quinta-feira, 17 de junho de 2010

Bicho da seda

Há poucos dias acabei de ler o livro “Seda”, do escritor italiano Alessandro Baricco.

É uma obra bem diferente, meio poesia, meio fábula, meio conto.

Gira em torno de um pacato cidadão francês, que em meados do século XIX vive numa cidade cuja economia está baseada na sericicultura (ou sericultura). Como o mercado que fornecia os ovos do bicho da seda para a cidade havia sido afetado por uma epidemia, o personagem do livro é contratado para ir buscar ovos no desconhecido e longínquo Japão.

O livro relata a aventura que era a viagem ao Japão, e os riscos do comércio dos ovos do bicho da seda com o pais tão misterioso (naquela época).

Ao ler o livro, minha memória me levou ao passado quando, bem criança, brincando no quintal da nossa casa, encontrava casulos de bicho da seda presos nas árvores frutíferas (principalmente amoreiras).


Lembro da primeira vez que vi um, e da simples explicação que recebi de alguém mais velho: "isso é um casulo de bicho da seda. É dele que saem os fios para fazer a seda".

Cresci e nunca mais vi casulos de bicho da seda. Mas usei muitos vestidos de seda pura, nos anos dourados. Hoje, acho que até é difícil encontrar seda nas nossas lojas de tecidos. Quase tudo é sintético, e aquele tempo das lindas sedas puras, dos tafetás de seda, e dos cetins, ficou para trás.

Será que as crianças de hoje conseguem encontrar casulos de bicho da seda pelos quintais?


Nota: no Brasil o maior produtor de casulos de bicho da seda é o Estado do Paraná, seguido do Estado de São Paulo. Porém, 92% da produção destina-se à exportação.

16 comentários:

  1. Lembro deles também.Hoje é bem mais difícil,certamente!beijos,chica

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  2. Helô, lá em casa tem muitas árvores e fiquei curiosa para saber se tem algum casulo.
    Ah! Ainda tem seda pura nas lojas de tecidos daqui. O problema é encontrar uma costureira para fazer o vestido. É que comprei uma seda rosa para fazer um vestido para Giovana, mas a costureira tem que minha mãe mesmo, tendo em vista a dificuldade para achar uma costureira que não trabalhe só para confecção.

    Beijos

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  3. Acho que ainda se encontram mas muito pouco. Acho lindo :)

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  4. Poxa, Helô...

    Lembrei-me de uma parte boa da minha infância agora... Minha menina nunca viu um desses, realmente, eles sumiram, que pena....

    Adorei esse seu post!

    beijo

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  5. Oi Helô! Eu mesma nunca vi um bicho-da-seda, acredita? E olha que não fui uma criança urbana, não...

    Agora, o que eu queria mesmo era ver um vestido de seda pura. Deve ser um coisa de lindo, né?

    Beijo!

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  6. Oi, Helô,
    Aqui em casa já encontramos casulinhos desses. É que nosso quintal é relativamente grande, temos oito pés de árvores frutíferas e uma de nossas filhas gostava de investigar a natureza. Agora, as roupas de fibras naturais, algodão, seda etc. estão mesmo escasseando, o que é uma pena, pois são mais bonitas e permitem que a pele "respire" livremente.
    Fiquei com vontade de ler esse livro, pois sempre gostei de livros que narram viagens e encontros com culturas diferentes.
    Beijinho e bom fim de semana.

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  7. HELOÍSA ADORO QUANDO VC ME VÍSITA FICO MUITO FELIZ!
    SABE AQUELE BOLINHO DE CHUVA QUE FIZ TBM ESTÁ COM BANANA POIS É ASSIM QUE MEU MARIDO GOSTA, USO BANANA NANICA!!
    DA UM AROMA ESPECIAL NO BOLINHO!!!
    BJIM

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  8. Nossa, Helô, vc me fez relembrar de uma coisa tão remota, nunca iria relembrar assim se vc não tivesse colocado esta tua lembrança de infância!
    Realmente, a gente via mesmo estas coisas, mas hoje acho que não se encontra mais, mesmo porque todo mundo mora em selva de pedra e as poucas árvores do meio urbano não dão este tipo de bichinho.
    Lá no Paraná deve ser o maior produtor porque tem também muita gente japonesa, uma grande colônia aliás.
    Meu amigo japa lá de Petrópolis é de uma região no Japão de produtores de seda e seus pais eram um destes.
    Interessante o livro, heim!
    bjs cariocas

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  9. Bom dia Heloisa!
    Adoro indicações de livros. Sabe, se isto é um vício, eu tenho.
    Sabe, esta sua lembrança com o bicho da seda, é pareceida com a minha. Mas não sei que explicação doida que me deram e eu tinha pavor deles. Vai entender...

    Umbom fim de semana!
    Beijos.
    Anny.

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  10. Heloisa
    Suas indicações valem ouro, e a forma como as coloca nos dá vontade de ler os livros indicados, ainda mais com essas informações preciosas.
    Nasci e morei no interior de São Paulo, brincava muito pelos quintais da minha casa, da minha avó e das amigas, mas não tive o privilégio de ver um casulo, ou melhor não estou lembrada de tê-los vistos. Mas... das sedas, dos tafetas, ahhh!!!! dessas eu lembro com saudades. Tem um MEME para vc no Caminho Suave, fica a vontade para recusá-lo. Bjs

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  11. Helô, fiquei interessada neste livro, vou procurá-lo; é poético pensar na fabricação da seda...
    Ótima semana p/ vc!!!
    Bjs,

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  12. Oi Helô,

    Nào me lembro dos casulos, mas dos tecidos de seda sim. Minha avó era japonesa e costureira. Ela mesma tinha um kimono de seda lindíssimo.

    Bjs, Elaine

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  13. Heloísa, temos mais ou menos a mesma idade, por isso me identifico muito com os seus relatos. Quanto ao bicho-da-seda, acho que hoje em dia é difícil encontrar até quintais.

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  14. Olá Heloísa,
    Amei seu post.
    Muito educativo.
    Fique bem.
    Bjs mil

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  15. Nunca vi um casulo na vida..Mas gostaria de ver e fotografar..Obrigada pelo seu comentario e visita..bjs e dias felizes
    Grace OLsson
    graceolsson.com/blog

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