quarta-feira, 25 de maio de 2011

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Há alguns anos atrás (ou serão muitos?), a comunicação entre amigos que viviam em lugares distantes ocorria basicamente pelas cartas.

Havia blocos com papel de carta comum, blocos com papel especial para cartas com remessa aérea, envelopes adequados.

E era uma delícia receber uma carta de um amigo, e havia um gosto especial em esperar o carteiro para ver se a correspondência esperada havia chegado.

Lia-se a carta com alegria, e logo que possível respondia-se ao amigo que nos havia escrito.Era uma forma de agradecer a delicadeza da correspondência, e de manter-se a amizade.

Hoje, as cartas praticamente sumiram.

Pela caixa de correio só chegam faturas e propagandas.

A comunicação entre amigos dá-se por e-mails, torpedos e mensagens nas redes sociais.

Entre esses tipos de comunicação, muitos são para a comunidade, em geral, mas muitos são dirigidos especialmente a alguém.

Isso acontece principalmente com os e-mails.

E daí é que surge a pergunta: por que, nem sempre, a pessoa que recebe um e-mail pessoal, responde ao remetente?

Não estou falando daqueles e-mails enviados para uma coletividade, contendo orações, correntes, críticas, ou publicidade. Esses são meros encaminhamentos.

Falo dos e-mails particulares, dirigidos a alguém, com uma palavra pessoal. Pode ser um convite, uma notícia, uma indagação.

Entendo que esse tipo de e-mail não pode ficar sem resposta. É como uma carta, que merece retorno. Alguém nos escreveu, lembrou particularmente de nós, foi gentil. O mínimo que se espera é que a gentileza seja retribuída. Pena que isso nem sempre ocorra.



11 comentários:

  1. ahhh Heloísa, que saudade dos velhos tempos, onde escreviamos cartas, os correios funcionanm... ó delicia.
    Hoje em dia tudo está completamente diferente !!!
    Bjks e boa noite...

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  2. Era muito legal mesmo a época das cartas.

    Pena.Agora, tudo rapido... E tantas vezes, sem respostas...beijos,chica

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  3. Muito bem pensado, Helo!
    Fico chateada também qdo não me respondem, e tenho saudades dos tempos das cartas....e das cartas de amor então? Como eram deliciosas...
    Bjs,

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  4. Boa noite, querida...
    Que loucura!!!!Estava a pensar sobre isso durante todo o dia de hoje e procurando outra coisa nos blogs que sigo "acabei caindo" no seu blog.Grata surpresa.
    Realmente as gentilezas não existem mais, mas o pior é a falta do senso comum de educação e atenção.
    Infelizmente nem vivenciei a época da troca de cartas...era tudo por telefone (coisa pela qual tenha grande aversão), mas essa coisa de e-mail e de urgência por parte de pseudo super-ocupados mostrou quem realmente não tem educação - e finalmente descobrimos aqueles por quem não valeria nem a pena gastar um selo!!!
    Beijos.

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  5. Realmente, receber cartas é uma delícia! No início eu também estranhei, que as minhas mensagens ficassem muitas vezes sem respostas, depois creditei o fato à falta de tempo de quem as recebe. É uma pena, de qualquer modo.

    Um beijo e, desde, já, votos de que o seu fim de semana seja excelente.

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  6. Heloísa, sei bem a deliciosa sensação de receber uma carta, principalmente da pessoa amada.
    Namorei e noivei com ele morando em outra cidade, estudando. Embora nos víssemos todo fim de semana, na 3ª feira, ou na 4ª, recebia uma carta dele, que cruzava com aminha, que também tinha enviado na 2ª feira...
    Respondo meus emails, todos. Posso até demorar, mas não deleto a mensagem enquanto não respondê-la.
    Isso é gentileza e educação. Simples assim.
    Beijo!

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  7. Recebi sua mensagem com boas e muito interessantes colocações.
    "Em primeiro lugar desejo que esta vá encontra-la com boa saúde junto aos seus e prosperidade." Era assim que, na maioria dos casos, iniciavam-se as correspondências entre os amigos e amigas distantes de nós. Hoje, a internet tem vocabulário próprio que pode resultar, se o receptor não gostar, ser "deletado" enviado para a "quarentena" e se travar a mensagem, resolve-se com "ctrl/alt/dell" reiniciando o computa.... O vocabulário utilizado resulta em abreviações de palavras, figurações do triste :( ou do satisfeito :), e assim por diante. é muito bom recordarmos os velhos costumes que não voltam mais, havendo exceções, é claro.
    Parabéns, mais uma vezes e beijinhos.

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  8. Sempre respondo os e-mails pessoais. Nem sabia, que tinha quem não respondia. Talvez não leram.

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  9. Eu amava receber e responder cartas, quando o carteiro chegava eu ficava ansiosa pra saber se tinha cartas pra mim, que delicia que era, agora quando o carteiro passa eu logo penso: - Ixi, lá vem contas!!! uahauhauahauha.
    Eu sempre respondo os e-mails pessoais e detesto correntes e e-mails coletivos.
    Como as coisas mudam né!
    Bjs!

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  10. Oi Heliosa pois é também tenho saúdades da conrrespondência por carta era diferente, hoje é tudo mais distante, mas os tempos mudam, beijo grande

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  11. Também respondo a TODOS os emails pessoais que recebo. Sempre!

    Belo post! Elegância e gentileza andam sempre de mãos dadas.

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