sábado, 31 de maio de 2014

De geração a geração





Há coisas que não se perdem.
O tempo passa, as diversas gerações se sucedem mas, de repente, ouve-se uma criança dizer:
 “Vamos ver quem chega primeiro? O último é a mulher do padre".
”Ou, então, "uni, duni, tê, salamê minguê, um sorvete colorê”, uni, duni, tê" . E, ainda, “vaca amarela ….”
E também muitos outros versinhos e vozes de comando, que estavam presentes na nossa infância, lá atrás.
Achei uma graça quando a Isadora começou a usar essas e outras repetições.
É aí que se mostra forte, a renovação que sentimos na convivência com as crianças. E que se percebe, ainda que de leve, a permanência do tempo.
Outras coisas que não se perdem são as artes manuais. Até pode ser que não sejam muito intensas nos dias de hoje, onde há predomínio quase que absoluto da tecnologia. Mas que elas existem, e permanecem, não há dúvida.
E, quando são descobertas pelas crianças de hoje, fazem sucesso.
Foi o que aconteceu com minha netinha. Ela me vê fazendo crochê e, às vezes, tricô, e passou a pedir que eu a ensinasse.
Ficou encantada com uma loja de lãs que fomos visitar, a Novelaria, escolheu lã, e mãos à obra. Colou na vovó, até aprender a tricotar.


E não demorou muito, não. Estava tão motivada, que logo dava sozinha seus pontinhos de tricô.

                                Já na sua casa, sozinha, tricotando sem a supervisão da vovó.

Quem sabe, dessa brincadeira sai um cachecol?



E, quem sabe, a Isadora conserva o entusiasmo e mantém a atividade para seu tempo livre, num equilíbrio interessante com joguinhos eletrônicos e outros que tais?



12 comentários:

  1. Heloísa. que coisa tão boa de ler.

    Quem não lembra dessas palavras e vê-las ainda hoje sendo usadas pelos nossos netos é muito bom!

    Dá uma sensação incrível. E que amor a Isadora fazendo seu tricô!

    Chega a morder os lábios de tanta compenetração e atenção ao trabalho! Um amor e momentos assim nunca serão esquecidos !

    Tomara ele pegue o gostinho! beijos,tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
  2. Querida Heloisa!
    Coisa boa essa renovação que sentimos ao ter nossas lembranças revividas pelas crianças -- noutras vozes, noutras almas --. E a gente vai sentindo a vida continuar. Isso não tem preço. E concordo com você, até pode ser que as artes manuais não sejam muito intensas nos dias de hoje, mas quando descobertas pelas crianças elas fazem o maior sucesso. Não tenho dúvidas quanto a isso. Adorei as fotos, você conseguiu captar inteira, a concentração da Isadora. Que bacana isso, amei demais! Vou compartilhar tua postagem no face, gostei tanto, e acho que mais pessoas devem ler. Se você não quiser, me avise que retiro na mesma hora. ok?
    Bjs
    Marli
    Blog da Marli

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marli,
      Muito obrigada por suas palavras e gentileza. Fico muito honrada ao saber que você entende que o texto merece ser compartilhado. Beijo.

      Excluir
  3. Amo visitar seu blog,tem sempre "conversa" boa e delícias culinária.
    Parabéns pelos blogs.
    Boa noite,uma semana de paz e bençãos.

    Ana.

    ResponderExcluir
  4. Oi, Heloísa!
    Que lindo exemplo você tem dado à sua netinha, e o que é bacana é ver que os bons exemplos são assimilados!
    Achei uma graça esta foto dela com a linguinha de fora, tentando acertar o ponto, pelo jeito ela é persistente e já demonstra isto através desse simples ato.
    Os avós devem dar o melhor de si aos netos, pois ajudarão a marcar o caráter e a vida futura deles.
    Bom trabalho, cara amiga!
    um grande abraço carioca


    ResponderExcluir
  5. Helô,

    Acho agradável perceber que algumas tradições se mantêm. A Isadora parece ter jeito para as manualidades,
    artes que eu amo! E é verdade, apesar do domínio da tecnologia, essas artes ainda têm muitos aficionados, rsrs.

    Um beijo e boa noite!

    ResponderExcluir
  6. Lindo o post. Bem interessante a ideia da leve sensação da permanência do tempo… E a Isadora sempre linda! Muito bom hábito passado de avó para neta, já que pulou uma geração!! rsrsr

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sempre é tempo para essa geração intermediária assumir as agulhas. Beijos.

      Excluir
  7. ¡Qué bonita está Isadora!, me gusta verla tan concentrada en su labor y es que todo vuelve y todo se repite, a pesar de las nuevas tecnologías que los niños dominan a la perfección, es bonito ver que también disfrutan con las cosas de siempre. Si dedicamos tiempo y con cariño les enseñamos cosas de antes también disfrutan con ellas y también las sabes apreciar. Un beso para las dos

    ResponderExcluir
  8. Oi Helô,
    Fico tão feliz quando vejo exemplos como os de Isadora: crianças que ainda se interessam por trabalhos manuais, que tem essa delicadeza que, parece, desapareceu dessa nova geração.
    Parabéns para ela e para você , que a introduziu nesse universo tão rico.
    Bj,
    Lylia

    ResponderExcluir

Deixe aqui seu comentário. Depois é só escolher uma identidade. Se você não tiver conta google, clique em nome/URL, logo abaixo. Coloque seu nome e, depois, clique em Publicar. Vou adorar ler o que tem a me dizer.