sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sobre livros

Há poucos dias postei uma foto com vários livros, aguardando em fila de espera para serem lidos. Pois bem. Acabei de ler dois: A menina que roubava livros, de Marcus Zusak, e Fazendo as malas, da Danuza Leão.
Que pena! Não gostei de nenhum dos dois.
A menina que roubava livros esteve, e está, há várias semanas entre os livros mais vendidos. Nunca me impressionei com esse tipo de coisa, e mais uma vez fiquei com a sensação de que, às vezes, remo contra a maré. O livro é lento, cansativo, não conta nada de novo, e discorre sobre o já conhecido de uma forma sem qualquer atrativo. A não ser que se ache interessante ter a “morte” como narradora da história, que se passa na Alemanha, durante a 2ª guerra mundial.
Já em relação ao “Fazendo as malas”, até estava com uma expectativa boa. Adoro viajar. Havia gostado do livro “Quase tudo”, da mesma autora, e pensei que talvez fosse uma leitura agradável sobre lugares em que já estive, e que adorei. Nada disso. Mas para uma coisa serviu: para me lembrar que há algum tempo não vou a esses lugares maravilhosos e que devo tentar voltar, logo que possível.
De uma coisa eu tenho certeza: minha viagem será diferente das descritas, pois cada pessoa organiza sua viagem conforme seus interesses, enxerga-a com seus olhos e sente-a com suas emoções.
Agora é seguir com a leitura dos demais livros, e torcer para gostar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval

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Nunca fui muito carnavalesca, no sentido de “pular”, ou “brincar”, durante os dias de carnaval. Pular e brincar eram os termos que usávamos quando íamos aos bailes, ou às matinês de carnaval.

Você vai pular no carnaval?

Em que clube você vai brincar?

O vocabulário era, e ainda é muito peculiar.

Os bailes dedicados aos festejos do “rei Momo” eram animadíssimos, e o pessoal pulava das 22 horas até as 4 horas da manhã. O baile era animado por uma banda que tocava todos os sucessos dos carnavais antigos, Mamãe eu quero, Taí, Jardineira, Aurora ..., e as marchas e sambas do ano. Isso porque, todos os anos havia lançamentos, que eram tocados e repetidos pelas emissoras de rádio durante um ou dois meses antes do carnaval. Quando o carnaval chegava, todos sabiam cantar as músicas novas, que se juntavam às antigas.

Os bailes de carnaval eram, realmente, brincadeiras dos "foliões", que ficavam andando ou pulando, com ritmo, na volta do salão, e cantando as músicas tocadas pela banda. Dava-se muitas voltas no salão, aos pares, ou não.

A decoração do salão era muito alegre e colorida, e havia os confetis e as serpentinas.

 Nas matinês infantis, os pais tinham prazer em levar suas crianças  com fantasias, carregando um saquinho com confetis coloridos, e alguns poucos rolos de serpentina. A isso se juntava a música da banda, e a brincadeira e alegria estavam completas.  

Além do carnaval de salão, existia o carnaval de rua. O mais tradicional era o carnaval com corso (automóveis trafegando devagar, com pessoas fantasiadas sentadas nos paralamas). Depois vieram os blocos, que mostravam um carnaval muito simples, porém autêntico. Em muitas cidades, esses blocos ainda continuam vivos.

Com o tempo, o carnaval foi mudando. Hoje, praticamente, não existe mais o carnaval de salão. Nas grandes cidades, o carnaval transformou-se em teatro ao vivo, com shows fantásticos, que são os desfiles das escolas de samba. Cada escola desenvolve um enredo e tem uma música para contar sua história, que é o chamado samba-enredo. Mas essa música, salvo honrosas exceções, não dura mais que um carnaval, situação bem diferente das músicas dos outros tempos.

Isso porque, as músicas de carnaval, cantadas até hoje em qualquer lugar onde o carnaval esteja sendo festejado autênticamente, são as marchinhas bem antigas, e os sambas e marchas compostos especialmente para o carnaval até a década de 1960. São as músicas eternas do carnaval. Entre elas:

 “Ô abre alas, que eu quero passar,

ô abre alas que eu quero passar,

eu sou da Lira não posso negar,

eu sou da Lira, não posso negar." 


 “Mamãe eu quero, mamãe eu quero,

mamãe eu quero mamar

Dá a chupeta, dá a chupeta,

Dá a chupeta pro nenê não chorar.”


Yoyô dá o braço prá Yayá,

Yayá dá o braço prá Yoyô,

o tempo de criança já passou.

Pirulito que bate, bate.... 


Alá, lá ô, ô, ô, ô,ô, ô, ô,

Mas que calor, ô, ô, ô, ô, ô, ô

Atravessamos o deserto do Saara,

o sol estava quente, e queimou a nossa cara ....

 

“Confeti, pedacinho colorido de saudade,

Ai, ai, ai, ai,

Ao te ver na fantasia que usei,

Confeti, confesso que chorei.”

  

“ Um pierrô apaixonado,

que vivia só cantando,

por causa de uma colombina,

acabou chorando, acabou chorando”.

  

“Se você fosse sincera,

ô ô ô ô Aurora.

Veja só que bom que era,

ô ô ô ô Aurora”.

 Cantaram comigo?

“Pular” no carnaval não me atraía muito. Mas cantar e ouvir as músicas eternas do carnaval, é algo que gosto muito até hoje. Outra coisa que gosto muito é ver as crianças fantasiadas. Por isso, segue um bloco de pequenos foliões, iniciado pela vovó:

A vovó com 1 ano e 3 meses, fantasiada de fadinha, com cabelos encaracolados conseguidos por "papelotes" feitos pela bisa.

O índio com 1 ano e 3 meses.


 A havaiana e o pirata, então com 5 e 7 anos.

                                                             

Borboleta, com 7 meses.


 Com 2 anos e 7 meses, também de borboleta ( ou libélula?).


Fim de festa. Juntando os confetis e as serpentinas.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Fim de semana

No início dos tempos, o sétimo dia da semana foi dedicado ao descanso, conforme nos conta o Livro dos Livros.

Depois, houve épocas em que o trabalho era constante. Não havia nenhum dia para o repouso.

Aos poucos a sociedade foi evoluindo, os costumes foram mudando e o direito ao repouso semanal passou a ser reconhecido. Entre nós, existe previsão constitucional já há bastante tempo. Os trabalhadores precisam de um dia para a recomposição de suas forças físicas, e mentais. E isso lhes é garantido.

Daí começou toda uma história de dia de lazer que, para muitos, transformou-se em dois dias: o sábado e o domingo.

Todos esperam por seu dia de folga : os que trabalham, os que estudam. É o dia de mudar a rotina, de ir à praia, ao campo, ao cinema. É dia de ficar tranquilo em casa, de ler um bom livro, de encontrar com os amigos, de brincar com os filhos. É o dia de fazer um churrasco, de experimentar uma nova receita, de tomar uma caipirinha, de ir andando até a sorveteria.

Enfim, é o dia de mil prazeres. Alguns até muito simples.

E para as vovós, é um dia perfeito para o encontro com seus netinhos. E, melhor ainda, para uma reunião alegre de família, quem sabe em torno de uma mesa de refeição. E como lazer envolve prazer, é muito bom quando se descobre uma atividade que dá prazer para todos.

E foi com essa atividade prazerosa que eu passei meus dois últimos domingos, tendo, é claro a companhia de minha netinha.

Num domingo, encontrei com ela em São Paulo, numa festa infantil de menininhas gêmeas, netas de uma prima querida. E aqui está ela, com um penteado feito durante a festa, no salão de beleza infantil montado para brincadeiras, e depois pegando seu docinho preferido, um brigadeiro.


No outro domingo, a reunião foi na minha casa e ela aparece oferecendo uma bolacha para sua bisa.

Que bom que existem os domingos!

E amanhã, é domingo de carnaval. Logo vou falar sobre ele.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bálsamo


Olhar para o mar, e caminhar pela sua beirada, é como um bálsamo, para mim.
Ontem saí para caminhar às 9:30 h, e o sol já estava bem quente. Protetor solar nº 50, biquíni (a vovó também usa), chapéu e havaianas. Uniforme completo para uma hora de prazer. Atravessada a avenida e a larga faixa de areia da praia, termina a sensação desagradável do sol queimando. Na beira do mar, uma brisa gostosa que me faz esquecer o calor e tudo o mais (que merece ser esquecido).
Vou caminhando, apreciando o movimento das ondas, a beleza do mar e do céu. De repente, um daqueles pensamentos que me estão afligindo, tenta ocupar o lugar da minha contemplação. Faço um esforço para afastá-lo. Ele teima. Vejo alguns veleiros e, bem ao longe, alguns navios que, embora de carga, me fazem lembrar dos deliciosos cruzeiros que já fiz, e sonhar com os próximos. Pronto. Livrei-me do intruso.
Caminho mais um pouco e encontro com uma antiga colega de faculdade, que não via há muitos anos. Continuamos juntas, conversando, rememorando e trocando telefones para possíveis contatos. Antes de terminar o passeio, entrei no mar até a altura dos joelhos. Que delícia!
É isso. Hoje o dia estava bem azul, o mar calmo. Vi e vivi o belo, lembrei de passagens boas, fiz planos. Parece que a rotação do turbilhão está diminuindo. Ou, então, eu já não estou sentindo muito sua voracidade.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Turbilhão


Dessa vez, estou me sentindo aqui:


Ainda bem que conto com isso:

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Selinhos e desafios

Recebi alguns desafios, por parte de queridas amigas blogueiras, assim como um selinho, que também envolve certo desafio.
De imediato, entrei no blog das amigas, agradeci a lembrança e disse que logo os cumpriria.
Contudo, o tempo foi passando, e eu não enfrentei os desafios. Daí, pensando sobre o assunto, cheguei à conclusão de que minha resistência tinha explicação.
Antes de mais nada, quero deixar claro que adorei ter sido lembrada por minhas amigas e que, num primeiro momento, realmente pensei em cumprir as obrigações dos desafios.
Acontece o seguinte: parece que essa situação dos desafios é meio semelhante a aquela das correntes, que costumamos receber por e-mails, e que eu nunca passei adiante (embora algumas fizessem ameaças fortes, para quem as ousasse quebrar).Felizmente, os desafios não contêm ameaça, mas da mesma forma que as correntes, devem ser passados para 5, 8 ou10 pessoas, e a coisa vai aumentando numa progressão incrível. De repente, estamos com 2, 3 ou 5 desafios para cumprir, tendo que passá-los para outro tanto de pessoas.
Não sei se estou conseguindo me explicar, mas não me sinto muito à vontade com essa situação.
Por esse motivo, peço mil desculpas às minhas amigas, mas terei que passar ao largo dos desafios. Penso que meus sonhos, minhas “manias”, ou hábitos, e dados aleatórios sobre minha personalidade, já estão sendo revelados aos poucos por meus textos. Assim, de certa forma, elas já estão sendo atendidas, por via indireta.
Por favor, me entendam. A lembrança de vocês foi maravilhosa, mas eu é que tenho dificuldades para esse tipo de coisa.
Por último: eu mesma, logo no início do meu blog, cheguei a criar um selinho e enviei para duas amigas queridas. Na época, ainda não havia percebido essa febre de selo, e ele foi criado para resolver uma situação desagradável que havia sido desencadeada por um “selinho suspeito”. Minhas amigas conhecem bem o episódio.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Doce, mas não muito

Minha netinha, que está com dois anos e seis meses, passou seu primeiro ano de vida praticamente sem sentir o sabor do açúcar. O único sabor doce que conheceu foi o das frutas, e gosta muito de todas que lhe são oferecidas.

Quando completou 1 ano, foi apresentada para o chocolate, na forma de um brigadeiro. Nem é preciso dizer que adorou. Mas nem por isso passou a gostar de outras guloseimas tipo pirulito, jujuba, balas. Não liga para essas coisas, excetuando os chocolates.

Agora, de vez em quando come as sobremesas feitas pela vovó, e tem gostado de todas. De um modo geral são doces feitos com pouco açúcar, porque a vovó adora doces mas não gosta de abusar.

Outro dia foi a vez do doce de abóbora.

Sempre gostei muito de doce de abóbora, mas sempre achei um doce muito trabalhoso. Exige que se mexa, praticamente sem parar, até que se chegue ao seu ponto. De repente, encontrei uma receita fantástica: fácil de fazer, gostosa, bonita e muito pouco calórica. Tenho feito com bastante frequência, e dias atrás, num almoço, foi a sobremesa da Isadora. Ela também aprovou e, claro, que quis repetir.

É uma receita prática e que faz sucesso, e que fica ótima acompanhada por um pedaço de queijo, ou uma colher de requeijão. É da autoria da Rita Lobo e encontra-se aqui.

Os passos são os seguintes:


500 gramas de abóbora em pedaços. Cobrir com 200 gramas de açúcar, colocar 4 ou 5 cravinhos e dois pedaços de canela. Tampar a panela. Deixar descansando no mínimo duas horas. Vai formar uma calda assim:


Mexer para misturar a calda e levar ao fogo. Quando começar a ferver, abaixar o fogo. 

Já com o fogo baixo, tampar a panela deixando uma abertura. Dessa forma:

Deixar cozinhar durante vinte minutos, mexendo de vez em quando (mais ou menos 4 vezes). 

Apagar o fogo e deixar a panela tampada, totalmente, até esfriar por completo. Se abrir antes, o doce não fica bonito.

Esperando esfriar:



Depois de frio é só colocar numa compoteira e levar para gelar.


Está servida?