sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Avançando na tecnologia






Três semanas do meu filho Gustavo por aqui, me trouxeram uma enorme atualização tecnológica.
Todos meus equipamentos ficaram interligados. Agora, conversam entre si.
Tudo que coloco em um, fica também nos outros. 
Macbook air, iMac, Iphone, iPad. Parece que sou mesmo uma “vovó” tecnológica só que, volta e meia, fico um pouco confusa com tanta informação.
Mas tenho ajudantes.
Apaguei algo por engano?
E, em seguida, limpei o lixo?
Não tem problema.
O Time Capsule já atuou e arquivou tudo que passou pelo computador.
E ainda existe o recurso do iCloud Drive. Tudo, tudo, fica guardadinho na nuvem.
E tem outra coisa.
Não preciso mais guardar papeis ou lembretes. O Evernote faz isso para mim.
E se for necessário escanear algo, antes de arquivar nesse “espaço" incrível, o próprio Evernote se encarrega. Escaneia a foto, ou o documento, e guarda com sucesso.
No iPhone, no iPad, tenho o leitor de código de barras. Posso fazer pagamentos com facilidade.
Minha agenda de compromissos está pesada. Quero que meus filhos tenham ciência dela?
Fácil. É só compartilhá-la com eles.
Tirei algumas fotos que gostaria que eles vissem de imediato?
Não. Não vou enviar por e-mail. Vai dar um pouquinho de trabalho. Simplesmente, vou usar o recurso do compartilhamento.
E se estiver tranquila escrevendo no iMac e meu iPhone, que está longe de mim, começar a tocar?
Terei que ir buscá-lo no outro aposento?
Não. Claro que não. Estou vivendo numa época de muitos recursos tecnológicos. Posso esquecer do telefone e atendê-lo diretamente pelo computador. Meu ajudante “Yosemite" está aqui para isso.
E quando não quiser redigir perguntas para o google, posso fazê-las oralmente.
E se, depois de um número enorme de recursos, tiver dúvidas até mesmo corriqueiras posso procurar esclarecê-las com a Siri. Ela sempre está de plantão no iPhone. O único problema é que não entende português. Mas com um espanhol básico, ou um inglês bem pronunciado, já é possível  entabular uma boa conversa.
É impressionante. Perguntas variadas dirigidas para uma "voz", e que têm respostas rápidas.
Para onde estamos indo?
E não é que um diálogo do Gustavo com a Siri me fez lembrar do filme Ela

domingo, 9 de novembro de 2014

Na roda da vida




Felizes.
Assim estamos todos.
Nosso "menino" chegou para alguns dias entre nós, e fomos buscá-lo no aeroporto.
E nessa hora, toda aquela distância, que existe entre nosso país e aquele em que ele vive, parece que nunca existiu.
Estamos todos juntos. Pisando no mesmo solo, e com o mesmo fuso horário.
Isso acontece pouco, e precisa ser bem vivido.
As distâncias são enormes, mas a roda gira e o amor é o mesmo de sempre.



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Envelhecimento





Envelhecer, não é fácil. 
Para ser um processo mais tranquilo, é preciso uma preparação durante a caminhada da vida. Desenvolver interesses, cuidar-se, conviver com pessoas amigas e afetivas. Saber enfrentar problemas, ter olhos abertos para a beleza e ouvidos atentos para a música.
Mas, não é fácil.
E as limitações físicas, que vão se instalando, obrigam a uma mudança bem acentuada. Felizmente, são limitações que não surgem subitamente. Pouco a pouco, passamos a sentir uma dificuldade aqui, outra ali.
Pensei nisso tudo, ao ler uma entrevista interessante com a atriz Marieta Severo, que no último dia 2/11 completou 68 anos de idade.
Ela entende que a idade traz um olhar mais generoso, vai apurando o olhar que se tem para o outro. 
Mas, ao ser indagada sobre o lado ruim do passar da idade, responde:
" O limite físico. Isso é uma chatice. Sempre fui uma pessoa com muita energia, mais que o normal. Não consigo mais fazer as 500 coisas que eu fazia antes. Minhas filhas sempre me dizem: ‘mas mamãe, ninguém faz 5oo coisas. A gente não aguenta fazer 500 coisas’. Agora eu não consigo. Preciso descansar, ficar mais quieta. A decadência física é muito chata. Não é a ruga no rosto que me incomoda. É você não poder mais tomar um vinho, comer um filé com molho e batata frita à meia noite impunemente. Essa limitação é na verdade uma sabedoria da natureza. Porque é pra você ir se despedindo da vida”.
Achei muito interessante porque, em parte, ela respondeu com palavras que eu também uso.
Desde meus tempos de colégio, eu dizia que “fazia 500 coisas”. 
Agora, pensando bem, será que dizia 500 coisas, ou 1000 coisas?
O fato é que sempre fui muito acelerada. Sempre tive muita energia  Já acordava com esperteza e ia emendando uma coisa atrás da outra.
No tempo do trabalho, muitas vezes, na ida ou volta do Forum, ia resolvendo questões pelo caminho.
E, de repente, comecei a sentir cansaço. Assustei.
Numa consulta médica, falei sobre esse cansaço. Minha médica pediu que eu relatasse como era meu dia. Quais eram minhas atividades normais. 
No meio da minha resposta, ela disse: e você acha que, fazendo tudo isso, não é para cansar?
Eu ainda trabalhava, mas percebi que estavam chegando as limitações do envelhecimento.
E hoje, passado mais tempo, e com a velhice instalada, nem penso em emendar uma coisa na outra. Meu ritmo foi se adaptando às novas condições. Tenho que organizar as atividades, e eventuais compromissos, para que sobre tempo para o descanso.
E se antes o descanso noturno era suficiente, agora preciso de uma boa paradinha durante o dia.
Mas, depois do descanso, renovadas as energias, é hora de viver bem.
Sem pressa.
Uma coisa de cada vez.


Aqui, a entrevista.