quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ausência?






"Sinto falta do papai".
Essa frase está, desde ontem, ecoando no meu pensamento. E turvando meus olhos.
Foi dita pela Isadora, minha netinha, no dia em que a partida do seu papai para outra vida estava completando 6 anos.
Ela a disse para sua mamãe.
E para mim, mandou uma mensagem pela internet: "hoje faz 6 anos que o papai morreu".
Assustei, quando recebi a mensagem.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Viver só





Pode acontecer com qualquer pessoa que more sozinha. Mas o risco maior é entre os idosos.
Normalmente, o idoso não tem nenhum compromisso diário que permita, aos outros, perceber sua ausência, quando ele falta.
Às vezes, fica vários dias sem sair de casa, e sem receber visitas. Nem sempre recebe telefonemas, ou entra em contato com amigos ou parentes.
E, de repente, ele tem um mal súbito, que o impede de pedir socorro. 
Cai, e fica ali, no chão, sofrendo, e aguardando que alguém se lembre dele e telefone, ou apareça na sua casa, e estranhe o fato dele não atender o telefone, ou a porta.
E foi o que aconteceu com uma conhecida. Octogenária, vivendo sozinha, foi encontrada no chão, por dois sobrinhos que haviam estranhado o fato dela não atender o telefone. Ela havia sofrido um AVC, e ali estava esperando socorro, parece que há oito horas.
Penso que isso deve ser mais comum do que imaginamos.
É triste, muito triste, mas de solução difícil.
Nem sempre, o idoso que vive só, tem meios de manter uma empregada diária, ou uma cuidadora.
E também é quase impossível manter segurança pelas 24 horas, a não ser que pudesse contar com as ajudantes dia e noite.
Viver em casas de repouso?
Viver em comunidade? Como seria bom se tivéssemos comunidades como o cinema nos tem mostrado (E se vivêssemos todos juntos, O Quarteto).
O fato é que o problema existe e, se a solução é difícil, é preciso tentar minorar os riscos.
E daí que pensei como seria bom um trabalho junto aos condomínios.
Seria importante o zelador saber quais são os idosos que vivem sozinhos no prédio, para poder ficar atento a eventuais problemas.
E o síndico poderia implantar um tipo de comunicação interna, para que os condôminos pudessem saber quem mora ao seu lado que, às vezes, poderá ser alguém que vive sozinho. E que, eventualmente, precisará ser socorrido numa maior dificuldade, ou mesmo ajudado em alguma coisa bem simples.
Ainda outro dia li sobre esse tipo de ajuda simples que pode ser prestada por um vizinho, e que pode ser tão importante para um idoso. Por exemplo, ao sair para ir até a padaria, oferecer-se para lhe comprar um pão fresquinho.
Enfim, para tentar minorar o problema, é preciso descobrir uma forma de desenvolver a solidariedade entre aqueles que vivem em condomínio e que, muitas vezes, nem conhecem seu vizinho de porta.
Será isso uma utopia?


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Encruzilhada






E não é que no último dia 1º de junho meu blog completou 5 anos, e eu nem atentei para o fato?
No início dele, muito ânimo, muitas ideias para posts. Depois, a desaceleração.
Mas, embora, o número de publicações tenha diminuído ano a ano, o blog tem, até hoje, quase quinhentos posts publicados.
Com o tempo, minha atividade de blogueira passou a assumir um aspecto diferente: o da necessidade de manter uma atividade intelectual envolvendo a linguagem.
É que, com o passar dos anos, parece que não basta só a leitura de livros. Também é importante o exercício da linguagem, da linguagem escrita.
A busca de um tema, a melhor forma de relatá-lo, os termos mais adequados. A procura de imagens para ilustrar os temas, e a pesquisa de novas ferramentas, para bem desenvolver a atividade de blogueira.
Enfim, o uso do raciocínio, com a esperança de que tudo isso seja válido para a manutenção da saúde mental.
Mas, embora eu tenha essa consciência, nos últimos tempos tenho pensado em parar com o blog. É que, por menos que eu escreva, gasto muito tempo nessa atividade. E há outras tarefas pendentes, aguardando um pouco de dedicação. Uma delas é a atualização do blog de viagens que, por ser trabalhoso, principalmente por causa da seleção das fotos, acaba ficando paralisado.
E a outra tarefa, que acho dificílima de realizar, é a de tentar organizar minhas fotografias. Não só as digitais, mas também as centenas (ou milhares) de fotos das antigas máquinas, guardadas em caixas.
Tenho alguns álbuns, que foram organizados logo na sequência da revelação das fotos, mas o número de fotos sem álbum é muito grande. E quase todas sem qualquer classificação.
Às vezes acho que essa é uma missão impossível. E nem sei por onde começar.
Mas, será que parar com o blog vai realmente permitir que eu me dedique a essas outras atividades?
também há outra coisa que me leva a querer parar.
Acho que, ultimamente, não tenho tido motivação para temas interessantes, como os que muitas vezes abordei nos anos passados. Dando uma repassada no que já escrevi, muitas vezes me surpreendo com as minhas inspirações antigas.
Será que é porque estava mais empenhada? Talvez. O fato é que, agora, parece que me instalei no campo das amenidades. Que, na verdade, são muito boas de ser vividas, mas que podem ser desinteressantes para quem as lê.
Enfim, aos cinco anos de vida, meu blog está numa encruzilhada. E eu, mais uma vez, estou pensando: sigo por aqui, ou por ali?
Bem, como ainda não tenho certeza do melhor, por enquanto sigo por aqui, nem que seja devagar, e nem que seja só para registrar aquilo que estou vivendo. 



sexta-feira, 14 de junho de 2013

Felizes para sempre?



Cruzar com casais de noivos, logo após a cerimônia do casamento, é muito gostoso. A alegria está no ar, assim como a esperança de dias felizes.
E, casualmente, parece que nos tornamos cúmplices do início de uma nova jornada de vida.
Nas viagens que faço por aí, tenho encontrado, com bastante frequência, com recém-casados posando para fotos em lugares lindos ou de interesse turístico.
Acho que a primeira vez que isso aconteceu foi em Roma, em maio de 1991.


Tínhamos acabado de visitar as fantásticas ruínas do Coliseu, quando vimos um casal de noivos saindo de um carro para ser fotografado.

Arco de Constantino (próximo ao Coliseu).

Tinha começado uma chuvinha fina e eu, mais do que depressa, consegui umas fotos dessa cena tão interessante. E a noivinha previdente abriu seu guarda-chuva branco.


Ainda nessa viagem, vi o final de uma cerimônia de casamento numa igreja em Gent, na Bélgica, mas não a registrei.
Em Veneza, na praça de São Marcos lotada, a visão foi dupla: um casal já fora da Basílica, e o outro, ainda no pórtico.



No meio de tanta gente, foi difícil fotografar, mas consegui fotos curiosas. O casal se arrumava para ser fotografado, quando tocou o telefone celular da noiva. Na ocasião eu tive a impressão de que o telefone estava num bolsinho do seu vestido. Mas, olhando agora as fotos, não percebo qualquer bolso no vestido. Talvez estivesse, mesmo, no bolso do noivo. Ela, tranquilamente, atendeu a ligação enquanto o noivo a esperava para as fotos.
Isso foi em setembro de 1995, quando a loucura pelo celular ainda não era muito grande.



Um momento, vou atender o telefone.


Eu e Priscila, minha companheira nessa viagem.
Continuamos nosso passeio e encontramos, novamente, o casal de noivos que tínhamos visto saindo da Basílica. Andavam pela bela Veneza, acompanhados pela fotógrafa.


Em Paris, numa tarde linda, quando estávamos almoçando no "Café du Musée d'Homme", com uma vista maravilhosa da Torre Eiffel, vi um delicado casalzinho de noivos.

Café du musée d'homme


O astral do momento era fantástico, diante da paisagem deslumbrante do Champs de Mars e da Torre Eiffel.

Contra a luz, minha silhueta.

Do meu lugar no café, tirei essa foto.


Muitas pessoas, mas muitas mesmo, aproveitando o tempo lindo e a beleza do lugar. Senti que o ar estava carregado de romance e felicidade e, para completar todo o belo astral, a presença dos noivos.




Foram momentos lindos e cheios de emoção.


Um "viva" a momento tão feliz.

Novas viagens, e novas surpresas com noivos.
Em Christchurch, na Nova Zelândia, a visão também se deu num clima de encantamento. 




Estávamos passeando pelas margens do Rio Avon, num cenário de filme inglês de época, quando, ao atravessarmos um parque, percebi, meio de longe, uma sessão de fotos de casamento.
A cena se integrava perfeitamente à beleza do momento e, felizmente, consegui registrá-la.




E agora, no início de maio de 2013, em Barcelona, a tradição foi mantida.
O interessante é que, dessa vez, não bastou ver o casal de noivos na sessão de fotos.  Mas, também, fazer parte de uma foto.




Eu acabara de sair da belíssima Basílica da Sagrada Família, ainda absolutamente emocionada, quando observando as esculturas, e os fantásticos detalhes exteriores da igreja, vi um movimento de tomada de fotos de noivos.
Dessa vez eu estava bem perto e pedi licença para fotografá-los. E, então, surpresa: fui convidada para posar junto.
Que sejam muito felizes!





quarta-feira, 12 de junho de 2013

São Paulo "das Arábias"



Há algum tempo era comum usar-se ditados e expressões idiomáticas.
Parece que isso pouco acontece nos nossos dias mas, volta e meia, lembro, e uso, algum ditado que era repetido por minha mãe e minha avó, bem como, em certas situações, me lembro de alguma expressão curiosa.
E foi assim que, ao pensar num título para esse post, lembrei da expressão "das arábias". 
E achei que ficou adequado usar essa expressão para descrever São Paulo.
Sim, a cidade de São Paulo é "das arábias". É fantástica, é surpreendente.
Tem programas para todos os gostos e, também, para todos os bolsos.
Tem programas culturais, eruditos, e tem programas singelos, corriqueiros, todos agradáveis e prazerosos.
Nos últimos fins de semana estivemos em São Paulo e aproveitamos muito com atividades simples.
Uma simples ida à feira-livre, valeu para nos deliciarmos com o famoso pastel de feira.


Aproveitando bem a manhã de sábado, fomos ao Parque da Água Branca para o café da manhã e para a Feira de Produtos Orgânicos, que lá acontece três dias na semana. 
O ritual do café é uma delícia. Ao ar livre, com o som dos pássaros e galos, pães e bolos caseiros.

Mesinhas sob as árvores.



Café de fazenda.

Aves circulam entre as mesas.

Depois do café, passeio pela Feira de Orgânicos.


Gostamos tanto do passeio que repetimos nessa última semana, agora com a Isadora. Tomamos nosso café da manhã acompanhados por um pavão, pombas, galos e galinhas.

Nosso companheiro do café da manhã.
Depois do café, andamos pelo parque.




Tudo é brincadeira.





Com a Isadora, o passeio ao Parque da Água Branca durou toda a manhã. Passeio simples e maravilhoso.
E, no domingo, outro programa.
As feiras de artesanato, ou de antiguidades, distraem bastante. São muitas, e já escrevi, nesse blog, sobre algumas em muitas ocasiões. No domingo poderíamos escolher entre a Feira do Bexiga, a da Liberdade, a do MASP, a do Trianon e a do Center 3.
Voltamos à feira da Liberdade, que é uma festa.



Vai um palhacinho?



E ainda, nesses dias em São Paulo, fomos ao cinema para assistir "O que se move", filme lindo, e jantamos "francesamente" no simpático bistrô La Tartine.


São Paulo é mesmo "das Arábias".
Além de tudo, tem o abraço de "tamanduá da netinha.