sábado, 31 de maio de 2014

De geração a geração





Há coisas que não se perdem.
O tempo passa, as diversas gerações se sucedem mas, de repente, ouve-se uma criança dizer:
 “Vamos ver quem chega primeiro? O último é a mulher do padre".
”Ou, então, "uni, duni, tê, salamê minguê, um sorvete colorê”, uni, duni, tê" . E, ainda, “vaca amarela ….”
E também muitos outros versinhos e vozes de comando, que estavam presentes na nossa infância, lá atrás.
Achei uma graça quando a Isadora começou a usar essas e outras repetições.
É aí que se mostra forte, a renovação que sentimos na convivência com as crianças. E que se percebe, ainda que de leve, a permanência do tempo.
Outras coisas que não se perdem são as artes manuais. Até pode ser que não sejam muito intensas nos dias de hoje, onde há predomínio quase que absoluto da tecnologia. Mas que elas existem, e permanecem, não há dúvida.
E, quando são descobertas pelas crianças de hoje, fazem sucesso.
Foi o que aconteceu com minha netinha. Ela me vê fazendo crochê e, às vezes, tricô, e passou a pedir que eu a ensinasse.
Ficou encantada com uma loja de lãs que fomos visitar, a Novelaria, escolheu lã, e mãos à obra. Colou na vovó, até aprender a tricotar.


E não demorou muito, não. Estava tão motivada, que logo dava sozinha seus pontinhos de tricô.

                                Já na sua casa, sozinha, tricotando sem a supervisão da vovó.

Quem sabe, dessa brincadeira sai um cachecol?



E, quem sabe, a Isadora conserva o entusiasmo e mantém a atividade para seu tempo livre, num equilíbrio interessante com joguinhos eletrônicos e outros que tais?



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Compartilhar o que é bom





A leitura dos jornais estava me fazendo mal. Passei a ler superficialmente, detendo-me em poucas matérias e poucos assuntos.
Assistir o noticiário na televisão, também se tornou insuportável.
E, daí, o facebook, cheio de maldades, agressividade, ódio mesmo, compartilhamentos de inverdades, incentivo de protestos, falta de cuidado e de responsabilidade nas comunicações.
Existe o lado do bom do encontro com amigas, que muitas vezes estão distantes. Existe o lado bom de poder seguir páginas do nosso interesse.
No mais, muita desinformação, muita falta de amor.
E maledicência pura. Em altíssimo grau.
Maledicência?
Será que essa palavra ainda existe nos nos nossos dicionários?
Será que é conhecida do “grande público”?
Nos meus tempos de infância, e juventude, sempre ouvíamos que nunca deveríamos ser maledicentes. Mas isso faz tempo.
Hoje, parece que, o que importa é falar mal.
É o oposto da norma “fazer o bem, sem olhar a quem”.
Agora, o que vale é “falar o mal, de um modo geral”.
Mesmo que esse comportamento não sirva para nada. Como, aliás, não serve.
E acompanhando a rede social diariamente, encontrava pouca coisa com que podia me identificar. 
Depois do tristíssimo evento ocorrido em Guarujá, o linchamento deflagrado por notícia divulgada no facebook, pensei seriamente em abandonar a rede. Já havia pensado nisso em outras ocasiões, mas ia continuando.
Contudo, refletindo um pouco mais, resolvi adotar uma participação diferente, iniciando uma campanha de Compartilhamento de Coisas ou Notícias Boas.
Esse projeto me obriga, diariamente, a procurar em jornais, e na web, notícias interessantes, e que merecem ser divulgadas e compartilhadas.
E isso está me fazendo muito bem. Tenho sabido de coisas que normalmente não aparecem nos jornais, ou que ficam bem escondidinhas, sem destaque algum.
Desde o início desse mês de maio, estou tendo a satisfação de encontrar notícias boas. Muitas que mostram a solidariedade das pessoas, outras que me deixam orgulhosa, outras que me transmitem bons programas, e as tenho compartilhado, com alegria, no facebook.
Algumas delas dizem respeito a campanhas simples e de alto valor, como a que publiquei hoje: doação de meias que não são mais usadas, para que sejam transformadas em cobertores para moradores de rua.
Outras trazem informações que nos animam, como o fato do Brasil ter reduzido a mortalidade infantil, antes da meta de 2015 da ONU.
Estou mais leve, encontrando notícias como essas. E espero que as pessoas que, eventualmente, as estejam lendo também se sintam bem. 
E, ainda, que se engajem na Campanha do Compartilhamento de Coisas/Notícias Boas. Embora seja uma gotinha d’água, talvez sirva para dar uma arejada na rede social.


Imagem daqui.



terça-feira, 13 de maio de 2014

Prazeres da mesa - Peru. Lima.





Esse último mês de abril foi de recesso. Exames como ressonância magnética e tomografia do joelho e tornozelo, médico, repouso relativo. Quando estava pronta para começar a agitar e retomar todas as atividades, gripe com faringite forte.
Com tudo isso, fiquei meio “borocochô”. E não fiz grandes coisas.
Hoje, mexendo em fotos e no blog, até me assustei: quase não escrevi. Daqui a pouco, as lembranças da viagem a Lima, e de outros eventos dos últimos dias, vão começar a esmaecer.
Então, mãos à obra.

Já falei sobre algumas curiosidades de Lima, mas deixei para comentar sua culinária em separado.
Geralmente, quando viajo para o exterior, não me preocupo muito com os roteiros grastronômicos. Mas, dessa vez, incentivada por amigos, e leituras, resolvi me dedicar a conhecer a culinária peruana, que vem tendo um enorme sucesso nos últimos tempos, e aparece como uma grande atração turística do país.
Pescados ou Mariscos (frutos do mar), batatas e milho, têm uma presença forte na cozinha peruana.
O milho, maiz, entra em muitas composições, e já aparece logo de início como petisco e para acompanhar um “pisco sour”, ou outro aperitivo. Milho de diferentes tipos e cores.


         Aperitivo com diversos tipos de batata em lascas e fritas. Atrás, a cestinha do milho.

A batata, de inúmeras espécies, está presente em diversos pratos deliciosos. Mas o que mais me encantou, provocando um enorme prazer gastronômico, foi o prato frio chamado de “causa”. É servido como entrada e consta de camadas de uma massa feita com batatas, tipo de purê, intercalada com algum tipo de frutos do mar, ou outra carne, e algum outro ingrediente.
Provei essa maravilha num restaurante lindo, no também lindo Museu Larco. Nesse dia pedi “causa com lagostins”, e que também tinha uma camada de abacate.


                        Abaixo, "Causa com camarões" do Restaurante Pescados Capitales.

Emparelhando com as “causas” estão os ceviches, também de frutos do mar. São deliciosos. 
                              Acima, Ceviche, e abaixo, peixe, com espuma, do Restaurante Rafael.


Ainda como entrada, os “ tiraditos”, semelhantes em gosto aos ceviches. Esse, abaixo, é  do Restaurante El Mercado.


E os pratos quentes mais típicos são o “ají de gallina”, o “lomo saltado” e o “tacu tacu", uma mistura prensada de arroz com feijão.

                                              Tacu tacu do Restaurante do Museu Larco.

Também muito conceituada, a comida “fusión”, que seria a culinária peruana associada à de outro país. No restaurante “La Mar”, uma das casas do famoso chef Gastón, e também no El Mercado, tivemos a oportunidade de conhecer a comida "fusión" que utilizava um arroz chamado Chaufa.

                                   Chifón Chaufa, com jugo nikei, do Restaurante La Mar.

      Chaufa do El Mercado, comida "fusión" (Peru e China). Só lembrei da foto no final.

As sobremesas também são um capítulo a parte. Algumas utilizam frutas típicas, como a "lúcuma" e a "chirimoya" e, além de elaboradas no visual, são extremamente saborosas.

Acima, Musse de Chirimoya, do Restaurante Pescados Capitales.
Abaixo, Musse de Lúcuma, do Restaurante do Museu Larco. 

                                      Acima, Suspiro de Lúcuma, do Pescados Capitales.

           Sorvetes típicos, da Tratoria di Membrino, onde comemos ótimas massas.

                       Creme brulée de lúcuma, servido com sorvete e tira de chocolate.

Os dias em Lima, foram dias de requinte na mesa.
Se não tivéssemos feito passeios ótimos, eu diria que essa foi uma viagem gastronômica. Com cuidados na escolha dos restaurantes, e pedidos voltados para tudo aquilo de diferente que o Peru tinha para nos oferecer.
Na volta, fugi da balança.
Por isso, não sei dizer se as delícias da cozinha peruana, que deixaram lembranças muito prazerosas, também me deixaram algum resultado físico.