quarta-feira, 30 de março de 2011

Sem "sequestro"



Já havia avisado a Priscila, minha filha: qualquer dia desses “sequestro” a Isadora para passar um fim de semana inteirinho comigo.

É que as crianças crescem muito rápido, ficam com a agenda cheia, e aqueles tempos gostosos, que pareciam de férias constantes, ficam raros.

É a escola, a natação, os aniversários dos amiguinhos nos fins de semana.

Mas não precisei sequestrar.

Apareceu para a “mamãe”, repentinamente, uma viagem a serviço, e a menininha veio ficar com a vovó.

Foram dias deliciosos.

Estava com ela ao dormir, e quando acordava.





Pudemos retomar nossas aventuras culinárias e nossas idas à praia.



E na 2ª feira, a rotina foi retomada.


A Isadora já saiu de Santos com seu uniforme, direto para a escola em São Paulo.

E a vovó, depois de cumprir sua missão, está no aguardo de outra oportunidade igual.


sábado, 26 de março de 2011

Domingo em São Paulo – Cores e sons



Domingo passado foi um dia luminoso: repleto de cores e sons maravilhosos.

Na parte da manhã, bairro da Liberdade, que sempre oferece muito lazer com sua feira, comércio e restaurantes típicos e, nesse dia, com uma esplendorosa exposição de orquídeas.

Orquídeas de todas cores, formatos e tamanhos. Beleza em grau máximo.

E na saída, um número enorme de barracas vendendo orquídeas. Aumentei minha “coleção”.












No final da tarde, a imponente Sala São Paulo, para o Concerto de Abertura da Temporada de 2011, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, OSESP.



Sala de concertos com uma das melhores acústicas do mundo, a Sala São Paulo é um verdadeiro templo musical, que emociona e nos leva a um plano superior de encantamento.

Nesse dia, prazer e elevação em grau altíssimo, com a apresentação da 9ª Sinfonia de Beethoven, pela OSESP e seu Coro, com regência de Rafael Fruhbeck de Burgos.



Muita emoção, com direito a lágrimas.

E no final, para marcar o início da temporada, e a beleza do espetáculo, um brinde com champagne.






Música, flores e cores. Fazem parte do lado lindo da vida.


quinta-feira, 17 de março de 2011

Domingo em São Paulo – Moda é arte?




Sempre há programas em São Paulo. Programas variados, muitas vezes gratuitos.

Os museus são inúmeros, e pode-se ir a um deles sem saber qual a exposição temporária que está sendo exibida. Com certeza haverá obras interessantes.

Foi o que nos aconteceu num dos últimos domingos em São Paulo.



Resolvemos ir ao Museu da Casa Brasileira, muito bem localizado na Av. Faria Lima nº 2075. Uma casa imponente da década de 1940, com um enorme jardim nas sua parte de trás. Expõe peças do mobiliário dos séculos XVII ao XXI, e abre espaços para exposições temporárias de objetos e design produzidos no Brasil, e outros países.

Voltado para o jardim do prédio, um simpático restaurante, o Quinta do Museu, que permite uma visita prolongada ao local. Pode-se ir pela manhã, dar uma pausa para o almoço, e continuar-se a visita na parte da tarde.



Geralmente, aos domingos, o Museu costuma apresentar atrações musicais, num grande terraço com abertura para o jardim. Nesse dia assistimos um teatro musical.

E a exposição temporária, que visitamos, foi uma grande surpresa: uma mostra de moda, “Linha do Tempo”, festejando os 20 anos da carreira da estilista Glória Coelho.

Estava sem máquina fotográfica, mas pude registrar com meu celular muitas das 60 “obras” da renomada estilista, expostas na Mostra. Cada uma representando uma fase.

E, acho que, pela primeira vez, enxerguei a moda como arte. Arte da criadora dos “modelos”, arte dos confeccionistas dos “vestidos”.

Peças muito bonitas, cheias de detalhes, com desenhos originais, muita criatividade e inspiração.

Talvez, se fosse para escolher, eu não tivesse eleito essa exposição para meu domingo em São Paulo. Mas o acaso fez com que eu apreciasse com enorme prazer essa mostra tão diferente, que me fez perceber o lado artístico da moda. Bom programa.



quinta-feira, 10 de março de 2011

Dos 8 (meses) aos 88 anos


A publicidade dizia que a vocalista da Sandália de Prata (Ully Costa) apresentaria marchinhas clássicas e sambas antigos, na 2ª feira de carnaval. Local, SESC da Vila Mariana, às 14:30 h.

Como adoro as marchinhas e sambas tradicionais do carnaval, e como estávamos em São Paulo, achei que o programa vinha a calhar. Até pelo horário.

Nunca fui carnavalesca, mas sempre gostei das músicas “antigas”, e do carnaval dos pequenos, com suas fantasias.



Às 14 horas, começaram a chegar crianças e criancinhas fantasiadas. Nenhuma baiana ou cigana. Só uma havaiana. Mas muitas “princesas”, algumas “Brancas de Neve”, “Minies” e fadinhas. Para os meninos, nenhum pirata, ou índio. Mas alguns super-heróis e jogadores de futebol.

Novos tempos.

Logo as crianças começaram a brincar com confetes e serpentinas.

E, exatamente no horário, os primeiros acordes de “ o teu cabelo não nega, mulata, porque és mulata na cor ...” fizeram com que os presentes passassem a cantar e dançar.





É quase que impossível ouvir-se uma marchinha de carnaval sem acompanhar a música. Ou se canta, ou se dança. Ou se faz as duas coisas.

E aquilo que eu imaginava que seria uma apresentação unicamente vocal, foi, na verdade, uma deliciosa matinê de carnaval. Alegria autêntica, diversão sadia, aquilo que se chama de “carnaval de família”.

No centro do salão, carnavalescos de 8 meses (no colo dos pais) a 88 anos. Crianças, jovens, seus pais e avós.

As crianças pequenas se divertiam juntando confetes no chão, ou dançando com os pais.

Os idosos conheciam todas as músicas, e dançavam com muita animação. Havia uma senhora que dançava muitíssimo bem o frevo, com sua sombrinha colorida.

Os mais jovens “pulavam” e organizavam cordões.





Há muito tempo eu não participava de um “bailinho” de carnaval. Esse foi inesperado, e embora eu tenha ficado de cinegrafista, cantei com enorme prazer as tradicionais e eternas músicas de carnaval.

E para manter a tradição, tudo terminou com:

“Ai, ai,ai,ai

Tá chegando a hora

O dia já vem raiando meu bem

E eu tenho que ir embora!”



(Nota: Há outros pequenos vídeos no you tube).


terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval sem carnaval ?



Há uns tempos atrás era difícil atravessar-se os dias de carnaval sem se sentir, de alguma forma, envolvida por ele.
Bastava sair-se à rua para perceber-se o clima de carnaval. Crianças fantasiadas, serpentinas e confetes, marchinhas por todos os lados.
Agora, ou se vai atrás do carnaval, ou passa-se os dias em “brancas nuvens”, sem qualquer sinal de folia.
O carnaval, na verdade, “acontece” somente nos desfiles programados das escolas de samba, trios elétricos, e em alguns clubes. Carnaval autêntico, de rua, parece que só ocorre nas cidades tradicionalmente carnavalescas, principalmente no nordeste do Brasil.
Estava justamente pensando nisso quando saí para um programa de domingo, em São Paulo.
Primeiro, um almoço muito gostoso num restaurante “português” da Vila Madalena, o “Ora Pois”. No caminho, tranquilidade total. Como se não estivéssemos em São Paulo. Um mínimo de trânsito e nenhum sinal de carnaval.
Depois do almoço, fomos para o Museu da Casa Brasileira para um programa musical: "Florilégio”, teatro musical com os atores e cantores Mira Haar e Carlos Moreno (o conhecido "garoto-propaganda" Bom Bril).



Achei o programa muito criativo e útil, pois impresso em papel-cartão na forma de uma ventarola. De um lado, foto dos atores e, do outro, o repertório musical. Entre as músicas, nenhuma de carnaval.



O espetáculo, na verdade, é um grande “pout-pourri”, intercalado com algumas brincadeiras. Músicas bem escolhidas. No final, muitos aplausos.
E foi, então, que inesperadamente o clima do carnaval passou a nos envolver. Terminado o espetáculo, de imediato passaram a ser tocadas e cantadas as marchinhas carnavalescas tradicionais, surgindo serpentinas de todos os lados.





E eu, que achava que não iria ver nem sinal de carnaval, me vi no meio de um grande público cantando e “marchando” ao som tão gostoso das músicas dos outros tempos.
É, tive que reconhecer que o carnaval ainda nos alcança, mesmo sem irmos atrás dele.