quinta-feira, 10 de maio de 2012

"Além do corpo" . Superação em grau máximo






De onde vem a força de determinadas pessoas que, portadoras de limitações graves, atingem graus de superação inimagináveis?
Pensei nisso ontem, ao ler matéria sobre uma arte-educadora que, há dez anos, é vitima da síndrome do encarceramento, como seqüela de um gravíssimo acidente vascular cerebral. É quase que totalmente paralisada, mas conservou a cognição e a memória. E, com o movimento dos olhos e leve movimento do queixo, mediante um cartão com as letras do alfabeto, e um programa especial de computador, ela se comunica, e desenvolveu sua tese de doutoramento em arte e educação. Deu ao seu estudo o nome de "Além do corpo", desenvolvido em três anos.
Ana Amália Tavares Barbosa, essa lutadora incrível, defendeu ontem sua tese na USP (Universidade de São Paulo), recebendo, com “distinção e louvor”, o titulo de doutora em arte e educação.  
Com o título, veio o reconhecimento de ser a primeira tetraplégica, muda e disfágica (não mastiga, nem engole) a obter tal vitória na Universidade de São Paulo.
Penso, mesmo, que talvez seja a única no Brasil e, quiçá, no mundo a se doutorar em condições tão adversas.
Ao ter sua tese aprovada, Ana Amália, comunicando-se com os olhos, usou a palavra daqueles que enfrentam desafios e atingem seu objetivo: “Consegui”.
E sua mãe, falou lindamente:
“Estou nervosíssima e muito orgulhosa. Ela deixou de ser vítima da vida para conduzir a própria vida”.
Afinal, que força é essa?


Esse caso me lembrou o do livro “O escafandro e a borboleta”, escrito por Jean-Dominique Bauby, também portador da síndrome do encarceramento.
Falei sobre ele em post publicado em 30/06/2010.



6 comentários:

  1. É de arrepiar isso,não?E comoveu a todo,acredito!

    Que garra, determinação, raça!! Maravilha que serve de exemplo para muita gente que está com uma unha do pé quebrada e já se sente "doente"...rs


    beijos,tudo de bom,chica

    ResponderExcluir
  2. Que força é essa?
    É mesmo essa a pergunta a fazer, Heloísa. Eu não conhecia essa síndrome, realmente estou muito impressionada com o feito dessa senhora, com as limitações enormes que ela tem. É mesmo incrível como pessoas com deficiências tão graves conseguem superar, e ainda fazer mais e melhor que outras pessoas na posse de todas as suas faculdades. É mesmo uma força que só quem passa essas situações deve saber onde vai buscar.
    Impressionante.

    Beijinhos

    ResponderExcluir
  3. Olá Heloísa,
    Outro dia estava vendo uma reportagem de um ex BBB (não me lembro o nome), um cara lindo que sofreu um acidente de carro e ficou na cadeira de rodas. Sabe, fiquei arrepiada em ver o depoimento dele e a determinação de fazer remo.
    Essa força e essa superação é algo que me move muito a fazer determinadas coisas quando estou desanimada ou quando começo a reclamar de alguma coisa. Graças a Deus, temos saúde e um corpo perfeito para fazer qualquer coisa.
    Eu tiro meu chapéu para situações assim.
    Linda postagem.
    Bons fluidos

    ResponderExcluir
  4. Helô,
    Realmente fantástica a superação desta mulher e que exemplo maravilhoso para todos nós!
    Li estas palavras abaixo noutro dia num blog e enviei-as pro meu filho que conseguiu excelentes notas este mês na faculdade, acho que tem muito a ver com isso também:

    "O importante não é o obstáculo que nos derrubou.
    O importante é a força que nos fez levantar e mudar a história de nossas vidas."

    beijos cariocas

    ResponderExcluir
  5. Oi, Helô,

    A moça deu um super exemplo de força e determinação e o seu feito é mais que inspirador. Para mim esta é mais uma prova da prevalência do espírito sobre o físico.

    Beijo, bom fim de semana e bom dia das mães!

    ResponderExcluir
  6. Não há como entender, Heloísa. São pessoas especiais. Escolhidas.
    Beijo!

    ResponderExcluir

Deixe aqui seu comentário. Depois é só escolher uma identidade. Se você não tiver conta google, clique em nome/URL, logo abaixo. Coloque seu nome e, depois, clique em Publicar. Vou adorar ler o que tem a me dizer.