sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Acabou-se o que era doce

Foram exatos 1 ano e 4 meses. Minha netinha veio de mudança para Santos com quase 1 ano e 2 meses, e voltou a residir em São Paulo com 2 anos e seis meses.
Foi uma fase maravilhosa. A fase de suas inúmeras descobertas, a fase das palavras, das pequenas frases, e agora dos diálogos. Ela sabe iniciar uma conversa e sabe mantê-la.
Quando chegou, já estava andando. Agora, ela corre e pula. Antes, escutava as canções de ninar. Hoje, ela as canta. 
Embora morasse com sua mamãe na “sua casinha” (como gosta de falar), sempre passou bastante tempo na minha casa, principalmente nos últimos meses. Os compromissos profissionais de sua mamãe, em São Paulo, foram aumentando muito, e a manutenção do esquema de viajar diariamente entre Santos-São Paulo ficou ínviável. O jeito foi arrumar a mudança e voltar para a Capital. E foi muito interessante ela arrumando sua mudancinha : pegou suas bolsinhas e a mochila da escola e foi colocando pequenos brinquedos dentro delas. 
Minha netinha já está morando em São Paulo. Está se adaptando ao seu novo espaço, e à sua nova escola.
 E eu, que perdi o privilégio de vê-la diariamente e de acompanhar passo-a-passo seu desenvolvimento, também entrei numa nova fase de adaptação, buscando meios de acompanhá-la meio à distância, e planejando viagens constantes a São Paulo. 
Afinal, a vida nos exige constantes adaptações, e o importante é que o privilégio de ser avó dessa menininha adorável não é afetado por uma simples mudança.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Lista de espera

De novembro a dezembro ganhei todos esses livros, e pretendo lê-los logo que possível.
Já comecei por dois: A menina que roubava livros, de Markus Zusak, e Fazendo as malas, da Danuza Leão. Como o segundo é uma leitura leve, com crônicas sobre viagens a Sevilha, Lisboa, Paris e Roma, dá perfeitamente para intercalar as leituras.

Sempre gostei de ler, e penso muito sobre o que pode ser feito para estimular a leitura entre as crianças e os jovens. Acho que quanto mais cedo, melhor será o resultado.

Há anos atrás, quando não havia televisão, e muito menos computador, o lazer principal era a leitura.  As crianças distraiam-se com brincadeiras no quintal, na rua e com a leitura. Quase todas as escolas tinham bibliotecas e, muitas vezes, havia lista de espera para os livros mais cotados. Hoje, inúmeras são as formas de lazer e, muitas vezes, o livro não está entre elas.

Em casa, líamos muito. Quando estava muito interessada na leitura, minha mãe conseguia terminar um livro num fim de semana.

Acho que conseguimos passar esse hábito para nossos filhos, mas reconheço que hoje não é fácil. Se os pais não têm o hábito da leitura, dificilmente conseguirão passar o interesse pela leitura para os filhos. Só mesmo dando o exemplo, comprando livrinhos para as crianças desde bebezinhos, contando histórias e lendo para elas enquanto não estiverem alfabetizadas.

Vale a pena esse incentivo pois os benefícios da leitura, além do prazer, são enormes.

Parece, contudo, que em alguns lugares do mundo o hábito da leitura é levado ao extremo. Em Londres, praticamente todos os passageiros do metrô fazem seu percurso lendo jornal, ou livro, ainda que estejam em pé. E achei incrível ver, num teatro, duas crianças aguardarem o início da sessão, e depois nos minutos do intervalo, lendo livros que tiraram de uma mochila. Comentei esses fatos com uma amiga e ela me disse: Isso foi em Londres? Ora, eles leem para não precisarem conversar. Será? 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Minha mãe

19 de janeiro de 2009. Hoje minha mãe está completando 95 anos de idade e quero lhe prestar uma pequena homenagem.
Mulher linda, forte, sensível, cuidadora, que até seus 90 anos, teve pleno controle sobre sua vida. Foi sempre uma presença atuante, entusiasmada e firme, mas agora precisa ser amparada.
Teria muito a falar sobre ela, mas confesso que estão me faltando as palavras e as melhores construções para bem defini-la. Como não quero deixar passar a data em branco ( e o dia está quase terminando), fico limitada a essas poucas palavras e a esse pequeno número de fotos. Dotada de voz linda, sempre nos presenteou com as canções que entoava no seu dia-a-dia. Entre elas, Fascinação, que coloquei como fundo musical do álbum de fotografias.
Com amor, desejo-lhe muita saúde e tudo, tudo de melhor ! 


sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Café dos Maestros







Há poucos dias tive a oportunidade maravilhosa de assistir esse filme (documentário) especial, que apresenta os mestres do tango dos anos 40 e 50, anos conhecidos como a era de ouro do tango. Cada um dos "maestros" fala um pouco de si, e mostra sua arte. Há ensaios no estúdio e, por fim, uma apresentação emocionante no Teatro Colón de Buenos Aires.
A par da música linda, o que encanta é ver um grupo tão grande de músicos "bem avançados" em idade apaixonados pelo que fazem, tocando e cantando com firmeza, e passando tanta emoção.
A ideia que se tem é que a música conserva o vigor da juventude, estimula os encontros e mantém o amor pela vida. Belo programa.

sábado, 10 de janeiro de 2009

De salto alto

Modelo de calçado infantil:

Outra tarde, numa loja de calçados infantis, ouvi uma moça pedir, para a vendedora, um sapatinho número 24 para sua filha. Disse que dera um daqueles para uma sobrinha, e que sua filha de 4 anos queria um igual. O detalhe é que o sapatinho, em questão, tinha salto. Não era um salto anabela, mas um saltinho de verdade.

Achei a situação bem absurda e não pude deixar de lembrar da primeira vez em que usei um salto de verdade. 

Na minha meninice, os modelos de sapatos de criança eram bem infantis. Sapatos de pulseirinha, sapatos de boneca, sandálias de tiras, todos bem rasteirinhos. Salto anabela, aos treze anos, e salto de verdade, aos quinze.

Os quinze anos eram uma marca na vida das adolescentes. Com eles vinham os saltos altos, o baton, a permissão para sair nos sábados à noite, com companhia conhecida e aprovada pelos pais, mas com retorno às 22 horas.

Parece que havia um roteiro a ser seguido, e as etapas não eram puladas. E quando se alcançava uma nova etapa, com as conquistas que ela trazia, sentia-se uma alegria grande.

Assim foi com o meu primeiro sapato de salto, uma sandália branca, com salto de tamanho 5,5cm, comprado numa sapataria que não mais existe, a Sapataria Ribeirão. Foi uma festa poder comprá-lo e usá-lo.

Dizem os especialistas que saltos altos são prejudiciais. Se, com o tempo e uso contínuo, trazem problemas para os pés das mulheres, o que dizer em relação às crianças. São os ortopedistas que afirmam que as meninas que usam saltos altos  terão problemas de postura e da coluna.

Acontece que não é só isso. Saltos fazem parte de um universo adulto. As crianças começam com saltinhos, passam para maquiagem, roupinhas insinuantes .... Ficam parecendo mulherzinhas, adultas em miniatura e, de repente, muitas vezes, passam a viver como se fossem realmente adultas. 

Antecipação de fases, nem sempre apresenta bons resultados. 

Infância é uma fase de brincadeiras, de ingenuidade. Vamos fazer o possível para que nossas crianças vivam como crianças, com vestimentas e comportamento de crianças, e que a infância tenha a duração que lhe é própria . 

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Boas e Alegres Festas

Fotos das Noites de Natal e de Reveillon.


Natal lembra presépio, lembra um bercinho simples com o Menino Jesus e seus pais ao lado, Natal lembra família.

E assim passamos o Natal, em família.

A noite de Natal em “petit comité “, tendo a netinha como estrela da reunião.

Com quase dois anos e meio, ela já participou ativamente da festa. Com criança, a alegria sempre está presente e nós nos abrimos, com mais facilidade, para o renascer, para a esperança e até para o futuro. Nossa noite de Natal foi, assim, muito feliz.

O almoço de Natal, como acontece há muitos anos, foi com a família em tom maior : meu pequeno núcleo familiar mais nossa matriarca (minha mãe, Norma), meus irmãos, noras e cunhados, sobrinhos e sobrinhos-netos. A turma dos pequeninhos crescendo, um nenê novinho, Maria (filha do sobrinho Eduardo e da Carola, que aparece na foto no colo de sua bisavó), e a turma da 2ª geração (pelo menos os homens) apresentando mais alguns fios de cabelo branco. Mais um ano em que estivemos reunidos, lembrando o nascimento de Cristo e procurando fortalecer os laços familiares.

Abaixo, algumas fotos do nosso almoço.


A noite de passagem do ano também se deu em família. Jantamos e, pouco antes da meia-noite descemos para a queima de fogos na praia. Foram 15 minutos de show pirotécnico na orla de Santos. Muitas pessoas, muita roupa branca, muita alegria. Minha netinha estava junto, e depois que voltamos para casa ela disse para sua mamãe : “Vamos de novo para a praia, mamãe. Eu quero ver mais a festa”. Foi, mesmo, uma linda festa. Que essa festa de cores, luzes e alegria dure bastante.

Fogos nas praias de Santos

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano novo, novo nome

Hoje meu blog completa 7 meses e, durante todo esse tempo, tem me dado muito prazer.

Descobri, com ele, uma atividade criadora e apaixonante, que eu estava buscando desde que pensei em me aposentar. Explico essa busca, aqui.

Foi meio de improviso que criei o blog. Antes dele, eu não tinha o hábito de ler outros blogs, e nem sabia que existiam tantos. Minha filha criara o seu um pouco antes, e foi a partir dele que eu criei o meu. A questão do nome, na ocasião, não me preocupou. Como eu fui incentivada por algumas comentaristas do blog da minha filha, que passaram a pedir um blog da vovó, achei que esse deveria ser o seu nome.

Passados sete meses, percebo que o blog tende a ter um âmbito maior do que o do início e que, embora tenha como centro relações familiares, ele evoca memórias, comenta atualidades, abre-se para “o que der e vier”. E seu nome, Blog da Vovó, leva ao entendimento de que é um espaço típico de vovó, com historinhas de netos, crochê e tricô, tão só. Também gosto muito dessas atividades, mas não só.

Pensando nisso postei um texto sobre a mudança do nome, e tive a oportunidade de saber as opiniões de comentaristas fiéis. Levando em conta as opiniões, e a minha vontade de inovar, resolvi alterar o nome mediante um acréscimo. Isso porque não quero que seu nome signifique “tão só” as lindas histórias da minha netinha e minhas inúmeras emoções de avó, mas que também permita o entendimento de que nele há espaço para essas emoções, mas “não só”.

Por esse motivo, ele começa o novo ano com nome novo: Blog da vovó....mas não só.

Espero que seja um nome adequado, e que ele continue me dando prazer por muito tempo.

Em tempo: já estava com esse texto pronto e programado para publicação, quando resolvi mudar o layout do blog. Assim, ele começa o ano com novo nome e nova cara.