sexta-feira, 29 de maio de 2009

Trabalhos manuais

Não lembro se aprendi os primeiros pontos de tricô com minha mãe, ou com minha avó. Mas os outros segredos, tais como colocar pontos na agulha, diminuir, aumentar aprendi com minha mãe. Os primeiros pontos de bordado, também aprendi com ela: ponto haste, nózinhos, alinhavo ...

Naquela época isso era muito comum. E, quem não aprendia em casa, não tinha como escapar do aprendizado no colégio: havia no currículo escolar a disciplina de trabalhos manuais. Gostando, ou não, tendo jeito, ou não, as meninas tinham que bordar.

Nossos trabalhos eram feitos no chamado “pano de amostras”, um retângulo de um tecido bom (acho que linho, ou cambraia de linho) e, no fim do ano escolar, esse “pano” estava repleto de pontos diferentes de bordado, cadeia, crivo, ponto sombra, caseado, richelieu, bainha aberta etc. Além dos pontos, também fazíamos casas de “pano”, e com caseado, e pregávamos botões e colchetes.

Na ocasião, em plena adolescência (nossa, já fui adolescente) eu não gostava desse tipo de trabalho. Com o tempo, passei a dar valor, e tive minhas épocas de tricô, crochê, ponto cruz, mosaico.

Acho o trabalho manual um ótimo lazer. Distrai e dá muito prazer, tanto durante o processo, como no final.

E é muito bom ver o resultado. Agora, mesmo, estou feliz com um casaquinho que acabei de tricotar para minha netinha.


E fiquei tão animada, que já comecei outro trabalho. Ponto por ponto, e logo a blusinha estará pronta.


segunda-feira, 25 de maio de 2009

O tempo


Confesso que tenho dificuldades para entender o “tempo”. Diz o dicionário que ele é a sucessão dos anos, dos dias, das horas etc., que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro.
Não é tão simples assim. Qual a medida do tempo? Por que para uns ele passa rápido, e para outros, devagar? Ou, pelo menos, porque alguns têm a impressão de que têm todo o tempo do mundo, enquanto outros vivem atropelados, e sem tempo para nada?
E o mais curioso é que um mesmo fato pode dar agora a sensação de que aconteceu “ontem”, mas amanhã pode estar parecendo que aconteceu há séculos.
Com frequência, sinto isso. Às vezes parece que ainda ontem eu vivia com meus pais e irmãos. Parece, também, que ainda ontem eu cuidava dos meus filhos, cantava para eles e os colocava para dormir. Foi ontem?
De repente, tenho a impressão de que faz muito, mas muito tempo mesmo que eu almoçava numa mesa grande, tendo meu pai na cabeceira, minha mãe e meus irmãos em volta.
Percebo, também, que faz tempo, muito tempo que levava meus filhos para a escola e, até, que há muito ocorreu a nossa despedida, quando saíram de casa para seguirem seu caminho.
Ontem, hoje, amanhã. Que enigma.
Não há como entender que existe somente o hoje. O passado nos impregna. Mas uma coisa é certa: só podemos fazer alguma coisa “hoje”. Hoje, vivemos.
E o futuro? Não sabemos. Ele está sendo construído hoje.
E a corrida acelerada do tempo, existe ou não?
Ontem, estávamos no Natal de 2008. Hoje, falta pouco para encerrarmos o 1° semestre de 2009. Ontem, minha neta estava nascendo. Hoje, ela está próxima de completar 3 anos.
Socorro!


Imagem retirada daqui.
Crédito:© Matthias Kulka/zefa/Corbis

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Torta com sabor da infância


No último dia das mães, resolvi festejar a data resgatando uma torta de bananas, que minha mãe fazia para servir de sobremesa à sua turminha.

Para isso, obedeci a um verdadeiro ritual. Lembro que a torta era feita numa travessa branca bem grande e, como eu não tinha nenhuma travessa assim, pus-me a campo para encontrar uma semelhante.

No supermercado, onde usualmente faço compras, encontrei uma linha de travessas que poderia servir. Só que elas continham a seguinte gravação: forno de microondas e máquina de lavar-louça. E a torta, em questão, deveria ir ao forno convencional. Daí, fiquei preocupada com a possibilidade da travessa rachar no forno, comprometendo o resultado. Procurando bem, encontrei uma da mesma marca, em tamanho pequeno. Preço menor, achei que valeria a pena comprá-la para um teste. Foi o que fiz.

Com a travessa, bananas, ovos e açúcar parti para o teste, ganhando, assim, uma sobremesa extra no dia.

A travessa suportou bem o forno. Voltei ao supermercado e comprei a maior, usada com emoção e “sucesso” no almoço do dia das mães.

Ei-la, saindo do forno.



E agora, depois de cortada.



Algumas comentaristas, e amigas, ficaram interessadas na receita, e essa é a razão desse post.

Como não tinha registro escrito da torta, precisei pesquisar a receita na memória da meninice. A torta é muito simples e saborosa, e o mais importante é que tem sabor de infância.

Vou chamá-la de:

Torta de Bananas da Dona Norma

8 a 10 bananas brancas (também conhecidas por bananas prata)

6 ovos

18 colheres (de sopa) de açúcar.

Cortar as bananas em fatias ao comprido, e fritá-las em óleo quente, colocando-as uma ao lado da outra em travessa ligeiramente untada com manteiga.

Salpicar as bananas fritas com canela em pó (opcional).

Separar as claras das gemas.

Bater as gemas na batedeira, muito bem, com 6 colheres de açúcar, para fazer uma gemada. Cobrir as bananas fritas com a gemada.

Em seguida, bater as claras em neve, colocando, aos poucos, as 12 colheres de açúcar restantes, para fazer um suspiro. Para cada clara, duas colheres de açúcar. Espalhar o suspiro sobre a torta.

Levar ao forno pré-aquecido até o suspiro ficar dourado, e a gemada cozida. Nessa quantidade, para uma torta bem grande, deixei no forno por 20 minutos, aproximadamente.

A banana também pode ser a banana-da-terra que, quando frita, não solta água. Banana nanica não serve, mas pode ser utilizada, em calda de açúcar queimado, para a outra versão de Torta de Banana com Suspiro.


quarta-feira, 20 de maio de 2009

Livro sem dono II


Já dei o “pontapé inicial” no meu projeto do “livro sem dono”, e o livro escolhido foi " A menina que roubava livros" do Markus Zusak. Foi escolhido ao acaso, mas até que teve seu lado interessante : a menina, no caso, adorava livros mas não tinha como adquiri-los.

Escrevi o seguinte na sua 2ª página:

Estou “esquecendo” esse livro aqui, para que você o possa ler. Em seguida, “esqueça-o”, também, num lugar público, para que possa ser encontrado e lido.

Se preferir, dê para alguém interessado, que também deverá esquecê-lo após sua leitura.

Assim, muitos poderão ter a oportunidade da leitura e ele será um “livro sem dono”.


Como estava em São Paulo, resolvi que deixaria o primeiro livro numa cafeteria que costumo freqüentar, num “shopping”. Só que, ao invés de deixá-lo sobre uma mesa, deixei-o para dentro do balcão, onde trabalham diversas mocinhas, que até poderão fazer um rodízio entre elas.

Nada me garante que esse projeto seja bem sucedido, mas será uma tentativa de dar oportunidade de leitura a outras pessoas. Sempre escreverei o texto acima, nas folhas iniciais dos livros, esperando que eles continuem seu caminho.

Hoje, já em Santos, resolvi que deixaria um livro num banco da praia: “ O Negociador” de Frederick Forsyth.

Santos tem uma população bem numerosa de pessoas na “3ª idade”, que gostam de andar pelos jardins da praia, de sentar em bancos para apreciar a paisagem e que, de repente, também gostam de ler.



Sentei num banco, apreciei a paisagem e coloquei o livro no banco. Mas começou um ventinho de chuva e achei melhor recolher o livro. Fui, então, a um supermercado a poucos passos de onde estava, que tem uma área para cafés e para almoço por quilo. Lá almoçam diversas “senhorinhas” e “senhorzinhos”, que devem morar na vizinhança. E foi para uma dessas pessoas, que deixei um “livro sem dono”.


domingo, 17 de maio de 2009

Livro sem dono

Adoro ler. 

Quando criança, não havia televisão, passeios em “shoppings” (que evidentemente também não existiam), viagens de fim de semana e feriados, programas fora de casa. As crianças se divertiam dentro de casa, nos seus quintais, brincando com os irmãos (sim, quase todas as crianças tinham irmãos) e lendo. O livro era o grande instrumento de lazer e prazer, e penso que era mais fácil formar o hábito da leitura naquela época.

Comecei a ler cedo, e sempre li. Em certas ocasiões, principalmente de muito trabalho profissional, o ritmo da leitura para lazer era mais lento. De qualquer forma, sempre havia um tempinho para o livro, ainda que na cama, antes de dormir.

Com isso, as estantes de livros vão ficando cheias. Alguns deles, têm um significado especial, mas a maioria já cumpriu seu destino: ser lido. Dificilmente, para esses, haverá uma releitura.
E foi, por isso, que comecei a pensar numa forma de proporcionar, a outras pessoas, a leitura desses livros.

Organizar um clube de leitura, formado por algumas pessoas que colocariam seus livros à disposição dos outros? Quem cuidaria desse acervo? Como seriam as retiradas?
Percebi que não seria simples.

Doar os livros para alguma biblioteca pública? Mas poucas são as pessoas que vão às bibliotecas.

Foi quando fiquei sabendo de um movimento mundial, o “bookcrossing”, que desde 2001 congrega pessoas que vão espalhando seus livros para que outros possam ler. É necessária uma inscrição do interessado em espalhar seus livros, é preciso etiquetar os livros e colaborar para um controle.

Achei ótima a idéia de espalhar os livros. Mas quero iniciar esse procedimento sem burocracia. Mesmo porque, parece que, no Brasil, o movimento ainda não está devidamente organizado.

Então, vou começar esquecendo um livro num lugar público. Quem o achar, encontrará dentro uma explicação simples: trata-se de um livro que vai passar a assumir a feição de “livro sem dono”. Se quem o encontrou quiser fazer sua leitura, quando terminar deve passá-lo para a frente, da forma que entender melhor: ou entregando-o diretamente para um conhecido, ou esquecendo-o num lugar onde diariamente passem pessoas: banco de ônibus, de metrô, de praia, mesa de bar etc. O importante é que fique a recomendação de que, depois de lido, o livro deve seguir seu caminho, pois trata-se de um “livro sem dono”. 

De repente até alguém, que nunca teve a oportunidade de ler um livro, poderá se interessar pela leitura e descobrir um novo prazer.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Do jeito que eu gosto

E deu certo o almoço do dia das mães.
Deu até para preparar um bolo de aniversário para que um dos irmãos, que havia aniversariado na véspera, apagasse suas velinhas entre os demais.
A Torta de Bananas ficou, realmente, com gosto de infância, assim como o Manjar Branco.
E para registrar a data:

A dona da festa

As flores

A mesa
As cenas
E.... a Torta de bananas


sábado, 9 de maio de 2009

Minha mãe II

Já falei sobre sua beleza, sobre sua voz linda, sobre sua força de vida, sobre seus cuidados com filhos e netos, sobre seu gosto pela leitura, sobre seu interesse por tudo que a rodeava, sobre sua dedicação. Hoje, teria que falar da sua tranquilidade, e da aceitação daquilo que a idade lhe trouxe.

Mas, querendo marcar o dia das mães com uma imagem diversa, fiz uma viagem ao passado, lembrando da nossa vida em família quando éramos onze debaixo do mesmo teto.

E vi minha mãe, administrando o dia-a-dia de sua família, sempre cantando e criando (crianças, comidas, roupas). E pensei como devia ser difícil administrar uma casa, numa época em que não havia eletrodomésticos, nem facilidade nas compras de produtos para a cozinha. Tudo precisava ser preparado em casa. Não havia semi-prontos, nem congelados. 

O pudim de leite, que fazemos num instante batendo no liquidificador o leite condensado, com leite e com ovos, era feito na mão, batendo-se uma dúzia de ovos e acrescentando-se os outros ingredientes. O bolo, a panqueca, tudo na mão. E o frango? O peixe?

E a dificuldade em resolver o que fazer para o almoço e o jantar da família?

Sim, naqueles tempos, tínhamos jantar todas as noites. Depois é que houve a substituição por lanches.

E assim, pensando nas refeições, lembrei dos doces que ela fazia, e também de duas sobremesas que eram muito comuns: a laranja e a torta de banana.


A laranja era levada à mesa com casca. E o incrível é que minha mãe tinha a paciência de descascá-la mesmo para os filhos já grandes. Deixava somente com a pele branca e cortava no meio, como "tigelinhas", para que pudéssemos chupar. Para aqueles que preferiam chupar em gomos, ela também tirava a pele branca. 

Tenho essa lembrança bem forte. Nunca a ouvi falar que já tínhamos idade para descascar nossas laranjas. Descascar laranja para uma, ou duas crianças, é uma coisa. Mas descascar para seis, sete, ou mais, já é ... demais. 

Hoje, vejo que era uma forma dela poder mimar individualmente os filhos. Aproveitava a ocasião para isso, porque com nove filhos não deveria sobrar muito tempo para mimos.

A outra sobremesa era a torta de bananas com suspiro, que adorávamos. Era feita numa travessa bem grande, e ela ia servindo um a um, a partir do caçulinha.

Já sei o que vou fazer nesse dia das mães: trazê-la para almoçar na minha casa, chamar meus irmãos ( e consortes) e apresentar, como sobremesa, uma torta de bananas com suspiro.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Crianças e morte


Volta e meia a Isadora, minha netinha, faz perguntas sobre seu pai.

-Mamãe, por que o papai morreu?

-Porque ele ficou muito doente, filhinha. Foi para o hospital, tomou muitos remédios, mas morreu.

-Mas mamãe, o titio também foi para o hospital e não morreu.

Realmente é muito difícil uma criança de menos de três anos entender o desfecho das doenças. Por que alguns ficam doentes, morrem, e outros não?

E, logo, logo, teremos que explicar para ela que nosso “cachorrinho Igor”, seu grande companheiro em Itanhaém, morreu há poucos dias.

Será que dessa vez ela vai começar a entender, um pouco melhor, o significado da morte? Será que ela vai perceber que existem partidas sem volta?


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ano da França....na minha casa

No último dia 24 de abril, teve início o Ano da França no Brasil, que terá duração até o dia 15 de novembro.

Durante esse período muitos serão os debates, as atrações artísticas, os encontros gastronômicos, tudo para ampliar o conhecimento da França contemporânea e estreitar as relações entre o Brasil e a França.

Em 2005 ocorreu o contrário: o Ano do Brasil na França.

Espero, nos próximos meses, ter a oportunidade de participar de alguns dos eventos já programados.

Gosto muito da língua francesa, dos filmes franceses, gosto muito de escutar Édith Piaf e Charles Aznavour, gosto bastante da culinária francesa e ... adoro Paris.

E foi pensando nisso tudo que resolvi iniciar o Ano da França na minha casa, “en pétit comité” .

Aproveitei o domingo para assistir um filme encantador, ouvir um CD do Aznavour e para fazer de sobremesa um “ crème brûlée” ( pela primeira vez).

O filme foi “Os Guarda-Chuvas do Amor”, com Catherine Deneuve, mocinha, lindinha. É um filme do ano de 1964, todo cantado e que foi vencedor da Palma de Ouro em Cannes. Delicado, ingênuo, mas triste, muito triste. A trilha sonora é do Michel Legrand que, acabo de saber, irá se apresentar com diversas orquestras sinfônicas brasileiras, durante o “Ano da França no Brasil”. A música- tema do filme é linda e bem conhecida.



O  CD do Aznavour é repleto de sucessos, entre os quais “ Et pourtant”, “La bohème”, "Que c’est triste Venize”, "She" e "Ave Maria". Escutei já na cama, pronta para dormir. Sempre leio um pouco e escuto música boa para o momento.

E o doce, “uh lá lá" ! Acho que, das sobremesas francesas que conheço (pelo menos das que são servidas por aqui), é uma das mais saborosas e leves. Eis meu resultado:

É um creme delicado, coberto por uma camada fina de açúcar queimado, feita praticamente na hora de servir. Para esse caramelo, é necessário que se tenha um maçarico próprio para cozinha. Procurei o acessório em algumas lojas, mas não o encontrei. Resolvi fazer assim mesmo, e tentar caramelar aquecendo bastante uma colher de sopa, que seria passada de leve no açúcar polvilhado no doce. Não deu certo.

Resolvi, então, fazer um caramelo grosso no microondas e o resultado ficou bom. O doce é uma delícia. Fiz uma pesquisa de receitas e acabei escolhendo essa. Para os próximos, espero já ter encontrado meu maçarico.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Afastando o tédio


Estou tendo uma recuperação fantástica, e talvez o que mais tenha me incomodado nesses primeiros dias pós-cirurgia tenha sido a falta da internet. Incrível, não? 
Fiquei sem a mordomia do wireless, sem banda-larga, e utilizar a internet discada é algo absolutamente impossível e irritante.
Agora, já de volta à minha casa em Santos, estou pronta para assumir minhas funções na blogosfera, com a infra-estrutura usual.
Repouso relativo, um pouco mais cuidadoso nos primeiros dias (que já passaram). 
Confesso que nesses dias iniciais cheguei a sentir um tédio imenso. Sem poder sair, e com algumas limitações, minha maior distração foi a leitura. Fiz um revezamento entre livros e revistas, mas senti falta de conversas (todos estavam trabalhando) e da navegação virtual.
Estava bem entediada até que encontrei uma tapeçaria inacabada, que havia começado a bordar há algum tempo, mas que estava encostada. E essa tapeçaria me fez perceber o alto poder de entretenimento, e também de relaxamento, do trabalho manual, que eu já conhecia, mas que talvez tivesse esquecido por estar totalmente dedicada a outras atividades. Comecei a bordar, revezando com a leitura. E não é que o tédio passou?
Já tive meu tempo de tricô, de bordado ponto cruz e de tapeçaria. Também já fiz um pouco de mosaico, pátina e até decapê. O trabalho manual é realmente muito prazeroso e distrai muito. Esses trabalhos eu costumava fazer à noite (mesmo na frente da televisão) como forma de lazer, antes de me aposentar. A função que eu exercia durante o dia todo, quase que me exauria mentalmente, não deixando muito espaço para leitura à noite. Daí, os trabalhos manuais, que sempre me fizeram bem. 
Acho que vou aproveitar essa redescoberta e, quem sabe, fazer um casaquinho de tricô para minha netinha. Afinal, o inverno está chegando!