten todo y estos niños pasan sus días metidos en internet, ellos también son diferentes a como fuimos nosotros, ¿¿¿¿¿cómo serán de mayores?????. Un beso, espero me digas que todo va bien

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  7. Heloisa, me alegraron mucho tus noticias y ver que todo va bien. Disfruta mucho de Isadora, es una niña preciosa, me aapeno mucho que perdiera su querida mascota, pero la vida es eso, no la inventaron solo para que fueramos felices....n ¡Ayy!. Un beso fuerte

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  8. Boa noite, querida Helô!
    Tem toda razão... a net ajuda muito mas o convívio é indispensável...
    Como está?
    Bjm muito fraterno

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