domingo, 28 de agosto de 2011

Magia a três




Ela adora as princesas, as fadas, os contos, a música e o roteiro da “Bela e a Fera”, da “Branca de Neve”, da "Cinderela" e muito mais.
Com cinco anos, vive toda a magia desse mundo encantado.
E para aproveitar esse momento tão gostoso, ela irá vivenciar esse encantamento na terra dos principais personagens das histórias infantis.
Junto com ela, irão a mamãe e a vovó, que também debutarão nos parques encantados da Disney World.
Três gerações partindo para uma aventura considerada das mais alegres, e que fascinam as crianças.
Fiz várias viagens só com a Priscila, antes de termos nossa menininha. Todas foram muito boas, e nos davam a oportunidade de passar muitos dias juntas, conversando, rindo, e resgatando um pouco do tempo em que vivíamos na mesma casa.
Agora, parece que se inicia o ciclo das viagens de mãe, filha e neta. Já fizemos outros passeios juntas, mas, só nós três, é o primeiro.
Que venham outras oportunidades, e que nós possamos conversar, rir, e viver muitos momentos felizes em viagens a três.





Em tempo:
Berto, vou sentir sua falta, nessa viagem a três. A quatro também seria muito bom.

Durante a viagem, penso que será difícil blogar e acompanhar blogs.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Respeito é bom.






Frio e chuvinha.
Saí para ir até o Banco em que sou correntista, e que tem, na sua parte da frente, vagas para seis carros. Uma delas, devidamente assinalada, é reservada para deficientes físicos.
Quando cheguei, só ela estava desocupada. Na rua, nenhum lugar que eu pudesse estacionar.
Fiquei, então, do outro lado da rua, aguardando a saída de algum carro.
Nessa mesma hora, chegou uma motorista, e parou na vaga de deficiente. Olhei, e vi que além de jovem, não apresentava qualquer deficiência física.
Preparei-me, logo em seguida, para entrar numa vaga que estava sendo desocupada, quando outra motorista, que estava se aproximando, tentou ocupá-la antes que eu o fizesse. Buzinei, e fiz sinal de que estava ali esperando para estacionar.
Entrei no Banco e me dirigi a um funcionário que fica no saguão das caixas automáticas. Contei o ocorrido em relação à vaga de deficiente, e ele me disse que nada podiam fazer. Que isso acontecia por uma questão de educação.
A jovem que ocupara a vaga de deficiente estava praticamente ao nosso lado e, ao me ouvir falar, me dirigiu um olhar intimidador.
Usei rapidamente uma caixa automática e saí. Foi quando verifiquei, com surpresa, que a outra motorista, que pretendera disputar uma vaga comigo, estacionara no meio-fio, bem atrás do meu carro. Isso impedia que eu saísse.
Tive que buzinar novamente, para expressar meu desconforto/irritação.
Ela, então, saiu do banco e me dirigiu um olhar “fulminante”.
E pensei: nessa rápida saída de casa recebi dois olhares desagradáveis.
Mas, sobretudo, confirmei que o que está faltando nas relações humanas, e muito, é respeito.
Desrespeita-se as regras, desrespeita-se as pessoas, com a maior facilidade. Parece que o que importa, unicamente, é o prazer pessoal. É fazer o que se quer, da forma que se quer, como se ninguém, e nada mais existisse. 
Tristeza. 




Em tempo: Aproveito para agradecer a todas as amigas comentaristas que me desejaram melhoras, e dizer que já estou bem. 






sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Eu e o Gianecchini






Eu no décimo, ele no nono andar.
Pois, é. Fui parar no Sírio Libanês.
Depois de um exame preventivo, e invasivo, e já em casa, tive um mal-estar enorme que me levou ao pronto atendimento do Hospital Sírio Libanês. 
Exames, observação.
E lá fiquei, internada durante dois dias, tomando soro e medicação.
E também pensando nessa questão dos exames de rotina, que muitas vezes podem nos colocar em risco. Há poucos dias havia escrito sobre o desgaste dessa situação, e vivi, na pele, esse desgaste em grau máximo.
Como, venturosamente, estava perto do Sírio Libanês, fui para lá.
Quando cheguei, não pude deixar de lembrar do Gianecchini.
E quando saí, dando muitas graças a Deus, dirigi, comovida, um pensamento mais que positivo ao paciente do nono andar, rogando que ele seja agraciado com muita força, muito amor, e que alcance um restabelecimento total.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

“Making of” da festa







Nos meus textos, prefiro sempre usar uma palavra, ou expressão, da nossa rica língua portuguesa, mas nesse caso não encontrei um bom substituto para “making of”. Assim, ficamos com o "making of", ou será que podemos usar "os passos da produção"?
Sempre que possível, fomos registrando os vários passos para a produção da festinha dos 5 anos da Isadora, e que permitiram um resultado tão feliz.
Para festejar seus 5 anos, ela escolheu o tema da Bela e da Fera. Nas lojas que trabalham com decoração de festa infantil, não se consegue nada relacionado ao tema. O jeito, então, foi ir atrás de tudo que lembrasse a história.
De início, entrou a tia Yara, que fez o lindo vestido da Bela.


A vovó, depois de muita busca, encontrou os bonecos personagens. A cabeça da Fera podia ser retirada, dando lugar à cabeça do Príncipe.





A mamãe encomendou latinhas personalizadas, para fazerem parte das lembrancinhas, e organizou toda a festa, na parte dos comes e bebes, decoração e brincadeiras para as crianças.




Docinhos com motivos do tema.



E a principal personagem, que adora participar de tudo, e ajudar, esteve presente em várias das fases da produção.


Nas vésperas da festa, Isadora experimentando o vestido e arrumando as lembrancinhas.


Na cozinha, ajudando a preparar recheios de sanduíches. 
Abaixo, na manhã da festa, ajudando na decoração.


A aniversariante participou de tudo, com tanto empenho e alegria, que a festa na verdade começou muito antes da data marcada.
E por tudo isso é que, ainda antes do início da festa, disse para sua mamãe, Priscila, que aquele era o dia mais feliz da sua vida.



No final da festa, ajudando na arrumação.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Despertar insólito




Hoje fui despertada por um galo.

Estava num sono profundo, quando acordei com o canto repetitivo de um galo.

A escuridão era total, e levei alguns segundos para me situar. Sim, estava em Santos, o que significa que rodeada por edifícios de apartamentos por todos os lados. E, ainda por cima, dormindo num 18º andar.

Quem poderia ter um galo na vizinhança? E como seu canto chegaria a um apartamento tão alto?

Acendi a luz da cabeceira: 4 horas e 11 minutos.

Bendito galo me acordando tão cedo.

Levantei e fui andando atrás do som.

E lá estava ele.

Sobre a penteadeira do quarto de hóspedes, cantando com todas suas forças.

E só parou quando lhe baixei a crista.



(Essa passagem me lembrou outra, quando de uma viagem pelo Canadá. Mas fica para outra ocasião).


domingo, 7 de agosto de 2011

Brincando e aprendendo


Alerta: conversa de vovó.



Ela adora ajudar, e participar das atividades domésticas.

Gosto de mexer na cozinha, para fazer uma receita de família, uma sobremesa, ou experimentar alguma receita nova.

E nessas ocasiões, quando ela me vê indo para a cozinha, sempre diz: vovó, o que que eu posso fazer ?

Tenho que arranjar alguma coisa em que ela possa ajudar, como ir colocando os ingredientes na tigela, mexer um pouco a massa, e até untar a forma para um bolo.



Arrumar a mesa para uma refeição, é com ela.

Gosta de escolher a toalha, e já sabe arrumar uma mesa funcional e bonita.



Escolhe o que vai colocar na mesa do café da manhã.






Coloca as xícaras e os talheres.



Passar roupa, na sua idade, é impossível.

Mas passar de “mentirinha”, dobrando as roupas direitinho, é com ela. Colocou sua tábua de passar roupa sobre a cama, e organizou suas roupas.





E até no tricô, ela quer se aventurar.

Vendo que eu estava tricotando, pediu para “costurar” um pouco. Coloquei uns pontos na agulha, e ela tirou as medidas de um “bebê” para fazer uma blusinha.




E assim, de brincadeira em brincadeira, a Isadora vai crescendo, aprendendo, e encantando cada vez mais.


(A dificuldade é tirar boas fotos. Ela está numa fase em que dificilmente colabora.)



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pão australiano



Ontem fiz um pão incrivelmente gostoso, o pão australiano.

Tentei descobrir a origem do seu nome, ou confirmar se ele realmente é feito e consumido na Austrália, mas não consegui qualquer informação.

O fato é que o pão é bom demais, e bem saudável. Farinha integral, farinha de centeio, açúcar mascavo, mel, canela ... E tem um perfume maravilhoso.

O único problema é a vontade de comer uma fatia atrás da outra, passando somente uma boa manteiga.

Fiz na minha panificadora, por isso ele tem esse formato peculiar da máquina.



Numa próxima vez, porém, pretendo fazer a massa na máquina, e depois moldá-lo manualmente, colocando-o para assar no forno.

Para fazer essa delícia, pesquisei uma receita aqui, outra ali, e terminei por montar essa:


Pão Australiano


1 1/2 xícaras de água morna

2 colheres (sopa) de manteiga

1/2 xícara de mel

3 colheres (sopa) de açúcar mascavo

1 colher (chá) de sal

2 colheres (sopa) de chocolate em pó, ou cacau

pouco menos de 1/2 (sopa) de canela em pó

1 xícara de farinha de trigo integral

1 xícara de farinha de centeio

2 xícaras de farinha de trigo

2 colheres (chá) de fermento biológico.

Durante a confecção, a massa fica meio mole, mas o resultado é perfeito.


Só fica uma dúvida.

Será que na Austrália existe esse pão?

Ou é mais ou menos como a história do nosso pão francês, que não é conhecido na França?



terça-feira, 2 de agosto de 2011

"Ossos do ofício"




Acho que uma das atividades mais desgastantes da velhice 3ª idade é a agenda “medico-laboratorial”.

Alguns dos exames de rotina costumam ser feitos desde o início da idade adulta, embora com espaçamento maior. Mas a esses vêm se juntar outros, quer por problemas surgidos com o passar do tempo, quer por antecedentes familiares, ou por riscos provenientes da idade.

Normalmente são exames que devem ser realizados uma vez por ano, mas em certo casos o prazo é reduzido.

E isso, levando-se em conta que o/a idoso/a a pessoa, no caso, é saudável, e que está realizando somente os exames de rotina.

E daí vem o desgaste.

Marcar médicos das várias especialidades, porque nos tempos atuais cada um cuida da sua parte. Marcar os exames de imagem e realizá-los, se possível, no mesmo dia dos exames laboratoriais.

Caso contrário, voltar ao laboratório.

Pegar os resultados e marcar retorno nos médicos.

Levar os exames e ouvir que está tudo bem, ou que alguma coisa precisa ser feita.

Tudo isso toma muito tempo, e uma coisa é certa: é difícil escapar de alguma prescrição de remédio, ou de uma recomendação de dieta alimentar ou de realização de exercicios.

E, de repente, o tempo já passou, e está novamente na hora dos agendamentos medico-laboratoriais.

Outra vez?

Sinais dos tempos.

E se não seguirmos esse roteiro de médicos e exames, sempre ficaremos com uma pontinha de preocupação. A vida moderna nos leva a isso.

Volta e meia lembro que a geração que me antecedeu dificilmente passava por essa bateria anual de exames de rotina (?), não tinha preocupação com a realização de exercícios e, de um modo geral, gostava de uma pele de frango bem tostadinha (que hoje eliminamos), de um toucinho fritinho, e de açúcar, muito açúcar.

É. A chave de tudo é o equilíbrio. É preciso que se encontre o ponto do equilíbrio, para que a preocupação com o viver bem no futuro não atrapalhe o viver bem do presente.