O que fazer com o tempo livre? Parte 2.



 Sempre tive muitas obrigações com os estudos, com o trabalho, e disso resultou que, quando na atividade, nunca tive muito tempo livre. Mas sempre mantive hobbies.

Um hobby que me acompanhou pela vida, desde a infância, foi o da leitura. Há ocasiões em que ele está menos intenso, mas outras em que ele está muito presente, tomando a forma de um hábito. Nesse ano, os livros estão ocupando um lugar enorme no meu tempo livre e, de janeiro até hoje, 19 de abril, já li dez, de diferentes autores e temas. 

Outra atividade prazerosa, que me acompanha desde sempre, é a música. Aprendi a tocar piano com 5 anos, e continuo a tocar até hoje, embora, às vezes, inexplicavelmente, passe um bom tempo sem tocar nas teclas.

Um pouco antes de me aposentar, falando com uma amiga sobre o que eu passaria a viver, falei: vou precisar aprender a jogar conversa fora. Com isso estava dizendo que precisaria ficar mais leve, deixando para trás uma rotina de obrigações, e que, para bem usar o tempo, eu deveria deixar de me preocupar com a utilidade da ação. 

Depois de anos na aposentadoria, não sei se aprendi a jogar conversa fora. Talvez um pouquinho.

Logo que aposentada, passei a ir atrás de formas de lazer e, uma das primeiras foi a de criar e manter um blog, o Blog da Vovó. 

Eu era vovó nova, e tinha muitas histórias para contar. Acontece que as histórias passaram a ser muito variadas, e sem ligação com o fato de ser avó. Então o blog passou a ter outro nome, que é o atual: Blog da Vovó... mas não só. Teve início em 2008, quando a atividade de blogueiros e blogueiras era vibrante, permitindo muitas trocas e amizades. As atualizações eram frequentes, e tenho meu blog impresso em 7 volumes.



As viagens também foram fantásticas no preenchimento do tempo livre. Até criei um blog para contar algumas, mas infelizmente deixei de contar muitas. Na última postagem falei sobre Veneza.

O blog é o Fotos: lazer e memórias.


        


E, ainda, como lazer nos tempos difíceis da pandemia criei mais um blog que teve duração pequena, onde falava sobre minhas aventuras na cozinha no tempo do isolamento. 

Foi o blog  Um, dois...feijão com arroz.

Também, depois de aposentada, iniciei atividades físicas. Às vezes ia caminhar na praia, na beira do mar, o que é uma delícia. Mas não consegui manter. Comecei, então, com uma rotina de fisioterapia duas vezes por semana, mantida até hoje e que, com certeza, tem contribuído para um bom envelhecimento. Não enxergo essa atividade como lazer, como algo prazeroso, mas como necessidade.

Vida longa, muito tempo para novos aprendizados e aperfeiçoamentos. 

Com mais de 80 anos, resolvi aprender a fazer bolsas. Para isso, precisaria aprender a usar uma máquina de costura. E lá fui eu, poucos meses antes da pandemia, aprender a usar a máquina para entrar no mundo da costura criativa. Aprendi o básico e, durante os dois anos de isolamento, foi a atividade que me ajudou a atravessar todas as dificuldades daquele período. Com o básico que havia aprendido, e a ajuda da internet, costurei sem parar chegando a mais de 100 peças variadas, entre bolsas, nécessaires, jogos americanos, carteiras, carteirinhas, porta-óculos e por aí vai. 




Feliz com o resultado, resolvi participar do Instagram (@heloarte2020) e do Pinterest, que também passaram a preencher eventuais tempos livres. E continuo com a costura criativa até hoje.

O que me levou a aprender a fazer bolsas foi um um bordado que havia feito em época de resgate dos pontos de bordado aprendidos quando escolar. Ficou muito interessante, bem colorido, e poderia ser usado numa almofada, ou numa bolsa. Optei pela bolsa e, desse episódio, adquiri dois passatempos: a costura criativa e o bordado. 

Passado um tempo, resgatei o crochê, que tem me dado muito prazer. 




Não lembro quando, nem como aprendi os pontos iniciais do crochê, mas o aprendizado permitiu que eu passasse a me distrair bastante com uma linha e uma agulha.



E ainda poderia falar do tricô, e das idas à cozinha para um prato diferente, ou para uma sobremesa afetiva.

Ah, e não posso esquecer do grupo de amigas com quem me reúno para jogar tranca e conversa fora, há cerca de três anos, uma vez por semana.

Parece que não falta lazer, não?


Em tempo: A saia que ilustra o post foi meu último trabalho em crochê. É uma saída de praia para minha neta.


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